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domingo, 30 de novembro de 2008

COMEÇAR DE NOVO

Há alguns anos, numa grande enchente na Argentina um anônimo escreveu isto:

COMEÇAR DE NOVO

Eu tinha medo da escuridão

Até que as noites se fizeram longas e sem luz

Eu não resistia ao frio facilmente

Até passar a noite molhado numa laje

Eu tinha medo dos mortos

Até ter que dormir num cemitério

Eu tinha rejeição por quem era de Buenos Aires

Até que me deram abrigo e alimento

Eu tinha aversão a Judeus

Até darem remédios aos meus filhos

Eu adorava exibir a minha nova jaqueta

Até dar ela a um garoto com hipotermia

Eu escolhia cuidadosamente a minha comida

Até que tive fome

Eu desconfiava da pele escura

Até que um braço forte me tirou da água

Eu achava que tinha visto

Até ver meu povo perambulando sem rumo pelas ruas

Eu não gostava do cachorro do meu vizinho

Até naquela noite eu o ouvir ganir até se afogar

Eu não lembrava os idosos

Até participar dos resgates

Eu não sabia cozinhar

Até ter na minha frente uma panela com arroz e crianças com fome

Eu achava que a minha casa era mais importante que as outras

Até ver todas cobertas pelas águas

Eu tinha orgulho do meu nome e sobrenome

Até a gente se tornar todos seres anônimos

Eu não ouvia rádio

Até ser ela que manteve a minha energia

Eu criticava a bagunça dos estudantes

Até que eles, às centenas, me estenderam suas mãos solidárias

Eu tinha segurança absoluta de como seriam meus próximos anos

Agora nem tanto

Eu vivia numa comunidade com uma classe política

Mas agora espero que a correnteza tenha levado embora

Eu não lembrava o nome de todos os estados

Agora guardo cada um no coração

Eu não tinha boa memória

Talvez por isso eu não lembre de todo mundo

Mas terei mesmo assim o que me resta de vida para agradecer a todos

Eu não te conhecia

Agora você é meu irmão

Tínhamos um rio

Agora somos parte dele

É de manhã, já saiu o sol e não faz tanto frio

Graças a Deus

Vamos começar de novo.

Anônimo


Alcançado pelo amigo

Salvatore Santagada


Fotos do Folha Online

Parece coincidência, mas não é.

Texto do sociologo Juremir Machado da Silva, publicado no jornal Correio do Povo de hoje, no qual fala sobre as loucuras de um governo autoritário e sem razão de ser. Onde lê-se Palomas, pode-se substituir por Rio Grande do Sul, sem prejuízo de contexto.


SÓ EM PALOMAS MESMO

Por Juremir Machado da Silva


Tem coisas, juro, que só acontecem em Palomas! Lá, por exemplo, somente o Estado tem direito de matar, seja aprovando uma lei da pena de morte, seja enviando os palomenses à guerra. Sem contar que a Polícia se dá o direito de eliminar alguns elementos incômodos alegando legítima defesa ou empregando um recurso muito eficaz e expedito, a bala perdida que sempre acha um alvo, embora nem sempre o desejado. Tudo é original em Palomas. Se professor faz greve, a secretaria de Educação corta o ponto e não paga os dias trabalhados. Dar calote é uma atribuição exclusiva do Estado. Tem professor em Palomas, contratado em regime emergencial, que não recebe há seis meses. Nesse tipo de caso, bastante comum, ninguém fala em ruptura unilateral de contrato ou em radicalismo das autoridades.


Depois da última greve, com o ponto cortado, teve um professor em Palomas que recebeu R$ 80,00. Eu disse OITENTA! Não acreditam? Pois é, esse tipo de coisa só acontece em Palomas. Lá o governo tem direito ao calote de longo prazo, os chamados precatórios. Deve, não nega, mas não paga nem fixa prazo para saldar as dívidas. Palomas é tão especial que por lá só o Estado tem direito de não cumprir as leis. Às vezes, porém, não tem jeito. Sai uma investigação. Dificilmente algum figurão é punido. Algo realmente exclusivo de Palomas é a secretaria da Educação. O cargo de secretário é quase sempre exercido por um ex-presidente do sindicato dos professores. Basta mudar de lado do balcão para que a pessoa se transforme radicalmente. Quem antes lutava por negociação, num passe de poder começa a exigir punições rigorosas. Quem exigia aumentos endossa o desrespeito a leis federais aumentando salários. Palomas é coerente na sua incoerência. Faz malabarismos para continuar conservadora. Os palomenses acham-se os mais cultos e politizados da Nação. Na hora de pega pra capar, conforme o linguajar de lá, comportam-se como o resto do país. Falam muito na importância da educação, mas não querem pagar salários justos aos professores. Aqui entre nós, Palomas é muito reacionária.


A governadora de Palomas (a vila, assim como o Rio Grande do Sul, é administrada por uma mulher de faca na bota) já foi à capital federal defender os privilégios das concessionárias de pedágios. Nunca o fez pelos professores. Em Palomas, pobre não tem vez. Chega a ficar meses na fila do SUS para fazer algum exame banal. Palomas é uma vaca holandesa. Todo mundo quer mamar nas suas tetas. É que os palomenses colocam a família acima e dentro de tudo. Nunca se viu gente mais família. Até no trabalho bem pago todos querem estar juntos. Preciso insistir num ponto redundante para evitar comparações inadequadas. Estou falando de coisas que só acontecem em Palomas. Qualquer semelhança com outros lugares é mera coincidência.

sábado, 29 de novembro de 2008

Serys quer disputar o Senado


Serys quer disputar o Senado e diz que só teme o “comitê da maldade”

29/11/2008 - 17:15:00

Por Edilson Almeida Redação 24 Horas News

     A senadora Serys Slhessarenko, do Partido dos Trabalhadores, reafirmou nesta sexta-feira seu desejo de disputar novamente a eleição para o Senado Federal em 2010. É o que consta do seu projeto político. Mas, até lá, há muito que se discutir. Principalmente dentro da sigla. Mesmo sendo candidata natural, ela declarou que tudo vai depender dos rumos que o partido vai tomar após o Processo de Eleição Direta (PED), no ano que vem. Destemida, acredita que vem conseguindo conquistar espaço no Senado, com condições de mostrar mais o seu trabalho parlamentar. Mas falou de um temor: a ação do malfadado “comitê da maldade”, instituto criado para as eleições no Estado.              Serys deixou claro que ainda ressente das acusações que lhe foram imputadas, de participação no esquema do grupo que se denominou “sanguessugas”. Na época do escândalo, seu nome apareceu como sendo beneficiária do desvio de dinheiro, através de integrantes de sua família. Até agora, segundo ela, nada restou comprovado. “Sequer fui chamado para responder alguma coisa e pedi que toda a minha família fosse investigada pelo Senado” – comentou. Serys continua fazendo parte da Comissão de Ética do Senado.              Ainda assim, considera que as eleições em Mato Grosso têm se mostrado um palco onde a ética passa distante. A último eleição municipal se mostrou pródiga nesse campo. “Não devo nada a ninguém e não tenho nada a temer. Mas, muitas vezes, fazem coisas que até Deus duvida para ganhar a eleição” – disse, sem especificar valor ou origem.              Antes de vencer o “comitê da maldade”, Serys disse que vai precisar, primeira, viabilizar sua candidatura a reeleição. Além dela, parte do PT começa a se movimentar no sentido de alavancar o nome do deputado federal Carlos Abicalil, atual presidente do Diretório Regional, para disputar a vaga. “Vamos ver até lá o que acontece” – disse.              Outra variável que condiciona o projeto da reeleição de Serys diz respeito as discussões para formação da aliança de 2010. A senadora destacou que, a princípio, o PT deverá seguir com a aliança no Estado com o Partido da República, do governador Blairo Maggi. O partido têm hoje uma das principais secretarias do Governo, a de Educação. Essa base poderá até ser ampliada caso se confirme a disposição do DEM em seguir para a oposição. Seriam abertas em torno de 250 cargos, e o PT poderia ser beneficiado na redistribuição.              Na leitura de Serys, o PT deverá indicar a aliança uma vaga ao Senado. A outra, a princípio, seria entregue ao atual governador Blairo Maggi, que se desincompatibilizaria do cargo. Silval Barbosa, do PMDB, ficaria com o restante do Governo, em que pese o entrave político, já que a sigla peemedebista estaria praticamente fechando uma aliança nacional do PSDB e o DEM – que se repetiria em Mato Grosso, com Jaime Campos ao Governo.              Mas antes do processo de debate partidário, há a questão interna no PT. O PED “é uma guerra”, segundo a definição da senadora. No último processo eleitoral, a senadora perdeu a disputa contra Abicalil, em que pese seu grupo controlar os diretórios das cidades mais importantes, como Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres, Sinop, entre outras, ao passo que o chamado “Campo Majoritário”, de Abicalil, tem força nas cidades de menor porte.              Serys realizou nesta sexta-feira uma visita de cortesia ao Portal de Notícias 24 Horas News. Além de conversar com os jornalistas, ela se reuniu com o diretor Arnaldo Sousa Marques, que explicou os projetos de expansão que pretende ser implementadas na empresa para o ano que vem

VISITA À CHAPADA DOS GUIMARÃES

Oba, visitamos a Chapada...

Lá, a GUERRILHEIRA, visitou a Igreja Nossa Senhora Sant'Ana do Livramento.



De arquitetura não ostensiva em riquesas, mesmo assim guarda as suas, de acordo com seu histórico:

Igreja Nossa Senhora Sant'Ana do Livramento



Em 1751 o Pe. Jesuíta Estevão de Castro fundou na Chapada dos Guimarães uma aldeia e ergueu uma capela e dedicou à Sant'Ana. Localizada na região central da cidade de Chapada dos Guimarães esse monumento histórico foi construido em 1779 por escravos da região e sua inauguração se deu em 31/07/1779, com o translado das imagens para a nova Igreja (Sant'Ana, Sto. Inácio de Loyola e São Francisco Xavier). Foi utilizada a mão de obra indígena para socar as paredes que nesta região são de terra pilada. Retiraram a madeira suficiente para a construção de uma igreja coberta de telhas, rebocada e caiada com capela mor e sacristia, possuindo ainda a casa dos Párocos pregada à mesma Igraja. Completamente em estilo barroco, possui o altar pintado de ouro e ainda conservado.

Em 1921 durante uma missa solene a frente da Igreja desabou sem causar ferimentos aos fiéis. Em 1958 a atual Igreja foi tombada pelo IPHAM, segundo Edmundo Etzei é o único e autêntico resíduo barroco existente em Mato Grosso. Em 1939 a Paróquia foi entregue aos cuidados dos Padres Franciscanos da Província de Santa Izabel / Alemanha. O 1º Pároco residente foi Frei Pedro Hotz. Em 1940 com a criação da Prelazia foi nomeado o administrador Apostólico Frei Winibaldo Talleur.
A Igreja de Sant'Ana sempre foi elogiadíssima pelos viajantes como a mais bonito de Mato Grosso possuindo um rococó primitivo encantador.

Texto de sua Diretoria Administrativa

Sanguessugas: inquérito aponta suposto envolvimento de senador

O senador Jaime Campos (DEM-MT) é investigado por possível envolvimento com a máfia dos sanguessugas quando ocupava o cargo de prefeito em Várzea Grande, no período de 1997 a 2004.

Um inquérito policial investigou a possível existência de fraude no procedimento de licitação para a aquisição de ambulâncias com recursos federais conseguidos por meio de dois convênios entre a prefeitura de Várzea Grande e o Ministério da Saúde. O Ministério Público Federal (MPF) de Mato Grosso encaminhou o documento ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O caso será analisado pelo STF porque Jaime Campos foi eleito senador da República nas eleições de 2006 para a legislatura de 2007 a 2015. Conforme a Constituição, os senadores têm foro privilegiado no exercício do mandato.

A Polícia Federal desarticulou a máfia dos sanguessugas em operação no dia 4 de maio de 2006. Segundo informações da PF, o esquema seria coordenado pelos proprietários da empresa Planam, Darci José Vedoin e Luiz Antônio Trevissan Vedoin. Eles fraudariam a compra de ambulâncias com recursos do Orçamento Geral da União.

Pelo menos 250 pessoas foram indiciadas por envolvimento no esquema. Dentre elas, parlamentares e prefeitos. É a primeira vez que o nome do senador Jaime Campos surge por possível envolvimento no caso.

O inquérito possui 318 páginas e dois volumes. O STF informou que são citados delitos como: crime contra a paz pública, formação de quadrilha, lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores e crimes da lei de licitações.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Santa Catarina: o choro pelo meu povo

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, comovidos com a situação, se encantaram com o texto pescado do blog Olhos da Eternidade e o disponibilizam aos seus amigos...

Artigo da leitora Shirlei Amaro Avena Weisz

Nasci em Blumenau, Santa Catarina, e atualmente vivo no Rio de Janeiro. Por isso, quando acompanho pela TV o sofrimento do povo catarinense, choro e não me envergonho de dizer que tenho chorado desde que esse pesadelo começou.


Às chuvas que arrasaram o Vale do Itajaí e cidade nos seus arredores não destruiu apenas casas: destruiu famílias, lembranças e sonhos. Hoje, existem cerca de 99 mortos e 14 pessoas desaparecidas na região, segundo dados oficiais. Os sobreviventes lutam para se manter de pé frente a uma tragédia de proporções, que eu, em 33 anos quase completos de vida, jamais vi.

Emociona-me ver a solidariedade de todos os cantos desse Brasil, onde anônimos enviam alimentos, água, colchões... Enfim, tudo o que podem para quem só restou a vida.

Não existem palavras para descrever o que sinto toda vez que vejo o meu povo de Santa Catarina chorando pela tela da TV. Não existem palavras que descrevam a indignação pelas chuvas terem varrido tudo, de repente, pois eu não consigo entender o porquê de não ter havido algum tipo de prevenção em relação aos temporais que chegam com o verão. Será que se tivesse havido um trabalho preventivo das autoridades, a tragédia teria tomado tais proporções?


Agora, já não é mais hora de encontrarmos essa resposta, mas sim é a hora de mostrarmos que "somos brasileiros e não desistimos nunca" e que a nossa maior qualidade é a SOLIDARIEDADE.

Ao povo de Blumenau, terra onde nasci e de toda Santa Catarina, gostaria de lembrar a história de quando os primeiros imigrantes chegaram àquela região e ergueram uma terra que sempre encheu de orgulho o Brasil: uma terra linda, próspera e organizada. Saibam que esse espírito pioneiro está enraizado no nosso povo, somos como bambu: "envergamos, mas não quebramos". Se ainda resta vida, ainda há esperança de reconstruir tudo de novo e de novamente ser um exemplo para o Brasil, como sempre fomos.


Que Deus dê forças àqueles que perderam entes amados, para que possam prosseguir na vida, fazendo do exemplo dos que foram uma alavanca para trazer luz e amor para o mundo, que anda tão carente disso tudo. E a todo Brasil solidário, gostaria de pedir a Deus que abençoe a todos e retribua esse gesto de amor em dobro.

Shirlei Amaro Avena Weisz é advogada e professora universitária

Link para o original.

CEN define data e diretrizes do 4º Congresso e do PED 2009


O 4º Congresso Nacional do PT será realizado entre os dias 5 e 7 de março de 2010 e o processo de escolha de delegados acontecerá durante o PED 2009. As datas e as diretrizes – tanto do Congresso como do PED – foram aprovadas em reunião da Comissão Executiva Nacional do PT na segunda-feira (25).

A data do PED foi mantida em 22 de novembro de 2009. Caso haja necessidade de segundo turno, este ocorrerá em 6 de dezembro. No PED, além de renovar as direções partidárias em todos os níveis, os filiados irão escolher delegados diretamente para o Congresso Nacional do PT – sem a necessidade de etapas municipais e estaduais.

A Comissão Executiva também decidiu que, para disputar o Congresso, as chapas nacionais deverão ter componentes de, no mínimo, 14 Estados.

Leia abaixo a íntegra do texto aprovado:

Diretrizes Complementares para o PED 2009 e 4º Congresso Nacional do PT

O 4º Congresso Nacional do PT será realizado nos dias 5 a 7 de março de 2010;

A eleição de delegados ao 4º Congresso será feita por ocasião do PED 2009. Cada chapa nacional indicará, além de seus candidatos ao Diretório Nacional, à Comissão de Ética Nacional e ao Conselho Fiscal Nacional, os candidatos a Delegados ao 4º Congresso Nacional, com exigência de ter componentes de, no mínimo, 14 Estados;

A regulamentação final do PED e do 4º Congresso, assim como do processo de definição de candidaturas do PT às eleições de 2010, será feita pelo Diretório Nacional até 16 de março de 2009;

A posse de todos os eleitos no PED 2009 será no dia 10 de fevereiro de 2010.

Brasília, 25 de novembro de 2008.

Ong Moral questiona decisão do TRT de dar nomes de pessoas vivas a prédios da Justiça do Trabalho em Mato Grosso



28/11/2008 - 10:51:00

"Ao nomear prédios de órgãos administrativos, os quais foram construídos com dinheiro público, para prestar homenagens indevidas, os gestores do TRT claramente comentem conduta imoral." Este é um trecho da representação encaminhada ao Ministerio Público Federal pelo professor Carlos Alberto Saldanha, integrante do Moral - Movimento pela Moralidade Pública e Cidadania, que questiona a recente decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 23a. Região de atribuir nomes de pessoas vivas a prédios que compõe a estrutura de funcionamento da Justiça do Trabalho em Mato Grosso. Confira, abaixo, o inteiro teor da representação:

ILUSTRÍSSIMO(A) SENHOR(A) PROCURADOR(A) GERAL REGIONAL DA PROCURADORIA DA REPÚBLICA DE MATO GROSSO.


CARLOS ALBERTO SALDANHA, brasileiro, servidor público federal, residente nesta Capital, portador do CPF nº 275.059.521-53 e RG nº 231.503 SSP/MT, podendo ser encontrado no seu local de trabalho, no CEFET-MT - Centro Federal de Educação Tecnológica de Mato Grosso, Rua Professora Zulmira Canavarros, nr. 95 - Centro, Cuiabá-MT, vem apresentar, a seguinte Representação, com fulcro na Lei n.º 6.454/77, nos princípios constitucionais: da moralidade, da legalidade, indisponibilidade do interesse público, e da impessoalidade, em face de ato cometido pelo Egrégio Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, situado no Centro Político Administrativo, Cuiabá – Mato Grosso.

I. Dos Fatos


1. O Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, ora Representado, atribui nomes de pessoas vivas a órgãos públicos de sua estrutura (Varas Trabalhistas do interior do Estado), conforme Resolução Administrativa n.º 164/2.008 .

2. Não obstante a presente Resolução Administrativa estar baseada em outro ato administrativo de autoria do Conselho Nacional de Justiça, a Resolução n.º 52/08, o cidadão, ora Representante, insurge-se contra tal ato, por este ser mais uma das desrespeitosas condutas com a Constituição Federal da República Federativa do Brasil, como bem elucidado a seguir.


II. Do Direito

II.I Da Ilegalidade

3. A redação da Lei n.º 6.454/77, que dispõe sobre a denominação de logradouros, obras serviços e monumentos públicos, e dá outras providências:
"Art. 1º - É proibido, em todo o território nacional, atribuir nome de pessoa viva a bem público, de qualquer natureza, pertecente à União ou às pessoas jurídicas da Administração indireta. (...)
Art. 3º - As proibições constantes desta Lei são aplicáveis às entidades que, a qualquer título, recebam subvenção ou auxílio dos cofres públicos federais.
Art. 4º - A infração ao disposto nesta Lei acarretará aos responsáveis a perda do cargo ou função pública que exercerem, e, no caso do artigo 3º, a suspensão da subvenção ou auxílio." (Grifo nosso).

4. A Lei proíbe claramente a atribuição de nome de pessoa viva a qualquer bem público, principalmente órgãos que compõem a estrutura administrativa da União Federal.

5. Além dos prováveis prejuízos com perda de recebimento das verbas federais, o ato administrativo praticado afronta claramente princípios constitucionais.


II.II Das Afrontas aos Princípios Constitucionais

6. A Constituição Federal no caput do artigo 37 descreve os princípios jurídicos a serem fielmente cumpridos pela Administração Pública:

"Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:"


7. Assim o ato de órgãos administrativos com nomes de pessoas vivas, ou, permitir que a nomeação persista é uma conduta que fere tais preceitos constitucionais.

8. Primeiramente a analise dos princípios constitucionais afrontados, vale relembrar as palavras de Germana de Oliveira Moraes, a respeito da contextualização da transposição dos princípios jurídicos para patamar elevado na unidade da sistematicidade jurídica[1]. Os ensinamentos de Ruy Samuel Espíndola sintetizam as funcionalidades dos princípios:

"a) são paramétricos, servem para aferir o grau de correspondência (validade/invalidade) das leis, sentenças e atos administrativos e privados aos seus comandos normativos, assim podem emprestar fundamento jurídico a pedidos nas ações judiciais operantes do controle direto e do controle indireto de constitucionalidade, ações judiciais anulatórias de atos jurídicos em geral, ações populares, mandados de segurança, ações civis públicas, controle interno da administração pública, etc.;
b) são vetores de sentido interpretativo predominantes para normas e fatos, para normas constitucionais e demais normas e atos infraconstitucionais, ou seja, impõem que o intérprete, ao lidar com problemas jurídicos concretos, empreste à solução o sentido mais concordante com o mandamento principiológico - nas sentenças, ocupam o capítulo da fundamentação; nas petições iniciais, o arrazoado que explicita a causa de pedir;
c) são supridores de lacunas normativas, ou melhor, diante de lacunas da ordem jurídica podem emprestar seus comandos ou suas razões para o encontramento do melhor critério à solução de problema carecedor de norma jurídica. E o são de maneira mais impositiva do que os velhos métodos de integração enumerados pela legislação: costumes, analogia, jurisprudência e princípios gerais do direito (artigos 5° da Lei de Introdução ao Código Civil e 127 do Código de Processo Civil)."[2]

II.II.I Do Princípio da moralidade

9. Ao nomear prédios de órgãos administrativos, os quais foram construídos com dinheiro público, para prestar homenagens indevidas, os Gestores claramente comentem conduta dita pela Constituição e pela doutrina como imoral.


10. A moral como norte para a ética, ou seja, a síntese do que atualmente concebe-se como correto e justo seria o então o princípio da moralidade como pauta de atuação e conduta de todo e qualquer Administrador Público, ou como bem leciona Celso Bandeira de Mello, atuação na conformidade de princípios éticos[3].

11. A eticidade da convicção ideológica dos políticos é sobrebujada pela eticidade de responsabilidade dos Administradores Públicos. Assim seguindo a linha weberiana temos que o princípio da moralidade jamais poderia ser afastado do resultado da ação pública como pressuposto de sua própria responsabilidade com o povo que o escolheu.

12. O conceito trazido por Diogo de Figueiredo Moreira Neto citando Hauriou e Weber a moral administrativa é a moral de resultado, e, não somente a moral de intenção, e ainda, é caracterizada como fechada por não conter lacunas o suficiente para serem preenchidas com subjetivismo oportunista[4].

13. Entre os tantos elos que ligam a corrente da moralidade pública, como a lealdade, a moderação, a discrição, e economicidade, a sinceridade, todos lembrados por Oswaldo Othon de Pontes Saraiva Filho, temos como principal a boa-fé[5]. Lucia Valle Figueiredo ressalta a ligação entre a boa-fé e a moralidade:

"A nossa Carta, inovadamente, trouxe a moralidade como princípio expresso da Administração e, evidentemente, não poderemos dar uma conotação à moralidade sem qualquer liame com outros princípios, como o da legalidade, da impessoalidade, bem como dos princípios implícitos dentro de um Estado Democrático de Direito, como a boa-fé, umbilicalmente ligada à moralidade."[6]
14. A estreita ligação entre boa-fé e moralidade resulta na proibição do Administrador utilizar leviandade de propósito na aplicação de seus deveres, como bem entende doutrinador Giacomuzzi[7], pois mais abrangente do que o campo legal, a moralidade tenta manter incólume a idéia comum de honestidade, assim lecionado por Maria Sylvia Zanella Di Pietro[8].
15. Bobbio esclarece que pelas lições de Weber a ação de um gestor público comprometido eticamente é a não dissociação de sua convicção com a sua responsabilidade. A prática política convicta sem responsabilidade gera o fanático que todo sabe e tudo faz, e a prática política com responsabilidade mas sem convicção leva ao cínico que em tudo quer ter sucesso[9].

16. A denominação de prédios públicos com nomes de pessoas físicas vivas, ao mesmo tempo mas, não no mesmo lugar, na ação do fanático e do cínico. O fanático acredita que denominar prédios com nomes de pessoas vivas pelo fisiologismo político é melhor para o Poder Público pelo simples fato dele assim o achar, e o cínico defende esta denominação, pois é o meio pelo qual mais ele tira valia de seu cargo público.
17. Figuras estas, a do fanático e do cínico, são moralmente desprezíveis, pois não atentam para o princípio da moralidade, não acreditam na respeitabilidade institucional, pois agem, respectivamente, sem responsabilidade em suas ações, e sem convicção ideológica em seus resultados.

II.II.II Do Princípio da Legalidade

18. A Lei Federal n.º 6.454/77, mas também com cunho Nacional, pois é obrigatória a todos os entes – membros da federação, deveria ser observada pelo sodalício representado, mas não o foi.
19. Todas as normas legais e constitucionais foram afrontadas em seus conceitos principiológicos, sendo que a Constituição Federal Brasileira no inciso II do artigo 5º, e, no caput do artigo 37 ordena a vinculação dos atos administrativos ao princípio da legalidade.
20. Assim o princípio da Legalidade que atua como norte no Governo das Leis, entendido comumente como Estado de Direito, deve ser necessariamente observado. A doutrinadora Odete Medauar bem assevera o caráter do princípio da legalidade, simplisiticamente como: A Administração deve sujeitar-se às normas legais[10].
21. O mestre Paulo Bonavides encarna com maestria a fonte originária da obrigação da Administração em respeito as normas advindas da sistematicidade jurídica, ou seja, obediência ao princípio da legalidade[11].

22. A Administração só cabe fazer aquilo que a Lei define, e, como a Lei define. A Lei não permite denominação de prédios públicos com nomes de pessoas físicas vivas, e assim deve ser feito. Assim em relação à Administração Pública temos a chamada legalidade estrita, Carlos Ari Sunfeld deixa clarividente[12].

23 Um dos maiores administrativista da atualidade, o Doutrinador Garcia de Enterría afirma categoricamente que:
"Quanto ao conteúdo das leis, a que o princípio da legalidade remete, fica também claro que não é tampouco válido qualquer conteúdo (dura lex, sed lex), não é qualquer comando ou preceito normativo que se legitima, mas somente aqueles (arts.161.1a,163 e164) que se produzem 'dentro da Constituição' e especialmente de acordo com sua 'ordem de valores' que, com toda a explicitude, expressem e, principalmente, não atentem, mas pelo contrário sirvam aos direitos fundamentais"[13]

24. Assim a Administração Pública está a ferir preceitos legais. Na atividade administrativa com o advento do Estado Democrático de Direito tal preceito adquiriu presunção constitucional, ou seja, por caminho por de duas vias fere ao mesmo tempo preceito legal e disposição constitucional, em razão do controle conformidade constitucional.

II.II.III Do Princípio da Indisponibilidade do Interesse Público

25. A síntese da afronta aos princípios constitucionais já descritos pode ser a de quebra do interesse público. A atitude de denominar prédios públicos com nomes de pessoas vivas representa, por via direta, a própria disponibilidade do interesse público, como se este fosse algo perene ou manquebe.

26. Novamente a doutrinadora administrativista Odete Medauar esclarece o conceito de tal preposição constitucional basilar: "Segundo tal princípio, é vedado à autoridade administrativa deixar de tomar providências ou retardar providências que são relevantes ao atendimento do interesse público, em virtude de qualquer outro motivo" [14].

27. O dever do trato com Respública impõe aos Administradores a indisponibilidade do interesse público, por qualquer outro interesse. As palavras clarividentes do mestre Celso Antonio Bandeira de Melo lecionam sobre o dever como base de toda a atividade da Administração Pública:

"Na Ciência do Direito Administrativo, erradamente e até de modo paradoxal, quer-se articular os institutos do direito administrativo, - inobstante ramo do direito público – em torno da idéia de poder, quando o correto seria articula-los em torno da idéia de dever, de finalidade a ser cumprida. Em face da finalidade, alguém – a Administração Pública – está posta numa situação que os italianos chamam de 'doverosità', isto é, sujeição a esse dever de atingir a finalidade. Como não há outro meio para se atingir esta finalidade, para obter-se o cumprimento deste dever, senão irrogar a alguém certo poder instrumental, ancilar ao cumprimento do dever, surge o poder como mera decorrência, como mero instrumento impostergável para que se cumpra o dever. Mas é o dever que comanda toda a lógica do Direito Público". [15]

28. O ferimento do princípio da indisponibilidade pública está configurado pela não demonstração exaustiva da sua existência, pois justificar de forma leviana e simplória, algo complexo e profundo e negar a sua essência existencial.


II.II.IV Do Princípio da Impessoalidade

29. É tão emblemática a quebra no princípio constitucional em epígrafe no caso em tela que Carmem Lúcia Antunes Rocha, se utiliza de situação análoga à que está em tela para representar a existência de quebra da impessoalidade:

"A impessoalidade administrativa é rompida, ultrajando-se a principiologia juridico-administrativa, quando o motivo que conduz a uma prática pela entidade pública não é uma razão jurídica baseada no interesse público, mas no interesse particular de seu autor. Este é, então, motivado por interesse em auxiliar (o que é mais comum) ou beneficiar parentes, amigos, pessoas identificadas pelo agente e que dele mereçam, segundo particular vinculação que os aproxima, favores e graças que o Poder facilita, ou, até mesmo, em prejudicar pessoas que destoem de seu círculo de relacionamentos pessoais e pelos quais nutra o agente público particular desafeição e desagrado."[16]

30. Sérgio Buarque de Holanda já retratou que a história brasileira é farto de casos de uso do Estado como meio de concreção da impessoalidade:

"Falta a tudo a ordenação impessoal que caracteriza a vida no Estado burocrático. (...) No Brasil, pode dizer-se que só excepcionalmente tivemos um sistema administrativo e um corpo de funcionários puramente dedicados a interesses objetivos e fundados nesses interesses. Ao contrário, é possível acompanhar, ao longo de nossa história, o predomínio constante das vontades particulares que encontram seu ambiente próprio em círculos fechados e pouco acessíveis a uma ordenação impessoal."[17]

31. O romper com toda a tradição brasileira de alcunhar atos administrativos como benesse pessoal precisa ser dado, sobretudo agora, com a idéia de governabilidade ligada a idéia de controle de gestão, é necessário que o bem público seja tratado com a devida impessoalidade.

II.III Da Improbidade Administrativa

32. Os atos que atentam contra os princípios da administração pública estão expressos no art. 11, da Lei n. 8.429 /92. A Lei pune os atos que, por ação ou omissão, atentem contra os princípios da administração, mormente os que violem os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições.

"Art. 11 Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições"

III. D o P e d i d o

33 Ante o exposto, o Representante, entendendo que da situação fática narrada pode subsumir ato que afronta direito a publicidade, configurando assim ato de improbidade administrativa, conforme o inciso I do artigo 11 da Lei 8.429/92, e por isso que provoca-se e requer-se a ação urgentíssima do Ministério Público Federal.

Ante o exposto, pleitea-ses:

a) Notificação Recomendatória, para que o Representado imediatamente cesse a denominação de prédios públicos com nomes de pessoas vivas;

b) a instauração de procedimento administrativo investigatório, a fim de que as irregularidades narradas sejam investigadas, bem como possa a investigação colher provas, a fim de subsidiar possível medida judicial visando à respectiva responsabilização.


Nestes Termos.
Pede Deferimento.

Cuiabá, 07 de novembro de 2.008.

ORGIINAL ASSINADO
Carlos Alberto Saldanha



[1] "Iconoclastas, mulheres e homens do terceiro milênio da era cristã, destroem mitos, ídolos, conceitos e paradigmas, para reconstruir outros mundos – outro mundo geopolítico, novos costumes, nova cultura. Essas transformações se percebem nitidamente no dia-a-dia – nos meios de informação, no modo de comunicar-se, na forma de vestir, nas concepções das artes, na diferente maneira de sentir, no novo pensar, novo jeito de conviver. Por isso, também no Direito, vivemos uma época de transição: de transição do Direito 'por regras', antes reconduzível ao legalismo, ao Direito 'por princípios', consectário do reconhecimento da lei, porque nem sempre capaz de realizar a Justiça, da lei como parâmetro exclusivo ou primordial das condutas em sociedade. Vivemos concomitantemente a demolição parcial do 'direito por regras' e a construção paulatina do ' Direito por princípios'". Moraes, Germana de Oliveira. O Juiz Constitucional no Brasil. In: Revista Interesse Público – Ano 5, n.º 22, novembro/dezembro de 2003 – Porto Alegre: Notadez, 2003. p.25.
[2] Revista Interesse Público n.º 21. In: Princípios Constitucionais e Atividade Jurídico-Administrativa: anotações em torno de questões contemporâneas.
[3] "De acordo com ele, a Administração e seus agentes têm de atuar na conformidade de princípios éticos. Violá-los implicará violação ao próprio Direito, configurando ilicitude que assujeita a conduta viciada a invalidação, porquanto tal princípio assumiu foros de pauta jurídica, na conformidade do art. 37 da Constituição. Compreendem-se em seu âmbito, como é evidente, os chamados princípios da lealdade e boa-fé, tão oportunamente encarecidos pelo mestre espanhol Jesus Gonzales Peres em monografia preciosa." In: Curso de Direito Administrativo, Malheiros, 10a ed.,1.998, p. 72-73.

[4] "Partindo do conceito de HAURIOU, duas premissas devem ser trazidas à baila, por primeiro, a distinção bergsoniana entre moral aberta e fechada, aquela própria da dimensão anímica do indivíduo, que está em sua consciência a lhe ditar o bem e o mal, gerada dentro de uma coletividade, dentro de um grupo, manietada aos fins deste grupo; por segundo, a noção dada por WEBER de moral de intenção, que seria aquela considerada a partir da vontade do agente, e moral de resultado, cuja constatação é feita a partir da objetivação da vontade na ação e seu resultado, ou seja, na consentaneidade entre a ação e o fim que lhe informa a origem. A moral administrativa seria fechada e de resultados." (Grifo nosso).

[5] "Por força do princípio da moralidade, os atos da Administração Pública e de seus agentes em geral devem conter a maior eficiência possível, pela obrigação de prestarem uma boa administração, observando-se a honestidade, a boa-fé, a lealdade, a moderação, a discrição, a economicidade, a sinceridade, sem que possa existir qualquer inconfessável desejo de prejudicar ou beneficiar este ou aquele administrado". Cadernos de Direito Constitucional e Ciência Política. n.º 22. SP: RT, p.132.

[6] O Princípio da Moralidade Administrativa e o Direito Tributário. In: Estudos em Homenagem a Geraldo Ataliba. São Paulo: Malheiros, 1999, p. 420.

[7] "Da moralidade insculpida no art. 37 da Constituição Federal de 1988 se deve – não só, mas sobretudo – extrair deveres objetivos de conduta administrativa a serem seguidos, proibindo-se a contradição de informações, a indolência, a leviandade de propósitos. Com o perigoso risco das simplificações , mas com o cuidado do alerta, posso dizer que a moralidade administrativa do art. 37 da Constituição Federal de 1988 obriga a um dever de transparência e lealdade por parte da Administração Pública".In: A Moralidade Administrativa e a Boa-fé da Administração Pública, Malheiros, 2002, p. 270.

[8] "[O princípio da moralidade administrativa] implica saber distinguir não só o bem e o mal, o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, mas também entre o honesto e o desonesto; (...) Em resumo, sempre que em matéria administrativa se verificar que o comportamento da Administração (...) embora em consonância com a lei, ofende a moral, os bons costumes, as regras de boa administração, os princípios de justiça e equidade, a idéia comum de honestidade, estará havendo ofensa ao princípio da legalidade administrativa." In: Direito Administrativo. 13ª ed. SP:Editor Atlas, 2001. p.78.
[9] "Na ação do grande político, ética da convicção e ética da responsabilidade não podem, segundo Weber, caminhar separadas uma da outra. A primeira, tomada em si mesma, levada às últimas conseqüências, é própria do fanático, figura moralmente repugnante. A segunda, totalmente apartada da consideração dos princípios a partir dos quais nascem as grandes ações, e totalmente voltada apenas para o sucesso (recordemos o maquiavélico "faça um príncipe de modo a vencer"), caracteriza a figura, moralmente não menos reprovável, do cínico." In: Teoria geral da política. RJ:Campus, 2000, p.197.

[10] "O princípio da legalidade traduz-se, de modo simples, na fórmula: "A Administração deve sujeitar-se às normas legais". Essa aparente simplicidade oculta questões relevantes quanto ao modo de aplicar, na prática, esse princípio. Tornaram-se clássicos os quatro significados arrolados pelo francês Eisenmann: a) a Administração pode realizar todos os atos e medidas que não sejam contrários à lei; b) a Administração só pode editar atos ou medidas que uma norma autoriza; c) somente são permitidos atos cujo conteúdo seja conforme a um esquema abstrato fixado por norma legislativa; d) a Administração só pode realizar atos ou medidas que a lei ordena fazer. (...) O segundo significado exprime a exigência de que a Administração tenha habilitação legal para adotar atos e medidas; desse modo, a Administração poderá justificar cada uma de suas decisões por uma disposição legal; exige-se base legal no exercício dos seus poderes. Esta é a fórmula mais consentânea à maior parte das atividades da Administração brasileira, prevalecendo de modo geral. (...) O sentido do princípio da legalidade não se exaure com o significado de habilitação legal. Este deve ser combinado com o primeiro significado, com o sentido de ser vedado à Administração editar atos ou tomar medidas contrárias às normas do ordenamento. A Administração, no desempenho de suas atividades, tem o dever de respeitar todas as normas do ordenamento."In: Direito Administrativo Moderno, RT, 4ª. Edição, 2000, p. 146/147

[11] "procedimento da autoridade em consonância estrita com o Direito estabelecido (...) movendo-se em consonância com os preceitos jurídicos vigentes ou respeitando rigorosamente a hierarquia das normas, que vão dos regulamentos, decretos e leis ordinárias até a lei máxima e superior, que é a Constituição. O poder legal representa por conseqüência o poder em harmonia com os princípios jurídicos, que servem de esteio à ordem estatal" In: Ciencia política, 4ª ed., Rio de Janeiro: Forense. 1978, p.114.

[12] "Inexiste poder para a Administração Pública que não seja concedido pela lei: o que ela não concede expressamente, nega-lhe implicitamente. Por isso, seus agentes não dispõem de liberdade – existente somente para os indivíduos considerados como tais – mas de competência, hauridas e limitadas na lei".In: Direito Administrativo ordenador. p. 29–30.
[13] O princípio da legalidade na constituição espanhola. Revista de Direito Público, n.º 86, p.6

[14] Direito Administrativo Moderno, RT, 4ª. Edição, 2000, p. 146.
[15] Discricionariedade e controle jurisdicional. São Paulo: Malheiros. p. 14-15.
[16] Princípios Constitucionais da Administração Pública", editora Del Rey, 1994, p. 157
[17] Raízes do Brasil. 26. ed.: Companhia das Letras., p. 145-146.

Movimentos Sociais querem novo modelo de desenvolvimento

Movimentos Sociais do campo e da cidade entregaram, quarta-feira (26), uma carta ao Governo Lula contendo preocupações e propostas sobre asituação social e econômica do país.

O documento, assinado por cerca de 60 entidades, foi articulado mediante reunião convocada pela Secretaria-Geral da Presidência da República entre o Presidente Lula e Movimentos Sociais e ONGs. Participaram da reunião com os movimentos sociais os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral), Dilma Roussef (Casa Civil) e Guido Mantega (Fazenda).



Cumprimentamos o governo federal pela iniciativa de ouvir os movimentos sociais e sindicais, populares, pastorais sociais e entidades que atuamos organizando nosso povo, diante do grave quadro de crise que já se faz sentir, e que - tudo leva a crer - se aprofundará sobre nossa economia, nossa sociedade e em especial sobre o povo brasileiro.


a íntegra da carta no site da Agência Carta Maior

LEVANTA EM NOME DE JESUS E AJUDA.....


Governo Federal libera quase R$ 2 bilhões para Estados atingidos por enchentes

O governo federal anunciou hoje (26) a liberação de R$ 1,97 bilhão em ajuda para os estados afetados por calamidades, entre os quais o de Santa Catarina, que sofre com enchentes decorrentes das chuvas intensas.

Do total anunciado, R$ 1,6 bilhão virão por meio de medida provisória, que deve ser assinada ainda hoje pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

Desse montante, R$ 720 milhões serão destinados à Defesa Civil, R$ 350 milhões à recuperação de portos, R$ 280 milhões à recuperação de estradas, R$ 150 milhões a ações das Forças Armadas e R$ 100 milhões a ações de saúde.

Santa Catarina ficará com o total previsto para as áreas de saúde e de portos. Dos R$ 280 milhões voltados para a recuperação de estradas, R$ 129 milhões irão também para o estado, e a estimativa preliminar do Ministério da Integração Nacional é de que Santa Catarina receba R$ 100 milhões da parte destinada à Defesa Civil.

Além dos recursos que virão por meio de medida provisória (R$ 1,6 bilhão), o Ministério da Fazenda está fazendo aporte específico de R$ 370 milhões para o governo do estado de Santa Catarina, por meio de títulos públicos.

De acordo com o porta-voz da Presidência da República, Marcelo Baumbach, já estão prontas para remessa ao estado mais de 10 mil cestas básicas. Ele disse que o presidente Lula determinou aos ministros da área econômica e à chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que “assegurem os recursos necessários para confortar a população catarinense neste momento sofrido”.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

PARA DESCONTRAIR!

O CURIOSO " Pau no Nome"

(Clique na imagem para ampliar)

Do amigo SARAIVA 13: Amigos e leitores, Esta matéria enviada por e-mail como assunto: Despacho Judicial, para rir e até chorar me foi repassado pelo grande amigo Alvaro Batista, Promotor de Justiça Aposentado pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, com quem tive a honra de trabalhar por quase 5 anos, no início da minha carreira de Juiz de Direito, na bela cidade do Carmo/RJ, Juízo Único, que para os leigos esclareço que cidade pequena com um só Juiz, Promotor e Defensor Público, que fazem uma espécie de clínica geral ou para ficar mais coerente com o texto, também é PAU, mas para todas às obras. No Blog do SARAIVA 13 vocês encontram também momentos de descontração e posso afirmar que trabalhei em cartório desde os 15 anos, depois fui advogado por 13 anos, antes de ingressar na Magistratura - TJ/RJ em 11/01/88 e já vi nomes e decisões judiciais tanto ou até mesmo mais curiosas.

"PT envelheceu internamente e precisa se revigorar"



EMIR SADER


O impulso inicial que deu vida ao PT e desembocou no governo Lula, se esgotou. O dinamismo, a referência hoje está no governo e não no PT. Este precisa revigorar-se social e ideologicamente, para voltar a desempenhar um papel importante no campo político e ideológico do país, que tem na conjuntura já aberta da sucessão presidencial a maior das suas batalhas contemporâneas. A análise é de Emir Sader.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

DILMA, CHAMA-ME QUE EU VOU!

Movimentos sociais lançam candidatura de Dilma e pedem demissão de Meirelles

Folha Online, em Brasília

A dois anos das eleições presidenciais, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) foi transformada nesta quarta-feira na favorita para disputar a corrida à sucessão presidencial dos movimentos sociais. A representante do movimento negro, Cleide Souza, disse que a campanha eleitoral já começou e que Dilma é o ideal para dar continuidade às ações do atual governo. A solenidade realizada no Palácio do Planalto virou ato de apoio à virtual candidatura da ministra.

"Nós acreditamos que esse governo tem cumprido o que veio realizar. Nós acreditamos que ele [o governo] precisa dar conta de sair em 2010 elegendo a nossa sucessora e nossa candidata, Dilma Rousseff à presidência [da República]", afirmou Cleide Souza, arrancando aplausos dos representantes dos movimentos sociais.

Em seguida, Cleide Souza, olhou na direção de Dilma e disse: "Nós queremos elegê-la para dar continuidade [do que foi realizado] nesses oito anos. Já estamos em campanha".

Dilma não escondeu a emoção ao ouvir as palavras de Cleide Souza e os aplausos. Não se conteve, começou a sorrir.

A manifestação dos movimentos sociais foi organizada como encontro com o presidente da República para ouvir os apelos dos grupos. Mas se transformou em ato de apoio à candidatura de Dilma.

Já lançada virtual candidata ao Planalto por Lula. O presidente não esconde sua preferência pela ministra. Porém, a disposição de Lula esbarra em resistências internas no PT.

Em contrapartida, a presidente da UNE (União Nacional dos Estudantes), Lúcia Stumpf, aproveitou a presença de vários ministros, como Dilma, Guido Mantega (Fazenda) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência), para defender a demissão do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.

"Precisamos ter grande 'aceleramento' do desenvolvimento social e investir em infra-estrutura. Mas para que todos esses investimentos sejam possíveis é preciso mudar a política macroeconômica de juros altos, superávit primário e controle do fluxo de capitais. Para que isso seja possível é necessário mudar a política do Banco Central e o presidente Henrique Meirelles", disse a presidente da UNE.

Dilma e Dulci sorriram ao ouvir a sugestão da estudante, enquanto Mantega ficou visivelmente constrangido.
Comentário.
O imprensalão é muito engraçado. José Serra de há muito tempo lançou sua candidatura à presidência da República, tem até quem o chame o presidente eleito Serra, e os sabujos da mídia esgoto não dizem nada. Agora, só porque os movimentos sociais lançaram Dilma, esses jornalistas alugados falam em campanha antecipada.

TO FALANDO... ESSA MULHER TEM FIBRA!


Despejo de 9 famílias no Boa Esperança movimenta batalhão de 50 homens do Exército. Enelinda negocia permanência de moradores

26/11/2008 - 05:42:00

O dia começou em ritmo de tragédia para 9 familias de antigos servidores do Exército brasileiro que residem em imóveis circunvizinhos do quartel do Nono BEC, no bairro Boa Esperança, em Cuiabá. Pouco depois das 6 horas da manhã, uma tropa de mais de 50 soldados do Exército apareceu na porta desses servidores para desalojá-los de suas residências, atendendo a determinação da Justiça Federal. A vereadora Enelinda Scala (PT), que mora no Boa Esperança e vem advogando a tempo em defesa dos servidores, juntamente com a senadora Serys, foi chamada em socorro. Um grande bafafá está formado na rua 4 do Boa Esperança.

'É a pior calamidade ambiental que já enfrentamos', diz Lula, em SC

Presidente sobrevoou as cidades de Itajaí, Luiz Alves e Navegantes.
Medida Provisória libera R$ 1,6 bilhão para o estado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu uma coletiva na tarde desta quarta-feira (26) no aeroporto de Navegantes, em Santa Catarina, após sobrevoar a região afetada pela chuva no últimos dias. “É a pior calamidade ambiental que já enfrentamos”, afirmou. Ele retornou a Brasília por volta das 17h15.



O presidente sobrevoou as cidades de Itajaí, Luiz Alves e Navegantes. “Sou de uma região em que as pessoas passam mais da metade do ano pedindo para que chova. Em Santa Catarina, temos que pedir a Deus para parar de chover.”

Lula assinou, nesta quarta, uma medida provisória liberando R$ 1,6 bilhão para ajudar na recuperação de estradas, casas e para ações da Defesa Civil e das Forças Armadas. O dinheiro será usado para ajudar não só Santa Catarina, mas também outros estados que venham a sofrer com as fortes chuvas previstas para o verão.

“É a maior tragédia que aconteceu no Brasil em termos de enchente. Eu já tive que acordar com água embaixo do colchão, ajudar família. O momento é para darmos as mãos e ajudar Santa Catarina a voltar a ser o estado que sempre foi.”

CHARGE PASSOFUNDO

O presidente estava acompanhado dos ministros Franklin Martins, Nelson Jobim e Edison Lobão, além do governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira.

“No Brasil, a Defesa Civil de cada estado está se preparando cada vez mais para enfrentar este tipo de problema. Da parte do Governo Federal não faltará recursos não que a situação retorne a normalidade”, disse.

Sobrevôo

“O que mais me impressionou foi ouvir do governador que a água baixou. Agora, temos que usar recursos e inteligência humana para resolver os problemas. Só via nuvem em cima e água embaixo", disse Lula.


Do G1


Charge pescada do BRASIL! BRASIL!

Por onde o PT se renova



Caros amigos,
A presente notícia foi extraísa do jornal Valor Econômico e ela tratra de como o Pt consegue se renovar.Trata-se de uma análise,principalmente do Estado do Paraná,porém,creio,serve para o Brasil todo.Como é um Jornal filiado ao PIG,representante da Direita Conservadora,devemos,ficar atentos aos pontos de vista que são focados na Reportagem.Boa Leitura


Aguerrido, como se sabe, no presente, mesmo sem muitas opções à escolha, o PT, ao contrário de seus principais adversários, preocupa-se, sim, com o futuro, e tem permitido que novas lideranças, insinuadas nas duas últimas eleições majoritárias, desenvolvam suas chances. Exemplo puro desta situação é o da paranaense Gleisi Hoffman, 43 anos, dois filhos, duas campanhas eleitorais - candidata a senadora, teve 2,3 milhões de votos (começou com 2%) quando o vencedor ganhou com 2,5 milhões, e candidata a prefeita de Curitiba, recebeu 18% porcento dos votos - é atualmente presidente do PT do Paraná.


Vestida com elegância clássica, bastante articulada e pensamento organizado para o perfil do meio em que vem galgando degraus, Gleisi, depois de transitar dois dias em Brasília para contatos no governo e no partido, exibiu, docemente mas firme, uma avaliação resumida e realista sobre a política, tal como praticada no seu Estado e no seu partido, mostrando como vê o futuro e as tarefas mais urgentes.
"Não estou pensando em mim ou em 2012, o foco é 2010, para construirmos um bom palanque para a Dilma no Paraná", afirma, referindo-se ao objetivo imediato, a candidatura da ministra chefe da Casa Civil a presidente da República, com apoio do presidente Lula. Neste palanque a que se refere há, para governador do Estado, dois nomes também em processo de construção. Um, Jorge Samek, presidente de Itaipu Binacional, e o outro o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, seu marido. Não está definido qual deles será o candidato do PT nem as alianças que serão firmadas com outros partidos para as demais candidaturas, mas é o trabalho a partir de agora
"Vamos fortalecer o projeto local com a consciência de que precisamos dar muita atenção ao projeto nacional", assinala, indicando qual é a sua expectativa política, no momento: "Ter feito o Presidente da República, ter mudado tanto o país, e não conseguir manter isto"...Não pode, subentende-se de suas reticências.


Há algo com que Gleisi convivia mal, uma estranheza imposta a uma técnica formada na política pela prática eleitoral, mas que agora, como presidente do partido, terá que enfrentar, além de procurar formas de mudar as regras não escritas de que não gosta: a articulação política, interna, no PT, e com partidos aliados. "Estas articulações são conversações sem nenhum resultado concreto, articulações abstratas, e a vida está correndo", traduz. Se há algo que a mobiliza é o desejo de levar a vida real para a política, interferir de forma direta no seu conteúdo. Destaca, por exemplo, que recentemente o Paraná registrou o assassinato brutal de cinco meninas, e o assunto ficou confinado à segurança. "Temos que trazer isso para a política, não adianta ficar só na polícia".
Outro exemplo de quem reconhece ser a articulação política seu papel, mas pretende reinventá-la, é a questão agrícola. "O Paraná é um estado agrícola, o futuro da economia e da solução da crise está no agronegócio. Enfrentamos problemas sérios, como a crise do álcool, temos grandes produtores no Paraná, precisamos dar respostas".
Gleisi se volta também para seu partido, o PT, que, segundo identifica, sofre um vácuo no planejamento do futuro. "Éramos um partido de esquerda, ganhamos as eleições em um país continental, passamos a administrar com uma coalizão de forças que não tinham a mesma visão dos problemas, isto gerou uma crise no partido. Quando nos preparávamos para viver este debate, veio outra crise, a do mensalão, e gastamos nossa energia nisto em vez de discutir os grandes temas. Chegou a reeleição do presidente, e nós não paramos para pensar".
Afastando o conformismo com o que está posto, Gleisi dá indicações de que vai mudar, a começar do discurso. Política substantiva, não usa adjetivos para o governo, para a oposição, nem mesmo para os adversários locais. A análise é objetiva: "Beto (Richa) fez mais que (Cássio) Tanigushi, capitalizou bem os investimentos federais e nós não conseguimos capitalizar para o PT". Ou: "As pessoas estavam indiferentes, não estavam querendo discutir política e não conseguimos politizar a campanha". Richa, do PSDB, foi reeleito com quase 80% dos votos no primeiro turno, e Gleisi diz que, quem via a campanha de perto, imaginava que a disputa estava equilibrada. As pessoas me cercavam e diziam: 'Estou em dúvida, gosto muito de você, mas gosto muito do Beto, por que te colocaram nisso logo agora?' Na campanha para o Senado, Gleisi viajou todo o Estado, saiu mais conhecida mas com idéias mais diluídas. Na campanha municipal acredita ter sido possível expor melhor as idéias e explicar quem é, de onde veio e para onde quer ir.


Militante do PT desde 1989, Gleisi, formada em Direito, Administração Financeira e Gestão Pública, fez sua carreira, em alguns momentos, de forma paralela à de Paulo Bernardo. Foi Secretária de Reforma do Estado no Mato Grosso do Sul quando ele assumiu lá a Secretaria da Fazenda. Em outra fase, transferiram-se para Londrina, onde Paulo Bernardo foi Secretário de Fazenda e, ao deixar o governo para ser candidato a deputado, Gleisi se viu compatibilizada a assumir a Secretaria de Administração e Gestão. No Congresso, em Brasília, onde viveram outro período, trabalhou com Orçamento, área em que permaneceu quando integrou a equipe de transição para o governo Lula. Foi, no primeiro mandato do presidente, Diretora Financeira de Itaipu, de onde saiu para as recentes candidaturas.
Hoje, é presidente do PT no Paraná, e tem muitos planos. "Estamos fazendo uma intervenção política conjuntural. Isto nunca foi do PT". Seu desafio é levar o partido à reflexão sobre seu papel meio a campanhas, eleições e sucessão. "Esta análise é que aproximará o partido da sociedade". O que acha mais que necessário, principalmente em se tratando de um estado conservador, berço do MST onde, até por isto, o PT ainda inspira alta rejeição e onde, em 2006, o popularíssimo Lula foi derrotado no primeiro turno e só conseguiu empatar com seu adversário no segundo.

Pescado do blog Interesse Nacional

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Blog é um tipo de bug no sistema?

Blogues, bugues, blogs, busters.
Algumas rapidinhas sobre blogues.


Blogues que são feitos com jeito e ritmo de jornais tendem a ter muitos leitores. O que quero dizer com jeito e ritmo de jornal? Basicamente três itens: 1 - publicação diária, 2 - temas de interesse coletivo e 3 - atenção à qualidade da escrita.

Poucos conseguiram chegar a tal estágio.


O estágio seguinte, que é blog tipo rádio, com notícias, novidades a toda hora, eventualmente gravações, é mais difícil e raro, mas costuma ter mais leituras e audiência.

Um blog tipo TV, o estágio seguinte, teria muito mais sucesso. Digo teria, porque ainda não há na blogosfera (uma confraria de pobres pouco empreendedores) quem invista em gravar e publicar imagens, várias vezes ao dia, mesmo que esse investimento seja ridiculamente ínfimo diante dos custos de manutenção de uma TV local no interior do RS ou de qualquer outro estado, por exemplo.

A não ser, claro, que os pequenos blogueiros se unissem, cada um com sua parcela de investimento em grana e trabalho, que cada um fizesse seu filminho, sua reportagem, periódica, e publicassem todos em um mesmo blogue, sítio. Mas isso, claro, é só uma utopia. É difícil concatenarmos ações organizadas, pois somos muitos mas temos pouco dinheiro, enquanto que para a direita é fácil, pois são poucos (cada vez menos) e têm muito dinheiro (cada vez mais).

Ou não seria assim tão difícil para nós?

Pescado do blog de Jean Sharlau

Lula diz para Meirelles baixar a bola e os juros


A prioridade agora é o crescimento da economia, não a inflação

Em reunião ministerial ontem na Granja do Torto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a prioridade do governo deixou de ser a inflação e passou a ser o crescimento da economia - numa inflexão importante na equipe econômica e assumida para os ministros pela primeira vez.

Lula pediu à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2 para explorar o petróleo do pré-sal e fazer as obras para a Copa do Mundo de 2014, que será no Brasil. "Dilma, você que é a mãe do PAC, prepare um plano de continuidade", disse Lula, segundo relato de ministros à Folha de S. Paulo.

Segundo os presentes, Lula foi claro: disse que não há mais pressão inflacionária por causa de excesso de demanda no Brasil devido aos efeitos da crise internacional. "A crise já acabou com o risco de excesso de demanda para nós. Agora é estimular o crescimento", afirmou o presidente.

Os ministros entenderam como um recado explícito do presidente ao Banco Central de que deseja queda dos juros básicos (taxa Selic), hoje em 13,75% ao ano. O presidente do BC, Henrique Meirelles, estava presente. O órgão sempre usa a preocupação com a demanda interna como forma de justificar os juros altos.

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos