De onde acessam?

Seguidores

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Fotos do bombardeio de fósforo branco a Gaza

As fotos abaixo nos chegam de um professor da Universidade Islâmica de Gaza, Ameen Hammad, via Prof. Ricardo Berbara, do Rio de Janeiro. O blog agradece a ambos.
Escrito por Idelber às 16:32 link para este post //-->Dania e Mohamed: Um testemunho de Gaza


O texto que se segue foi enviado por Dania e assinado por ela e o marido Mohamed, artista de Gaza e professor do Departamento de Belas Artes da Universidade Al Aqsa. A tradução ao português é uma gentileza de Sofia Vialatte, a quem agradeço.
Bom dia, Estamos ainda vivos...até agora ao menos...depois de uma semana de estresse e horror que temos vivido durante o bombardeio contínuo sobre Gaza. Perto de nossa casa já cairam 15 mísseis, os vidros das janelas se quebraram, o chão treme, as crianças estão aterrorizadas, não ousamos sequer ir ao banheiro de medo do teto cair sobre nosssas cabeças. Depois que as operações terrestres começaram, no decimo dia houve incursões no bairro de Atatra e Solatina, à 500 m de nossa casa. Foi o inferno á noite toda. Ouvíamos as explosões tão fortes que parecia que aconteciam diante de nossa porta. Vemos fumaça no céu cinza, durante todo o dia; nos atacam de todos os lados.
O pior é que desde o primeiro dia estamos sem eletricidade e sem água. Até as cisternas encima do teto foram furadas pelas explosões dos Obuses. O único meio de informação que temos é o telefone e o rádio. Ouvimos historias de massacres e recebemos novidades dos amigos. Creia-me, famílias inteiras foram massacradas. O irmão do meu vizinho estava na mesquita na hora do bombardeio; seus dois irmãos, então, saíram para tentar achá-lo debaixo dos escombros, quando caiu o segundo míssel encima das cabeças dos três irmãos que se tornaram pedaços de carne; não falamos de cadáveres, mas sim de pedaços de corpos irreconhecíveis.


Após duas noites de inferno, decidimos sair - meus sogros saíram à força - vimos tanques bombardeando á esmo e mesmo assim assumimos o risco de sair com uma bandeira branca: eu, meu marido, meus dois filhos e meus dois sogros. Graças á Deus nenhum de nós foi atingido. Na mídia se falava de uma trégua diária das 13 ás 16 horas por razões humanitárias, mas era mentira. Duas mulheres do meu bairro saíram para buscar provisões para seus filhos e foram mortas. Fomos hospedadas pela irmã do meu marido no centro da cidade de Gaza. Outras pessoas não tinham aonde ir. Nas ruas havia muitas famílias que fugiram das suas casas.... uma nova geração de refugiados.

Duas horas depois de nossa saída do bairro, os vizinhos que ficaram nos informaram que uma bomba foi jogada no nosso teto. Três dias depois, a Cruz vermelha nos informou que havia uma trégua entre as 7 e 11 horas para que as mulheres voltassem para casa, para pegar seus pertences. As ambulâncias eram impedidas de avançar para pegar os feridos. No bairro Al Atatra, a Cruz Vermelha descobriu 4 crianças do lado da mãe morta depois de 7 dias e morrendo de fome; foram salvas no último minuto.

Todas as portas de minha casa foram quebradas. O exército israelense vasculhou todas as casas, incluindo a nossa. Todos nossos móveis foram danificados e nossos pertences espalhados pelo chão.
Não posso resumir estas 2 semanas em algumas linhas. Eu saí da minha casa para morar num apartamento onde há 30 pessoas refugiadas. Muitas pessoas que habitam a periferia se dirigiram ao centro onde havia mais segurança.
Na verdade, não há segurança para nenhum palestino em Gaza.
Nos disseram que o objetivo desta guerra era exterminar os membros do Hamas, mas é um pretexto como os anteriores, para exterminar e aterrorizar o povo palestino. São mais de 900 mortos civis dos quais 275 eram crianças e 97 mulheres - algumas grávidas; 15 paramédicos e 5 jornalistas em 2 semanas.

A mensagem é clara. Fazem pagar ao povo palestino a liberdade de expressão e o voto no Hamas.
Para que as pessoas detestem o Hamas, não param de transmitir mensagens nos canais locais dizendo-nos que a causa de tudo é o Hamas, que nos traiu e foi irresponsável porque não tomou o cuidado de proteger-nos. É isso.

Eu, que sempre fui contra os islamicos extremistas, não sou imbecil ao ponto de acreditar nessas mentiras! Antes do Hamas, já nos bombardeavam ou nos insultavam nas fronteiras ou nos aprisionavam dentro de Gaza e perante o mundo disseram que se retiraram de Gaza e que nos deixaram livres e que não temos do que reclamar!
Faz dois anos que sofremos o bloqueio que nos asfixia. Eu sonho em ter o direito de viajar como todas as pessoas do mundo, de ter um país, uma nação livre; o lançamento dos foguetes é outro pretexto para convencer o mundo que os israelenses são vítimas e que têm o direito de se proteger, fabricando armas proibidas internacionalmente (bombas de fósforo). Mesmo sabendo que a maior parte dos israelenses que foram internados tinham poucos ferimentos (mais pânico do que ferimentos verdadeiros), estes foram apresentados como vítimas. Ao mesmo tempo que 1 milhão e meio de palestinos vivem aterrorizados e nos hospitais de Gaza não há meios para fazer intervenções cirurgicas para tantos feridos verdadeiros .

Acho que não conseguiremos nos recuperar deste choque. Tenho dúvidas se depois desta guerra, caso ela acabe, teremos uma casa onde morar. Se é para morrer, prefiro a morte de todos juntos. Não quero viver para ver meus filhos massacrados na frente dos meus olhos.Agradeço a todos os amigos que nos enviaram mensagens de apoio... Aprecio as manifestações que houve no mundo, a ajuda recebida, os atos de solidariedade. Mas desculpem, estou tão desesperada e ao mesmo tempo convencida de que Israel, bem protegido, não cessará o ataque. Só quando consegue seu objetivo que é atingir os civis. A decisão de terminar as operações virá dos generais e não da pressão da comunidade internacional.

Fora isso, temos para comer, sem preocupação com isso. Israel deixa entrar as provisões necessarias, para provar que é humanitario. Temos problemas de falta de assistência médica, por ausência de especialistas. Só temos Unrwa e Cruz Vermelha, exercendo seu trabalho em condições precárias.

As pessoas não perderam o espírito solidário, mas a catástrofe está em cima de todos. Cada um tem sua propria história triste; eu mesma, que estou em estado de choque e mal tenho forças para escrever para você. Assinam: Dania e Mohamed. Escrito por Idelber

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Obama telefona para Lula nesta segunda-feira e defende Doha



Conversa entre os dois Chefes de Estado durou cerca de 25 MinutosSegundo porta-voz, Obama lhe disse que instruiu sua equipe econômica 'para aproximar posições com o Brasil'
O presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, telefonou nesta segunda-feira, 26, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lhe disse que instruiu sua equipe econômica "para aproximar posições com o Brasil" tendo em vista a reunião do G20 (a se realizar no início de abril próximo), informou há pouco o porta-voz do Palácio do Planalto, Marcelo Baumbach, em entrevista coletiva.A conversa dos dois presidentes, segundo o porta-voz, começou às 18h15 e terminou às 18h40. Baubach informou ainda que Obama convidou Lula a visitá-lo em Washington em março. O presidente brasileiro irá em março a Nova York para participar de um seminário de investidores. E Lula, de acordo com o porta-voz, convidou o presidente dos EUA a "visitar o Brasil quando quiser." Baumbach disse que a visita de Obama deverá ocorrer ainda neste ano, mas, diferentemente do que chegou a ser divulgado na imprensa, não será em abril.Obama, segundo o relato do porta-voz, disse que é necessário fomentar o comércio internacional para se ter melhores condições de combater a crise. "O presidente dos EUA disse que tem apreço pelas relações com o Brasil e deseja trabalhar de forma coordenada com o presidente Lula para garantir a paz no continente (americano) e o fortalecimento das relações econômicas entre os dois países", contou Baumbach. Acrescentou que Lula, por sua vez, citou trecho do discurso de posse de Obama em que o presidente dos EUA fala da necessidade de cuidar dos mais pobres.Lula disse a Obama que sua eleição influenciará positivamente a imagem que a América Latina tem dos Estados Unidos. Baumbach informou ainda que Lula apresentou a Obama alguns pontos de uma agenda que pretende que seja comum aos dois países. Lula mencionou, entre outros pontos, uma política de biocombustíveis, o combate às mudanças climáticas, a relação com a África, a relação com os outros países da América Latina e o G20.Obama, segundo o porta-voz brasileiro, disse que concorda com a agenda e acrescentou que considera importante a continuação das discussões da Rodada Doha para enfrentar a crise financeira internacional.Na conversa entre os dois presidentes, ficou acertado que ainda nesta segunda-feira, 26, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conversará por telefone com a secretária de Estado dos EUA para fazerem uma primeira avaliação da agenda dos dois países.

domingo, 25 de janeiro de 2009

PORTO ALEGRE SIM, DUBAI NÃO!

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Novo colaborador, e velho amigo dos guerrilheiros, que pautussa a partir de agora a abrilhantar este blog com suas bem estruturadas analises.

A administração atual de Porto Alegre tem enfrentado dois tipos de interpretações muito opostas. Por um lado, que me parece um equívoco, diz que antes havia uma grande intenção e práticas de melhorias que agora há muita preguiça. As respostas alcançadas neste passado recente, mesmo sendo de grande valor, não representam alternativas para o presente. As demandas atuais na cidade guardam diferenças com as da época em que governava a Frente Popular. Hoje em dia não é possível repetir com o que foi realizado antes ou então entender que o simples “bom senso resolve tudo” para aparar as pequenas deficiências existentes.As propostas atuais, defendida por outros setores políticos, têm como característica o espetáculo e o impulso de mercado de qualquer maneira. Não é por acaso que tem ocorrido uma quantidade enorme de construções imobiliárias com investimento financeiro de multinacionais e todo apoio administrativo local, inclusive prejudicando a cidade. Este encaminhamento da Prefeitura é a resposta do governo Fogaça ao grande problema do momento que exige uma nova reorganização urbana de Porto Alegre. Este impasse, existente em muitas cidades do mundo, “entendida como moderna”, mas que na verdade conduz muito mais à desorganização e ao individualismo o que, com outros fatores, estimula à violência e desprezo dos valores humanos. A polêmica política e urbana está mal definida porque procura caracterizar como uma administração mais dinâmica e outra sem esta qualidade. Ocorre que a cidade é muito mais complexa. O grande eixo para uma administração no momento é o desenho urbano e grandes funções específicas como habitação popular com base na própria concepção de cidade. Os serviços urbanos, que são importantes, decorrem do que for a orientação principal. Este caminho a ser estabelecido para Porto Alegre deve ser realizado em um amplo processo de discussão e negociação com todas as forças políticas, econômicas e sociais.Nas administrações municipais dos 16 anos anteriores, os objetivos políticos se caracterizavam, por um lado pela inversão de prioridades que atendesse aos setores sociais populares. Por outro lado resultou uma forte melhoria dos serviços públicos de toda a cidade de Porto Alegre. O método para alcançá-los era a participação popular. Assim vimos grandes setores da população de Porto Alegre, que vivia simplesmente marginalizada, ser absorvida ao espaço do solo urbano já consolidado. Aqui falamos de um conjunto enorme de fatores, como sistema viário, transporte público, educação, saúde, iluminação, recolhimento de lixo, cultura, superação de vícios dos indivíduos ou superação de analfabetismo e apoio às deficiências físicas individuais. Mas também tivemos trabalhos de geração de empregos, auxílio a pequenas empresas, a criação de creches em quantidades imensas. Muitos outros elementos ainda poderiam ser citados. Um exemplo é o depósito de lixo, que antes era um “lixão” e foi transformado em um local adequado de colocação de dejetos. Uma iniciativa significativa para a estrutura urbana foram as grandes avenidas, como a Terceira Perimetral, a maior de toda a história de Porto Alegre. Além disso, houve a transformação da via que era chamada de “avenida da morte” e que agora é local de muito boa circulação. Várias outras avenidas foram construídas ou melhoradas. Um exemplo é a que vai até a Restinga. Mesmo assim é visível que elas ainda não respondiam à reorganização da cidade.É possível dizer que as mudanças de Porto Alegre foram enormes. Houve modificações favoráveis em serviços públicos e nas funções urbanas. Se tomarmos definições dos grandes encontros internacionais eles nos ensinam que as funções urbanas e que caracterizam as cidades são: habitação, transporte (hoje é dito deslocamento), geração de empregos, lazer e a ordenação e preservação cultural e ambiental. Porto Alegre havia atingido níveis muito elevados, reconhecidos no Brasil e no mundo. Não foi casual a criação do Fórum Social Mundial em nossa cidade. UMA POLÍTICA ÓTIMA, MAS COM DEFICIÊNCIASAlgumas deficiências grandes, entretanto, não foram resolvidas. A estrutura administrativa da prefeitura é um exemplo claro. As medidas adotadas eram importantes, mas insuficientes para superar os defeitos que predominam na estrutura do Estado brasileiro. A “garra” inicial dos militantes foi dominada progressivamente pela falta de novas propostas e pela burocracia “tradicional”. Outra questão é de que os ótimos serviços públicos estavam demonstrando as suas novas carências, para as quais não eram apontadas novas alternativas de enfrentamento. Não seria possível só “ampliar” o que havia sido alcançado até então, era necessário “superar”, o que é bem mais complexo. Além disso, em matéria de planejamento urbano podemos dizer que as tentativas foram poucas, a necessidade de novo desenho urbano que já era sinalizado não foi respondido. A atual administração apresenta uma outra limitação frente aos serviços urbanos e público é o retrocesso ao que havia sido alcançado. Hoje existe falta de fiscalização e de manutenção, portanto é o método de trabalho o que mais prejudica. A conseqüência é de muita desorganização, os investimentos também são poucos. Com relação à estrutura urbana, temos aqui uma outra carência profunda. Existem muitas construções e a infra-estrutura não se modifica. Mesmo assim o que aparenta ser mais grave ainda é o desenho urbano espontâneo, não é discutido e não é nem mesmo regional. Se observarmos o Centro e quase todas as regiões da cidade, veremos o que existe em Porto Alegre e que não responde mais à dinâmica atual. OS NOVOS FATORES E OS NOVOS DESAFIOSÉ necessário entendermos a cidade com seu panorama atual estimulado principalmente por dois fatores. O primeiro é de uma forte influência de construção imobiliária, com pesado investimento externo e que provavelmente deverá continuar. Este é um fenômeno positivo, mas que exige qualidade na sua aplicação. É uma dinâmica econômica que pode favorecer os setores sociais de baixa renda e melhorar a estrutura urbana. Para a economia brasileira de um modo geral é uma questão muito positiva. É grande a iniciativa do Governo Federal neste sentido. A qualidade, entretanto, deve ser bem feita caso contrário o que é bom torna-se muito negativo. O outro lado é determinado pela transformação da sociedade brasileira, que também afeta de maneira profunda o estímulo urbano. Amplos setores sociais da sociedade estão em ascensão e em ritmo muito acelerado. Temos pessoas indo à Universidade e com outros estudos que não realizavam antes, procuram novos trabalhos e em quantidade maior, inclusive em municípios próximos, maior lazer, realização de compras, visitas. Algo fundamental nesta movimentação é a nova moradia da (nova) classe média que começa a aparecer. Uma maneira de compreender parcialmente as transformações é com as novas construções, que alteram as características de vários bairros e que o próprio SINDUSCON – Sindicato da Indústria da Construção Civil – denomina de emergentes ao nos fornecer informações úteis. Diz-nos, por exemplo, que, considerando os doze meses até março de 2008, houve uma maior construção em Porto Alegre de 142,99% com relação aos 12 meses anteriores, que por sua vez também foram acelerados. O crescimento maior é de áreas “emergentes”: Bairro Rubem Berta 23,30%, Vila Ipiranga 23,08%, Humaitá 10,77%, Passo da Areia 6,37% e Partenon 4,18%. Bela Vista e Lindóia ficaram com 3,52% cada, correspondendo a 74,74% do total. Por dedução e por algumas indicações precisas, podemos dizer também que o contato metropolitano se ampliou muito, em serviços, empregos, estudos e outras atividades. As funções urbanas devem ser entendidas como atividades que se realizam entre diversos municípios. Estes novos fatores influenciam o novo desenho urbano.Esta mesma cidade que ainda não conseguiu direcionar uma saída para o panorama atual tem visto se agravar uma questão muito grande e profunda. Ela decorre da desorganização e de sua exploração por parte de setores ligados aos setores sociais agressivos. É a violência, acompanhada de valores ideológicos do individualismo e banalização da vida. Estes fatores devem ser incluídos nas soluções que forem dadas na administração de Porto Alegre.PORTO ALEGRE TEM HISTÓRIA, CULTURA, ESTRUTURA AMBIENTAL“A cidade está jogada” é a expressão mais ouvida. Além dos serviços públicos sem fiscalização e manutenção (pior do que a falta de investimento), temos o uso do solo de qualquer maneira. Os exemplos são diversos e evidentes: no CNDUA foi aprovado um loteamento com trinta torres em uma gleba de terra entre as avenidas Protásio Alves e Antônio de Carvalho. Depois soubemos que havia outra gleba em fronteira com mais outras tantas torres e, na discussão, apareceu ainda mais um loteamento com estas semelhanças. Estas são as conhecidas naquela área, sem nova infra-estrutura. Este é um exemplo. No atual momento, algo grave é a ocupação da orla do Guaíba. A forte polêmica da substituição do Estaleiro Só nos mostra que teremos enormes barreiras de concreto e serão estabelecidas frente ao rio.A senhora governadora Yeda está lançando um edital para ver qual a empresa que apresenta a melhor solução para o porto de Porto Alegre. Quem vencer ganha um terreno para construir um ou dois imensos edifícios. Isto significa que irão atrair automóveis ao centro e encarecer os outros terrenos ao seu redor, como ocorreu em Buenos Aires, Nova York e outros lugares embora o nosso porto precise de poucas melhoras. Mas a empresa que fizer leva de lambuja um terreno ao lado, que será cedido, modifica o visual e é muito caro. Os políticos do executivo de Porto Alegre, junto com o presidente da Câmara de Vereadores, disseram em seminário realizado que é necessário criar um instituto, distante institucionalmente da prefeitura, para orientar a evolução da cidade. Tudo isto junto cria uma maneira de pensar estranha. Aqui temos uma concepção de desenvolvimento. É a desconsideração total da sociedade e sua participação. No momento que o Estado é elemento de sustentação dos próprios paises para Porto Alegre a proposta é a rejeição de sua estrutura. Para sermos objetivos, podemos dizer que tudo isto é o que se faz em Dubai, cidade de somente 50.000 habitantes, de alto congestionamento e de muita prostituição. São feitas mais outras 14 cidades no Golfo Pérsico. Com relação ao meio ambiente alcança alta sombra às praias e a areia do concreto é oriunda do fundo do mar. É o urbanismo do espetáculo. Alguns querem falar em inteligente, mas é lastimável suprimir a história e a cultura da cidade, desprezar o seu meio ambiente e estimular o individualismo.No passado, tivemos desenhos urbanos de qualidades diferentes, como as avenidas do capitalismo, que respeitaram a cidade colonial e fizeram a Borges de Medeiros ser sinuosa no seu início e ter um maravilhoso viaduto. Várias outras avenidas foram construídas junto. Muitos anos após, em uma concepção oposta. A Segunda Perimetral jogou uma população enorme para a distante Restinga, sem o mínimo cuidado humano. Hoje o quadro coloca novos temas. É uma questão de orientação. Existe dinheiro, e muito. Das empresas e do Governo Federal. Precisamos saber qual a cidade que queremos e nos dispor para negociar. REPENSAR, MAS RESPEITANDO PORTO ALEGRE E A POPULAÇÃOPorto Alegre deve revisar seu transporte público, porque o que havíamos atingido, de alta qualidade, agora já é insuficiente para as necessidades atuais. Por este motivo o Metrô (articulado com mais modos) é essencial. Outro aspecto é o novo sistema viário, que colabora para o fluxo do transporte e demarca a cidade. As duas atividades devem ser necessariamente articuladas. Este é um dos mais importantes elementos de organização da cidade. O que existe no momento é oriundo do início do século XX.O Plano Diretor deve ser repensado. A alternativa existente na Câmara de Vereadores procura diminuir as áreas de lazer, ambiental e cultura para estimular o uso do solo urbano no maior número de construções. Esta alternativa tem mostrado ser negativa. O aproveitamento maior de infra-estrutura, que foi sugerido para a elaboração do Plano Diretor ainda existente, já demonstrou não ser útil. As construções ficaram com problemas diversos de espaços pequenos, apertados, com sombreamento e outros como pouca aeração. Particularmente agora em que temos investimentos muito grandes é possível ampliar os espaços, mudar a infra-estrutura com o capital de investimento e criar outra lei diretora do espaço. O que devemos pensar agora é elevar a qualidade de ocupação do solo e responder às exigências que devem ser tratadas nas regiões, toda a cidade e com a sociedade. Um outro tema que preocupa é o aumento de discriminação social com as construções grandes, isoladas, de um só setor social e sem lazer, geração de emprego e serviços públicos necessários como saúde e educação. Neste momento devemos nos basear em pensadores bastante reconhecidos como Walter Benjamim e outros tantos para repensar o ”valor desta cidade em nosso tempo histórico”. A cidade deve valorizar a vida humana.Com esta preocupação devemos introduzir uma política habitacional. Porto Alegre deve dar qualidade às transformações que já existem com os setores sociais que crescem e estender aos que ainda vivem em áreas irregulares. Com a crise mundial o governo federal anuncia aumentar ainda mais os investimentos para manter o dinamismo econômico e favorecer estes setores sociais. Será uma maneira de agregar mais porto-alegrenses à cidade consolidada. É preciso discutir as funções urbanas e enfrentá-las de maneira transparente. O que caracteriza neste sentido é a estrutura dos bairros e regiões da cidade. Uma necessidade determinante neste sentido é encontrar uma maneira operacional da participação popular no planejamento. Quando falamos de Orçamento Participativo, a população tem maior entusiasmo porque é algo prático, trata-se de alcançar investimentos. O Planejamento Participativo ainda não conseguiu esta capacidade de mobilização. Jaime Rodrigues Urbanista e Historiador Porto Alegre, 18 de agosto de 2008.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira o decreto que ordena o fechamento do centro de detenção de Guantánamo


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira o decreto que ordena o fechamento do centro de detenção de Guantánamo e proíbe os abusos durante interrogatórios, exigindo respeito à Convenção de Genebra.

"O centro de detenção de Guantánamo objeto desta ordem será fechado o mais rápido possível e, no mais tardar, no prazo de um ano a partir da data da ordem", diz um rascunho da ordem executiva, divulgado anteriormente no site da associação American Civil Liberties Union (ACLU) e confirmado pela fonte da Casa Branca.

O presidente havia se comprometido a fechar o polêmico campo de detenção durante a campanha eleitoral. Este será o segundo dia de trabalho de Obama, agora respaldado em política externa por Hillary Clinton, que teve a nomeação como secretária de Estado ratificada pelo Senado.

A prioridade da ex-primeira-dama será a situação no Oriente Médio, que já foi tema na quarta-feira de uma série de conversas telefônicas entre Obama e governantes da região.

O almirante aposentado Dennis Blair, designado pelo presidente Obama para comandar a Direção da Inteligência americana (DNI), também qualificou hoje a tortura de "ilegal, imoral e ineficiente", durante uma audiência diante da Comissão de Inteligência do Senado.

Blair assumiu o compromisso de "não apoiar atividades de vigilância realizadas sem autorização legal".

Histórico
A prisão de Guantánamo foi aberta em 2002, como parte da "guerra contra o terrorismo" iniciada pelo governo de George W. Bush depois dos atentados de Nova York e Washington.

Os tribunais de exceção foram criados em 2006 e atualmente são responsáveis por 21 casos, 14 deles já atribuídos a um juiz, em um total de 245 detentos, de acordo com dados do Pentágono.

Em nome da guerra contra o terrorismo, a Agência Central de Inteligência americana (CIA), vinculada à DNI, admitiu ter recorrido a práticas geralmente consideradas como tortura.

Os serviços de inteligência americanos também foram criticados por terem instalado um controvertido programa de grampos sem mandato judicial.

Onda de otimismo
Os americanos foram tomados por uma onda de esperança e de otimismo após a posse de Obama: 62% se disseram "cheios de esperança" para os quatro próximos anos, contra apenas 11% que se definiram como pessimistas, segundo pesquisa USA Today/Gallup publicada hoje. Há quatro anos, após a reeleição de George W. Bush, somente 43% dos americanos estavam otimistas, contra 25% de pessimistas.

A pesquisa aponta ainda que seis em cada dez americanos assistiram à cerimônmia de posse ao vivo na televisão, contra apenas 50% em 2005. Mais de 45% (46%) qualificaram o discurso de posse de Obama de "excelente", e 25% o consideraram "bom".

Entre os democratas, 91% se disseram "cheios de esperança" e somente 1% expressaram pessimismo. Até mesmo entre os republicanos, os otimistas são maioria, com 31% contra 27%. A pesquisa foi realizada com 1.012 adultos no dia da posse, terça-feira, com uma margem de erro de mais ou menos 3 pontos.

* com agências internacionais.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Simples assim!


Processo Número: 2012115-3/2008
Autor: Ministério Público
Réu: R.S.S

O Ministério Público do Estado da Bahia, por intermédio da Promotora de Justiça em exercício nesta Comarca, ofereceu Denúncia contra R. S. S., qualificado nos autos, sob alegação da prática de crime previsto no artigo 33, caput, da Lei nº 11.343/06. Consta da Denúncia que o acusado foi preso em flagrante por conta de 23 gramas de maconha encontradas em sua residência, bem como teria vendido maconha a dois menores, estando incurso na prática delituosa de tráfico de drogas, nas formas de “vender, ter em depósito, guardar, fornecer drogas.”
O réu foi citado e ofereceu defesa às fls. 41.

Em audiência de instrução e julgamento, foram ouvidas as testemunhas arroladas na Denúncia e Defesa, bem como procedido o interrogatório do réu (fls. 51 a 58), que negou a acusação.
Em alegações finais, fls. 63 a 65, a Promotora de Justiça requereu a condenação do réu nos termos da Denúncia. A defesa, de sua vez, em alegações finais de fls. 66 a 71 requereu a absolvição do réu.

É o Relatório. Decido.


Com relação à materialidade do delito, o documento de fls. 14, ainda do Inquérito Policial, noticia a exibição e apreensão de
“uma certa quantidade de erva com características da erva conhecida como maconha.” Mais adiante, o laudo pericial de fls. 25 informa a quantidade de 23 gramas de maconha apresentadas para perícia.

Há evidente contradição, no entanto, em relação ao local de apreensão do referido material, senão vejamos: a testemunha ouvida às fls. 54, sargento da polícia militar, informou que não esteve em diligência na residência do réu e que a maconha teria sido encontrada e entregue por um sargento aposentado; a testemunha ouvida às fls. 55, soldado da polícia militar, informou que pequena quantidade teria sido encontrada na residência do réu e grande quantidade pelo sargento aposentado; por fim, o referido sargento aposentado, em depoimento de fls. 56, confirmou
a existência do tal pacote de maconha e que teria sido descartado pelo réu em fuga.


No Inquérito Policial, porém, não há notícias do referido pacote ou de
“grande quantidade” de maconha encontrada em poder do réu, mas apenas de “certa quantidade” que teria sido encontrada em sua residência e que, submetida à perícia, constatou representar apenas 23 gramas de maconha. Mesmo assim, não restou suficientemente provado que esta quantidade tivesse sido apreendida na residência do réu e, muito menos, que seria destinada ao tráfico.
Por fim, também não restou provado que o réu tivesse vendido maconha a dois menores, que jamais foram identificados ou ouvidos em qualquer fase.
Não sei quantos
“baseados” se faz com 23 gramas. Não muitos, certamente. De outro lado, o réu não negou sua condição de usuário e não entendo que seja, por assim dizer, um traficante de drogas.
Sendo assim, entendo que o conjunto probatório não indica pelo reconhecimento da prática do crime imputado ao réu, ou seja,
“vender, ter em depósito, guardar, fornecer drogas”, conforme consta da Denúncia.
Isto posto, por tudo o mais que dos autos consta, com fundamento no artigo 386, VI, do Código de Processo Penal, em vista da insuficiência da prova produzida,
JULGO IMPROCEDENTE a Denúncia para ABSOLVER o réu e determinar o arquivamento dos autos.

Expeça-se o Alvará de Soltura.

Publique-se. Registre-se. Intime-se.

Conceição do Coité, 14 de janeiro de 2009

Bel. Gerivaldo Alves Neiva
Juiz de Direito

As verdades por trás das mentiras

Temos de ser capazes de ver a verdade por trás das mentiras

Norman Finkelstein, Counterpunch, 13/1/2009 http://www.counterpunch.org/neumann01132009.html


Norman Finkelstein é autor de cinco livros, entre os quais Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict, Beyond Chutzpah and The Holocaust Industry, traduzidos para mais de 40 idiomas. Esse artigo está publicado também em sua página internet, em www.NormanFinkelstein.com

Os registros existem e são muito claros. Qualquer pessoa encontra na internet, na página do governo de Israel e, também, na página do ministério de Negócios Exteriores de Israel. Israel desrespeitou o cessar-fogo, invadiu Gaza e matou seis ou sete (há controvérsia quanto ao número de assassinados, não quanto ao crime de assassinato) militantes palestinenses, dia 4/11. Depois, o Hamás respondeu ou, como se lê nas páginas do governo de Israel "o Hamás retaliou contra Israel e lançou mísseis."

Quanto aos motivos, os documentos oficiais também são claros. O jornal Haaretz já informou que Barak, ministro da Defesa de Israel, começou a planejar o massacre de Gaza muito antes, até, de haver acordo de cessar-fogo. De fato, conforme o Haaretz de ontem, a chacina de Gaza começou a ser planejada em março.

Quanto às principais razões do massacre, acho, há duas. Número um: restaurar o que Israel chama de "capacidade de contenção do exército" e que, em linguagem de leigo, significa a capacidade de Israel para semear pânico e morte em toda a região e submetê-la mediante a pressão das armas, da chantagem, do medo. Depois de ter sido derrotado no Líbano em julho de 2006, o exército de Israel entendeu que seria importante comunicar ao mundo que Israel ainda é capaz de assassinar, matar, mutilar e aterrorizar quem se atreva a desafiar seu poder pressuposto absoluto, acima de qualquer lei.

A segunda razão pela qual Israel atacou Gaza é culpa do Hamás: o Hamás começou a dar sinais muito claros de que deseja construir um novo acordo diplomático a respeito das fronteiras demarcadas desde junho de 1967 e jamais respeitadas por Israel.

Em outras palavras, o Hamás sinalizou que está interessado em fazer respeitar exatamente os mesmos termos e conceitos que toda a comunidade internacional respeita e que, em vez de resolver os problemas a canhão e com campanhas de mentiras por jornais e televisão, estaria interessado em construir um acordo diplomático.

Aconteceu aí o que Israel poderia designar como "uma ameaçadora ofensiva de paz chefiada pelos palestinenses". Imediatamente, para destroçar a ofensiva de paz, o governo e o exército de Israel desencadearam campanha furiosa para destroçar o Hamás.

A revista Vanity Fair publicou, em abril de 2008, em artigo assinado por David Rose, baseado, por sua vez em documentos internos dos EUA, que os EUA estavam em contato estreito com a Autoridade Palestinense e o governo de Israel, organizando um golpe para derrubar o governo eleito do Hamás, e que o Hamás conseguira abortar o golpe. Isso não é objeto de discussão: esse fato é estabelecido, documentado e há provas.

A questão passou a ser, então, impedir o Hamás de governar, e ninguém governa sob bloqueio absoluto, bloqueio que desmantelou toda a atividade econômica em Gaza. Ah! Vale lembrar: o bloqueio começou antes de o Hamás chegar ao poder (eleito!). O bloqueio nada tem ou jamais teve a ver com o Hamás. Quanto ao bloqueio, os EUA despacharam gente para lá, James Wolfensohn especificamente, para tentar pôr fim ao bloqueio, depois de Israel ter invadido Gaza.

O xis da questão é que Israel não quer que Gaza progrida, sequer quer que viva, e Israel não quer ver nenhum conflito encaminhado por vias diplomáticas, que tanto os líderes do Hamás em Damasco, quanto os líderes do Hamás em Gaza têm repetidas vezes declarado que buscam, sempre com vistas a resolver o conflito relacionado às fronteiras demarcadas em 1967, fronteiras que Israel jamais respeitou. Tudo, até aí, são fatos registrados e comprovados. Não há qualquer ambigüidade: tudo é bem claro.

Todos os anos, a Assembleia da ONU vota uma resolução intitulada "Solução pacífica para a questão da Palestina". E todos os anos o resultado é o mesmo: o mundo inteiro de um lado; Israel, EUA, alguns atóis dos mares do sul e a Austrália, no lado oposto. Ano passado, o resultado da votação foi 164 a 7. Todos os anos, desde 1989 (em 1989, o resultado foi 151 a 3), é sempre a mesma coisa: o mundo a favor de uma solução pacífica para a questão da Palestina; e EUA, Israel e a ilha-Estado de Dominica, contra.

A Liga Árabe, todos os 22 Estados-membros da Liga Árabe, são favoráveis a uma chamada "Solução dos Dois Estados", com as fronteiras determinadas em junho de 1967. A Autoridade Palestinense é favorável à mesma "Solução dos Dois Estados" e às mesmas fronteiras determinadas em junho de 1967. E o Hamás também é favorável à mesma "Solução dos Dois Estados" e às mesmas fronteiras demarcadas em junho de 1967. O problema é Israel, patrocinado pelos EUA. Esse é o problema.

Bem... Há provas de que o Hamás desejava manter o cessar-fogo; exigiu, como única condição, que Israel levantasse o bloqueio de Gaza. Muito antes de começarem os rojões do Hamás, os palestinenses já enfrentavam terrível crise humanitária, por causa do bloqueio. A ex-Alta Comissária para Direitos Humanos da ONU, Mary Robinson, descreveu o cenário que testemunhou em Gaza como "destruição de uma civilização". Isso, durante o cessar-fogo.

O que se vê nos fatos? Os fatos mostram que nos últimos mais de vinte e tantos anos, toda a comunidade internacional procura um modo de resolver o conflito das fronteiras de 1967, com solução justa para a questão dos refugiados. Será que 164 Estados-membros da ONU estão sempre errados, e certos e pacificistas seriam só EUA, Israel, Nauru, Palau, Micronésia, as ilhas Marshall e a Austrália? Quem é pacifista? Quem trabalha contra a paz?

Há registros e documentos que comprovam que, em todas as questões cruciais discutidas em Camp David; depois, nos parâmetros de Clinton; depois, em Taba, em cada ponto discutido, os palestinenses sempre fizeram concessões. Israel jamais concedeu qualquer coisa. Nada. Os palestinenses repetidas vezes manifestaram decisão de superar a questão das fronteiras de 1967 em estrito respeito à lei internacional.

A lei também é claríssima. Em julho de 2004, a Corte Internacional de Justiça, órgão máximo da ONU para questões de direito internacional, declarou que Israel não tem direito de ocupar nem um metro quadrado da Cisjordânia nem um metro quadrado de Gaza. Israel tampouco tem qualquer direito sobre Jerusalém. O setor Leste de Jerusalém, os bairros árabes, nos termos da decisão da mais alta corte de justiça do planeta, são território da Palestina ocupado ilegalmente por Israel. Também nos termos de decisão da mais alta corte de justiça do planeta, nos termos da lei internacional, todas as colônias de judeus que há na Cisjordânia são ilegais.

O ponto mais importante de tudo isso é que, em todas as ocasiões em que se discutiram essas questões, os palestinenses sempre aceitaram fazer concessões. Fizeram todas as concessões. Israel jamais fez qualquer concessão.

O que tem de acontecer é bem claro. Número um, EUA e Israel têm de se aproximar do consenso da comunidade internacional e têm de respeitar a lei internacional. Não me parece que trivializar a lei internacional seja pequeno crime ou pequeno problema. Se Israel contraria o que dispõe a lei internacional, Israel tem de ser acusada, processada e julgada em tribunais competentes, como qualquer outro Estado, no mundo.

O presidente Obama tem de considerar o que pensa o povo dos EUA. Tem de ser capaz de dizer, com todas as letras, onde está o principal obstáculo para que se chegue a uma solução para a questão da Palestina. O obstáculo não são os palestinenses. O obstáculo é Israel, sempre apoiada pelo governo dos EUA, que, ambos, desrespeitam a lei internacional e contrariam o voto de toda a comunidade internacional.

Hoje, o principal desafio que todos os norte-americanos temos de superar é conseguir ver a verdade, por trás das mentiras.

Pescado do Viomundo

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

EM DEFESA DO PISO DOS PROFESSORES!

Uma luta de muitos anos, travada pelos professores e professoras dos ensinos fundamental e médio do Brasil, foi coroada de êxito no ano passado. O governo federal tomou a iniciativa de enviar ao Congresso um projeto estabelecendo o Piso Salarial Profissional Nacional (PSPN) da categoria. O projeto que, durante a tramitação no Congresso, fixou o piso em R$ 950, para uma jornada de 40 horas semanais, foi aprovado por unanimidade e, em julho de 2008, o governo Lula sancionou-o.

A importância dessa lei não pode ser subestimada. Ela cria uma exigência de qualidade para todos os municípios brasileiros, dos mais ricos aos mais carentes. Ela põe a educação no patamar em que deve estar, como ferramenta indispensável ao desenvolvimento econômico e social e à construção da cidadania. Ao mesmo tempo, o governo e o Congresso mostraram sensibilidade para adequar a lei à realidade brasileira, sem abrir mão da implantação dessa pequena revolução pacífica.

O governo federal estipulou um prazo até 2010 para que estados e municípios cumpram a nova lei. Aqueles que atualmente pagam menos de R$ 950 aos profissionais deverão arcar com dois terços da diferença a partir de agora. Em 2010, será feita a integralização do valor. A União entrará com parte da complementação para estados e municípios que não conseguirem pagar o novo piso. Vale lembrar que ele é inferior ao que vários estados já pagam aos professores, mas muito superior ao praticado na maioria das unidades da Federação.

A lei federal também contempla a hora-atividade, ou seja, o tempo destinado às atividades fora da sala de aula. De acordo com a lei, esse tempo deve ser equivalente a um terço da jornada total. A hora-atividade é a garantia de que o professor terá tempo e condições para ler, estudar, aprimorar sua formação, porque, sem dúvida, o ensino não pode ser considerado um trabalho meramente quantitativo.

O piso nacional insere-se na lógica da busca constante da melhoria da educação, sendo indispensável para que se estabeleça um padrão de qualidade válido para todo o país. Além da boa vontade do governo federal, o Congresso tomou todos os cuidados para que a proposta fosse debatida exaustivamente com a sociedade e os profissionais da educação em audiências públicas por todo o país. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e, no Paraná, a APP-Sindicato, tiveram papel fundamental no processo, cujo resultado foi a unanimidade obtida entre os parlamentares.

Por tudo isso, não se entende porque alguns governadores (Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Ceará) ajuizaram no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei do Piso Nacional. Como presidente da Comissão de Educação da Assembleia, organizei um debate sobre a questão para defender a aplicação da lei federal. Demos o primeiro passo para fazer prevalecer a vontade dos professores com o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial Profissional Nacional.

E o debate não deve ficar apenas nos grandes centros. Vamos levá-lo aos municípios, para que trabalhadores da educação e vereadores também participem da iniciativa.

Sobre a aplicação da lei na sua totalidade, tivemos alguns pontos positivos. A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou parecer ao STF considerando a lei constitucional. Também chegou ao STF parecer da Procuradoria-Geral da República, que defendeu a extinção da Adin sem resolução de mérito e pelo indeferimento do pedido de medida cautelar. Assim, no fim de dezembro, o STF concluiu o julgamento da liminar na Adin ajuizada pelos cinco governadores. Os ministros decidiram manter, com ressalvas, a aplicação da lei. Decisão que mexeu com benefícios que a lei garantia aos professores.

O STF suspendeu o texto que determina o cumprimento de no máximo 2/3 da carga horária dos professores em sala de aula, excluindo assim a hora-atividade. Definiram também que o termo “piso” deve ser entendido como a remuneração mínima a ser recebida pelos professores, no valor de R$ 950 somados o vencimento básico e as gratificações e vantagens. Ambas as decisões valem até o julgamento final da ação pelo STF.

Estamos cientes da nossa responsabilidade de continuar a fazer o melhor pela educação. O PT, por meio de sua direção estadual, a bancada do partido na Assembleia e eu, como líder da bancada e presidente da Comissão de Educação, externamos nossa posição de total apoio ao PSPN e à luta dos professores e professoras de todo o Brasil.

Péricles de Holleben Mello é deputado estadual (PT), presidente da Comissão de Educação, Cultura, Esportes, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Paraná.

domingo, 11 de janeiro de 2009

FÉRIAS

Estaremos viajando pelos próximos 20 ou 30 dias, não que iremos ignorar a realidade neste tempo, mas que iremos postar apenas qdo acharmos lan house's barateiras...
Estamos indo ao RS, parando por cidades e realidades no Paraná....
O vício ( postar e conseguir acompanhar a realidade dos fatos ) é novo mas parece ser perene... já estamos sentindo falta...
Aos parceiros um até logo, um abraço e um beijo!
Hasta la victória siempre!

sábado, 10 de janeiro de 2009

Jornalista descontrói argumentos do CORECON sobre metodologia utilizada no cálculo da tarifa do transporte coletivo


GIBRAN LACHWOSKI

Escrevi aqui nesta Página do E um resumo da ação civil pública movida pelo promotor de Defesa e Cidadania, Alexandre Guedes, em que ele aponta incongruência entre os estudos de cálculo de tarifa da passagem de ônibus de Cuiabá feitos dewsde 2005 pela SMTU (Superintendência Municipal de Trânsito e Transportes Urbanos), CPI do Transporte da Câmara de Vereadores de Cuiabá e Corecon (Conselho Regional de Economia).

O Corecon, também criticado pelo Ministério Pùblico Estadual (MPE) como impreciso em seus cálculos, sentiu-se ferido em sua honra e fez uma resposta, que pode ser lida aqui nesta Página do E.

Bom, como é importante debater o assunto transporte, pois o assunto há muito vem sendo investigado pelo MP e inclusive pela Polícia Federal, abaixo desminto uma por uma as contestações do Corecon, direcionando-me diretamente às pessoas dos economistas Anaor Carneiro, que preside o grupo de estudo do aumento da tarifa do transporte, e Aurelino Levy, presidente da entidade que há certo tempo se incumbe de dar sustento à elevação do preço da passagem de ônibus da cidade.

1) O Corecon afirma que levou em contra três dados fundamentais e imutáveis ao longo do cálculo do custo tarifário, quais sejam: volume de Passageiros Transportados Equivalentes (pagantes) e passageiros com desconto dos últimos 12 meses; quilometragem rodada produtiva e improdutiva dos últimos 12 meses; e frota atualmente em utilização (operante).

No entanto, o volume de passageiros transportados equivalentes no cálculo do Corecon não leva em conta as milhares de pesoas que usam as dezenas de micro-ônibus, como o próprio conselho reconhece em sua nota de defesa, tal qual está explícito no seguinte trecho de seu documento: "Muito embora não tivemos o acesso a informação do volume de passageiros transportados pelos microônibus, também concordamos com o Ministério Público que se utilize o volume de passageiros transportados pelo transporte alternativo desta categoria, com os seus respectivos custos operacionais para o cálculo do realinhamento da tarifa, e para a qual estaremos a disposição para auxiliar no referido cálculo".

Ou seja, o Corecon, no intuito de se defender, acaba por confirmar o que já havia sido identificado pelo MPE por meio de perícia técnica.

2) O Corecon em sua defesa fala que o segundo tipo de faturamento dos empresários, com venda publicidade nas traseiras dos ônibus e pontos de embarque e desembarque, não consta da planilha de custos da tarifa porque tal receita é "auferida exclusivamente pela Prefeitura, conforme contrato com a empresa de publicidade, e, portanto, não fora computada no cálculo do custo tarifário".

Porém, esse não é o entendimento do Ministério Público, que pediu em sua ação civil pública, com liminar favorável, que o lucro com a publicidade seja computado no cálculo da tarifa e que este segundo ganho pode significar abatimento no preço da passagem de ônibus.

3) Sobre a incongruência na apresentação dos valores da tarifa entre seu estudo e os da SMTU e CPI do Transporte da Câmara de Vereadores de Cuiabá - todos baseados em nos mesmos itens, insumos e serviços do setor -, a entidade tenta justificar-se dizendo que em 2005 se ateve somente aos dados da CPI – subentendendo não ter verificado com afinco o cálculo da prefeitura. Mesmo assim, em sua resposta o Corecon teve o cuidado de não refutar a descoberta da perícia do MP, que apontou a disparidade de preços, ainda que obtidos a partir dos mesmos itens, insumos e serviços relativos ao transporte coletivo.

Com a palavra, os conselheiros Anaor Carneiro e Aurelino Levy.

*** Obsrvação: a SMTU não pode terceirizar o cálculo da tarifa ao Corecon (mas isto é tema para um outro artigo).

Carta aos Judeus

“Por mais que o governo de Israel e todos os que o apoiam tentem, não irei odiar a vocês, irmãos judeus. Ainda que as tropas israelenses matem centenas de crianças e pessoas inocentes, não irei desejar a morte de suas crianças nem jogar a culpa na totalidade de seu povo.



“Mesmo que manchem a Faixa de Gaza com o sangue de um povo, que também corre em minhas veias, metade árabe, não irei revoltar-me contra nenhuma etnia nem julgar que há raças melhores ou com mais direitos que outras, como quer nos fazer acreditar o governo israelense.

“Embora eu também queira ouvir as vozes judaicas de protesto contra o massacre dos palestinos, não deixarei de condenar os que se calaram diante do holocausto judeu. E mesmo que tomem à força a terra do povo árabe, não irei jamais apoiar o confisco dos bens do povo judaico, praticado há tempos pelo governo nazista.

“Por mais que o governo de Israel e todos que o apoiam traiam a tradição hebraica dos grandes profetas que clamaram por justiça e paz, ainda quero manter viva a esperança que eles anunciaram. Mesmo que joguem sua memória na lata de lixo, faço dos profetas do antigo Israel os meus profetas, pois o anúncio da justiça não distingue credos, nações ou etnias.

“Sei que muitos de vocês condenam a violência, não apoiam o massacre dos árabes palestinos, e gostariam que o governo de Israel respeitasse as decisões da ONU e o clamor da comunidade internacional pelo cessar-fogo imediato. Mas, gritem! Se sua voz não for ouvida, acreditar-se-ão com razão aqueles que ainda falam mal de seu povo.

“Mesmo que sejam deploráveis todos os anti-semitas, o silêncio dos judeus diante do massacre perpetrado pelo país que ostenta a estrela de Davi na bandeira pode ser usado como reforço para os argumentos torpes da superioridade racial.

“Há mais de 60 anos seu povo clamou ao mundo por solidariedade. Chegou o momento de retribuir, de mostrar que a solidariedade é um sentimento universal e não restrito a uma etnia. Não deixem o governo de Israel fazer esquecer o quanto vocês sofreram como vítimas, só porque agora ele é algoz e está protegido pela maior potência mundial, os EUA.

“Não permitam que a ação de Israel faça parecer que, apesar das manifestações mundiais de condenação, seu Estado se acredita o único que possui razão, pois era assim que o governo alemão pensava no tempo do nazismo.



“Estejam certos de uma coisa: independentemente do resultado da absurda campanha israelense ou qualquer que seja a posição de seu povo diante da violência e injustiça cometida por aquele país, não irei ceder à tentação do pensamento racista; não irei apagar da minha memória a catástrofe do nazismo e o sofrimento do povo judeu; não irei pensar que há povos que não merecem nação e que devem ser eliminados; não deixarei de condenar o anti-semitismo ou qualquer tipo de preconceito étnico.

“Continuarei defendendo a ideia de que todos, sem distinção, somos iguais, e temos os mesmos direitos: judeus, negros, árabes, índios, asiáticos etc. Manter-me-ei firme em minhas convicções, pois jamais quero me igualar aos governantes de Israel e àqueles que o apoiam.”

Faço minhas as palavras de meu querido amigo Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo e autor de reconhecida qualidade, como o comprova o texto acima, que tão bem traduz a indignação e a dor de tantos que testemunhamos a guerra do Oriente Médio.

Vários intelectuais judeus têm manifestado indignação frente às operações do Estado de Israel. Tom Segev, historiador e cientista político, escreveu no “Haaretz” que “Israel sempre acreditou que causar sofrimento a civis palestinos os faria rebelarem-se contra seus líderes nacionais, o que se mostrou errado várias vezes”. O escritor Amos Oz sublinhou: “chegou o tempo de buscar um cessar-fogo”, com o que concorda o escritor David Grossman e o ex-chanceler israelense Shlomo Ben-Ami.
Frei Betto
[Carta de Maurício Abdalla, companheiro no Movimento Fé e Política, professor de filosofia da Universidade Federal do Espírito Santo referendada por Frei Betto]

Pescado dA Bodega Cultural

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

ACALANTO PARA HELENA - DE GAZA!



ouça a música! (Chico Buarque de Holanda)






CENAS QUE GOSTARIAMOS DE VER XLII

Ato pró-Palestina em Porto Alegre

Imagens do ato em defesa do povo palestino e contra a política do Estado de Israel, que está ocorrendo agora à tarde no centro de Porto Alegre:


Fotos: Kiko Machado

Atos em defesa do povo palestino

Ato realizado ontem no Rio (Foto: Rafael Duarte/Agência Petroleira de Notícias)


Pescado do RS URGENTE


Mais PORTO ALEGRE com comentários do blog Tomando na Cuia

Ato une Porto Alegre a Palestina II


A presença de dezenas de jovens e crianças de origem palestina no ato em Porto Alegre foi um dos motivos de grande alegria. Dezenas de pais e mães, com seus filhos, estavam presentes. em solidariedade ao povo palestino e contra a guerra. Adolescentes carregavam cartazes pedindo paz e exigindo a criação de um tribunal para julgar os crimes de guerra cometidos pelo Estado de Israel na palestina. O governo Sionista ignora a resolução 1860, aprovada por 14 votos a favor com abstenção dos Estados Unidos, que determina o cessar-fogo imediato e à completa retirada das forças israelenses de Gaza.
Centenas de manifestantes, apoiados por vários partidos políticos e pelos movimentos sociais, participaram hoje (09/01) de ato em defesa do povo palestino e contra a política do Estado de Israel. Em protesto, marcharam pelo centro da Capital gaúcha e manifestantes queimaram duas bandeiras: uma de Israel e outra dos Estado Unidos, como forma de demonstrar o genocídio patrocinado por Israel com o apoio do governo norte-americano. Também condenaram a omissão da ONU em não obrigar Israel a cumprir a resolução que determinou o cessar fogo contra a palestina. Quase 800 palestinos já morreram, nestes 12 dias de combate, sendo que 200 foram crianças com menos de 10 anos.

A comunidade palestina ressaltou que muitos Israelenses estão contra essa política genocida do Estado de Israel e que o desejo de todos é de paz entre os povos. Manifestantes acusaram o estado Sionista de usar das mesmas atrocidades que eles mesmo foram vítimas na segunda guerra mundial, em especial, em patrocinar a morte de civis (mulheres e crianças) em larga escala, como foi executado pelos nazistas.


Mudança em lei deve incluir 800 mil aprendizes no mercado de trabalh0

O governo estuda mudanças na Lei de Aprendizagem para alcançar a meta de 800 mil aprendizes no mercado de trabalho até 2010. Atualmente os dados do Ministério do Trabalho indicam que cerca de 150 mil jovens entre 14 e 24 anos estejam contratados de acordo com a lei que prevê regras diferenciadas.

Uma das principais alterações, segundo o secretário de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Ezequiel Nascimento, seria a ampliação para toda a administração pública da obrigatoriedade de contratar aprendizes. Atualmente a lei determina que apenas as estatais e empresas públicas de médio e grande porte estão obrigadas e contratar os jovens entre 14 e 24 anos.

“Estamos falando de uma base da administração direta, União, estados e municípios, falando de uma base em torno de 8 milhões de servidores. Se calcularmos sobre isso, seja 5% ou 10% da cota estabelecida pela lei, dá uma quantidade grande”, avalia, Nascimento.

A cota de contratação de aprendizes equivale a no mínimo 5% e no máximo 15% do total de trabalhadores existentes na empresa. Ficam excluídos dessa base de cálculo cargos de nível superior, técnico e de chefia.

Alterar esses percentuais é outra possibilidade que será discutida, de acordo com Ezequiel Nascimento. Ele disse não ser possível prever novos índices, mas avalia que pode haver uma redução da cota máxima.

Seria necessário contratar 650 mil jovens em apenas dois anos para se alcançar a meta de 800 mil aprendizes até 2010. As alterações podem não ser suficientes para esse avanço, na avaliação de Ezequiel Nascimento. Para ele, é necessário também divulgar mais a lei e fiscalizar o cumprimento.

“Certamente haverá a necessidade de uma ampla campanha, seja dentro do governo, nas três esferas, e também com o empresariado brasileiro. Seria necessário também o cumprimento da lei com ações de fiscalização mais rigorosas. Num primeiro momento, uma ação mais orientadora e num segundo momento uma ação rigorosa de fazer cumprir a lei”, diz o secretário.

Segundo ele, essa estimativa de apenas 150 mil aprendizes contratados atualmente se deve em boa parte à desinformação do empresariado. “É desconhecimento de como proceder”.

As alterações na Lei de Aprendizagem serão debatidas e decididas por um fórum que se reúne a partir de março com participação de representantes do governo, de empregadores e empregados. Caso o caminho escolhido seja uma mudança na lei, fica sujeita a aprovação pelo Congresso Nacional, de acordo com o secretário.

A aprendizagem é regida por um contrato especial com prazo de duração máximo de dois anos e que deve ser complementado com cursos de formação profissional. A jornada máxima de trabalho é de 6 horas diárias podendo chegar ao limite de 8 horas, desde que o aprendiz tenha completado o ensino fundamental, e se forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

VIVA O POVO PALESTINO - VIVA A HEROINA PALESTINA

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: EXISTEM OLGAs, MARGARIDAs, ANITAs, ZUZUs, enfim tantas mulheres que deram significativo exemplo de coragem. O desta menina é um COLOSSO!



Vídeo pescado do blog do Mello

GAZA NECESSITA DE TUA VOZ

V - NÃO MATARÁS (JESUS CRISTO EU TE IMPLORO AJUDE A SALVAR AS CRIANCINHAS ELAS NÃO ESTÃO ENTENDENDO PQ TANTA DOR)





Pescado do Cloaca News

Portabilidade vigora




Entra em operação a partir de amanhã, em Mato Grosso, a tão propalada “portabilidade numérica”, que permitirá ao usuário ser o dono de seu número de telefone e poder mudar de uma operadora para outra mantendo o mesmo número, seja de telefone fixo ou celular, na hora que quiser. A implantação da portabilidade pelas operadoras de telefonia móvel e fixa, a partir do dia 8 de janeiro, vale apenas para as localidades com código DDD 65. Para os municípios com DDD 66, o prazo estipulado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) é o dia 2 de março.

De acordo com informações da Anatel, em Mato Grosso 1,66 milhão de usuários da área 65, abrangendo 49 municípios, poderão solicitar a migração a partir de amanhã. Os telefones móveis em operação no Estado somam 1,38 milhão, contra 277,07 mil linhas fixas da Tim, Claro, BrT e Vivo.

Já o prefixo 66 cobre 90 municípios, totalizando 1,14 milhão de usuários, sendo 978,84 mil linhas móveis e 162,71 fixas.

A portabilidade numérica vai beneficiar o consumidor na medida em que garante a utilização do mesmo número em qualquer operadora. Com isso, o usuário poderá manter um único número para as diversas teles. A novidade prevê que o usuário seja dono de seu número de telefone móvel e fixo. Assim, ele pode mudar de operadora quando quiser sem ter que trocar de número.

A Anatel espera que a medida incentive o usuário a buscar serviços mais vantajosos e, com isso, aumente a concorrência entre as operadoras.

A portabilidade valerá para qualquer número, com exceção dos códigos não geográficos, como os números 0800 e 0300, que continuarão controlados pelas teles. A mudança de operadora com a manutenção do número antigo poderá ser taxada.

Para solicitar a portabilidade, o usuário deverá entrar em contato com a operadora de destino e informar se a empresa já está disponível para receber a migração. Por exemplo: um usuário da operadora “X” que esteja descontente com os serviços ou queira simplesmente trocar de operadora deve fazer um contato com a sua nova operadora e solicitar o serviço. A operadora, por sua vez, entrará em contato com a empresa ABR, entidade administradora da portabilidade em todo o país, que fará o processo de migração mediante a cobrança de uma taxa de R$ 4, na conta telefônica.

Desde o dia 1º de setembro, quando a portabilidade numérica entrou em operação, atendendo um calendário de implantação gradual do serviço no país, mais 180 mil pedidos de transferência de operadora com a manutenção do número do telefone já foram encaminhados à base de dados de referência da ABR Telecom. Desses, mais de 110 mil já tiveram seus processos concluídos e se beneficiam do novo serviço.

FIDELIZAÇÃO – A fidelização só poderá existir pelo prazo máximo de 12 meses e, mesmo assim, tem que garantir alguma vantagem ou benefício ao consumidor. Mas o usuário deve tomar muito cuidado e fazer o cálculo de quanto ele vai pagar no período da fidelização.

Mesmo fidelizado, o consumidor tem o direito de ter o seu aparelho desbloqueado, podendo usar o chip de outra operadora. A operadora não pode cobrar pelo desbloqueio.

Já o consumidor que tiver o aparelho desbloqueado pode usar mais de um número no mesmo aparelho. Esta prática já está em vigor e o usuário pode requerer o benefício a qualquer momento, pois não existe um prazo estipulado em lei.

Outro detalhe importante é que não existe carência para o consumidor permanecer num plano. “O usuário pode migrar de plano na hora que bem entender. A operadora não poderá negar esta migração”, disse uma fonte do Procon.

FONTE: Diário de Cuiabá
Marcondes Maciel

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A dignidade infinita dos Shministim

GUERRILHEIROS VIIRTU@IS continuam a crer na inextinguível bondade do 'ser humano', não podíamos deixar de prestar uma sincera e justa homenagem a estes jovens!

Nas palavras de Idelber:

Eu já rascunhava um post sobre esses bravos garotos, mas o RS Urgente chegou primeiro e já disse tudo:

Os Shministim são jovens estudantes israelenses, todos com idade entre 16 e 19 anos, no final do segundo grau. Eles recusam o alistamento no exército de Israel por objeção de consciência. Estão presos por isso. Esses estudantes defendem um futuro de paz para israelenses e palestinos e negam-se a pegar em armas. Além da prisão, enfrentam uma enorme pressão da família, de amigos e do governo de Israel. No dia 18 de dezembro foi iniciada uma campanha mundial pela libertação desses jovens.


Traduzo da declaração de Tamar Katz, no site dos Shministim:

Eu me recuso a alistar-me nas forças militares de Israel por objeção de consciência. Não estou disposta a me tornar parte de um exército de ocupação que é invasor de terras estrangeiras há décadas, que perpetua um regime racista de roubo nessas terras, tiraniza civis e torna a vida difícil para milhões sob um falso pretexto de segurança.

shimin.jpg

Numa época em que o filistinismo, bem ou mal pago, invariavelmente tira do bolso a acusação de anti-semitismo ou, na melhor das hipóteses, a de desconsideração pela "existência de Israel" contra os que criticamos a ocupação ilegal por sua catástrofe humanitária e seus crimes de guerra, esses valentes garotos judeus são uma inspiração ética, um norte moral. Comprometidos com a existência de seu país dentro das fronteiras internacional, legalmente reconhecidas, eles se recusam a servir uma brutal ocupação militar que já dura mais de quatro décadas. Encaram o cárcere e, pior, muitas vezes o opróbrio dentro de seu próprio país. Mas sabem do que falam. Sabem que a ocupação militar e a escravização dos palestinos não tem nada a ver com a “segurança” de Israel.

Você pode mandar uma mensagem de apoio e pedido de libertação para esses bravos garotos lá no site dos Shministim.


Escrito por Idelber dO Biscoito Fino e a Massa

A barbárie e o esquecimento

A ofensiva militar promovida pelo Governo de Israel choca o mundo por sua barbárie. Até o momento, mais de setecentos palestinos foram assassinados, entre eles mais de duzentas crianças, além de mulheres e idosos. É fundamental que os dirigentes israelenses relembrem a história e não reproduzam com o povo palestino que vive em Gaza a mesma brutalidade promovida pelos nazistas sob o jugo do anti-semitismo.

Não há como não correlacionar o Holocausto, Auschwitz ou o Gueto de Varsóvia ao que ocorre hoje em Gaza. Só para se ter uma idéia, a Faixa de Gaza tem um território equivalente a apenas três quartos do território da cidade de Porto Alegre, com uma população de um milhão e meio de habitantes. Ou seja, imagine submeter nossa cidade a dez dias de sucessivos ataques aéreos indiscriminados, incluindo nos alvos uma universidade, uma escola e o parlamento, com fechamento das fronteiras, corte total de suprimentos, inclusive água e energia elétrica, e posterior invasão por terra. Não existe outra denominação para este episódio que não massacre.

Fique clara a condenação da postura do Hamás, mas não é adequado que, a partir dela, se justifique a retomada de um conflito que atinge, principalmente, civis. Infelizmente, nem mesmo a pressão internacional tem sensibilizado os dirigentes israelenses que rechaçam quaisquer propostas de cessar-fogo e, mesmo, o envio de observadores internacionais à Faixa de Gaza, conforme proposta da União Européia.

No Brasil e no mundo temos assistido manifestações contra a guerra e pela paz. É hora de reforçarmos organismos multilaterais internacionais que estabeleçam equilíbrio e harmonia entre os povos. Neste sentindo, é imperativo que a ONU lidere a pronta retomada do processo de paz e que seu Conselho de Segurança seja renovado com inclusão de países como o Brasil, de forte tradição pacifista. Em Porto Alegre somos testemunhas da convivência harmoniosa entre as comunidades judaica e palestina, exemplo que nos fornece a certeza da possibilidade da existência de ambos Estados.

Que a barbárie e o esquecimento deem lugar à consciência, à humanidade e à tolerância.

Maria do Rosário é deputada Federal pelo PT/RS

MATO GROSSO E A CRISE ECONÔMICA


Como todo brasileiro, assediado diuturnamente com a uma avalanche sem precedentes de notícias catastróficas, GUERRILHEIROS VIRTU@IS acham por bem, também, opinar sobre mais esta crise que o capitalismo mundial – e nossa irresponsável mídia -arremessam sobre nossas cabeças.


Apesar de todos os indicadores nacionais continuarem a apontar que o país está em sólidas bases, coisa que esta mesma mídia irresponsável começa a admitir, sabemos que o papel do estado não pode ser desprezado, no seu dever de minimizar os possíveis efeitos negativos – recessão, desemprego, etc... – e ousamos então nos dirigir ao governo estadual dando sugestões no sentido de fornecer subsídios para que nosso povo possa melhor construir mecanismos para que longe de nós fique a famigerada crise.


Nosso governo federal já baixou inúmeras medidas que caíram no gosto de nosso povo: criou mais duas alíquotas para o IR, injetando $$ no bolso de nossa classe média, baixou o imposto sobre carros, criando uma enorme procura nas concessionárias e iniciando o esvaziamento dos estoques nas montadoras entre outros.



Vemos em outros estados, mais precisamente SP e MG, em plena campanha presidencial para 2010, fazerem medidas demagógicas e as difundirem pela nação – SP com a cara de pau de emprestar dinheiro, para quem não precisa, com instituição que já sabiam que iria ser federalizada e MG também com empréstimos a fundo perdido para igualmente ricas empresas – enquanto nosso MT fica calado e espreitando na moita a proximidade dos problemas relacionados com a já citada crise.


Claro, os setores de sempre já colocaram suas manguinhas de fora: o setor primário, com o já costumeiro pretexto de aumento de insumos, ameaça a sociedade com uma diminuição da produção, com a consequente diminuição do nível de emprego, mesmo sabendo que com a mesma alta do dólar que aumentou seus custos de produção irá obviamente elevar proporcionalmente os preços das commodities.

Mas setor primário fora, vamos fazer uma proposta que atingirá todo os setores e, ao mesmo tempo, que atingirá diretamente toda nossa população irá desfazer uma injustiça que nos coloca com menos “competitividade” frente aos outros estados da nação.


Claro que isto poderá ser feito com pompa, lançando o nome de nosso governador no noticiário nacional e, certamente, nos corações e mentes dos brasileiros:


Falamos da injustiça que todo o povo mato-grossense e também seu setor produtivo padecem que é a irreal tributação sobre o preço da energia elétrica.


Sabemos que o setor foi privatizado irresponsavelmente e sem uma real estrutura de proteção ao povo, mas o que todos reclamamos é o irreal valor do ICMS.


Vejam, na conta (aqui de casa) o que representa tal imposto!


CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR

FAÇAM AS CONTAS: PARA 342,34 DE CONSUMO, 213,95 DE IMPOSTOS E TAXAS (62,50%)


Sabemos que fez parte da campanha do atual governador a promessa de sanear esta discrepância, mas até o momento – no meio de seu segundo mandato, parece que não apareceu momento oportuno.


EIS O MOMENTO OPORTUNO!


Chamem-se as televisões, os rádios, as revistas nacionais, os jornalões e lance seu nome no cenário nacional, governador Blairo Maggi.


Anuncie, no sentido de injetar mais dinheiro no mercado, no sentido de baratear os custos de produção, no sentido de corrigir esta injustiça tremenda, que irás baixar o valor do tributo, além de redefinir seu modo de cálculo (hoje o tributo, inacreditavelmente incide sobre si mesmo).

Certamente seu nome percorrerá toda a mídia.

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos