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terça-feira, 30 de setembro de 2008

OLE, OLE OLE OLA, DILMA, DILMA... OLE OLE OLE OLÁ, DILMA DILMA LÁ

ESPERANDO DILMA LOGO MAIS AS 20 HORAS EM CUIABÁ...

CHEGOU A HORA DE SER FELIZ!!

















ENELINDA - Nº 13013




É força, é luta, é carisma e honestidade, é fidelidade, é sensibilidade, é História, é a Mulher brasileira: uma guerreira que luta a favor do povo cuiabano. Enelinda de novo, com a força do povo e o povo participará com ela na Câmara, nas ruas, nas comunidades, juntos com Enelindaseremos a força porque o povo unido, jamais será vencido.



"Hoje nós vamos ter uma conversa, pra ver que em tudo existe uma razão, vamos tentar repensar a vida, no pensamento e no coração. Se a vida ensina, eu sou aprendiz. Uma cidade parece pequena, se comparada a um país, mas é na minha, na sua cidade, que se começa a ser feliz. Olho no olho quem fala a verdade, preste a atenção e o coração lhe diz: se a vida ensina, eu sou aprendiz.
Será que a gente que é diferente, será que os outros são tão iguais, se a honestidade é marca da gente, ser diferente é bom até demais. É minha estrela é minha cidade, gente sincera que vem e que diz: chegou a hora de ser feliz. Se a vida ensina, eu sou aprendiz." (Uma Cidade - Hilton Acioli)

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

NO BRASIL É TREZE , VAI DAR TREZE DO SUL AO NORTE!

PARA ENTENDER A CRISE AMERICANA SEM SER ECONOMISTA!!!

Navalha de Occam


Os recebíveis da Vila Carrapato

Recebi este e-mail, hoje:

O seu Biu tem um bar na Vila Carrapato, e decide que vai vender pinga “na caderneta” aos seus leais fregueses, todos bebuns, quase todos desempregados.

Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobrepreço que os pinguços pagam pelo crédito).

O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de Emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, PQP, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.

Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.

Até que alguém descobre que os bebuns da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o bar do seu Biu vai à falência.

E toda a cadeia sifu.

Redator: Cristóvão Feil

Pescado do Diário Gauche

Avaliação pessoal de Lula atinge 80% em setembro, diz CNI/Ibope


GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A avaliação pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também atingiu recorde em setembro deste ano, subindo de 72%, em junho, para 80%, segundo aponta pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira.

A desaprovação recuou sete pontos percentuais na comparação com o mês de junho, descendo de 24% para 17%.

No Nordeste, a aprovação à maneira do presidente Lula governar chegou a 92%. A pesquisa registra que o único movimento negativo a Lula está entre os que ganham mais de dez salários mínimos mensais, grupo em que foi possível registrar redução no apoio ao presidente.

Na região Sudeste, a apoio ao presidente também cresceu de 39% em junho deste ano para 52%. Na região Sul, a aprovação ao petista também subiu 21 pontos percentuais (de 37% para 58%), enquanto nas regiões Norte e Centro-Oeste o apoio a Lula cresceu de 44% em junho para 59% em setembro.

Na divisão por faixas salariais, o índice de aprovação ao presidente é maior entre os que ganham até dois salários mínimos: 87%. Segundo a CNI/Ibope, a aprovação ao presidente cai ao ser elevado o nível de escolaridade dos entrevistados. Entre os que têm nível superior, a aprovação ao petista é de 66%. Já entre os que recebem mais de dez salários mínimos mensais, o percentual de apoio é de 56%.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.



Aprovação do governo Lula sobe para 69% em setembro, diz CNI/Ibope

da Folha Online, em Brasília

A avaliação positiva do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu para 69% em setembro deste ano, segundo aponta pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta segunda-feira. A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O índice é o mais alto alcançado pelo petista, além de ser o segundo melhor desempenho de um governo desde que iniciada a pesquisa, em 1982. Somente 8% dos entrevistados avaliaram o governo federal como ruim ou péssimo, enquanto 23% consideraram a condução do governo como "regular".

Na última edição da pesquisa CNI/Ibope, divulgada em junho, 58% dos entrevistados avaliaram o governo Lula como positivo. Outros 29% consideraram o governo regular, enquanto 12% avaliaram como ruim ou péssimo. Em março de 2003, ano em que Lula foi empossado no cargo, o índice de aprovação ao governo federal foi de 51% --o que foi considerado pela CNI/Ibope como um crescimento considerável para a avaliação do governo federal.

O mais alto patamar registrado por um governo na história da pesquisa foi em 1986, quando o então presidente José Sarney (PMDB), na vigência do Plano Cruzado, obteve 72% de avaliação positiva.

A pesquisa CNI/Ibope mostra ainda que, numa escala de zero a 10, o governo federal recebeu a nota média mais alta desde que passou a ser avaliado pela pesquisa, com 7,4. Em junho, a nota média recebida pelo governo foi de 7,0.

A confiança no presidente Lula também seguiu os demais indicadores, chegando ao segundo patamar mais elevado da pesquisa. No total, 73% dos entrevistados afirmam confiar no presidente, enquanto 23% dizem não confiar em Lula. Outros 4% não opinaram ou não quiseram responder.

Em junho, 68% responderam que confiavam no presidente, contra 29% que responderam de forma negativa ao petista.

Na comparação entre o primeiro e o segundo mandato de Lula, 48% consideram o segundo governo petista melhor que o primeiro. Em junho, esse índice foi de 49%. Outros 39% consideraram em setembro os dois mandatos iguais, enquanto 11% avaliam que o primeiro governo foi melhor que o segundo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

EM PORTO ALEGRE É MARIA!!!!

Quando o povo quer, não há quem segure, diz Maria

Domingo, 28 de Setembro, 2008 16h 02min


Paim, Olívio, Rossetto e Fontana participaram da maré vermelha no Brique

O Brique da Redenção assistiu neste domingo (28) a volta da maré vermelha. Centenas de militantes da Frente Popular caminharam com Maria do Rosário, a candidata do presidente Lula à Prefeitura de Porto Alegre.

“Somos de chegada e a militância está mostrando isto nas ruas. É só ir nos bairros e nas vilas e comprovar. Quando o povo quer, não há quem segure. Estaremos no 2º turno”, afirmou Maria, que segundo os dois institutos de pesquisa de maior credibilidade do Brasil (Datafolha e Vox Populi) a colocam na segunda posição.

Também participaram da caminhada Marcelo Danéris, Olívio Dutra, Paulo Paim, Miguel Rossetto, Henrique Fontana, Adão Villaverde e um dos músicos mais queridos dos gaúchos, Nei Lisboa. O presidente Lula esteve representado por um boneco.

“Acho que é uma questão das pessoas se informarem, e a gente chega lá”, sentenciou Nei Lisboa.
No final da caminhada a militância abraçou o auditório Araújo Vianna, que está fechado e abandonado pelo atual prefeito. “Araújo, de novo, de volta pro povo”, repetiam, com a alegria de quem faz da política um compromisso de vida para melhorar a realidade das pessoas

domingo, 28 de setembro de 2008

A ESPERANÇA NO CORAÇÃO DOS GAÚCHOS!



VAMOS TRANSFORMAR PORTO ALEGRE COM A NOSSA FORÇA! VAMOS BUSCAR, CADA UM DE NÓS, MAIS UM VOTO PARA MARIA DO ROSÁRIO - 13 E ANA CÉRIS 13513!
VAMOS SAIR ÀS RUAS COM NOSSAS BANDEIRAS OUTRA VEZ! VAMOS ENVOLVER PORTO ALEGRE COM NOSSO ENTUSIASMO E CONQUISTAR A VITÓRIA NO DIA 5!
À LUTA, COMPANHEIROS, E ATÉ A VITÓRIA!

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER XXVII

Ainda veremos isto em CuiabáPT lidera com folga disputa nas capitais e grandes cidades

Petistas estão no páreo em 33 das 79 cidades mais importantes; o PMDB está bem posicionado em 22 cidades, e o PSDB, em 20Desde 1986, época do auge do Plano Cruzado, nunca um partido esteve tão perto de dominar tantas prefeituras importantes como o PT hoje
FERNANDO RODRIGUES
A uma semana da eleição para prefeitos, o PT aparece descolado das outras legendas e surge como o favorito no maior número de capitais e cidades grandes, de acordo com as pesquisas de opinião disponíveis.Uma compilação de levantamentos de intenção de voto aponta candidatos petistas no páreo em 33 das 79 mais importantes cidades do país. O PMDB e o PSDB estão bem posicionados em 22 e 20 cidades, respectivamente. O DEM é competitivo em 12, seguido de perto por PDT (9), PP (7) e PSB (6).Essas 79 cidades incluem as 26 capitais e os 53 municípios com mais de 200 mil eleitores (onde pode haver segundo turno caso nenhum candidato obtenha pelo menos 50% mais um dos votos). Já batizado entre políticos de G-79, esse grupo tem relevância política porque abriga 46,8 milhões de eleitores, o equivalente a 36,4% dos habilitados a votar para prefeito domingo que vem. Haverá eleição em 5.563 cidades.Hoje o PT governa diretamente 17 cidades do G-79 (9,4 milhões de eleitores). Se tiver sucesso nas 33 nas quais seus candidatos estão em primeiro lugar ou em condições de ir ao segundo turno, os petistas governarão 24,9 milhões de eleitores no G-79 a partir de 2009.Desde 1986, época do auge do Plano Cruzado e da hegemonia máxima do PMDB, nunca um partido esteve tão próximo de dominar tantas administrações municipais em grandes centros como o PT nesta eleição.Em 2004, o G-79 era apenas G-72 (menos cidades tinham mais de 200 mil eleitores). Às vésperas daquele pleito, havia uma estatística para esse conjunto de municípios mostrando 23 petistas em primeiro lugar ou em segundo empatados com os primeiros na margem de erro. Os petistas acabaram elegendo 18.Se se considera esse núcleo de candidatos mais competitivos hoje, o PT está bem posicionado em 27 cidades grandes ou capitais -em primeiro lugar isolado ou empatado com os primeiros colocados. Também por esse critério o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está à frente dos demais: o PMDB tem 19 candidatos nessa situação, seguido pelo PSDB (16) e pelo DEM (7).PSDB e o DEM, partidos cujos candidatos mais se mostram contrários às políticas do PT, não estão em situação muito diferente de outras eleições em grandes centros.Desde 1996, o DEM (ex-PFL) nunca esteve em mais do que oito dos municípios do G-79.Hoje, governa quatro e está no páreo em 12. O PSDB tem prefeitos em 15 cidades do G-79.No auge do Plano Real, em 1996, ganhou a eleição em 18 dessas localidades -um recorde tucano. Os 20 candidatos no páreo agora estão dentro da média da sigla.As pesquisas consideradas nesta reportagem estão todas registradas na Justiça Eleitoral e atendem formalmente aos requisitos legais. Há casos em que os levantamentos foram pagos por partidos políticos. Na tabela publicada nesta página é possível identificar a origem de todos os levantamentos
.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2809200817.htm
Que bom que o Bornhausen, aquele ex senador do DEM que disse que ia acabar com o PT, está vivo para poder assistir a vitória do PT. Será que agora fica claro para oposição feroz e virulenta, para a mídia safada, golpista, que o povo não é bobo, não acredita nas mentiras, nas safadezas que eles armam contra o PT.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dilma se emociona durante discurso




“São longas aves em curtos céus.” Foi com a frase do escritor Guimarães Rosa que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, definiu a atuação dos 11 amigos e ex-alunos da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que morreram durante o regime militar, homenageados na segunda-feira à noite na universidade, em Belo Horizonte. Emocionada e com a voz embargada, a ministra lamentou que os colegas não estejam vivos para desfrutar do momento do país, porque “hoje nossos céus são largos”.

Acompanhada do prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, companheiro da luta armada, e do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Patrus Ananias, a ex-guerrilheira elogiou os amigos que, segundo ela, ultrapassaram os limites do normal egoísmo para se dedicar ao povo brasileiro.

Em seu discurso, Dilma recordou uma frase pichada nas paredes do Presídio Tiradentes (SP), onde ficou detida por três anos. “Logo que cheguei (no presídio), vi escrito: ‘Feliz do povo que não precisa de heróis’. Na época, não fez sentido e fui aprender de uma forma bastante profunda”, disse, com lágrimas nos olhos e destacando que não tinha o mesmo controle emocional que Pimentel: “É muito difícil para mim falar hoje”.

A economista, que estudou na UFMG, se surpreendeu ao receber uma medalha e um diploma das mãos do reitor. “Eu confesso que esperei no passado”, afirmou, lembrando que em 1973 foi impedida de concluir o curso de graduação, devido ao Decreto 477, por subversão da ordem pública: “Trinta e cinco anos depois me diplomo na UFMG”. Dilma saiu às pressas, sem dar entrevista.

Pescado do blog Os Amigos da Presidente Dilma

Comentário dos GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Feliz é o povo que pode contar, não com heróis, mas com pessoas da estatura de Dilma Rousseff ou do companheiro Lula. Pessoas com ideais, com determinação, com uma pureza de alma que nos emociona... Lembro do discurso de Lula, na campanha das Diretas, ainda em seu começo, ao falar emocionado de nossa Companheira Margarida - líder sindical rural brutalmente assassinada a mando dos grileiros e latifundiários: "Os poderosos poderão matar uma, duas ou três rosas (Margaridas), mas não consiguirão deter a chagada da primavera" e também lembro, mais recente, na emocionada paulada que a nossa futura presidente deu num senador de oposição (me recuso a citar nome de pusilamine).
Não se preocupe em se emocionar, cara companheira, emociona-se quem tem a alma e a têmpera de uma lutadora.

Porque eu voto na Maria do Rosário e Ana Céris



"São duas mulheres fortes com objetivos concretos, com muita ética e moral para lidar com os problemas da nossa sociedade"

Sandra Lima

"São mulheres que entendem as dificuldades do dia-a-dia, e já é hora de mudar"

Maria Cristina


"Irei votar na Ana Céris e Maria do Rosário na esperança de que Porto Alegre se torne uma cidade melhor, mais desenvolvida! Elas podem e vão conseguir mudar!"

Elisa

"Voto na Maria do Rosário porque acredito na integridade que vejo nela. Por pertencer ao mesmo partido do Presidente Lula, assim nossa cidade vai crescer. Voto na Ana porque ela é uma pessoa especial,pura meiga e lutadora."


"Eu voto MARIA porque ela é transparente, é esperança, é experiência. Voto ANA CÉRIS porque ela é guerreira, persistente."

Luiz Paulo

"Eu voto na Maria porque vejo nos olhos dela que tudo que ela vem falando nos comícios, nos debates não é promessa, ela está comprometida com tudo que está no seu plano de governo.
Voto na Ana Céris porque como candidata a vereadora já vem lutando naquilo que o povo quer saúde, escola e dignidade!"

Maria Alice

"Voto na Ana porque acho que ela vai nos representar muito bem na Câmara."

Naira

"Voto na Maria porque ela é MARIA DO ROSÁRIO, os outros são os outros. Maria é competência, os outros são os outros. Maria cumpre o que diz, os outros são os outros... Eu voto em Maria do Rosário e você vota em quem?"

Mathias Nogueira

Eu também quero amar o Lula




José Pedro Goulart
De Porto Alegre (RS)

Lá pelas tantas, no filme Sangue Negro, o Daniel Day Lewis fala sobre si: "Sou muito competitivo". E conclui: "Só o meu sucesso não adianta, é preciso que os outros fracassem". Bela síntese. Especialmente em época de eleições.

Essa semana, aliás, saiu uma pesquisa mostrando o Lula com altos índices de aprovação. O povão diz que a vida melhorou a partir dele e o leva na confiança. Lula, sem dúvida é um populista, matreiro, esperto - essas coisas que ouvimos aqui e ali às pencas, eu mesmo já escrevi assim. Mas agora me dê licença para o risco, o risco de uma declaração de afeto por um político: eu também quero me associar nesse clube de amor.

E digo mais, já que é para arriscar: muitos brasileiros posudos não confessam mas também amam secretamente o presidente, até mesmo aquele colunista da Veja - que o ódio recorrente não me engana e nada mais é no caso do que a vontade reprimida de abraçar e rolar com o sapo barbudo na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapé.

E porque não? Por que não podemos amar nosso presidente? Por que não podemos ter nosso Kennedy? Nosso Roosevelt? Ou nosso Churchill? Afinal, nunca se viu na história desse país um sujeito como ele. "Ah, mas o cenário mundial ajudou", dizem os críticos. Ou: "ele nada fez, exceto continuar o que o FHC começou". E por aí vai. Salve a democracia. Aos histéricos, porém, indico a releitura do primeiro parágrafo.

A verdade é que o Lula enfrentou uma resistência que poucos enfrentaram. A resistência da tal "elite branca", que é formada por empresários abonados, jornalistas graduados, posseiros em geral, togados empedernidos, generais de quatro divisas e coronéis sem patente; enfim, los dueños de la pelota. Mas apesar disso, do nariz torcido, das pequenas e grandes sabotagens, o cara tem governado com consciência e habilidade. E com uma inesperada elegância. Ou não?

Pensei nisso quando, para meu espanto, li nos jornais críticas intriguentas de toda ordem ao ótimo discurso do Lula na ONU. Ou quando vejo os empresários, que andam rindo sozinhos, fazerem reclamações ligeiras, só para não perderem a pose. Há um certo esnobismo nisso. O pessoal letrado insiste em sonegar do Lula o afeto que lhe é devido.

Ok, recomenda-se cautela com políticos: há sempre uma chance de enterrarem nosso coração na curva de um rio de lama. Mas, por uma melhor auto-estima nacional; pela diminuição da nossa famosa síndrome de vira-latas, quem sabe a gente possa admitir (aceitar) nosso amor pelo presidente do Brasil?


José Pedro Goulart é cineasta e jornalista.
http://terramagazine.terra.com.br/index.html

Pescado do blog POR UM NOVO BRASIL

Comentário dos GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Não poderíamos deixar de postar este comentário, que vem ao encontro do que há anos sentimos não só nas ruas, nas vilas, nas feiras-livres, enfim, por toda a cidade, por todas as cidades! Bravo, José Pedro Goulart por manter seus ouvidos atentos, cremos que é uma das maiores qualidades de um JORNALISTA (com letra maiúscula).

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

É MARIA DO ROSARIO - 13 - A FUTURA PREFEITA DE PORTO ALEGRE!!!

MARIA MARIA
Milton Nascimento

“Maria, Maria
É um dom, uma certa magia
Uma força que nos alerta…
Maria, Maria
É o som, é a cor, é o suor
É a dose mais forte e lenta
De uma gente que rí
Quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta

Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria

Mas é preciso ter manha
É preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele essa marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida….

Eleitor do PT votará 13 em Cuiabá, diz Cireia

quinta-feira, 25 de setembro de 2008 | 17:18


Para petista, aliança com o PR não condiz com a ideologia do PT
Em resposta às recentes declarações do presidente do Diretório Municipal do PT, Vilson Aguiar, que minimizou a representatividade da corrente petista "O Trabalho" ao dizer que desconhece a insatisfação da ala petista que em protesto a aliança com o PR votará 13 no próximo dia 5 de outubro, o militante Robinson Cireia disse hoje (25) que ao fazer isso Vilson ignora a história do próprio partido.

"Quando o presidente do PT diz que desconhece a manifestação da corrente O Trabalho ele está ignorando a história do próprio PT. Nós jamais concordaríamos em votar no empresário Mauro Mendes, que não tem nada a ver com a história do partido, nem ideologicamente, nem politicamente", disse Cireia, que também integra o diretório municipal da sigla.

Cireia recomendou ao dirigente petista andar mais nas ruas de Cuiabá para que ele verifique pessoalmente o desgosto de petistas e simpatizantes da agremiação com a aliança firmada com o PR de Blairo Maggi e Mauro Mendes, em detrimento da candidatura própria legenda. "Vilson precisa ir mais as ruas para constatar que não é pouca a insatisfação da população com a aliança firmada nesta eleição. Os petistas de modo geral esperavam outro posicionamento do PT", declarou.

Para o militante, o PT, tendo como âncora a boa aceitação do presidente Lula em Cuiabá, poderia sim ter lançado candidatura própria na Capital, com chances reais de ir para o segundo turno. "Dentre os nomes, destaque para própria professora Verinha, que hoje configura como vice de Mendes, traindo a sua origem classista", observou.

Na visão de Robinson Cireia, o estreitamento das relações entre petistas e republicanos, com o aval das direções Estadual e Municipal, tem como perspectiva destruir a história do PT. Para ele, o envolvimento dos dois partidos políticos nas eleições municipais de Cuiabá já tem como foco eleger o sucessor de Maggi ao governo, sem abrir brecha para que o Partido dos Trabalhadores indique um nome para a disputa majoritária.

"Fortalecer a aliança PR já sinaliza o apoio do PT ao candidato de Blairo ao governo. Se juntar com empresários e fazendeiros é romper com a política histórica do partido, que é estar do lado dos trabalhadores, trabalhadores como os funcionários do empresário Mauro Mendes e não com os patrões", pontuou o militante.

Com formação em história, Robinson relembra que 1996 houve um fato semelhando ao ocorrido agora em 2008, com o golpe ao arquiteto José Afonso Portocarrero, vencedor das prévias petistas. À época a senadora Serys Slhessarenko estava na frente das pesquisas na disputada pela prefeitura de Cuiabá, mas acabou levando uma "rasteira" do presidente do PT à época, Ivan Evangelista, que levou o partido a apoiar a candidatura de Roberto França (PSDB). "O interessante que na época estava todo esse grupo que hoje passa a rasteira no PT. É o mesmo golpe, mas agora sendo feito por aqueles que foram golpeados", observou o militante.

Novo PT

O representante da corrente O Trabalho também criticou o posicionamento dos deputados estaduais do PT na Assembléia Legislativa, especialmente o deputado estadual Alexandre César, que mesmo estando num partido ligado as lutas trabalhistas, não pensa duas vezes antes de votar a favor de um projeto do interesse do governador.

"Quando o governador aumentou o salário dos policiais, ele aumentou só o dos oficiais. Contrariando a ideologia do partido, o deputado estadual Alexandre César foi um dos que votou a favor da proposta. Será que o novo PT que o Alexandre está tentando implantar é aquele que abandona os trabalhadores?", observou Cireia, dizendo que mesmo com as baixas o partido ainda tem militantes combativos que realmente lutam pela classe.

ENQUANTO ISTO, PELAS RUAS DE CUIABÁ...

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Desculpa aí, Kayser

Pescado do Blog do Kayser

O IMPENSÁVEL ACONTECEU


Atualizado em 25 de setembro de 2008 às 14:30 | Publicado em 25 de setembro de 2008 às 14:20

O Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição.

Boaventura de Sousa Santos, na CARTA MAIOR
A palavra não aparece na mídia norte-americana, mas é disso que se trata: nacionalização. Perante as falências ocorridas, anunciadas ou iminentes de importantes bancos de investimento, das duas maiores sociedades hipotecárias do país e da maior seguradora do mundo, o governo dos EUA decidiu assumir o controle direto de uma parte importante do sistema financeiro.

A medida não é inédita pois o Governo interveio em outros momentos de crise profunda: em 1792 (no mandato do primeiro presidente do país), em 1907 (neste caso, o papel central na resolução da crise coube ao grande banco de então, J.P. Morgan, hoje, Morgan Stanley, também em risco), em 1929 (a grande depressão que durou até à Segunda Guerra Mundial: em 1933, 1000 norteamericanos por dia perdiam as suas casas a favor dos bancos) e 1985 (a crise das sociedades de poupança).

O que é novo na intervenção em curso é a sua magnitude e o fato de ela ocorrer ao fim de trinta anos de evangelização neoliberal conduzida com mão de ferro a nível global pelos EUA e pelas instituições financeiras por eles controladas, FMI e o Banco Mundial: mercados livres e, porque livres, eficientes; privatizações; desregulamentação; Estado fora da economia porque inerentemente corrupto e ineficiente; eliminação de restrições à acumulação de riqueza e à correspondente produção de miséria social.

Foi com estas receitas que se "resolveram" as crises financeiras da América Latina e da Ásia e que se impuseram ajustamentos estruturais em dezenas de países. Foi também com elas que milhões de pessoas foram lançadas no desemprego, perderam as suas terras ou os seus direitos laborais, tiveram de emigrar.

À luz disto, o impensável aconteceu: o Estado deixou de ser o problema para voltar a ser a solução; cada país tem o direito de fazer prevalecer o que entende ser o interesse nacional contra os ditames da globalização; o mercado não é, por si, racional e eficiente, apenas sabe racionalizar a sua irracionalidade e ineficiência enquanto estas não atingirem o nível de auto-destruição; o capital tem sempre o Estado à sua disposição e, consoante os ciclos, ora por via da regulação ora por via da desregulação. Esta não é a crise final do capitalismo e, mesmo se fosse, talvez a esquerda não soubesse o que fazer dela, tão generalizada foi a sua conversão ao evangelho neoliberal.

Muito continuará como dantes: o espiríto individualista, egoísta e anti-social que anima o capitalismo; o fato de que a fatura das crises é sempre paga por quem nada contribuiu para elas, a esmagadora maioria dos cidadãos, já que é com seu dinheiro que o Estado intervém e muitos perdem o emprego, a casa e a pensão.

Mas muito mais mudará. Primeiro, o declínio dos EUA como potência mundial atinge um novo patamar. Este país acaba de ser vítima das armas de destruição financeira massiça com que agrediu tantos países nas últimas décadas e a decisão "soberana" de se defender foi afinal induzida pela pressão dos seus credores estrangeiros (sobretudo chineses) que ameaçaram com uma fuga que seria devastadora para o actual american way of life.

Segundo, o FMI e o Banco Mundial deixaram de ter qualquer autoridade para impor as suas receitas, pois sempre usaram como bitola uma economia que se revela agora fantasma. A hipocrisia dos critérios duplos (uns válidos para os países do Norte global e outros válidos para os países do Sul global) está exposta com uma crueza chocante. Daqui em diante, a primazia do interesse nacional pode ditar, não só proteção e regulação específicas, como também taxas de juro subsidiadas para apoiar indústrias em perigo (como as que o Congresso dos EUA acaba de aprovar para o setor automóvel).

Não estamos perante uma desglobalização mas estamos certamente perante uma nova globalização pós-neoliberal internamente muito mais diversificada. Emergem novos regionalismos, já hoje presentes na África e na Ásia mas sobretudo importantes na América Latina, como o agora consolidado com a criação da União das Nações Sul-Americanas e do Banco do Sul. Por sua vez, a União Européia, o regionalismo mais avançado, terá que mudar o curso neoliberal da atual Comissão sob pena de ter o mesmo destino dos EUA.

Terceiro, as políticas de privatização da segurança social ficam desacreditadas: é eticamente monstruoso que seja possível acumular lucros fabulosos com o dinheiro de milhões trabalhadores humildes e abandonar estes à sua sorte quando a especulação dá errado. Quarto, o Estado que regressa como solução é o mesmo Estado que foi moral e institucionalmente destruído pelo neoliberalismo, o qual tudo fez para que sua profecia se cumprisse: transformar o Estado num antro de corrupção.

Isto significa que se o Estado não for profundamente reformado e democratizado em breve será, agora sim, um problema sem solução. Quinto, as mudanças na globalização hegemônica vão provocar mudanças na globalização dos movimentos sociais que vão certamente se refletir no Fórum Social Mundial: a nova centralidade das lutas nacionais e regionais; as relações com Estados e partidos progressistas e as lutas pela refundação democrática do Estado; contradições entre classes nacionais e transnacionais e as políticas de alianças.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Pescado do Viomundo

NOVOS ROSTOS APARECEM TODOS OS DIAS NAS ROTATÓRIAS

E ENELINDA CONTINUA ALEGRANDO A CIDADE!





Reproduzo abaixo um texto que recebi da companheira Ingird que achei muito bom e elucidativo sobre a suposta imagem de "juventude alienada" muito difundida nos diferentes meios. Recomendo a leitura.

Sou professora de ensino fundamental e médio, e confesso que trabalhar junto aos adolescentes este ano, me fez perceber o quanto o discurso niilista do fracasso político que o país passa, é reprodução do “mundo adulto”. Mas do “mundo adulto” daqueles que desacreditam em qualquer mudança da ordem injusta capitalista que está aí sendo imposta a nós desde que nascemos.

Trata-se deste mundo fácil de ser vendido nas conversas formais e informais, desde a filosofia do boteco até os debates nos centros acadêmicos, pois é bem mais fácil ser pessimista e jogar tudo para o alto. Difícil mesmo é fazer com que um adolescente, cheio de energia para revolucionar o mundo, não perca as esperanças, nem mesmo quando se tornar um “adulto de fato”.

Difícil mesmo, é ficar no lado oposto da maré capitalista que gera tanta desigualdade, que, de forma deplorável e positivista, ignora a história da sociedade numa onda avassaladora de reprodutores do senso comum.

Estou com 25 anos e não entrei para o “mundo dos adultos conservadores” . Preferi optar pelo “mundo dos adultos esperançosos”, que realmente são capazes de transformar a realidade que está posta, porém, não é pétrea e pode mudar. Os adolescentes com que trabalho, na sua grande maioria, demonstram a cada conversa e a cada debate, o quanto têm espírito de coletividade, e o quanto se importam com a vida em sociedade. Quase sempre o discurso de que nada presta ou nada adianta ser feito, quando parte de algum adolescente, é reproduzido tal qual algum adulto o orientou, mas não combina nem com o rosto do adolescente, que está ali, pronto pra acreditar em coisas, e não desacreditar em coisas.

Adultos, sejam parentes, vizinhos ou professores, um alerta: cuidado! Vocês podem estar decepando a esperança de um adolescente que cuidará desse mundo amanhã! Vale a pena a experiência de conversar sobre política com adolescentes. É encantador o interesse desses jovens por entender e participar mais do mundo em que vivem. O discurso universal que diz: ‘políticos são todos ladrões’ é muito comum... mas se passarmos de geração em geração este tipo de discurso, estaremos alimentando o quê mesmo? Que estar no cenário político é uma vergonha? Que os políticos são todos imorais? Ora, quanta bobagem! Já que estamos numa linha maniqueísta, vale lembrar que a sociedade tem diversos setores com bons e maus indivíduos.

Temos bons e maus políticos, bons e maus médicos, bons e maus professores, bons e maus cidadãos, bons e maus empresários, bons e maus juízes, bons e maus comerciantes, bons e maus policiais, enfim, é ingenuidade pensar que os políticos salvam ou destroem o mundo sozinhos.

É hora daqueles que remam contra essa maré ideológica da “mão invisível” do mercado, seja lá qual idade for, de não ter medo ou vergonha de estar do lado “humano da força”, ao invés de cada vez mais a política ser sinônimo de vergonha nacional. Bons, mostrem-se! Só assim tomarão os lugares dos maus... E para os adultos, uma sugestão: ouçam mais os adolescentes. .. eles têm muita cidadania a nos ensinar.

Ingrid Wink, socióloga e professora.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

E A ALEGRIA NAS ROTATÓRIAS CONTINUA...

ENELINDA 13013







QUEM DIZ O QUE QUER, OUVE...



Pescado do blog "Brasil, mostra tua cara!"

ABERTURA DA 63ª ASSEMBLÉIA DA ONU


Discurso do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na abertura do debate geral da 63ª Assembléia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque-EUA, 23 de setembro de 2008

"Senhores e senhoras chefes de Estado e de Governo,Senhor Miguel d'Escoto, presidente da Assembléia Geral das Nações Unidas,Senhor Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas,Senhoras e senhores chefes de Delegação,Saúdo, com alegria, o presidente da Assembléia Geral, meu ilustre amigo Miguel d'Escoto. Desejo-lhe pleno êxito em sua missão.

Esta Assembléia realiza-se em um momento particularmente grave. A crise financeira, cujos presságios vinham se avolumando, é hoje uma dura realidade. A euforia dos especuladores transformou-se em angústia dos povos após a sucessão de naufrágios financeiros que ameaçam a economia mundial.

As indispensáveis intervenções do Estado, contrariando os fundamentalistas do mercado, mostram que é chegada a hora da política. Somente a ação determinada dos governantes, em especial naqueles países que estão no centro da crise, será capaz de combater a desordem que se instalou nas finanças internacionais, com efeitos perversos na vida cotidiana de milhões de pessoas.

A ausência de regras favorece os aventureiros e oportunistas, em prejuízo das verdadeiras empresas e dos trabalhadores. É inadmissível, dizia o grande economista brasileiro Celso Furtado, que os lucros dos especuladores sejam sempre privatizados e suas perdas, invariavelmente socializadas. O ônus da cobiça desenfreada de alguns não pode recair impunemente sobre os ombros de todos. A economia é séria demais para ficar nas mãos dos especuladores. A ética deve valer também na economia. Uma crise de tais proporções não será superada com medidas paliativas. São necessários mecanismos de prevenção e controle, e total transparência das atividades financeiras.

Os organismos econômicos supranacionais carecem de autoridade e de instrumentos práticos para coibir a anarquia especulativa. Devemos reconstruí-los em bases completamente novas.

Dado o caráter global da crise, as soluções que venham a ser adotadas deverão ser também globais, tomadas em espaços multilaterais legítimos e confiáveis, sem imposições. Das Nações Unidas, máximo cenário multilateral, deve partir a convocação para uma resposta vigorosa às ameaças que pesam sobre nós.Há outras questões igualmente graves no mundo de hoje. É o caso da crise alimentar, que ameaça mais de um bilhão de seres humanos; da crise energética, que se aprofunda a cada dia; dos riscos para o comércio mundial, se não chegarmos a um acordo na Rodada de Doha; e da avassaladora degradação ambiental, que está na origem de tantas calamidades naturais, golpeando sobretudo os mais pobres.

Senhor Presidente,Senhoras e senhores,O Muro de Berlim caiu. Sua queda foi entendida como a possibilidade de construir um mundo de paz, livre dos estigmas da Guerra Fria. Mas é triste constatar que outros muros foram se construindo, e com enorme velocidade. Muitos dos que pregam a livre circulação de mercadorias e capitais são os mesmos que impedem a livre circulação de homens e mulheres, com argumentos nacionalistas, e até fascistas, que nos fazem evocar, temerosos, tempos que pensávamos superados.

Um suposto "nacionalismo populista", que alguns pretendem identificar e criticar no Sul do mundo, é praticado sem constrangimento em países ricos. As crises financeira, alimentar, energética, ambiental e migratória, para não falar das ameaças à paz em tantas regiões, demonstram que o sistema multilateral deve se adequar aos desafios do século XXI. Aos poucos vai sendo descartado o velho alinhamento conformista dos países do Sul aos centros tradicionais.

Essa nova atitude não conduz, no entanto, a uma postura de confrontação. Simplesmente pelo diálogo direto, sem intermediação das grandes potências, os países em desenvolvimento têm-se credenciado a cumprir um novo papel no desenho de um mundo multipolar. Basta citar iniciativas como o IBAS, o G-20, as cúpulas América do Sul-África ou América do Sul-Países Árabes e a articulação dos BRICs.

Está em curso a construção de uma nova geografia política, econômica e comercial no mundo. No passado, os navegantes miravam a estrela polar para "encontrar o Norte", como se dizia. Hoje estamos procurando as soluções de nossos problemas contemplando as múltiplas dimensões de nosso Planeta. Nosso "norte" às vezes está no Sul.

Em meu continente, a Unasul, criada em maio deste ano, é o primeiro tratado - em 200 anos de vida independente - que congrega todos os países sul-americanos. Com essa nova união política vamos articular os países da região em termos de infra-estrutura, energia, políticas sociais, complementaridade produtiva, finanças e defesa.

Reunidos em Santiago do Chile há pouco mais de uma semana os presidentes da América do Sul, comprovamos a capacidade de resposta rápida e eficaz da Unasul frente a situações complexas, como a que vive a nação-irmã boliviana. Respaldamos seu governo legitimamente eleito, suas instituições democráticas e sua integridade territorial e fizemos um apelo ao diálogo como caminho para a paz e a prosperidade do povo boliviano.

Em dezembro, o Brasil irá sediar, na Bahia, uma inédita cúpula de toda a América Latina e do Caribe sobre integração e desenvolvimento. Será uma reunião de alto nível, sem qualquer tutela, assentada em uma perspectiva própria latino-americana e caribenha.

Todos esses esforços no plano multilateral são complementados por meio de ações de solidariedade de meu país para com nações mais pobres, especialmente na África. Quero também enfatizar nosso compromisso com o Haiti, país em que exercemos o comando das tropas da Minustah e ajudamos a restabelecer a paz. Renovo meu chamamento à solidariedade dos países desenvolvidos com o Haiti, muito prometida e pouco cumprida.

Senhor Presidente,A força dos valores deve prevalecer sobre o valor da força. É preciso que haja instrumentos legítimos e eficazes de garantia da segurança coletiva.

As Nações Unidas discutem há quinze anos a reforma do Conselho de Segurança. A estrutura vigente, congelada há seis décadas, responde cada vez menos aos desafios do mundo contemporâneo. Sua representação distorcida é um obstáculo ao mundo multilateral que todos nós almejamos. Considero, nesse sentido, muito auspiciosa a decisão da Assembléia Geral de iniciar prontamente negociações relativas à reforma do Conselho de Segurança.

O multilateralismo deve guiar-nos também na solução dos complexos problemas ligados ao aquecimento global, com base no princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas. O Brasil não tem fugido a suas responsabilidades. Nossa matriz energética é crescentemente limpa. As crises alimentar e energética estão profundamente entrelaçadas. Na inflação dos alimentos estão presentes - ao lado de fatores climáticos e da especulação com as commodities agrícolas - os aumentos consideráveis do petróleo, que incidem pesadamente sobre o custo de fertilizantes e transporte.

A tentativa de associar a alta dos alimentos à difusão dos biocombustíveis não resiste à análise objetiva da realidade. A experiência brasileira comprova - o que poderá valer também para outros países com características semelhantes - que o etanol de cana-de-açúcar e a produção de biodiesel diminuem a dependência de combustíveis fósseis, criam empregos, regeneram terras deterioradas e são plenamente compatíveis com a expansão da produção de alimentos.

Queremos aprofundar esse debate, em todos os seus aspectos, na Conferência Mundial sobre biocombustíveis que convocamos para novembro, na cidade de São Paulo.

Minha obsessão com o problema da fome explica o empenho que tenho tido, junto a outros líderes mundiais, para chegar a uma conclusão positiva da Rodada de Doha. Continuamos insistindo em um acordo que reduza os escandalosos subsídios agrícolas dos países ricos. O êxito da Rodada de Doha terá impacto muito positivo na produção de alimentos, sobretudo nos países pobres e em desenvolvimento.

Senhor Presidente,Há quatro anos, junto com vários líderes mundiais, lancei aqui em Nova Iorque a Ação contra a Fome e a Pobreza. Nossa proposta era, e continua sendo, a de adotar mecanismos inovadores de financiamento. A Unitaid, Central de Compra de Medicamentos, é um primeiro resultado dessa iniciativa, ajudando a combater Aids, tuberculose e malária em vários países da África. Mas não basta. Precisamos avançar, e muito, se queremos que a Humanidade cumpra efetivamente as Metas do Milênio.

Em dezembro serão comemorados os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que não pode ser objeto de uma homenagem meramente protocolar. Ela traduz compromissos inalienáveis, que nos interpelam a todos. Como governantes, mais do que a defesa retórica da Declaração, somos chamados a lutar para que os valores proclamados há seis décadas se transformem em realidade em cada país e em todo o mundo.

Senhor Presidente,O Brasil de hoje é muito distinto daquele de 2003, ano em que assumi a Presidência do meu país e em que, pela primeira vez, compareci a esta Assembléia Geral. Governo e sociedade deram passos decisivos para transformar a vida dos brasileiros. Criamos quase 10 milhões de empregos formais. Distribuímos renda e riqueza. Melhoramos os serviços públicos. Tiramos 9 milhões de pessoas da miséria e outras 20 milhões ascenderam à classe média. Tudo isso em um ambiente de forte crescimento, estabilidade econômica, redução da vulnerabilidade externa e, o que é mais importante, fortalecimento da democracia, com intensa participação popular.

No ano em que celebramos o centenário do grande brasileiro Josué de Castro, o primeiro diretor-geral da FAO e um dos pioneiros da reflexão sobre o problema da fome no mundo, vale a pena recordar sua advertência: "Não é mais possível deixar-se impunemente uma região sofrendo de fome, sem que o mundo inteiro venha a sofrer as suas conseqüências." Tenho orgulho de dizer que o Brasil está vencendo a fome e a pobreza.

Senhor Presidente,Reitero o otimismo que expressei aqui há cinco anos. Somos muito maiores do que as crises que nos ameaçam. Dispomos de sentimento, razão e vontade para vencer qualquer adversidade. Esse, mais do que nunca, é o espírito dos brasileiros.
Muito obrigado."

INÉDITO, RADIOGRAFADO CORAÇÃO DOS GUERRILHEIROS VIRTU@IS

terça-feira, 23 de setembro de 2008

ORGULHO DE UM POVO

Acampamento Farroupilha 2008 - Porto Alegre/RS

Letra: Silvio Genro
Música : Duca Duarte
Interprete: Cristiano Quevedo


Eu sinto orgulho desse sotaque sulino...

De um povo que canta o Hino
Com respeito e devoçãoi !
Dessa bandeira, amado pano sagrado...
do mapa do nosso Estado
Em forma de coração !



Eu tenho orgulho da nossa roda de Mate
E na paz que se reparte
Neste gesto de oferenda !
Da cor alegre de um Brinco- de-princesa.
Flor que enfeita com beleza
As tranças das nossas prendas !

Eu sinto orgulho
Do entono dos centauros
No trono de seus Cavalos
Preservando Tradições !

Eu tenho orgulho
Dessa Alma Farroupilha,
Chama Crioula que brilha
No sacrário dos Galpões !


Eu sinto orgulho desse meu sangue Farrapo...
Brasão de Armas dos Guapos,
Que nos trás tanta emoção!
Dessa heroica bravura dos Quero-queros,
Feito caudilhos austeros
Defendendo nosso chão

Eu tenho orgulho dum churrasquito nas brasas...
Cordeona pedindo vasa
E a gauchada contente !

Eu sinto orgulho dessa fé que se revela
Num simples chá de Macela
Curando os males da gente !

Eu sinto orgulho
Do entono dos centauros
No trono dos seus Cavalos,
Preservando Tradiçõs!

Eu tenho orgulho
Dessa alma Farroupilha,
Chama Crioula que brilha
No sacrário dos Galpões !

Presidente do PT de Cuiabá, desafia legislação eleitoral e tira Helena Bortolo do ar


Continua tensa a convivência entre as diversas correntes que compõe o Partido dos Trabalhadores em Cuiabá. A mais recente polêmica é o veto do comando partidário às aparições, na televisão, da candidata a vereadora pelo PT, Helena Bortolo, também presidente da subsede do Sintep em Cuiabá. A divergência de fundo é ideológica: Bortolo declarou publicamente que não vota em Mauro Mendes para prefeito e que, no dia 5 de outubro seu voto para prefeito será no 13, a exemplo do que será feito por muitos outros petistas cuiabanos. A questão do voto para prefeito não foi pacificada dentro do partido deste o imbroglio que resultou na inviabilização da candidatura própria do arquiteto José Afonso Portocarrero mas, mesmo assim, o presidente do partido em Cuiabá resolveu agir com dureza contra quem não concorda com seus encaminhamentos. Sem contar com o respaldo de nenhuma instância partidária e desafiando a legislação eleitoral, resolveu tirar Helena Bortolo do ar. A candidata a vereadora já anunciou que vai recorrer à Justiça Eleitoral visando preservar o seu direito de fazer campanha na televisão.

Pescado da Pagina do E

A HORA DA VIRADA!

MARIA DO ROSÁRIO - ANA CERIS e DILMA

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Gostamos deste artigo pescado na rede...

Este é o primeiro pleito que acompanho em Porto Alegre, mas por diversas vezes integrei caravanas do interior que vinham a capital nos grandes comícios da Frente Popular nos anos 90. Sempre esperei pelo momento em que vivenciaria na pele uma disputa 'vermelha', integrando essa militância fiel. Só quem já militou no interior, em pequenos municípios, sabe o que representa poder sair de bandeira e estrela sem ser observado como se fosse um ET.

Apesar da minha preferência por Maria do Rosário, respeito e admiro a democracia de esquerda porto-alegrense em seu conjunto. Toda ela deriva de uma identidade forjada ao longo das décadas, das greves dos bancários, dos pioneiros do MST, dos expoentes políticos, do OP, do FSM...Porto Alegre é a catarse de todas estas experiências democráticas e socialistas.

Pouco conheço desse mundo de Deus, mas talvez poucos sejam os lugares onde existam tantas pessoas idealistas, apaixonadas por uma causa coletiva, que podemos resumir por 'justiça social'. Com o passar dos anos a conjuntura e a evolução das siglas forçaram ajustes de conduta, uma moderação no discurso, que não necessariamente signifique uma alteração radical na conduta. Os ideais do PT seguem os mesmos, no entanto, o pragmatismo ocupou o lugar do radicalismo. Logicamente algumas condutas infelizmente foram desvirtuadas, mas mesmo assim continuo aposto no Partido dos Trabalhadores como a melhor representação política da nossa sociedade.

Na eleição de Porto Alegre vemos esse panorama. O PT infelizmente aderiu a militância paga, não conseguindo fugir da cruel lógica de eleições mercadológicas e cada vez mais baseadas na propaganda e cada vez menos ligada ao conteúdo. No entanto, o partido ainda detêm o maior contingente de simpatizantes e adeptos que estão ali porque ACREDITAM e não ganham absolutamente NADA para tal. Ontem mesmo vi uma senhora, cabelos brancos, uns 70 anos no mínimo. A passos lentos ela caminhava pela João Pessoa. Numa mão levava as compras do supermercado. No peito a estrela. Na outra mão, a bandeira vermelha.

Ali, antes mesmo de tomar conhecimento da última pesquisa Datafolha, tive a certeza que o PT de Porto Alegre despertou e agora é a famosa "hora da virada". Pouco depois, centenas de pessoas seguiam em marcha, numa maré vermelha que percorreu as artérias da capital e de novo fez pulsar o coração petista de nossa cidade.

Observem. Começam a pipocar bandeiras e estrelas pelas janelas. Mas não são bandeiras desta campanha. São bandeiras antigas, que estavam enroladas debaixo da cama. Amarelas, vermelhas, azuis...a tradição e a camisa do PT começam a se fazer notadas. E eleição é igual futebol: o estado anímico influencia muito. Logo, cada bandeira na rua estimula e desperta outro companheiro. O vermelho vibrante arrepia a pele, acelera o coração e faz a lágrima brotar.

Não podemos deixar que um novo jeito de enganar triunfe. Precisamos fazer valer a experiência e o legado petista. Então peguemos nossas bandeiras e vamos pra rua. Coloca um pano vermelho na janela e vamos fazer essa maré contagiar a cidade.

A hora é agora.

PROFESSORES ESTÉREIS

“O verdadeiro professor não se preocupa com disciplina. Os estudantes o respeitam e o escutam, sem que sua autoridade necessite jamais se refugiar no regulamento nem se exercer do alto de um estrado. Na biblioteca, no claustro, no pátio da universidade, rodeado familiarmente de seus alunos, é sempre o mestre. Sua autoridade é um fato moral. Só os catedráticos medíocres - e em particular os que não têm senão um título convencional ou hereditário - inquietam-se tanto pela disciplina, supondo-a uma relação rigorosa e automática que estabelece inapelavelmente a hierarquia material ou escrita (…) SEM PROFESSORES AUTÊNTICOS, sem rumos austeros, sem direções elevadas, a juventude não pode estar bem encaminhada. O estudante de mentalidade e espírito curtos e medíocres vê no professor seu modelo ou seu exemplo; com um professor desprovido de desinteresse e de idealismo, o estudante não pode aprender nem apreciar uma coisa nem outra. Antes sim, acostuma-se a desdenhá-las prematuramente como supérfulas, inúteis e embaraçosas. Um mestre - ou melhor, um catedrático - em que seus disciplos descobrem apenas uma fina camada de cultural profissional e nada mais não tem autoridade nem aptidão para lhes inculcar e lhes ensinar nem extensão nem profundidade no estudo. Seu exemplo, pelo contrário, persuade ao discípulo negligente da conveniência de limitar seus esforços, primeiro à aquisição rotineira do título acadêmico e depois à posse de um automóvel, a ganhar muito dinheiro e - se é possível de passagem - à conquista de uma cátedra (um cargo de luxo, um timbre de academia). A VIDA E A PERSONALIDADE EGOÍSTAS, BUROCRÁTICAS E APOUCADAS DO PROFESSOR DECORATIVO E AFORTUNADO INFLUEM INEVITAVELMENTE NA AMBIÇÃO, NO HORIZONTE E NOS PLANOS DO ESTUDANTE MÉDIO. PROFESSORES ESTÉREIS TÊM DE PRODUZIR DISCÍPLULOS ESTÉREIS.” (de José Carlos Mariátegui)

Pescado do Blog Ponto de Vista

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Dilma é recebida com gritos de "presidenta" em evento do PT em Osasco (SP)



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MARINA NOVAES
colaboração para a Folha Online


O evento de apoio ao prefeito de Osasco (Grande São Paulo) e candidato à reeleição, Emídio de Souza (PT), realizado na noite desta sexta-feira se transformou em um ato de pré-lançamento da candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) à Presidência da República em 2010. Ao subir no palco, a ministra foi recebida com gritos de "presidenta" por cerca de 400 militantes que participaram do ato de campanha.

Dilma é apontada como o principal nome do PT para concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além de Emídio, outros nove candidatos a prefeito do PT na região participaram do evento.

"Ela [Dilma] é chamada de madrinha do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e muita gente acha que é inventado. Mas ela é chamada de madrinha do PAC com muita justiça", disse Emídio.

Durante o ato, um dos militantes da legenda comparou a trajetória política do presidente Lula com a da ministra, ao afirmar que em todas as suas candidaturas à Presidência Lula passou por Osasco.

"Osasco faz parte da trajetória de luta deste país, da inconformidade com a injustiça e com a ditadura", afirmou Dilma, que discursou durante cerca de 40 minutos e ressaltou projetos do governo federal, entre eles o Bolsa Família e o próprio PAC.

Ao pedir votos para os candidatos do PT na região, a ministra destacou a popularidade recorde do presidente Lula --64%.

"[É preciso votar nos candidatos do PT] Porque o Lula em cada uma das cidades é os nossos candidatos", afirmou.

Amanhã, Dilma reforça a agenda de campanha do candidato a prefeito de Diadema (Grande São Paulo) Mário Reali (PT).

"ESTE É O NOSSO PAÍS, ESTA É A NOSSA BANDEIRA... É POR AMOR A ESTA PÁTRIA, BRASIL, QUE A GENTE SEGUE EM FILEIRA!!"


Aprovação ao governo Lula bate novo recorde
 
 
 
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (22) mostra
que a aprovação do governo do presidente
Luiz Inácio Lula da Silva atinge

68,8%,

 11,3 pontos percentuais a mais que na pesquisa de abril deste ano.
A avaliação positiva érecorde para toda série histórica da pesquisa,
que começou a ser realizada em 1998.
 
 
 
Segundo os dados, apenas 6,8% dos entrevistados
consideram o governo Lula negativo. A pesquisa
revela, ainda, que para 23,2% das pessoas ouvidas,
o governo Lula é regular. A avaliação pessoal do
presidente também subiu em relação ao último
levantamento e chegou a 77,7%. Em abril, esse
percentual era de 69,3%.
A aprovação é a maior desde julho de 2003, ano
do primeiro mandato de Lula.
Apenas 16,6% dos entrevistados disseram desaprovar
pessoalmente o presidente.
Outros 5,7% não responderam.
  
A série histórica da pesquisa – realizada desde
julho de 1998 - mostra que o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso nunca conseguiu manter a rejeição
a seu governo abaixo do 23%.
 
 
A pesquisa foi realizada entre 15 e 19 de setembro.
Foram ouvidas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24
estados.A margem de erro é de três pontos percentuais.
 
 
O diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, disse
que a popularidade recorde do governo Lula é
conseqüência de políticas adotadas nas áreas econômica
e social.
"Isso repousa na economia e na redução dos problemas
sociais, estabilidade econômica, poder de compra e
salário mínimo. Se criou uma estabilidade no campo
econômico validada com a presença do vice-presidente
José Alencar no governo, que é empresário",
afirmou Guedes.
 
 
Na avaliação do diretor do Sensus, a popularidade do
presidente Lula mostra que ele se tornou o maior cabo
eleitoral do país. "Ele é o grande cabo eleitoral,
tem força de transferência de voto, mas o candidato
tem que ser palatável politicamente", afirmou.
 
 
EUA.
 
 
 
O presidente Lula recebe a Insígnia de Ouro da
Sociedade das Américas e Conselho das Américas
nesta segunda-feira, em Nova York. O presidente
chegou à cidade norte-americana nesta madrugada
para participar do debate da 63ª Assembléia Geral
da Organização das Nações Unidas (ONU),
terça-feira, e cumpre agenda extensa até
quinta-feira, quando retorna ao Brasil.
 
 
No fim desta manhã, o presidente faz o lançamento
da campanha da Embratur "Brasil Sensacional", que
tem o objetivo de fortalecer a imagem do País como
destino turístico. Na ONU, Lula participa de reunião
sobre o desenvolvimento da África e recebe o prêmio
"IPS International Achievement Award 2008", que
reconhece o trabalho de indivíduos e organizações
que trabalham por justiça política e social.
 
 
No início da noite, o presidente se reúne com
lideranças empresariais dos Estados Unidos e,
posteriormente, será condecorado com a Insígnia de
Ouro, no jantar em sua homenagem, no hotel Waldorf
-Astoria. A Insígnia de Ouro é concedida pelas
contribuições de destaque realizadas pelo homenageado.

ANA CÉRIS ESSA MENINA VAI LONGE , QUEM TE CONHECE SABE O SEU TRABALHO E SUAS LUTAS PELO POVO DE POA



sábado, 20 de setembro de 2008

Reminiscências da infância

Oh que saudade que eu tenho
do tempo que já passou
daqueles dias felizes
quando eu era ainda guria
debaixo da laranjeira
perto do pé de figueira
onde brincava e corria

Oh que saudade dos campos
das matas, dos pinheirais
aonde eu ia a campear
o sol brilhava tão belo
e o canarinho amarelo
cantava em todo o lugar

Eu lembro com emoção
do mandiocal, do alçapão
onde maninho esperava
com seu bodoque e a sacola
ao lado de uma gaiola
o sabiá que cantava
Nunca saiu da lembrança
o vestidinho vermelho
que bem em frente ao espelho
sorrateira eu contemplava
era rodado, de renda
de bom corte de fazenda
que a titia costurava

Oh que saudade que eu tenho
daqueles dias de frio
daquelas tardes de maio
do lindo ceu cor de anil

Eu lembro ainda com graça
dos causos e da cachaça
que o vovô tanto gostava
Eu lembro da vovozinha
carinhosa e tão gordinha
no colo me segurava

Eu lembro com emoção
daqueles dias de inverno
que bem cedinho ao fogão
na roda do chimarrão
o bom pinhão já assava
eu esperava contente
o leite e o café quente
que a mamãe já preparava

Eu não esqueço jamais
daqueles dias de outrora
em que passeava feliz
na praça do chafariz
com sua grande cascata
o murmurinho das águas
mais parecia com o som
de uma bela sonata

Oh que saudade que eu tenho
daqueles dias de frio
daquelas tardes de maio
do lindo ceu cor de anil.

LIMA, Dorian Lenir Scheffle

CENAS QUE GOSTARÍAMOS DE VER XXVI

Se Lula está com Maria, quem estará contra?

Sábado, 20 de Setembro, 2008 15h 54min

Acompanhada do senador, a candidata da Frente Popular acompanhou o desfile do 20 de setembro

Maria do Rosário e o senador Paulo Paim comemoraram o 20 de setembro bem como gostam, junto com os gaúchos e com as gaúchas que assistiam ao desfile comemorativo à Revolução Farroupilha, neste sábado (20), às margens do Rio Guaíba. “As pesquisas mostram que a Frente Popular sempre foi de chegada e estamos decolando. Estou convicto de que vamos para o segundo turno e venceremos estas eleições para trabalhar junto com o presidente Lula pelo país e por uma Porto Alegre melhor”, disse Paim, confirmando sua popularidade com a gauchada. “Se Lula está com Maria, quem estará contra?”, observou o senador.

A candidata da Frente Popular ao Paço Municipal ficou encantada com o carinho recebido dos porto-alegrenses. Ela dava um passo e já parava para abraçar crianças, jovens, mulheres e homens. “Tô contigo”, revelavam os eleitores, alegres com a possibilidade de posar para uma foto ao lado da sua candidata.

O protesto silencioso de Ibrhem Ismael, de 90 anos, chamou a atenção de Maria. Ela leu a faixa carregada por ele com as seguintes inscrições: “Cadê Fogaça. Virou fumaça. Porto Alegre jogada às traças. Cadê o respeito do prefeito”. Ele contou para a petista que obras feitas pela atual gestão derrubaram o muro da sua casa, no bairro Nonoai e que, apesar de inúmeros pedidos de conserto, só recebeu indiferença da Prefeitura. Ismael, que participou 2ª Guerra Mundial, disse nunca ter visto tanto desleixo.

“Espero que ela se eleja”, adiantou Zeli Teresinha, moradora do bairro Jardim do Salso. Próximo a ela estava o menino Frank, de dois anos, que conhecia a petista apenas da televisão e que recebeu o abraço e o beijo da candidata. O garoto, conforme sua mãe, Kátia, canta o jingle da campanha de Rosário.

A família tricolor, Nelson, Neiva e as filhas Natália e Nilene, aproveitou o momento para dizer a Maria do Rosário que considera importante a vitória dela porque quando a Frente Popular administrou, a cidade era melhor. “Eles prometeram mudar, mas ficou pior”, opinou Nelson. Idéia semelhante tem o colorado Júlio Azevedo, que ao lado da mulher Diocele Alves, prestigiava o desfile.

Maria e Paim estenderam as comemorações do 20 de setembro até o almoço no Piquete Estrela Gaudéria, no Acampamento Farroupilha, instalado no Parque da Harmonia.


QUEM SABE EM BREVE PODEREMOS TER ESTAS ESPERANÇAS TAMBÉM AQUI EM CUIABÁ?


PED 2009 - A LUTA CONTINUA!

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos