Mulheres compõem ao menos 50% da população mundial. Porém, só obtiveram o direito ao voto e à participação na vida pública há menos de 100 anos, e sua participação na política é ínfima. No Brasil, as mulheres ocupam apenas 11% dos governos estaduais, 9,07% das prefeituras municipais, 8,77% das cadeiras da Câmara dos Deputados, 14,81% do Senado, média de 11,61% das Assembleias legislativas estaduais e Câmara Legislativa do DF, e 12,52% das Câmaras Municipais.
Essa participação, além de ter índices baixos, não é pacífica, mas cercada por obstáculos e insultos. Mulheres são frequentemente desestimuladas a participar dos destinos políticos do país, sofrendo pressão para reproduzirem apenas os papéis tradicionais, ligados à vida privada, mesmo quando ocupam cargos públicos. São inúmeras as entrevistas em que o foco é a vida familiar, e não a carreira política da candidata; matérias sobre a aparência, e não as propostas; discussões e críticas sobre a vida pessoal, mesmo quando não estão relacionadas com o cargo que ocupam.
Uma das formas de incentivar mulheres a participar da política é ampliar as campanhas de estímulo, como a “Mais mulheres no poder“. Outra forma é identificar o sexismo, analisando e procurando diminuir os obstáculos e insultos que desestimulam ou atrapalham o acesso das mulheres ao poder político. Uma das formas de se fazer isso será através deste blog.
Colaborações serão muito bem-vindas, seja por comentários, seja pelo email sexismonapolitica@gmail.com
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