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domingo, 31 de agosto de 2008

VERÍSSIMO - VERISSÍSSIMO!!!



VERISSIMO - O GLOBO

Agora que Barack Obama está confirmado como o indicado dos democratas à Presidência dos Estados Unidos e sua candidatura passou de hipótese a fato, muitos no seu partido devem estar se perguntando “o que foi que nós fizemos?” A hipótese de alguém como Obama ser o candidato era atraente, era de sonho. O fato irreversível da sua candidatura traz um choque de realidade. Obama como hipótese era um candidato diferente, mais diferente do que qualquer outro na história do partido e do país. Obama confirmado provoca especulações sobre a viabilidade política do sonho. Especula-se que ele talvez seja diferente demais.

Se Obama fosse negro de pai e mãe seu exotismo seria menor. Bem ou mal, os brancos americanos já têm uma longa experiência de convivência com negros, principalmente depois do fim do racismo oficial nos estados do Sul e da segregação nas escolas.

Mas ainda existe uma separação de fato, e o que quase não faz parte da experiência americana é a mestiçagem. Obama não é apenas diferente da maioria branca, é diferente da maioria dos negros do país — na verdade, com sua história multirracial e multinacional, é diferente da maioria da Humanidade.

Além de ser filho de um africano muçulmano e de uma americana branca, nasceu no Havaí, que no imaginário, e nos planos de viagem, do americano comum é o lugar mais exótico em que se pode estar sem sair dos Estados Unidos. E, não sendo um havaiano típico, até no Havaí ele é diferente.

O trabalho duro dos democratas agora é fazer o eleitorado distinguir o que Barack Obama tem de positivamente diferente do que ele tem de estranho.

Na convenção que indicou Barack já deu para perceber que grande parte da propaganda eleitoral democrata será dedicada a mostrar que os Obama são gente como a gente americana e não têm nada de exótico, ou não ao ponto de assustar. E que a novidade que ele representa é a de um jovem com outras idéias, em contraste com o velho McCain, e não a de um enigma que se aproxima da Presidência para fazer ninguém sabe bem o quê. Esta última alternativa é a que a propaganda dos republicanos enfatizará, numa campanha que — segundo comentaristas americanos — já é uma das mais sujas da história. Pode-se imaginar que até as eleições de novembro um lado insistirá que Barack Obama é normal e o outro que ele é um mistério de quem se pode esperar de tudo, até o sacrifício de galinhas no Gabinete Oval.

De qualquer jeito, agora começa o período em que as pessoas se concentram nas opções e nos contrastes e pensam melhor em quem vão votar. E em que o partido democrata descobre se fez uma boa escolha ou jogou fora uma eleição imperdível.

Postado por Luis Favre

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER XV

Lula abre em SP ‘participação’ na campanha de 2008

Eduardo Knapp/Folha

Como prometido, Lula pôs os dois pés na campanha municipal de 2008. Abriu sua participação por São Paulo, Estado em que o PT tem o PSDB como principal rival.

No início da tarde deste sábado (30), Lula desfilou em carro aberto ao lado de Marta Suplicy (PT) e do vice dela, Aldo Rebelo (PCdoB).

Mais atrás, noutro carro, seguiam um par de deputados –Arlindo Chinaglia e Luiza Erundina—e outro de senadores –Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy.

A carreata percorreu ruas do bairro de São Miguel Paulista, um reduto nordestino encravado na capital paulista.

Lula dá as caras em São Paulo num instante em que Marta está bem-posta nas pesquisas. Segundo o Datafolha, ela lidera com 39%.

Ao associar sua imagem à de Lula, Marta tenta dar um salto nas sondagens eleitorais. Estima-se no comitê do PT que, se chegar a 47%, a candidata pode liquidar a fatura no primeiro turno.

São notórias, porém, as dúvidas quanto à perspectiva de transferência de prestígio de um político para outro.

De São Paulo, Lula voará para São Bernardo. Ali, participa de comício do candidato petista Luiz Marinho, ex-ministro da Previdência. O evento está marcado para as 18h.

Ainda na noite deste sábado (30), Lula subirá em outro palanque. Dessa vez na vizinha Diadema. Pedirá votos para o petista Mário Reali.

No domingo, Lula participa do terceiro e último comício deste final de semana. Será em Santo André. Cidade em que o PT disputa a prefeitura com Vanderlei Siraque.

Nos próximos dois finais de semana, o presidente planeja fazer campanha em outras cidades. Já escolheu três: Curitiba (PR), Vitória (ES) e Natal (RN).

Escrito por Josias de Souza às 15h58

AINDA VEREMOS ISTO EM CUIABÁ...

PED 2009 - A LUTA CONTINUA!!!

PESCADO DO BLOG DO JOSIAS

sábado, 30 de agosto de 2008

PORTO ALEGRE!!

Lula está confiante na vitória de Maria do Rosário

Lágrimas, acertos, lá vai o Deputado Alexandre negociando o nome do PT novamente.



PT chora e ganha espaço na nova Mesa da AL
sábado, 30 de agosto de 2008 | 06:11



Após ser ouvido pela juíza Maria Aparecida Ribeiro, Alexandre Cesar admitiu que o PT deverá compor a futura Mesa Diretora da Assembléia Legislativa que terá os deputados José Riva (PP) e Sérgio Ricardo (PR) como presidente e primeiro-secretário, respectivamente. Antes de Alexandre chegar à Assembléia Legislativa, o partido já havia até ingressado na Justiça na tentativa de impedir a eleição do pepista na Mesa Diretora da Casa.

O espaço que o PT terá, será definido na próxima segunda-feira, um dia antes da eleição da nova Mesa. O cargo será ocupado por Ademir Brunetto. Apesar da briga histórica que a legenda travou contra Riva, Alexandre garante não ver mal-estar na situação, como criticam alguns de seus correligionários.

"Entendemos que esse é um momento de se buscar espaço no Legislativo. Espaço para ampliar a participação popular e tornar cada vez mais transparente o Poder. Não condeno quem critica essa postura, mas tenho o direito também de ser contra àqueles que acham que PT bom é PT pequeno", ponderou.

As mudanças de opinião, segundo Alexandre, fazem parte do jogo político e não refletem incoerência. "Não há mal-estar nenhum. Tenho apresentado projetos para dar mais transparência ao Legislativo e acredito que o partido participar da Mesa vai ajudar nisso também". Riva é o único candidato a presidente.

( Téo Meneses - A Gazeta )

VIDA LONGA!

Foto:

Vida longa à CUT

Nascida no berço das grandes mobilizações dos trabalhadores, a CUT completa hoje 25 anos de existência. Durante o 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), realizado em São Bernardo do Campo no dia 28 de agosto de 1983, mais de cinco mil pessoas lotaram o galpão da extinta companhia cinematográfica Vera Cruz e lançaram as bases do novo sindicalismo brasileiro, autônomo e independente.

Ao mesmo tempo em que ruíam os alicerces da ditadura militar no Brasil, inúmeros setores da sociedade civil começavam a se reorganizar. É neste ambiente de profunda mobilização da classe trabalhadora por seus direitos e pela redemocratização do País que nasceu a CUT, como expressão concreta da luta contra o sindicalismo oficial.

Vinte e cinco anos podem parecer pouco tempo, principalmente se comparados com as trajetórias das centenárias das organizações sindicais da Europa. No entanto, em função dos obstáculos à livre organização dos trabalhadores em nosso País, este um quarto de século representa um imenso passo no sentido de assegurar um espaço para os trabalhadores organizados no cenário nacional.

Parabéns a todos que ajudar a construir a CUT.

* Do sítio PTSul pescado do BLOG DO JULIO GARCIA..

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

LULA PRESIDENTE DO BRASIL!!!!

Tarso considera normal que partidos
disputem imagem de Lula

FORTALEZA (Reuters) - O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta sexta-feira, em Fortaleza, que considera normal a disputa dos partidos aliados pelo uso da imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas campanhas eleitorais. Por outro lado, deixou claro que também acha natural a tentativa do PT de resguardar o uso dessa imagem para si "já que o presidente é do PT, é fundador do PT e nossa figura mais importante, nacional e mundial."

Tarso fez os comentários em função da disputa entre a candidata do PT, Luizianne Lins, e do PDT, Patrícia Saboya, pelo direito de usar a imagem de Lula nos programas eleitorais. Luizianne foi à Justiça contra Patrícia, que foi proibida de usar a imagem do presidente. Sobre os ataques que Patrícia tem feito em sua propaganda eleitoral à administração da candidata petista à reeleição, Tarso Genro disse que Luizianne "é nossa candidata do coração e vai ganhar a eleição." Fonte: Uol Eleições.

Alexandre responsabiliza direção do PT por dívidas

Alexandre responsabiliza direção do PT por dívidas

TRE-MT

Deputado nega caixa 2 e diz que acusações não procedem
O deputado estadual Alexandre César (PT) depôs hoje (29) pela primeira vez em juízo sobre o suposto uso de caixa dois durante a campanha eleitoral de 2004, ano em que concorreu a prefeito de Cuiabá e que respondia pela sigla no estado, como presidente do diretório regional da legenda.

Em sua defesa, o parlamentar alegou que as dívidas remanescentes ao tempo em que respondia pelo diretório estadual do PT são oriundas de campanhas institucionais da sigla antecedente ao período eleitoral denominada “O PT Quer Ouvir Você”, como também das campanhas eleitorais de Cuiabá e de mais 27 municípios em que o PT disputou as eleições em Mato Grosso.

“O que gerou toda essa confusão nas contas foi a consolidação das dívidas da campanha municipal com a campanha institucional, sob orientação do diretório nacional”, disse César em depoimento a juíza da 1ª Zona Eleitoral, Maria Aparecida Fago.

Conforme Alexandre César, à época, o diretório Nacional do PT havia se comprometido verbalmente em contribuir com o pagamento das dívidas do partido, o que até hoje não foi cumprido. Contudo, ao final do depoimento, o deputado afirmou que ainda acredita que haverá contrapartida da atual Executiva Nacional do PT.

“Nós fazemos constantemente esse pedido, mas até agora não houve nenhuma manifestação por parte da Nacional. Nós continuamos na expectativa de que essa ajuda ainda chegará”, declarou o parlamentar.

O petista negou a prática de caixa 2, argumentando que não houve nenhum tipo de movimentação financeira que não fosse contabilizada na prestação de contas de campanha junto à Justiça Eleitoral. Ainda de acordo com o parlamentar, o TRE analisou a prestação de contas e aprovou com ressalvas, as quais ele explica ser referentes apenas a formalidades técnicas.

Quando questionado pela representante do Ministério Público Eleitoral, promotora Lindinalva Rodrigues Corrêa, sobre quem de fato são os responsáveis pelas dívidas do PT, o deputado limitou-se a dizer uma parte cabe ao diretório municipal, cujo atual presidente é o Vilson Guiar e a outra ao diretório estadual, que está sob o comando do deputado federal Carlos Abicalil.

Procurador do Estado e suplente de deputado em exercício, Alexandre César declarou ao TRE dívidas de apenas R$ 964 mil na campanha de 2004. Mas, em 2005, assinou documentos em que se comprometia a pagar débitos da campanha que foram omitidos da Justiça.

No entanto, na época, os credores recorram ao Judiciário na tentativa de receber por serviços prestados em 2004, que somam mais de R$ 3 milhões, o que motivou a denúncia por parte do Ministério Público contra Alexandre.

Recursos

Na tentativa de postergar o seu depoimento ainda ontem, um dos patronos do deputado requereu o adiamento do interrogatório marcado pela Justiça Eleitoral sob a alegação de que nenhum dos advogados poderia acompanhar o deputado no interrogatório, o qual foi indeferido pela Juíza Eleitoral, Dra. Maria Aparecida Ribeiro.

E hoje, através de fax, o advogado João dos Santos Gomes Filho protocolou um pedido solicitando o retorno do processo ao TRE-MT tendo em vista as recentes alterações no CPP (Código de Processo Penal), em que as testemunhas de defesa depõem antes do acusado. O pedido também indeferido pela Juíza.

Atualmente, Alexandre César é o líder do PT na Assembléia Legislativa. Nas eleições de 2006, ele concorreu a uma vaga de deputado estadual, mas conseguiu apenas ser suplente pelo PT. Ocupa interinamente a vaga de Ságuas Moraes – que está secretário de Estado de Educação.

Desdobramentos

O caso do deputado estadual Alexandre César (PT) rendeu uma série de problemas políticos e internos ao Partido dos Trabalhadores. Um deles ocorreu no dia 6 de maio deste ano, em que o PT de Cuiabá recebeu um mandado de citação, penhora e avaliação da Justiça do Trabalho para o pagamento de R$ 306.309,61 de dívidas reclamadas pelo marqueteiro Walter Jorge Orsi Dorighelo contra César, que trabalhou para a campanha do petista quando candidato a prefeito da capital em 2004.

Na sucessão da presidência regional da sigla também foram vários os embates entre o grupo da senadora petista Serys Slhessarenko e o do deputado federal Carlos Abicalil (PT). Os apoiadores de Serys alegavam que a dívida era do Alexandre e não do partido. No final, o grupo de Abicalil se elegeu dizendo que o problema era sim do partido.

Outro desdobramento que o caso César trouxe à tona, foi questionado por, pelo menos, um blog da capital ao especular que o apoio do PT ao PR nas eleições municipais de 2008 envolveria o pagamento desta dívida. Informação esta que foi completamente rechaçada pelo parlamentar em questão e presidente regional do partido dos Trabalhadores.

Luana Braga e Sandra Costa PnBOnline

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER - XIV

Em PORTO ALEGRE É MARIA.. É MARIA...

CAMINHADA: Ambientalistas e movimento comunitário estão com Maria

Sexta-feira, 29 de Agosto, 2008 19h 19min

Ambientalistas e ativistas do movimento comunitário já escolheram a sua prefeita de Porto Alegre: Maria do Rosário. O apoio foi ratificado no início da noite desta sexta-feira (29), durante a tradicional caminhada da Frente Popular. Maria, Danéris, Olívio, Raul e Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência da República, acompanhados de militantes e de candidatos a vereadores partiram do Comitê Central até o Largo Glênio Peres.

Meio ambiente
“Transformaremos o lixo em energia elétrica”, disse Maria. Para ela, esta iniciativa contribuirá para firmar a imagem de Porto Alegre como cidade ambientalmente sustentável a partir do projeto Lixo é Luz. Além disso, o Programa Socioambiental, iniciado na gestão da Frente Popular, prevê a ampliação do tratamento de esgoto de 27% para 77%. “A maturidade e a experiência nos permitem avançar com passos seguros. É para frente que olhamos”, frisa a candidata, que tem entre suas características não abandonar projetos pela metade.

Eleita prefeita, Maria retomará a coleta seletiva em toda cidade. Ela também fortalecerá o processo de implantação de áreas verdes, em especial o Parque Natural do Morro do Osso, Morro São Pedro, Morro Santana, Arroio Cavalhada e Linear do Salso. E ainda promoverá a Conferência Municipal de Meio Ambiente.

Participação
Para a Frente Popular ouvir a população é fundamental. “O Orçamento Participativo será mais abrangente. Não fazemos promessas. Apresentamos um programa factível de executar”, disse Maria.

Nesta eleição, Fogaça repete promessas do pleito anterior, que não foram cumpridas. “Os porto-alegrenses têm a minha palavra. Danéris e eu conhecemos bem a cidade, temos projetos e nossa afinidade nos permitirá fazer um trabalho harmônico em prol da nossa Capital”, arrematou Maria.




Notícias

APOIO: Dilma e Haddad reforçam campanha de Maria do Rosário

Sexta-feira, 29 de Agosto, 2008 16h 39min

Dois ministros reforçam a campanha de Maria do Rosário neste final de semana. No sábado (30), às 11h, Dilma Rousseff (Casa Civil) conhecerá as propostas da Frente Popular de municipalização do porto e revitalização da orla do Guaíba. O encontro ocorre no Pórtico do Cais Mauá.

No domingo (31), às 15h, é a vez do ministro da Educação, Fernando Haddad, participar da campanha de Maria. Eles vão caminhar na Usina do Gasômetro, onde serão apresentadas as propostas para uma educação de qualidade, como cursos técnicos noturnos, escola de tempo integral e mais creches.




Notícias

ASSIS BRASIL: Danéris e Olívio apresentam projeto Olho Vivo

Sexta-feira, 29 de Agosto, 2008 16h 37min

Mais investimentos em segurança tem sido a principal reivindicação ouvida pelo candidato a vice-prefeito da Frente Popular, Marcelo Danéris, nos comércios de bairro. Nesta sexta-feira (29), junto com o ex-prefeito Olívio Dutra, Danéris apresentou aos comerciantes da Assis Brasil o programa de segurança Olho Vivo, previsto no plano de governo da coligação. “Vamos constituir uma central de monitoramento com câmeras de vídeo para oferecer mais segurança à população”, reafirmou.

Mais iluminação, mais brigadianos na rua, mais integração entre as polícias, além de políticas de prevenção à criminalidade com ações na área social com participação comunitária são alguns dos compromissos assumidos pela Frente Popular para administrar Porto Alegre nos próximos quatro anos. “Segurança será prioridade”, garantiu o candidato.

Zona Norte avançou com Frente Popular
Os moradores do bairro têm boas lembranças da administração da Frente Popular em Porto Alegre. “Sentíamos mais firmeza dos gestores e um maior acolhimento das pessoas”, avaliou o casal de comerciantes autônomos João Carlos e Adriana Borella. Nos anos da Administração Popular, a região da Assis Brasil recebeu uma grande obra de drenagem com a implantação de uma rede coletora pluvial que reduziu sensivelmente os alagamentos causados pelas fortes chuvas. Danéris lembrou que, à frente da Prefeitura, a Frente Popular também fez as obras de alargamento e recuperação da avenida e dos corredores de ônibus, a recuperação do Viaduto Obirici e a canalização do Arroio Tapajós. “Temos experiência e capacidade para voltar a governar Porto Alegre e avançar nas políticas públicas de atenção à população”, afirmou o candidato

Pescado do Blog Maria do Rosário prefeita

ELA TEM MUITO A VER COM TUDO ISTO!

Nossa guerreira Enelinda tendo por trás um outdoor que lhe orgulha muito!


Muito a Companheira Enelinda fez desde quando militando pela ADUFMAT iniciou um processo de capacitação dos professores, de melhoria das condições de trabalho e, aliada aos estudantes, entre eles Mauro Mendes, lutou sempre pela melhoria do ensino na UFMT. Deu nisto!!!!

E a alegria contagia seus guerreiros...


E também os Guerrilheiros Virtu@is, sempre presentes!

O GALO MISSIONEIRO

Olívio Dutra

Sentado tomando uma ceva em um daqueles bares da rua do Mercado Público de Porto Alegre, eu observava o movimento.

Era um final de tarde, e a luz se esvaía pelas frestas dos grandes edifícios que circundam o largo Glênio Peres.

O volume de pessoas andando para todos os lados crescia.

As pessoas tomavam os seus rumos, ou para casa após um longo dia de trabalho, ou para atividades no turno da noite no Centro da capital.

Os barulhos também eram muitos e diferentes.
Era o grito dos ambulantes vendendo tomatealhofrutaspilhaantenavideogameroupadvd e tudo o mais.

Era o barulho do motor dos ônibus, da música que forçava a sua passagem pelos ruídos, cruzando o largo desde o Chalé da Praça XV.

E é ali, naquele horário, que cruzam os caminhos milhares de cidadãos.

É ali que negro atravessa o rastro do branco, que cruza olhares com a prostituta, que sente o cheiro de urina dos moradores de rua, que olham sedentos a carrocinha do cachorro-quente, que serve o estudante, que paga com suas fichinas escolares, que ele comprou dos vendedores ilegais ali na esquina da Voluntários, que observam atentamente se não há fiscais em volta...

Este é o mundo real de uma cidade.

Sem ar-condicionado.

Sem conforto.

Sem perfume.

E é lá no meio da multidão que observo uma figura conhecida.

Um tanto franzino, um pouco corcunda até.

Uma figura incógnita, um ninguém como todos os que cruzam por ali.

Passaria batido, mas há algo que o entrega aos meus olhos: o vasto bigode.

Era Olívio Dutra.

Ex-prefeito de Porto Alegre, ex-governador do RS e ex-Ministro da República.

Cruzava o largo em direção à Praça Parobé para pegar o seu ônibus.

Mesmo quando prefeito e, posteriormente, governador, Olívio nunca perdia os seus hábitos - digamos assim - comuns.

Não foram poucos os que o encontravam em ônibus de linha, ou passeando pela cidade, ou até mesmo tomando uma cachacinha no Bar Naval, naquele mesmo Mercado Público que por ora eu me encontrava.

Olívio Dutra entra, então, para a galeria d'os caras por causa disso.

Porque é homem comum.

Em todos os meus anos de Porto Alegre nunca encontrei outras figuras públicas andando tão tranqüilamente por entre as pessoas como ele andava.

Sem claque, sem segurança.

Hoje, nosso invisível prefeito faz operação de guerra para entrar em carros oficiais na saída da Prefeitura. Temos uma governadora que não põe o pé na praça pública, prefere entrar em um ômega com ar-condicionado e fazer a volta na Matriz para chegar ou ao Tribunal, ou à Assembléia Legislativa.

São míseros 50 metros!

Metros estes infinitamente inferiores aos que presenciei Olívio andando naquele dia.
Aqueles não são gente. Não são povo.

Se acham mais. Se escondem em suas castas.

Esquecem-se que o Estado, na realidade, é de quem pega o ônibus, de quem põe o pé na calçada esburacada, de quem todos os dias cruza o largo em direção ao pôr-do-sol do Guaíba, mas nunca o vê, porque o ônibus parte para iniciar-se mais uma etapa da sua rotina de todo o dia: o voltar para casa.

Eu enxerguei um Olívio assim.

Voltando para casa sem ver o pôr-do-sol.

Pobre Rio Grande do Sul...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

NOVAMENTE SOBRE A RESERVA INDÍGENA!

GRILEIRO PROVOCADOR!



Que imposto, cara pálida?

Provocação barata de Paulo César Quartiero, arrozeiro e grileiro de terras públicas, depois do voto do ministro Carlos Ayres Britto, ontem, no STF:

“Como é difícil ser produtor rural neste país, e o que eu sinto mais vergonha na minha vida é que eu pago imposto para sustentar um monte de gente”.

Questionado sobre a afirmação de Quartiero, o ministro Ayres Britto disse que os produtores são beneficiados com isenção fiscal.

“Até onde eu sei, os rizicultores de Roraima têm isenção de ICMS, oferecida pelo governo do Estado até 2018”, argumentou Ayres Britto.

A REVISTA VEJA PELO CHARGISTA SANTIAGO

Pescado do Blog Sobre o que não está à venda

COMO DIZEM: UMA IMAGEM VALE MAIS DO QUE MIL PALAVRAS!!!

É esbulho, é má fé, é invasão na TI dos Macuxi

Imagens de Satélite de 1991 a 2005 da Terra Indígena Raposa Serra do Sol que mostra a ocupação ilegal dos rizicultores em território indígena:



clique na imagem para ampliar

Nas imagens de satélite, as lavouras aparecem nitidamente dentro da terra indígena, pela primeira vez, em 1992, apresentando área total de 2.111,83 ha.


As monoculturas instaladas irregularmente no território indígena crescem de modo contínuo desde 1992, e essa expansão continuou mesmo depois que o governo federal demarcou a reserva pela primeira vez, em 1998, como mostra o gráfico, elaborado com base no estudo de imagens de satélite da área em questãoconjunto, 6.294,8 ha, área que aumenta para 7.585,26 ha em 1998 e para 10.348,59 ha em 2001, até alcançar 14.444,04 ha em 2005.

Portanto, mesmo considerando a primeira portaria demarcatória (de 1998) como possível divisor de águas entre a boa e a má-fé, pode-se afirmar que pelo menos metade da área total das lavouras em 2005 é de má-fé.

(Vicenzo Lauriola,
Núcleo de Pesquisas em Ciências Humanas e Sociais (NPCHS) do INPA em Boa Vista, RR; Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM) da Unicamp. Estudou e escreveu sistematicamente sobre o tema. As conclusões e imagens anteriores foram retiradas do artigo da Ciência Hoje de dezembro de 2007, escrito em co-autoria com um técnico indígena do Conselho Indígena de Roraima (CIR), nos moldes da chamada “pesquisa colaborativa” de ponta).

Pescado do Blog Maria Frô

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER XIII

Todas as Centrais sindicais com Marta

Fotos Cesar Ogarta

Pescado do Blog do Favre

AINDA VEREMOS ISTO POR AQUI EM CUIABÁ!

PED 2009 - A LUTA CONTINUA!

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

A revista Veja e a educação como mercadoria


A revista Veja e a educação como mercadoria

Os meios de comunicação em geral têm dado uma contribuição relevante ao debate sobre o processo de melhoria da qualidade do ensino. Ao apontar falhas e mazelas no sistema de ensino e mostrar o que resultou de positivo nas mudanças nele introduzidas nos últimos tempos, eles participam, de algum modo, do mutirão nacional que empolga a todos.

À onda de boas notícias parece à primeira vista ter-se juntado também a revista Veja, que dedica uma matéria de capa ao tema (edição de 20/08/2008), a pretexto de chamar atenção para os “primeiros sinais de inflexão para cima na curva da qualidade”. Na verdade, o objetivo da matéria é denunciar, com base em pesquisa realizada pela CNT/Sensus, “a mediocridade que se perpetua”, mediocridade que a revista vai identificar na orientação pedagógica atual, de que estaria imbuída a maioria dos professores, e em alguns textos de livros didáticos, de reconhecida inadequação.

A matéria de Veja não mereceria nossa atenção não fosse o fato de que ela não se inscreve na linha de melhoria da qualidade que tem orientado os analistas da educação. A revista Veja não pretende melhorar o que está aí. Muito longe disso, o que pretende é demolir em seus fundamentos o sistema de educação brasileiro, ao agredir frontalmente o conceito de educação pública, nos termos em que esta é concebida na Constituição Federal, assim como nos inúmeros documentos da UNESCO, sem falar das várias declarações sobre direitos humanos firmadas ao longo das décadas pelo conjunto das nações. Veja vai ainda mais longe: investe contra o conceito de educação que acompanha a história humana desde os primórdios civilizatórios até aos mais recentes documentos da ONU, a saber, a educação como capacitação para a vida em sociedade.

De forma oportunista, a matéria não investe diretamente contra os resultados educacionais obtidos no governo Lula, amplamente aprovados pelos pais. Ela visa, na empreitada de sua desqualificação, a fulminar o conceito de educação como tal, ou seja, educação como construção da cidadania e como escola da democracia — conceitos que se constituem em fundamento de todos os sistemas defendidos pelos grandes pensadores da Educação – de Platão a Rousseau, de John Dewey a Pestalozzi, de Rudolf Steiner a Paulo Freire.

Inspirada na proposta educacional do economista Milton Friedman - cujas idéias estão na base do pensamento neoliberal e do projeto tucano de educação para o Brasil, assim como praticado no governo FHC — a revista Veja, desta vez, parece ter conseguido superar-se a si mesma no desserviço que tem prestado aos leitores brasileiros, ao se alinhar à mais tosca, individualista e perniciosa proposta de organização da sociedade, se é que à “educação para o mercado” corresponde algo dotado dos atributos da “educação”, “organização” ou “sociedade”

Em lugar de escola para a construção da cidadania, Veja propõe a educação como mercadoria, que exigiria como ambiente para a realização das transações apenas o mercado, a única “disciplina social” reconhecida. Nada além disso. Somente o mercado seria capaz de assegurar a liberdade, para o desempenho individual e profissional dos indivíduos, além de se apresentar como única medida da eficiência e garantia da eficácia.

Nenhuma referência à sociedade, instituição desprovida de sentido, no dizer de Margaret Thatcher, ex-primeira ministra da Grã-Bretanha e prócer do oportunismo neoliberal. A referência à sociedade, como princípio e diretriz do ensino, segundo sugere a matéria de Veja, presta-se apenas a desviar a atenção dos alunos do essencial (que seria o acúmulo quantitativo de conhecimento e a submissão à ordem instituída), doutriná-los com ideologias retrógradas e tornar a escola dependente do Estado, instituição inimiga da liberdade individual.

Por isso, o Estado precisa ser reduzido à impotência, como condição para que possam florescer — em lugar das virtudes cívicas, inúteis e prejudiciais ao curriculum produtivista — as virtudes mercantis de compradores e vendedores. Assim, a revista Veja sonha com alunos desprovidos da mais leve nesga de consciência social, dispostos a aprender somente português e matemática, deixando-se aos cuidados dos proprietários da revista — e, por extensão, dos demais proprietários dos meios de produção em geral — a questão de dispor sobre o que fazer deles. O aluno como objeto, ou como produto, eis o ideal de Veja para a educação. Ou, como mostrava o diálogo entre pai e filho numa charge de jornal: O pai pergunta: “Filho, o que você vai ser quando crescer?” O filho responde: “O que a televisão quiser”.

A revista Veja ignora que, divorciada da referência à sociedade, a escola deixaria de existir, ao sucumbir sob os efeitos devastadores do mercado, que têm como única referência a vitória sobre o concorrente numa disputa encarniçada, desprovida de qualquer consideração moral. Nisso, a publicação peca por falta de originalidade. Joseph Townsend, um político inglês do século dezoito, ao argumentar contra a Lei dos Pobres, apontava como exemplo a ser seguido pela sociedade humana (que identificava com o mercado) o “equilíbrio natural” resultante da luta pela sobrevivência entre espécies animais. Por “equilíbrio natural”, Townsend entendia o espetáculo de carnificina universal oferecido por hienas contra zebras, cães contra ovelhas, chacais contra antílopes e cascavéis contra ratos e assim por diante.

É dizer que o ideal de educação pelo mercado preconizado por Veja faz-nos recuar para aquém do Humanismo Renascentista ou do Iluminismo, atirando-nos a todos numa nova idade das trevas, da qual se tenham abolido — em nome do individualismo autista do “homo oeconomicus”, — as regras da convivência humana, tão penosamente construídas ao longo de milênios. Lança-nos a todos num estado de primitivismo que não é próprio sequer dos animais. Como afirma o grande educador norte-americano John Dewey, “mesmo os cães e os cavalos têm o seu comportamento modificado em contato com seres humanos”. Por que, então, não fazer da educação um instrumento de mudança social? – sugere Dewey.

É nesse contexto que precisa ser compreendida a investida contra Paulo Freire, educador de renome internacional, reduzido por Veja ao “autor de um método de doutrinação esquerdista disfarçado de alfabetização”. Veja desrespeita a inteligência do leitor, ao fazer questão de ignorar que Paulo Freire, ao lado de Josué de Castro e de Milton Santos, encontra-se entre os acadêmicos brasileiros mais conhecidos no exterior. O sistema de busca do Google registra 1,65 milhão de ocorrências de Paulo Freire, número somente comparável, entre os grandes nomes de educação no Ocidente, a John Dewey, com 1,63 milhão; Pestalozzi, com 1,75 milhão; e Rudolf Steiner, com 2,52 milhões.

Na Wikipédia, Paulo Freire recebe tratamento igualmente relevante. É considerado “um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial”, segundo informa a versão em espanhol da enciclopédia eletrônica; ou como “um dos mais influentes pensadores da educação do século vinte”, segundo a versão em inglês. Aí pode ler-se que a Pedagogia Crítica de Paulo Freire inspirou a criação de dois institutos de educação na América do Norte: um no departamento de Educação na Universidade da Califórnia, um dos mais prestigiados no ranking da revista US News & World Report, e outro na Universidade McGill no Canadá. O verbete Paulo Freire ocorre no Wikipédia nas versões francesa, italiana, inglesa e espanhola entre outras, destacando-se a extensão de sua ocorrência na versão alemã, que lhe reserva um artigo de 21.400 caracteres, o dobro destinado ao cientista e político norte-americano Benjamin Franklin.

A Paulo Freire atribui-se o mérito – universalmente reconhecido pelos vários prêmios internacionais que recebeu, entre os quais o de Educação para a Paz, da UNESCO — de avançar no pensamento educacional, ao promover uma síntese das idéias de seus predecessores, como John Dewey. Para todos eles, o aluno está longe de ser um recipiente passivo no qual os professores depositam o seu estoque de conhecimento. Os alunos são os sujeitos ativos da educação – e o que deles se espera é que comecem por fazer as perguntas, que certamente lhes ocorrem da experiência de sua imersão no ambiente familiar e social. As respostas serão procuradas num exercício de imersão social semelhante, exercício praticado pela humanidade desde que se constitui em sociedade organizada, responsável pelas conquistas da cultura e civilização.

Isso significa dizer que a pedagogia de Paulo Freire – ou de Dewey, a quem Veja covardemente não ousa desqualificar – define a educação como o lugar onde indivíduo e sociedade se constroem, capacitando-os para a mudança social, nos termos também definidos no “Relatório da UNESCO sobre Educação para o Século XXI” (1996), onde se assinala que a educação não somente deve promover as competências básicas tradicionais, mas também proporcionar os elementos necessários para se exercer plenamente a cidadania, contribuir para uma cultura de paz e para a transformação da sociedade, para o que se propõem quatro pilares para a aprendizagem: “aprender a conhecer, a fazer, a ser e a viver juntos”.

A escola não pode reduzir-se a um adestramento para a conversão do aluno em mercadoria. O desenvolvimento humano não é sinônimo de mercado nem de crescimento econômico. O mercado ou o crescimento, por si só, não promovem a equidade nem reduzem a pobreza. Desenvolvimento implica eqüidade como resultado do exercício dos direitos sociais — e a promoção da eqüidade é uma tarefa pública, por excelência. Não é possível promover a equidade sem a democracia — e a democracia, longe de ser apenas um método de eleger os governantes, é o modo de se construir e exercitar a vida em comum, em proveito recíproco, a despeito das diferenças. Por isso, como dizia Paulo Freire, “estudar não é um ato de consumir idéias”. A democracia exige cidadãos capazes de criá-las e recriá-las.

Rui Falcão é jornalista, advogado e deputado estadual pelo PT de São Paulo

Lula defende a aprovação de uma reforma política.


Ao participar nesta segunda-feira (26) do 18º Congresso Brasileiro de Contabilidade, em Gramado (RS), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a aprovação de uma reforma política. Na opinião do presidente, o ideal seria que a proposta incluísse o financiamento público das campanhas eleitorais.

“Não é possível que não se entenda que o Brasil precisa fazer uma reforma política. Uma reforma que dê legitimidade aos partidos políticos, acabe com essa história de políticos correrem atrás de empresários para financiar sua campanha quando depois tem que pagar a conta. Quando a melhor forma, seria o financiamento público de campanha”, disse Lula, acrescentando que não é papel do Executivo encabeçar a discussão, mas sim do Legislativo.

Os ministros de Relações Institucionais, José Múcio, e da Justiça, Tarso Genro, levarão nesta quarta-feira (27) as sugestões do governo para a reforma política aos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia; do Senado, Garibaldi Alves; e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto.

No evento, Lula pediu ainda o apoio dos contadores para aprovar a reforma tributária, que já está no Congresso, e criticou os parlamentares. Segundo o presidente, todo mundo é favorável a mudar o sistema tributário, mas quando a proposta chega ao Legislativo o cenário não é o mesmo. “Política tributária é uma coisa que todo mundo deseja, todo político em campanha promete. Ela está lá, foi compactuada com todo mundo. Mas quando chega ao Congresso todo mundo é favorável, concorda, mas aí começam a surgir problemas.”


Para Lula, se for realizado “um trabalho sério” é possível aprovar a reforma tributária ainda este ano.

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER XII

PRIORIDADE PARA EDUCAÇÃO INFANTIL...

EM PORTO ALEGRE

Quatro mulheres, três delas deputadas federais, estão na disputa pela Prefeitura de Porto Alegre (RS), concorrendo com dois homens - um deputado federal e o atual prefeito, candidato à reeleição. A partir de hoje (27), a Agência Brasil começa a publicar entrevistas com os candidatos, com perfil e propostas de campanha, abrindo com a candidata Maria do Rosário (PT).

Após dois mandatos como vereadora, um como deputada estadual e outro como deputada federal, Maria do Rosário concorre pela primeira vez como cabeça de chapa à Prefeitura de Porto Alegre. Suas principais propostas são aumentar o número de equipes de saúde da família de 84 para 250 e ampliar o atendimento dos hospitais e do Sistema de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Liderando a coligação Frente Popular (PT/PSL/PTC/PRB), Maria do Rosário promete mudar, primeiramente, a gestão dos gastos da saúde. “Acredito que a saúde tem que funcionar como um sistema integrado. A questão da gestão é tão importante quanto novos equipamentos. Hoje, me voltaria muito para a gestão em um momento inicial e para a disputa de projetos que possamos apresentar ao Ministério da Saúde garantindo a ampliação dos recursos e do teto do SUS (Sistema Único de Saúde) para a nossa cidade”, afirmou.

Maria do Rosário acredita que faltou iniciativa da atual gestão municipal para conquistar mais recursos para a saúde da capital. “As políticas do Ministério da Saúde, de modo geral, respondem à necessidade da cidade, mas a atual gestão não enviou ao ministério os projetos para que Porto Alegre pudesse receber recursos que outras cidades receberam. Perdemos recursos para o nosso hospital de pronto-socorro. Mantemos uma baixa cobertura na equipe de saúde da família e vamos aumentar isso como nossa meta”, afirmou Rosário à Agência Brasil.

Para a candidata petista, a saúde de Porto Alegre não está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas precisa de medidas urgentes para melhorar o atendimento à população. “A saúde vive uma dificuldade muito grande na nossa cidade pela perda de recursos que deixaram de ser acessados no ministério na medida em que o atual prefeito não enviou os projetos e pela necessidade, portanto, de mais investimentos municipais e uma gestão mais qualificada. O que eu quero dizer é que a população merece um atendimento melhor e vou trabalhar para isso”, prometeu.

Para educação, Maria do Rosário promete ampliar investimentos prioritariamente na educação infantil. “Porque as crianças contam com uma rede muito pequena à sua disposição para conseguir acessar a educação infantil, as creches de modo geral. Porto Alegre é uma cidade que foi pioneira na estruturação de uma rede de creches conveniadas da comunidade. Fiz a emenda que incorporou essas creches com a possibilidade de financiamento do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

Com Tarso, Danéris, Dilma, Olívio e Chinaglia

Agora, falta aqui e provavelmente em outras cidades também, fazer com que essas crianças sejam contadas, para saber quantas são as que necessitam de apoio, para que tanto o município quanto o governo federal disponibilizem recursos para essas creches comunitárias”, argumentou.

Outra meta de campanha é melhorar o desempenho dos estudantes porto-alegrenses no Indicador de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). “Porto Alegre poderia estar melhor em termos de qualidade de educação, não apenas na educação pública. Há investimentos importantes na educação privada. Mas, o mais importante mesmo é que a educação pública responda às necessidades de uma geração. E a educação é por onde a gente poderá dar a essa nossa juventude um futuro melhor”.

Na área de transporte, Maria do Rosário promete estimular o transporte coletivo como forma de desafogar o trânsito da capital. “Perdemos na nossa cidade cerca de 25% dos passageiros de transporte coletivo no último período. Queremos, portanto, que o transporte coletivo retome qualidade para que possa atender a população e, com isso, enfrentaremos também os engarrafamentos, que já estão presentes em vários horários do dia em todos os bairros da cidade”.

Para segurança, a candidata da Frente Popular pretende, se for eleita, colocar câmeras em vários pontos da cidade para conter a violência. “Campinas é uma cidade referência para o que chamamos de monitoramento eletrônico daquilo que pode ser feito na cidade em termos de praças, ruas, postos de saúde, unidades de educação. Isso para nós é absolutamente importante na revitalização da cidade. Pensamos também em constituir áreas integradas de segurança pública, inclusive em parceria com o estado, para que a guarda municipal possa atuar também com a nossa brigada militar e polícia civil”.

Segundo Maria do Rosário, em seu governo a região central da cidade será ocupada com políticas de habitação popular nos prédios que estão abandonados ou subaproveitados. Ela promete ainda trabalhar no sentido de promover a regularização fundiária em Porto Alegre. “Estamos com muitas vilas ainda sem regularização fundiária e quero trabalhar também no saneamento que chamamos de programa integrado socioambiental que começou nos governos da Frente Popular e que poderá devolver a balneabilidade ao Guaíba, tratando 77% do esgoto da cidade”, disse.

As favelas também terão atenção especial. “O ponto de partida é a regularização fundiária porque estabelecendo a regularização, vamos organizar os terrenos, urbanizar as favelas e procurar garantir isso de um modo bem objetivo para a nossa população. Sempre dizendo: a gente não pode dizer que vai fazer tudo, mas a gente vai lutar por isso com toda a certeza”, disse Maria do Rosário.

GUERRILHEIROS VIRTU@IS apoiam

Maria do Rosário - 13 & - para Vereadora Ana Ceris 13513

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER XI

Em Salvador, Pinheiro concorre e o número é 13

Com o Governador e o Presidente Lula:

Com sua vice Lidice da Mata



Com o ex-governador e ex-ministro Waldir Pires

Com Patrus Ananias, em campanha



Pescado do Bahia de Fato:

27 de Agosto de 2008

Lula e Wagner vão entrar na campanha de Walter Pinheiro (PT)

Sendo o único a apresentar crescimento, o candidato do PT, Walter Pinheiro, está se tornando competitivo, segundo as últimas pesquisas Datafolha e IBOPE, independente do ingresso explícito do governador Jaques Wagner em seu horário eleitoral.

Boateiros de plantão sugerem que o governador Wagner, se entrar na campanha de Pinheiro, deve também entrar na campanhas dos demais candidatos de sua base parlamentar. É um grande equívoco.

O governador Jaques Wagner, por ser do PT, só pode entrar legalmente no programa eleitoral da coligação do PT. É a lei eleitoral. E lei foi feita para ser cumprida. O artigo 54 da Lei 9.504/97 e o artigo 37 da Resolução do TSE nº 22.718/08 VEDAM a participação de qualquer filiado de partido integrante de outra coligação, em programas de rádio e TV.

Se a informação da jornalista Patrícia França (A Tarde, 27) se confirmar, e Wagner gravar mensagem de apoio ao candidato de seu partido, o PT, Walter Pinheiro ultrapassa seus concorrentes e passa para o segundo turno. Mas, pela lei, ele só pode participar de programa de TV e rádio da coligação a que pertence seu partido, o PT. O mesmo vale para o presidente Lula.

No segundo turno, Pinheiro terá a presença do presidente Lula, seguramente. Certa imprensa, ao não explicar direitinho a lei eleitoral e fazer lobby para seus preferidos, colabora para a confusão na cabeça do eleitor. Se a própria Justiça negar a lei, será o maior casuísmo da história das eleições no Brasil.

E nós aqui tão sozinhos...
Ainda veremos isto em Cuiabá:
PED2009 - A LUTA CONTINUA

Sobre a questão da reserva Raposa/Serra do Sol

EU NÃO ACEITO SER CO-AUTOR DE GENOCÍDIO

Atualizado em 26 de agosto de 2008 às 15:36 | Publicado em 25 de agosto de 2008 às 15:52

Denver, Colorado -- Estou no Colorado para a Convenção que indicará Barack Obama oficialmente candidato do Partido Democrata à Casa Branca. Porém, antes de entrar neste assunto pretendo falar de outro, que julgo mais importante: a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na quarta-feira, em que os juízes decidirão se consideram ou não inconstitucional a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol, em Roraima.

Quando fui convidado pela TV Cultura para fazer um documentário a respeito não conhecia quase nada sobre o assunto. Passei dez dias entre Boa Vista, a reserva e Brasília entrevistando dezenas de pessoas a respeito. Li muito. Discuti o assunto com especialistas. O material que coletei foi entregue a uma equipe da TV paulista, que fez um belíssimo trabalho de edição. O documentário já foi ao ar duas vezes. Acredito que oferece um panorama a respeito da polêmica, em que vários pontos-de-vista foram contemplados. Falaram tanto o líder dos arrozeiros, Paulo César Quartiero, quando os representantes dos indígenas.

É um assunto complexo, que merece reflexão. Numa entrevista que dei ao Jornal da Cultura eu mesmo disse que não se deve tratar deste assunto com o coração -- ou o figado, como preferirem -- mas com a cabeça.

Porém, não é o que tenho visto desde que estive em Roraima. Infelizmente tenho testemunhado algo que me surpreende: o racismo, o preconceito e o desprezo de muitos brasileiros pelos indígenas. Os próprios indígenas costumam dizer que isso se deve à desinformação. É o que ouvi, por exemplo, da advogada que os representa no STF, Joênia Wapixana, a primeira indígena que se formou em Direito no país.

Talvez seja, de fato, desinformação. Mas, sinceramente, acredito que é algo mais perverso: é racismo. É intolerância. É desprezo pelo diferente, por algo que no inconsciente coletivo do brasileiro representa "atraso", um alvo conveniente contra o qual dirigimos nosso ressentimento pelos fracassos do Brasil de brancos, negros e europeus.

São freqüentes, neste e em outros endereços da internet, as referências ao tratamento que os Estados Unidos deram aos indígenas, como se o genocídio cometido em outros lugares fosse justificativa para o genocídio no Brasil. "Se os americanos fizeram, nós também podemos fazer", argumentam. É vergonhoso, para dizer o mínimo. Quando se trata dos indígenas, queremos ser tão criminosos quanto os americanos? É isso? Ou nós seremos melhores do que eles?

A ignorância é, de fato, a maior inimiga dos indígenas brasileiros. Os brasileiros brancos ignoram a riqueza étnica do País, ignoram as condições em que vivem os indígenas, ignoram as leis que amparam as demarcações. E os ignorantes são muito mais suscetíveis às campanhas de desinformação movidas contra os indígenas, que tiram proveito do preconceito existente na sociedade brasileira. "Índio não dá audiência", costumava dizer a diretora de um programa da TV Globo quando eu trabalhava na emissora, supostamente apoiada em pesquisas de opinião. "Índio é bêbado e vagabundo", costumava dizer um parente meu, testemunha de conflitos fundiários no interior do País. As manifestações de racismo explícito envolvendo violência se cristalizaram no caso do índio Galdino Pataxó, aquele que foi queimado por jovens brancos de classe média alta em Brasília.

A violência institucional contra os indígenas não é uma novidade no Brasil. Foi política de estado o confinamento dos indígenas em territórios exíguos, verdadeiros campos de concentração em que se misturaram povos de diversas etnias, inclusive de famílias inimigas. Uma visita às aldeias da região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, dará ao leitor uma idéia do que estou falando.

Lá, milhares de indígenas foram concentrados em pequenos territórios, sem assistência médica, educação ou apoio para cultivar a terra. Aos jovens resta mendigar nas ruas das cidades próximas ou trabalhar como bóias frias. Os homens deixam as reservas em busca de trabalho temporário nas lavouras. As mulheres ficam sós para cuidar dos filhos. E o Brasil só se dá conta dessa situação calamitosa quando bebês começam a morrer ou jovens, sem perspectiva, cometem suicídio.

A Constituição de 1988 reconheceu o direito dos indígenas à terra e obriga o Estado brasileiro a garantir a eles o espaço necessário para a sobrevivência. É óbvio que a população indígena cresce e que as demarcações precisam levar em conta isso. Justamente para evitar que situações como a verificada em Mato Grosso do Sul se repitam.

Não estamos tratando de um favor, mas do cumprimento da lei.

O estereótipo de que os índios são "bonzinhos", ou "selvagens" ou "inocentes" ou "manipuláveis" é só isso: um estereótipo.

Perguntem à advogada Joênia Wapixana e ela diz: "Não é pelo fato de que um índio fala português ou usa um laptop que ele deve abrir mão dos seus direitos constitucionais".

Estes são direitos coletivos ao usufruto da terra.

Terra indígena, como já escrevi aqui, é terra da União, ou seja, do Brasil, de toda a sociedade brasileira. Ao reconhecer o direito de uso da terra o Brasil não está abrindo mão de sua soberania ou "entregando" terra. Está reconhecendo a sua obrigação de preservar as diferentes etnias e de conceder aos indígenas o usufruto de território essencial para sua preservação.

Pessoalmente, entre conceder o usufruto da terra aos indígenas ou aos arrozeiros eu, Azenha, prefiro conceder aos indígenas. Sei que eles vão preservar a terra muito melhor do que agricultores, cujo principal objetivo é o lucro pessoal. Eu prefiro sustentar 500 indígenas do que uma família de classe média alta branca que se apropriou de terras públicas, tem outras propriedades e pode muito bem produzir fora de áreas demarcadas.

É disso que o STF vai tratar: de uma disputa POR TERRA entre alguns fazendeiros brancos e milhares de indígenas.

De uma disputa que já causou muitas mortes. Sabe quantas? Vinte e uma, na contabilidade dos indígenas. Nenhum homem branco. Todos os 21 mortos são indígenas. Todos morreram em conflito fundiário desde que a FUNAI começou o trabalho de reconhecimento da Raposa/Serra do Sol. Quantas vezes a mídia corporativa brasileira deu espaço para as teorias conspiratórias da extrema-direita, que em nome de beneficiar o agronegócio e as mineradoras tenta transformar os indígenas em uma ameaça à soberania?

Essa ameaça inexiste. Todas as terras indígenas pertencem à União e a presença de autoridades brasileiras nelas é garantida por decreto. A fantasia dos "vazios demográficos" não é mais que isso: uma fantasia de militares de extrema-direita que, com o fim da guerra fria, procuram "inimigos" que justifiquem a Doutrina de Segurança Nacional, uma doutrina que eles aprenderam com os americanos e que exige a existência de "inimigos internos".

É irônico que os "inimigos internos" de hoje sejam os indígenas, agora supostamente aliados dos americanos e europeus.

Não é nada irônico que gente que se diz "de esquerda" ou "progressista" se junte à extrema-direita para fazer dos indígenas "inimigos".

Por não terem voz na mídia, nem na academia, nem nos partidos, nem no Congresso, os indígenas são um inimigo conveniente.

São a garantia de que nós, brasileiros brancos, que nos sentimos tão pequenos ou derrotados diante de americanos, suecos, franceses e argentinos, podemos finalmente dizer que "ganhamos uma".

"Ganhar uma" sobre os direitos dos indígenas, em minha opinião, é genocídio. Não a limpeza étnica clássica, evidente, de grandes proporções.

A limpeza étnica malandra, nas sombras, a conta-gotas, justificada pomposamente por tribunais, jornalistas, partidos e políticos com citações jurídicas e a "produção" de fatos consumados a posteriori para forçar a "desdemarcação".

Os brasileiros brancos querem, aos poucos, matar os indígenas?

Não contem comigo. Não aceito ser co-autor de genocídio.


Pescado do Vi o mundo do Azenha


E do Blog do Paulo Henrique Amorim - Conversa Afiada


27/08/2008 09:10

RAPOSA: MENDES NÃO PODE JULGAR

Paulo Henrique Amorim

Máximas e Mínimas 1378

Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Atualizada às 09h10 desta quarta-feira, dia 27.

. O Supremo Tribunal federal – o tribunal dos ricos – deve decidir hoje sobre a demarcação do Território Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima.

. A revista Carta Capital (*) – clique aqui para ler na pág. 19 desta semana – lembra um argumento do professor Dalmo Dallari.

. O Supremo Presidente Gilmar Mendes foi advogado geral da União, no Governo do Farol de Alexandria.

. Então, o Supremo Presidente tentou, por decreto, reverter as demarcações de reservas em Roraima e no Pará.

. Logo, ele já votou !

. Ele é suspeito para votar de novo.

. Se fosse uma pessoa em que se pudesse confiar, poderíamos ter certeza de que ele se consideraria impedido de votar.

. Outro que já votou foi o Ministro (?) Marco Aurélio de Mello.

. Logo que surgiu a crise com os produtores de arroz, o Ministro (?) Mello saiu-se com a declaração de que, se prevalecesse o princípio que rege as demarcações, a “minha querida” cidade do Rio de Janeiro – disse o Ministro (?) – teria que ser devolvida aos índios que lá viviam quando os portugueses chegaram.

. É outro que, ao declarar o voto antecipadamente e, portanto, fora dos autos, se também fosse uma pessoa em que os brasileiros pudessem confiar, se consideraria impedido.

. Mas, como o STF é o tribunal dos ricos – deve-se esperar uma vitória dos produtores de arroz.

. (Ou produtores de qualquer coisa ...)


(*) Depois de uma semana em Londres, a ler o Guardian e o New York Times, voltar a ler o PiG é como descer as escadas do inferno, de costas. Ainda bem que, no avião, a única revista que ofereceram foi a Carta Capital. É uma espécie de vacina que se deve tomar antes de desembarcar em Guarulhos. Guarulhos.

Em tempo: um amigo chamou a minha atenção para a entrevista que o Ministro Joaquim Barbosa, o ministro do Supremo, concedeu ontem à Folha (da Tarde *2). Fui lá às pressas, para me atualizar. Qual nada ! Trata-se de uma entrevista sobre o “temperamento difícil” do Ministro. Uma espécie de “perfil psicológico” ... Com tanta coisa para perguntar ...

(*2) Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar, como fez a Folha, que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir.

Em tempo 2: Ainda bem que existe a Laura Capriglione na Folha, que manda embora o reitor do cartão corporativo. Clique aqui para ler sobre a corrupção deslavada na Unifesp.

Em tempo 3: Recomendo também a leitura da seção “Rosa dos Ventos”, de Mauricio Dias, na Carta Capital desta semana. Ele ressalta o papel golpista e desestabilizador que o Supremo Presidente Gilmar Mendes passou a desempenhar nesta República mitigada.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

OS VENCIDOS DE HOJE SÃO OS VENCEDORES DE AMANHÃ


Elogio da Dialéctica

A injustiça avança hoje a passo firme
Os tiranos fazem planos para dez mil anos
O poder apregoa: as coisas continuarão a ser como são
Nenhuma voz além da dos que mandam
E em todos os mercados proclama a exploração;
isto é apenas o meu começo

Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem
Aquilo que nòs queremos nunca mais o alcançaremos

Quem ainda está vivo não diga: nunca
O que é seguro não é seguro
As coisas não continuarão a ser como são
Depois de falarem os dominantes
Falarão os dominados
Quem pois ousa dizer: nunca
De quem depende que a opressão prossiga? De nòs
De quem depende que ela acabe? Também de nòs
O que é esmagado que se levante!
O que está perdido, lute!
O que sabe ao que se chegou, que há aì que o retenha
E nunca será: ainda hoje
Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã

BERTHOLD BRECHT

ENELINDA SCALA ASSINA OS 18 COMPROMISSOS EM SESSÃO DE HOJE (26/08) NA CÂMARA DE CUIABÁ


ENELINDA SCALA, EMOCIONADA, REAFIRMA SEU COMPROMISSO COM A VIDA!


Como aqui já tínhamos noticiado, diversas ONGs e organismos nacionais e internacionais propuseram, no bojo das comemorações dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que candidat@s às Prefeituras e às Câmaras de Vereadores assinassem um termo de compromisso relativo ao tema.

Noticiamos aqui a adesão da Vereadora Enelinda Scala ao mesmo, anunciando que o este compromisso já foi assinado também pela chapa majoritária da coligação Compromisso com Cuiabá do Candidato a Prefeito Mauro Mendes e sua vice Verinha.


Compromisso 1 – Assegurar recursos no Orçamento Municipal para as políticas públicas voltadas à infância e adolescência.

Ação -- Criar normativas que fixem percentuais mínimos de execução orçamentária. Definir critérios que viabilizem a transparência e a participação da sociedade civil e das próprias crianças e adolescentes na discussão, elaboração e execução do Orçamento.

Compromisso 2 - Garantir o pleno funcionamento do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA)

Se não existir o Conselho, o seu compromisso é criá-lo.

Ação – A criação do Conselho de Direitos se dá por meio de uma lei a ser encaminhada para a Câmara de Vereadores. Se o seu município já criou o CMDCA, seu compromisso será fortalecê-lo garantindo a capacitação dos conselheiros, a regulamentação e a destinação de recursos do Orçamento Municipal para o Fundo dos Direitos da Criança. Além disso, é importante assegurar a participação ativa de representantes governamentais que juntamente com os representantes da sociedade civil vão deliberar sobre as políticas municipais necessárias para garantir os direitos das crianças do município.

Compromisso 3 – Garantir o pleno funcionamento dos Conselhos Tutelares ou criá-los onde não existam.

Ação -- Destinar recursos específicos no Orçamento Municipal para estruturar os Conselhos Tutelares e qualificar seus conselheiros.

Compromisso 4 -- Ampliar o acesso das crianças de zero a cinco anos à Educação Infantil de qualidade.

Ação – Construir, equipar e manter adequadamente mais creches e pré-escolas, com prioridade para as áreas mais vulneráveis, visando aumentar a oferta de vagas na rede municipal de Educação Infantil.

Compromisso 5 -- Melhorar a qualidade do Ensino Fundamental e combater a evasão escolar.

Ação -- Investir na qualificação dos profissionais de educação; na construção, reforma e ampliação das escolas; no intercâmbio direto com o MEC com vistas à atualização e melhoria do material didático, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs); criar mecanismos para envolver a família e a comunidade no enfrentamento da evasão escolar, incentivando a formação de instâncias de participação dos alunos, como os grêmios estudantis, e da família, como as Associações de Pais.

Compromisso 6 -- Melhorar o atendimento no pré-natal, parto e pós-parto.

Ação -- Fortalecer a rede municipal de atenção básica à saúde e implementar políticas públicas capazes de oferecer assistência mais humanizada a gestantes e bebês. Incentivar a amamentação exclusiva no peito da mãe até o sexto mês de vida da criança.

Compromisso 7 – Assegurar a ampliação da Licença-Maternidade de quatro para seis meses.

Ação – Apresentar projetos de lei à Câmara de Vereadores propondo a licença-maternidade de seis meses.

Compromisso 8 – Propiciar condições para que a família ofereça ambientes pacíficos, seguros e adequados ao desenvolvimento integral de seus filhos e se fortaleça como Família que Protege.

Ação -- Implementar políticas públicas integradas de apoio às famílias e fortalecimento do ambiente familiar, oferecendo atividades, apoio no que for necessário e formação para que os pais e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes estejam melhor preparados para administrar os diferentes conflitos dentro de casa.

Compromisso 9 -- Assegurar a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes apoiando suas famílias e suas comunidades com políticas, programas e serviços.

Ação – Viabilizar políticas públicas de planejamento familiar e assistência psicossocial aos grupos vulneráveis, como, por exemplo, pessoas com dependência química e alcoolismo. Promover a geração de emprego e renda para os adultos, oferecendo condições necessárias para evitar o afastamento de crianças e adolescentes de suas famílias.

Compromisso 10 -- Combater a violência doméstica caracterizada pelos maus-tratos físicos e psicológicos, negligência e abuso sexual.

Ação -- Realizar campanhas públicas de esclarecimento sobre a necessidade de denunciar tais situações, qualificar os profissionais das redes de saúde, educação, assistência social e os conselheiros tutelares para identificar esses casos e prestar o atendimento adequado às crianças, adolescentes e suas famílias.

Compromisso 11 – Prevenir e enfrentar a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes em todas as suas manifestações.

Ação – Mapear a situação no município. Fortalecer os mecanismos de repressão desses crimes e responsabilização dos culpados, aprimorando também a rede de proteção social das crianças e adolescentes. Adotar políticas públicas de prevenção do problema e atendimento das vítimas e de suas famílias.

Compromisso 12 – Prevenir, combater e erradicar do município o trabalho infantil em todas as suas formas.

Ação -- Mapear a situação no município, identificando crianças e adolescentes explorados. Investir na criação de uma rede de Educação Integral Inclusiva, implementando, no turno complementar ao das aulas formais, atividades educacionais, esportivas e culturais. Oferecer programas de geração de emprego e renda para os adultos das famílias.

Compromisso 13 – Desenvolver políticas específicas para ampliar as oportunidades de participação e reduzir a vulnerabilidade dos adolescentes.

Ação -- Implementar políticas públicas de qualificação e geração de emprego e renda, oferecendo cursos profissionalizantes articulados com a conclusão do ensino fundamental e o acesso ao ensino médio, sintonizados com o mundo de trabalho da região, preparando os adolescentes para o primeiro emprego, o empreendedorismo e a sua realização profissional.

Compromisso 14 – Promover a saúde de crianças e adolescentes.

Ação -- Criar ou fortalecer ações de assistência integral à saúde de meninos e meninas, garantindo a implementação efetiva de estratégias como o Programa Nacional de Vacinação Infantil e prevenindo problemas como gravidez não planejada, dependência química, depressão, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

Compromisso 15 -- Destinar recursos e criar espaços para atividades culturais, esportivas e de lazer, voltadas para crianças e adolescentes.

Ação – Organizar atividades, programas e políticas de incentivo à valorização da cultura local, da prática de esportes e de iniciativas comunitárias de lazer e recreação, melhorando os espaços e equipamentos existentes ou criando novos.

Compromisso 16 – Assegurar a participação de crianças e adolescentes nas decisões políticas do município.

Ação – Incentivar meninos e meninas a estarem presentes nos Conselhos de Direitos criando um espaço específico de escuta e participação. Promover atividades que facilitem sua participação na elaboração do Orçamento Municipal. Criar Ouvidoria na cidade, coordenada por adolescentes, cuja missão será receber as sugestões de meninos e meninas.

Compromisso 17 -- Assegurar a municipalização da execução das medidas socioeducativas em meio aberto (liberdade assistida, semi-liberdade e prestação de serviços à comunidade), de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo).

Ação – Criar programa municipal, pela administração direta ou em parceria, com ações intersetoriais. Construir retaguarda de atendimento dos adolescentes em conflito com a lei e egressos da internação, visando envolver a comunidade e oferecendo-lhes alternativas concretas para a construção de um novo projeto de vida, baseado em valores como a cidadania, a ética, o respeito, a honestidade e a solidariedade.

Compromisso 18 – Promover a igualdade social com ações que valorizem a diversidade de raça, etnia, gênero, orientação sexual e manifestação religiosa e estratégias de inclusão das pessoas com deficiência.

Ação -- Promover atividades educacionais e culturais que valorizem a diversidade. Garantir a acessibilidade arquitetônica e preparar a rede de ensino para a inclusão das pessoas com deficiência.

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos