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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Lula: Brasil hoje tem autoridade moral para mostrar como se cuida de um país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (27) em Florianópolis (SC) que o Brasil é um dos países com maior "autoridade moral" para sentar à mesa em abril, em Londres, no encontro do G-20 (grupo que reúne os principais países ricos e em desenvolvimento), para dizer como se cuida de um país.

Este pais tão humilde e tão achincalhado, quando sentar na mesa do G-20, certamente será um dos países que terá mais autoridade moral para falar de como se cuida de um país”, declarou o presidente ao participar da inauguração da linha submarina de transmissão de energia elétrica que integra Florianópolis ao Sistema Interligado Nacional, na sede da Eletrosul, na capital catarinense.

Lula criticou os analistas do sistema financeiro internacional que, segundo ele, "davam palpite" na economia brasileira.

"Não é possível que todo e qualquer cidadão preste contas à sociedade, e o sistema financeiro internacional não preste contas. É muito interessante como eles sabiam dar palpite quando era o Brasil que estava em crise. Era como se nós fôssemos um bando de analfabetos e eles fossem graduados, doutorados, para ensinar como a gente tinha que cuidar da nossa economia”, afirmou Lula.

Ele criticou ainda os que sempre defenderam o livre mercado e agora defendem medidas protecionistas como forma de fazer frente à crise financeira internacional.

“Lógico que nós temos problemas porque não estamos isolados no mundo, mas não podemos aceitar o protecionismo daqueles que há 20 anos atrás diziam que era preciso acabar com o protecionismo e criar o livre mercado. Não podemos aceitar a idéia daqueles que pregaram o livre mercado durante 30 anos agora dizerem que temos que fazer proteção para garantir o nosso emprego. Vamos jogar o jogo certo”, declarou.

O presidente disse ainda o Estado terá de socorrer as economias em crise. "Agora que especialistas no mercado mundial quebraram no mundo inteiro, hoje as ações valem menos do que qualquer coisa no mundo porque foram irresponsáveis, especularam, ganharam dinheiro sem produzir um parafuso, uma porca, agora quem é que vai salvá-los é o estado que não prestava”.
Segundo ele, com a crise, os grandes estão com a crise maior que os pequenos, mas os pequenos sofrem mais porque são mais pobres. “Os grandes vão deixar de comer um bife, e os pobres não vão comer nada”.

Inauguração

Participaram da inauguração da linha submarina a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), o prefeito de Florianópolis, Dário Berger (PMDB), e a senadora Ideli Salvatti (PT).
O presidente chegou a Florianópolis por volta das 10h. Lula e a comitiva presidencial desembarcaram no Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de onde seguiram para a subestação Desterro na Praia do Campeche. Após visitar o local, Lula foi para a Eletrosul.
O sistema de transmissão, que recebeu investimentos de R$ 172 milhões, garante um aumento de 150% na capacidade de recebimento de energia na ilha. A interligação opera desde 29 de dezembro.
Conforme o diretor operacional da Eletrosul, Antônio Vituri, o empreendimento é o único na América Latina com cabos submarinos. Além dos equipamentos sob a água, houve ampliação da subestação de Palhoça, construção das subestações de Biguaçu e de Desterro, e a construção e ampliação de linhas de transmissão.
A inauguração do novo empreendimento deve pôr fim às sobrecargas no sistema de energia elétrica na cidade e impedir a repetição de episódios como o apagão de 2003, quando a única ligação entre subestações no Continente e na Ilha foi danificada e a capital catarinense ficou sem o abastecimento de energia elétrica por aproximadamente 55 horas.

Lúdio se previne contra tramas de Wilson e Antero. Proposta proíbe concessão/privatização do abastecimento de água



Na primeira sessão ordinária deste ano o vereador Lúdio Cabral (PT) protocolou projeto de Emenda a Lei Orgânica do Município que proíbe a privatização ou qualquer forma de concessão da prestação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário de Cuiabá. A proposta tem como base as diretrizes da Lei Nacional do Saneamento Básico instituída pelo presidente Lula em 2007 que preconiza o caráter público dos serviços de saneamento e a titularidade dos serviços por parte dos municípios.

Segundo Lúdio, a inserção da emenda na Constituição de Cuiabá assegurará que seja mantido como patrimônio do município e revertido em forma de serviços para a população todo o investimento em saneamento realizado por meio do Plano de Aceleração de Crescimento, PAC na capital.

“Com a aplicação do grande volume de recursos advindos do PAC para Cuiabá, a prestação dos serviços de saneamento revela-se extremamente viável e atrativa, então precisamos instituir urgentemente mecanismos legais que impeça qualquer governo municipal de fazer concessão, permissão ou qualquer outra forma de delegação da prestação desses serviços. E a nossa proposta tem esse objetivo”, afirma Lúdio.

A proposta necessita da assinatura de sete vereadores para ser apreciada pelas comissões permanentes da Câmara e entrar em pauta de votação.

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Prefeitura elogia Sabesp, mas nega privatização

O prefeito Wilson Santos (PSDB) negou nesta sexta (27) a possibilidade de privatização da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap), conforme apontado pelo RDNews - leia aqui. Em nota, o secretário de Comunicação Maurelio Menezes defendeu que a empresa cuiabana tem apenas o interesse em firmar uma parceria nas áreas tecnológicas e de gestão com a Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp).

"A opção pela companhia de saneamento paulista é simples: ela é reconhecidamente a mais moderna do país e considerada uma das melhores do mundo, tendo inclusive recebido prêmio internacional por sua capacidade técnica e de gestão", assinala Meneses.

Ele argumenta que a parceria com a Sabesp tornará a Sanecap mais eficiente e dará condições à companhia cuiabana de universalizar a coleta e tratamento de esgoto na Capital. Com esse objetivo, explica o secretário, a Sanecap já havia feito um estudo de viabilidade econômica em parceria com a Sabesp, pois a prefeitura não tinha capacidade para fazer o investimento necessário. "A empresa foi saneada, houve enxugamento no quadro de funcionários, otimização de recursos e aumento substancial do faturamento". (Andréa Haddad)

Fonte RD News

Se fosse o Lula , era pinguço , cachaceiro e sem condições de gerir o Brasil,mas , sempre tem um "mas",estadunidense pode e é bonito diz o G1/Globo


sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lula diz que seu governo estabeleceu novo 'paradigma'


Estadão: FLORIANÓPOLIS - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em Florianópolis, que seu governo estabeleceu um novo "paradigma" para os que o sucederão. "Até outro dia quem entrava no governo olhava o que foi feito no outro: nada", afirmou. "Quem vier depois de nós vai dizer: ''Eu vou ter que trabalhar porque o paradigma é outro''." A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, criticada por opositores de estar fazendo campanha presidencial antecipada ao viajar com o presidente, disse que não vai deixar de percorrer o País e também acompanhou Lula a Santa Catarina.

O presidente participou da inauguração de uma linha de transmissão de energia submarina ligando o continente à ilha de Florianópolis, o que aumentará em 150% a capacidade de recebimento de energia na cidade, evitando problemas por pelo menos 30 anos. A obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é fruto de investimentos de R$ 172 milhões. "Fico feliz por passar para a história como o presidente que, junto com o governo do Estado e a Eletrobrás, garantiu que Florianópolis não terá mais apagão", afirmou. "Se o governo não vier nas coisas boas, nas ruins ele vem mesmo que não esteja presente."
Segundo o presidente, a "presença" nos fatos ruins se dá por meio dos órgãos de comunicação. "Quando acontecem coisas erradas tem que encontrar um culpado rapidamente, começa com o prefeito, passa para o governador e passa para o presidente, que não tem para quem repassar", disse. "Eu nem para o Obama (Barack Obama, presidente dos Estados Unidos) posso passar porque ele é mais novo que eu, mais inexperiente que eu." Aos opositores, Lula criticou: "Tem gente torcendo: ''Graças a Deus vai ter um desempregozinho e o governo vai se ferrar''", afirmou.

Elogios - Antes de discursar, Dilma Rousseff recebeu elogios de seu colega de Minas e Energia, o ministro Edison Lobão. "Sem Dilma Rousseff à frente do PAC seguramente os resultados não seriam tão bons como são hoje", disse. Ela preferiu criticar os governos anteriores. "Quando tinha problemas internacionais cortavam investimentos, até por que o FMI (Fundo Monetário Internacional) exigia", afirmou. Segundo a ministra, a intenção do governo anterior ao de Lula era privatizar a Eletrobrás. "E por isso ela foi proibida de investir em transmissão", criticou. "Nós mudamos o padrão."

GUERRILHEIROS APOIAM!!!!!!


COPA 2014 EM CUIABÁ

GOSTO DA SUSANA!


Susana Vieira revela que na Marquês de Sapucaí na noite de domingo (22), LULA assistindo e ela, desfilando pela Grande Rio. “Eu vi o presidente Lula (na Sapucaí) e fiz um coração para ele (com os dedos).

Fui numa solenidade em Brasília. Ele me abraçou assim (fazendo sinal de aperto com os braços) e disse: ‘Minha atriz favorita! Minha senhora do destino! Levei 30 anos para te conhecer’”, afirma Susana. “E eu levei 30 anos votando no senhor”, respondeu ela.

Susana conta ainda que foi “consolada” por Lula durante a separação de Marcelo Silva. “Ele disse ‘Eu e a Marisa amamos você’”, diz a atriz.

Analistas de mercado apontam melhores indicadores econômicos para 2010



A projeção para a taxa básica de juros ao final deste ano caiu de 10,5% para 10,38% e, para 2010, a expectativa foi ajustada de 10,5% para 10,25%. A informação é do boletim Focus, publicação do Banco Central elaborada com base em estimativas de analistas de mercado sobre os principais indicadores da economia.

A taxa básica de juros, a Taxa Selic é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC e usada para controlar a inflação. Para o próximo mês, quando haverá uma reunião do comitê, os analistas mantiveram a projeção de que a taxa básica seja reduzida dos atuais 12,75% para 11,75% ao ano.

Os analistas afirmaram esperar pelos cortes de juros por conta do desaquecimento da economia neste ano, um efeito da crise financeira internacional, e pela expectativa de que a inflação permanecerá sob controle, ou seja, dentro da meta do governo.

Em outro dado positivo, os analistas também estimaram que a dívida líquida do setor público fique em 36,10% do PIB este ano, ante a expectativa anterior de 36,20%. Para 2010, a projeção foi alterada de 35,25% para 35%. Quanto menor a relação entre dívida e PIB, maior é a confiança do investidor na capacidade do Brasil de honrar seus compromissos.

Para o investimento estrangeiro direto (dinheiro que entra na parte produtiva da economia), a projeção em 2009 permaneceu em US$ 23 bilhões e em US$ 25 bilhões 2010.

Já para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no País, foi mantida estimativa de 1,5% em 2009 e em 3,6% em 2010.

Na avaliação do deputado Pedro Eugênio (PT-PE), o documento revela que, "apesar de todo o clima que se fez em torno da crise ainda há um realismo na média das avaliações", disse.

O parlamentar petista afirmou que a posição do mercado é intermediária : "menos otimista do que que a do governo, mas também menos pessimista do que setores da oposição que chegaram a falar até em crescimento de 0,5%", disse.

Segundo ele, é preciso entender que o mercado reagiu fortemente no começo desse ano e retraiu-se mais diante de temores do que da realidade do mercado interno. "Os dados mostram recuperação e expectativa de crescimento. Acredito, no entanto, numa taxa de redução ainda maior para a Selic, e acho que o BC pode levá-la para o patamar de um dígito", afirmou.
Câmbio

Também pelo documento, a estimativa para a taxa de câmbio ao fim de 2009 foi mantida em R$ 2,30 e, para 2010, foi ajustada de de R$ 2,28 para R$ 2,27.

Já a expectativa para o superávit comercial (saldo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 14 bilhões para US$ 13,6 bilhões, em 2009, e de US$ 13,85 bilhões para US$ 13 bilhões no próximo ano. Para o déficit em conta corrente (todas as operações do Brasil com o exterior), em 2009 foi mantida estimativa em US$ 25 bilhões e ajustada de US$ 27 bilhões para US$ 26,31 bilhões no próximo ano.

Liderança PT/Câmara

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

QUINO E A SABEDORIA...


GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Isto foi concebido em plena ditadura da Argentina, como se vê, a coisa não mudou NADA, NADA, NADA!

Pescado do Sátiro

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Foi um carnaval de expectativas. Diante das gravíssimas denúncias que se abateram sobre a cúpula do Palácio Piratini, dias antes da feriado. Duas respostas até agora apresentadas, uma lacônica e outra desequilibrada. O silêncio e discrição da imprensa local governista. Depois do governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), agora são os gaúchos que aguardam o desdobrar de mais uma crise tucana, dessa vez, definitiva para o destino político de Yeda Crusius


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Eivado de escândalos, parece estar próximo, o melancólico final de uma administração de tantas expectativas, para o bem e para o mal. A primeira mulher a chegar ao governo do Rio Grande do Sul também poderá ser o primeiro governo impedido legalmente de continuar no poder.

Não estamos mais distantes disso. Basta o Ministério Público Federal liberar o conteúdo das imagens feitas pelo lobista Lair Ferst, para trocar por sua liberdade caso fosse pego.


Deputado federal, José Otávio Germano (PP): 400 mil para garantir apoio

Esperto entre os espertos,"inteligência superior" segundo conhecido animador de auditório do P-RBS, o badalado empresário, intimamente relacionado com o poder político no Rio Grande do SUl, antecipou-se à máxima de que a corda arrebenta do lado mais fraco. Filmou & gravou todas as negociatas em que esteve envolvido junto com deputados federais conhecidos, como José Otávio Germano (PP), secretários de Estado,como Delson Martini, diretores de autarquias e a própria governadora Yeda Crusius, que aparece em duas atuações dignas de premiação da Academia. Destaque para o texto:

"Por 100 mil eu não me levanto da cadeira!"

arte: sUbV_DC
foto: André Marenco
mandado publicar por LiC.UR.gO_eSCa.fandRis.mo_cRONo.sincLástiCo as 08:17 pm

Pescado do CEL3UMA

ONDE O PT GOVERNA, DÁ CERTO, ONDE O PT GOVERNA DÁ CERTO!

DEPOIS DE FREIRE, É A VEZ DE ANTERO PEGAR A BOQUINHA

José Serra garante a Antero "boquinha" de R$ 3.800 por mês para participar de uma reunião mensal na Sabesp, em S. Paulo (quando ele resolve ir, é claro)
25/02/2009

Recentemente, o jornalista Marcos Antônio Moreira (o Villa) publicou informação segundo a qual o prefeito Wilson Santos e o ex-senador Antero Paes de Barros (na foto ao lado de Geraldo Riva) poderiam estar se juntando para vender a Sanecap pra Sabesp. Eu comentei: ou o Antero tá louco ou o Villa tá bebendo demais daquela água que não passa pela Sanecap e passarinho não bebe. Agora, todavia, no blog do ex-deputado José Dirceu, aparece a informação de que Antero, por ser tucano - a exemplo do que já aconteceu com o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, por ser da base de apoio do Serra -, também ganhou uma boquinha do governo Serra, paga, é clara, pelo desinformado contribuinte paulista: R$ 3.800 por mês para compor o Conselho de Administração da Sabesp - a companhia de água de Sampa. As reuniões acontecem uma vez por mês e, no seu saite, José Dirceu mostra, através de documento da própria Sabesp, que nem sempre Antero comparece à única reunião mensal. Diante da reprodução da informação do Zé Dirceu pelo RD News, Antero não reagiu, preferiu acionar o fiel escudeiro Mauro Camargo para falar por ele. Mauro se preocupou mais em tentar desqualificar o Zé do que justificar a boquinha do Antero. Quer dizer, quem se preocupa com o destino da Sanecap pode ir botando as barbinhas de molho. Confiram a matéria do Zé e a réplica do Mauro:

No MT, conselheiro da SABESP recebe jetons de SP

Por José Dirceu O governo tucano de são Paulo, comandado pelo presidenciável José Serra, incorporou "preocupações sociais" e está se tornando empregador de políticos de outros Estados que perderam eleições e estão sem mandato.

Há alguns dias reproduzi aqui reportagem em que o Jornal da Tarde apontou que o ex-deputado Roberto Freire, de Pernambuco e presidente nacional do PPS, recebe jetons por integrar conselhos de administração de duas empresas da da prefeitura paulistana que, como se sabe, é uma extensão do governo Serra que nela mantem grande número de assessores que nomeou em cargos de confiança durante um ano e meio em que foi prefeito.
Antero Paes de Barros

Agora descubro que o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT), também recebe jetons do governo paulista por integrar o conselho de administração da SABESP - Saneamento Básico do Estado de São Paulo. O ex-senador reside em Cuiabá, capital do Mato Grosso. Antero assumiu o cargo de conselheiro em abril de 2007 com mandato de um ano, e foi reconduzido ao posto no ano passado.

Aliás, não podemos esquecer que a SABESP, responsável pelos serviços de abastecimento de água e por redes de esgoto no Estado de São Paulo, e que tem o governo estadual como principal acionista, é a mesmíssima que agora faz propaganda na mídia - TV inclusive - Brasil afora, apesar de só atuar em território paulista.
Provas estão na internet

Nesse link que disponibilizo a vocês, temos a ata da reunião onde o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB-MT) assume, pelo segundo ano consecutivo (em abril de 2008) seu lugar no conselho da estatal paulista Sabesp. Tem RG, CPF e endereço completo de Paes de Barros no Mato Grosso.
Noutro link, portanto via internet, descobre-se até uma reunião do conselho realizada por teleconferência, que já se inicia com a justificativa da ausência de Paes de Barros em São Paulo. Também há essa informação numa ata e disponibilizo a vocês - cliquem aqui, leitores, e vejam com seus próprios olhos.

Noutro link, portanto via internet, descobre-se até uma reunião do conselho realizada por teleconferência, que já se inicia com a justificativa da ausência de Paes de Barros em São Paulo. Também há essa informação numa ata e disponibilizo a vocês - cliquem aqui, leitores, e vejam com seus próprios olhos.

Também em entrevista exclusiva a este blog, o ex-senador tucano Antero Paes de Barros confirmou ser conselheiro da Sabesp e que ocupa o cargo há um ano. Ocupa há dois, há um ano foi reconduzido ao posto. "Todo mês tem reunião, todo mês estou em São Paulo. As reuniões são mensais e hoje tem reunião. Estou em São Paulo", afirmou no dia da entrevista.
Salário - "Recebo R$ 3.800,00"

Antero informou ganhar R$ 3.800,00 por mês como conselheiro e questionado sobre sua função, respondeu: "todas as questões da SABESP são discutidas no Conselho de Administração". Quanto à propaganda da Sabesp divulgada nacionalmente, o ex-senador reconheceu que "propaganda da SABESP tem que ser divulgada em São Paulo e pelo que eu tenho conhecimento tem sido divulgada aqui".

Antero confirmou a participação no conselho e sobre o tempo do mandato ficou em dúvida. "Acho que termina esse ano. Não tenho certeza". Ele não acha estranho morar no Mato Grosso e integrar um conselho em São Paulo. "Não tem problema nenhum. O problema é se eu não tivesse qualificação para isso. Sou jornalista, advogado, e tenho condições de avaliar os fatos que estão em discussão na SABESP".

Por fim, ao perguntar se ele teria sido indicado por alguém do PSDB ou procurado diretamente pela diretoria da empresa, desconversou: "Não sei (se foi indicado). Fui chamado pelo Conselho de Administração e tomei posse."

'Resgatar a credibilidade'






Emília Fernandes tomou posse na Câmara dos Deputados

Brasília/DF - A deputada Emília Fernandes (PT-RS) assumiu no último dia 16/02 a vaga deixada pelo ex-deputado Adão Pretto, que faleceu no último dia 5 de fevereiro. Ao tomar posse, a ex-senadora afirmou que o momento é de trabalhar para resgatar a credibilidade do Parlamento.

"Acreditamos que o Brasil vive um novo momento, e o Parlamento busca retomar, inclusive, sua credibilidade. Já estivemos no Congresso por oito anos como senadora e conhecemos esta Casa. Sabemos da expectativa do povo brasileiro em relação à classe política. E este é o grande momento dos poderes constituídos, de resgatar a credibilidade, a confiança que o povo deposita nos seus representantes", disse Emília Fernandes. "Vou olhar com muito cuidado e atenção para as bandeiras históricas de Adão Pretto. A morte dele gerou uma situação irreparável. Ele era a própria essência do movimento pela terra, da defesa dos pequenos agricultores e da luta das mulheres trabalhadoras", afirmou.

Filiada ao PT desde 1999, Emília Fernandes tornou-se no partido, a primeira mulher a presidir uma Comissão Permanente do Senado, a de Infra-Estrutura, entre 1999 e 2000. Foi vice-líder do partido no Senado, coordenou a bancada gaúcha do PT e foi uma das coordenadoras da Bancada Feminina do Congresso Nacional, além de presidir o Conselho Parlamentar para o Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz.

Em 2003, no governo Lula, assumiu a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, com status de ministra. Atualmente, é presidente do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul. (com a Agência Informes

Gilmar Mendes, o MST e o uso do dinheiro público

Leonardo Sakamoto

Eu deixei de me espantar quando o presidente do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes faz declarações públicas que não condizem com a discrição que exige seu cargo. Dessa vez, por conta de um confronto que resultou na morte de seguranças de uma fazenda em Pernambuco (os sem-terra alegam legítima defesa), ele criticou o repasse de recursos públicos a entidades que atuam na luta pela terra.

“Financiamento público de movimentos que cometem ilícito é ilegal, é ilegítimo. Que o Ministério Publico tome providencias para verificar se não há financiamento ilícito a estas instituições”, disse Mendes.

Interessante a indignação do magistrado só ter surgido agora. Por que ele não veio a público dizer o mesmo nas centenas de vezes em que ocorreu o contrário, quando grandes empresas e fazendeiros, que receberam recursos públicos do BNDES, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, entre outros, estiveram envolvidos direta ou indiretamente com a morte de centenas de trabalhadores rurais, sindicalistas e missionários, com a contaminação e destruição do meio ambiente, o trabalho escravo e o infantil, a expulsão de comunidades tradicionais de suas terras, a grilagem de terras, a corrupção de políticos e de funcionários públicos? Será que é pelo fato de que, no Brasil, boa parte do Poder Judiciário age com dois pesos e duas medidas, para ricos e pobres?

Qualquer assassinato tem que ser desvendado, seja quem for o autor ou a vítima. Portanto, espero que os crimes em Pernambuco sejam resolvidos e condenados os culpados ou absolvidos os inocentes. A sacanagem é usar o caso como chantagem ou justificativa para recomeçar uma caça às bruxas, semelhante ao que se tentou fazer na CPI da Terra anos atrás. Fazem parecer que os recursos repassados a entidades sociais no campo são usados para fazer ocupações e orgias, ignorando o desenvolvimento em educação e tecnologia rurais obtidos em pequenas comunidades com esses investimentos nos últimos anos. E ignorando que sem a pressão dos movimentos sociais, o pouco de reforma agrária que ocorreu nem teria sido realizada.

Ah, mas pelo menos, uma coisa boa surge disso tudo. Se Gilmar Mendes for um homem coerente - e acredito que seja - a sua indignação pública contra os sem-terra indica que o ministro também será favorável a qualquer mecanismo de bloqueio de crédito e financiamento públicos a empresas e fazendeiros que cometam crimes como o desmatamento ilegal ou qualquer outro que enumerei acima. O que ele disse nesta quarta - “Que o Ministério Publico tome providencias para verificar se não há financiamento ilícito a estas instituições” - serve também para isso.

E urgente, pois qualquer passarinho sabe que, desde a fundação da nação, dinheiro público é entregue às mãos de expoentes do poder econômico privado (de latifundiários, passando por industriais ao setor de serviços), que cometem sérias delinquências, impunemente.

Enviado por: sakamoto

Pescado do Blog do Sakamoto

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Notícias do Carnaval de Salvador

Carnaval de Salvador: “apartheid” e seletividade em uma ilha de brancos cercada por uma corda de negros.


Marília Lomanto Veloso *


Ignoro o critério dos órgãos responsáveis pelo Carnaval de Salvador, para estabelecer o percurso dos Blocos, Trios Alternativos, Independentes ou qualquer outro nome dessas parafernálias musicais. Até que me esforcei por saber, junto a um órgão de turismo, mas não tive êxito na resposta. Certo é que alguns/algumas dos “deuses/deusas” que puxam essas “corporações” não passam pelos tradicionais percursos da Avenida Sete, Piedade, São Pedro, Praça Castro Alves, chamado Circuito Campo Grande (ou Osmar), que prefiro designar por “Circuito Senzala”, tal é a manifesta concentração de nichos de pobreza que ali se aglutinam. Muitos desse reis/rainhas do Axé, Pagode, desfilam apenas pelo trajeto Barra/Ondina, (ou Circuito Dodô), que denomino “Circuito Casa Grande”, em razão do grupo de elite que prefere curtir o Carnaval com “segurança”, longe da “mistura” do centro da cidade.

Por escolha política, estou no “Circuito Senzala” e, do alto do quinto andar de um prédio em frente ao velho Jardim da Piedade, cercado por grades de ferro escondidas atrás de muralhas de madeira, posso enxergar com maior objetividade o Carnaval declamado internacionalmente por ser a mais intensa expressão de alegria (e com razão) e de respeito à diversidade étnica e cultural que marca nosso povo (o que não é verdadeiro). Lamentavelmente essa festa, em nossa capital, vem resgatando a figura de um Navio Negreiro, dessa feita, sofisticado e de elevada tecnologia. Grilhões de antigamente agora são cordas que negros e negras arrastam, de mãos enluvadas, para dar proteção à grande massa de brancos e brancas que se torce (nem sempre) em frente, ao lado e no rastro dos possantes veículos que transportam “deuses/deusas” (às vezes negros e negras) do Axé, do Pagode e de não sei mais o que.

No podium simbolizado pelos Trios Elétricos, o encanto e a fama de rostos globais, convidados especialmente para gozo e delírio da maioria pobre, apinhada e comprimida ao longo do espaço público legal (mas ilegitimamente) apropriado pelas elites que desfilam nas grandes Empresas/Blocos que dominam o Mercado Carnavalesco de Salvador, produzindo um espetáculo destinado principalmente aos ricos e aos turistas que ocupam a cidade durante a folia momesca.

Enquanto arde minha repulsa pela expropriação dos sítios de divertimento em Salvador, continuo a espiar o rito de passagem dos Trios. Em um deles, sem bloco, três jovens negras reverenciam Carmem Miranda. Fico à espera dos gritos dos “espremidos” na Praça Piedade. Nada acontece. O silêncio e a indiferença do público deixam claro que as vocalistas, não obstante afortunadas na escolha das vestes e do repertório, não eram midiatizadas, logo, não conseguiam animar a platéia.

Outros Trios passam. De repente, acontece a explosão. A Praça Piedade enlouquece, mobilizada por uma das “deusas” douradas que comandam o espetáculo do Carnaval da Bahia. E outros “deuses/deusas” se sucedem, enquanto também se aglomeram os “excluídos da corda”, pulando entre as barreiras formadas pelos edifícios, pelo jardim e pelas “correntes vivas” que circulam os Blocos. Não só, o muro se fortifica por fileiras de policiais militares, que parecem ter olhos e ouvidos apenas para os negros fora da corda, os quais, em todos os momentos que pude presenciar, eram os únicos abordados.

Carnaval de Salvador é isso aí: uma ilha de brancos cercada por uma corda de negros e negras. Foi a única resposta que consegui formular diante da indagação que me fez uma paulista sobre essa festa já tão deformada na sua feição democrática. Um simples olhar sobre os Blocos/Empresas Carnavalescos é o bastante para consolidar essa afirmativa que dialoga com uma realidade oposta aos dias de Carnaval, único tempo em que a minoria branca e rica predomina sobre uma cidade histórica e matematicamente negra e pobre. Desse modo, os “habitantes” ocasionais da quase todas essas “cidades dos Blocos” escancaram um violento e insuperável contraste com a população negra dos cárceres, das invasões, das periferias, das favelas, dos quilombos, dos Sem Teto, dos Sem Terra.

Por todo o período de Carnaval, negro é o tom da corda, dos ambulantes que circulam aos milhares. É a cor do povo “Fora dos Blocos”, olhando das calçadas, pulsando ao som de altíssimos equipamentos que amplificam à exaustão as vozes dos “mitos” da passarela e aplaudindo os desfilantes dos Blocos, talvez, na sua expressiva maioria, descendências dos colonizadores de terras no passado, e agora, dos espaços antes livres para brincar e da alegria que vibra a cada passagem dos “latifundiários da folia”.

De fato, no Carnaval de Salvador, a rua, a avenida, a praça se constituem o grande domínio desses novos sujeitos sociais que são os empresários donos dos Blocos e seus associados. É verdade que algum recinto sobra para afrodescendentes, por sua inigualável capacidade vocal e instrumental. Mas por vezes questiono se essa aclamada e fascinante musicalidade não termina sendo uma estratégia excludente a partir de um discurso de inclusão social. Isso significa a urgência em se refletir sobre a utilização, pelas elites, do espaço da música e dos tambores como um grande quilombo, distanciando o potencial de negros e negras das “catedrais cristalizadas” que são as Universidades e de outros locus de poder.

Nesse contexto, chama atenção a quem se dispõe a fazer uma leitura crítica do Carnaval de Salvador, o fato de que em nenhum outro momento a luta de classes se revela com tamanho vigor em nossa cidade. As ruas, praças e avenidas que deveriam pertencer ao povo, seu titular legítimo, se acanham para ceder lugar a alguns privilegiados, a exemplo de atores, atrizes, autoridades e outros figurantes da nobreza daqui e de fora do país que se confinam em luxuosos camarotes garantidos pelos “deuses/deusas” do Carnaval ou explorados por capitalistas do Império de Momo, que vendem o espaço público a quem possa dispor do valor cobrado. O mais censurável é a restrição desses espaços, acessíveis apenas à nata esguia, branca e economicamente estável que desfila rigorosamente vestida de “abadá”, figurino de criação baiana comercializada a preços que humilham a quem ganha um salário e envergonham a tantos quantos militam na trincheira da busca pela destituição das desigualdades e pela construção de uma sociedade onde todos e todas, indistintamente, possam se “empoderar” da exultação de “ser pessoa”, e, nesse sentido, de “ser pessoa dentro de todo o espaço da alegria” do Carnaval de Salvador.


* Doutora em Direito pela PUC/SP, Professora de Direito da UEFS, Ex Promotora de Justiça da Bahia, Membro do Conselho Penitenciário do Estado da Bahia e Presidente do JusPopuli/Escritó rio de Direitos Humanos

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

ATRÁS DO TRIO ELÉTRICO SÓ NÃO VAI QUEM É FEIA


A alegria contagiante das musas do Harém.

Uma leitora pediu para que eu comentasse uma notícia saída na Folha sobre um bloco carnavalesco em Salvador que dá o abadá (camisetas-ingressos) de graça para mulheres bonitas, mas mulheres feias, e homens de qualquer grau de boniteza, devem pagar R$ 450 cada um. No passado, as convidadas recebiam uma pulseirinha pra participar de graça do bloco. Porém, de acordo com o empresário dono do bloco, “mulher é esperta, cortava e dava de presente pra amiga feia”. Portanto, agora elas ganham uma tatuagem provisória (O Globo diz que os abadás são grátis para todas as mulheres).
Nem sei direito o que comentar. Acho triste que uma festa popular, como carnaval de rua, custe tão caro e seja para apenas uns poucos. Parece que, nesses blocos, “seguranças esticam cordas para que o grupo fique protegido dos sem-abadá”. Soa como algo meio apartheid mesmo. De um lado, o povão, que em Salvador é 80% negro. No meio, os seguranças, que devem ser negros também. E, no lado certo, o lado in, o lado A, um bando de turistas brancos que podem pagar uma pequena fortuna por noite. Bem o retrato do nosso capitalismo.
A ideia de usar muita mulher, de preferência bonita, pra atrair homens com dinheiro não é nenhuma novidade. É o que rege as promoções do tipo “mulher que entrar numa boate/bar até sei lá que hora não paga”. Na porta de boates mais badaladas, é comum os seguranças ou a hostess proibir a entrada de homens mal-vestidos e mulheres feias e/ou velhas. Ano passado, na Inglaterra, uma boate resolveu barrar as gordas. Foi boicotada e teve que voltar atrás, embora muitos carinhas tenham aprovado a iniciativa. Se praia não fosse pública, mulheres fora do padrão seriam impedidas de entrar. Pra elas, ainda vale a pressão popular do “Ugh! Você não tem corpo pra usar biquíni!”.
O que não entendo muito bem é como mulheres, lindas ou horrendas (e digamos que essa avaliação pode variar bastante), queiram participar de um bloco chamado Harém. É tão divertido assim o conceito de um sultão usufruindo de várias escravas sexuais? Pro sultão, talvez, ok, mas pras escravas? Vá lá, de repente até compreendo que moças bonitas se sintam lisonjeadas por serem descobertas por “olheiros” e convidadas para dançar num bloco de elite. Mas por que seria necessária a taguagem, pulseirinha, o diabo a quatro? Se elas são lindas, a aparência não serve como o próprio abadá delas? O quê? Você tá me dizendo que os seguranças não sabem distinguir uma mulher feia de uma bonita? Ué, pensei que o padrão de beleza fosse tão único e objetivo que bastasse olhar pra gente.
Eu certamente seria barrada. Já passei da idade e do peso de ser considerada bonita. Agora, vamos supor que eu tivesse algum interesse em torrar ao sol ouvindo axé e sendo esmagada por uma multidão bêbada. Eu iria me sujeitar a ser avaliada e xingada de feia assim, na cara dura? Certo, creio que o critério de seleção não é tão machista como o texto faz crer. Duvido que seja como porta de boate - você entra, você não. Acho que as mocinhas bonitas já estão escolhidas faz um tempo, e só elas não pagam. No entanto, depois do vazamento da notícia, qualquer mulher lá sem a tatuagem identificadora vai estar no grupo das feias. Continuo achando estranho. Lembra um pouco os rebanhos marcados a brasa e as tatuagens nazistas pra identificar judeus, ciganos e gays. Mas não dá pra ver na cara de uma pessoa se ele é gay. Precisa de um triângulo rosa pra identificar. Com mulher bonita não deveria ser diferente? E, se pras moças lindas é tão incrivelmente fantástico fazer parte do Harém, por que elas davam as pulseirinhas pras amigas feias? Além disso, li num blog que a maior parte das beldades selecionadas é branca. Pra que pulserinha ou tatuagem, se é só checar a cor da pele?
Não sou a pessoa adequada pra falar de carnaval. Acho que nunca fui a um baile nem nada. É que como não bebo, não sambo, não gosto de barulho nem multidões, não vejo qual é a graça. Mas tenho amigas que desfilaram em escola de samba e vestiram abadá na Bahia e adoraram. Não quero condenar ninguém, cada um faça o que quer (mas use camisinha e se beber não dirija). Não faço parte do pessoal que considera carnaval a maior depravação, uma Gomorra a ser punida. Aliás, se a folia serve pra atenuar a vigilância sobre as mulheres (se nesses quatro dias de festa as moças que queiram namorar deixam de ser chamadas de vadias), sou até a favor. O que não gosto é desse apartheid de bloco. Ou dessa celebração de “homens abonados” e “mulheres lindas”. Porque isso me lembra que continuamos vivendo num mundo em que há muito mais homens ricos que mulheres ricas, e onde as ainda mulheres são julgadas, acima de tudo, pela aparência.
Lógico que esse sexismo que nos incentiva a dividir mulheres entre gostosas e mocréias não é exclusivo do carnaval. Acontece o ano todo, em todas as partes do mundo. A gente nem se lembra mais da chinesinha feia que foi escondida nas Olimpíadas, né? Nossa indignação foi porque fizeram isso com uma criança. Mas querer longe da nossa vista adultas feias tá liberado. Então, por que não traumatizar garotinhas? É bom mesmo que elas aprendam cedo o que lhes aguarda.

Lula defende Dilma para 2010: "Sabemos o peso que a mulher tem em casa"




Lula defendeu investimento federal nas favelas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a candidatura pelo PT da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência nas eleições de 2010, em entrevista exclusiva à BBC, na terça-feira, no Rio.

"Ela é a pessoa mais qualificada hoje para governar o Brasil", afirmou. "Ela coordena os principais programas de desenvolvimento e conhece muito bem o Brasil. É uma gerente extraordinária."

"Mas na verdade eu nem gostaria muito de falar em 2010, porque quem tem pressa para 2010 é a minha oposição."

Quando perguntado se o Brasil estaria preparado para ter uma mulher na Presidência, Lula respondeu: "Todos nós, homens casados, sabemos o peso que a mulher tem em nossa casa. Sabemos a força que a mulher tem".

Favelas

Lula falou com exclusividade ao correspondente da BBC Gary Duffy após visita a favelas no Morro Dona Marta e em Manguinhos, no Rio, onde participou da entrega de casas populares e da inauguração de escolas.

"Os governos federal, estadual e municipal estão entendendo que a melhor forma de combater o narcotráfico e o crime organizado é a presença do Estado dentro da comunidade", afirmou.

"O Estado tem de se colocar nas favelas com escola, com formação profissional, com biblioteca, com delegacia de polícia, mas sobretudo com muito lazer e cultura, iluminar ruas, melhorar moradias... É isso o que faz com que as pessoas passem a perceber que o Estado está tentando cuidar da sua vida."

Ele espera que a intervenção dos governos no Morro Dona Marta possa servir de modelo para outras favelas do Rio.

"Antigamente era só intervenção policial com mui ta brutalidade. Agora estamos investindo na formação de policiais na própria comunidade", disse. "Inteligência é mais importante que brutalidade."

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos