GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Março 2009

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos

QUEM QUER SABER ONDE GUERRILHEIROS VIRTU@IS VIVEM...

quinta-feira, 26 de março de 2009

CENAS QUE GOSTAMOS MUIIIIIIIIITO DE VER

GUERRILHEIROS VIRTU@IS sempre sonharam um dia ouvirem juntas e ao mesmo tempo estas notícias.


Brasília - A partir do próximo dia 13 de abril, as famílias com renda inferior a três salários mínimos que se interessarem em adquirir uma casa do programa Minha Casa, Minha Vida, devem procurar as prefeituras para o cadastramento. De acordo com governo, o cadastramento das famílias será feito pelas entidades parceiras (prefeituras e governos estaduais) do programa que apresentarão a demanda ao governo federal. A casa terá o custo financiado pelo governo com recursos do Orçamento Geral da União. As casas para as famílias com renda inferior a três salários mínimos terão um valor médio de R$ 40 mil. Já as famílias com renda de três a dez salários mínimos que desejarem aderir ao programa habitacional deverão procurar diretamente as construtoras ou a Caixa Econômica Federal para o financiamento. O financiamento também pode ser feito a partir do dia 13 de abril. Elas poderão financiar até 100% do imóvel que deverá ter um valor máximo de R$ 130 mil. Os juros serão reduzidos e o valor a ser pago poderá ser dividido em 30 anos. Para ter direito ao programa, a pessoa não pode possuir imóvel residencial e nenhum financiamento ativo dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Além disso, a pessoa não pode ter recebido, a partir de 1º de maio de 2005, desconto pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em qualquer financiamento. O crédito pode ser feito nas formas de prestação fixa ou de prestação decrescente, e as parcelas não poderão ser superiores a 20% da renda familiar. A entrada também será opcional. De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a família beneficiada poderá pagar a primeira prestação quando o imóvel for entregue. “Dessa forma, ela não precisará arcar ao mesmo tempo com o pagamento da prestação e com o valor de um aluguel”, disse. Para famílias com rendimentos entre três e cinco salários mínimos, a taxa de juros será de 5% ao ano, acrescidos de TR (Taxa Referencial). Já as famílias que ganham entre cinco e seis salários mínimos, a taxa de juros será de 6% ao ano mais TR. As famílias que ganham de seis a dez salários mínimos terão direito ao financiamento com taxa de juros de 8,16% ao ano, mais TR.Agência Brasil
Eliana Tranchesi da DASLU, ESTÁ PRESA NA Penitenciária Feminina do Carandiru
Dona da grife Daslu é presa pela Polícia Federal em São Paulo

A empresária Eliana Tranchesi, dona da loja de produtos de luxo Daslu, uma das mais famosas do país, em São Paulo, foi presa pela Polícia Federal na manhã de hoje (26). A PF, segundo a assessoria imprensa de órgão, cumpriu mandato de prisão em razão da empresária ter sido condenada pela 2ª Vara Criminal de Guarulhos. Eliana foi levada para a Penitenciária Feminina do Carandiru, na zona norte da capital paulista.
Além da empresária, mais três pessoas foram presas pela PF em conseqüência da Operação Narciso: o irmão da dona da Daslu, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, o contador Celso de Lima - acusado de ser o laranja no esquema de fraudes - e um terceiro nome ainda não confirmado pelo Ministério Público Federal de São Paulo. Eles foram levados para o Cadeião de Pinheiros.
Elaina já havia sido presa pela PF em 2005, quando foi deflagrada a Operação Narciso, sob acusação de subfaturar importações com o objetivo de sonegar impostos. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de São Paulo pelos crimes de formação de quadrilha, descaminho aéreo consumado, por importar produtos de maneira irregular, descaminho aéreo, pela tentativa de fraude, e falsidade ideológica.
A assessoria do Ministério Público de São Paulo dará mais informações na coletiva de imprensa que será realizada às 14h, na sede do MPF.
Postado por Oni Presente
GUERRILHEIROS VIRTU@IS "É a voltas do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar!"

terça-feira, 24 de março de 2009

Gilmar na Folha de S.Paulo

Nem mesmo a repórter Renata Lo Prete, que moderou o debate, conseguiu conter a avalanche de questões da platéia, dirigidas em voz alta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Depois de abordar questões polêmicas, Gilmar deixou o auditório da Folha, onde ocorreu a sabatina, sob gritos de fascista e nazista.

Gilmar respondeu inicialmente a questões selecionadas pelos repórteres e depois as da platéia. Seu papel ali foi defender a supremacia do STF. Segundo suas próprias palavras, “uma corte constitucional que decide desde extradição, ações de massas até justiça criminal”.
A operação Satiagraha abriu as discussões e foi naquele momento que Gilmar disparou a frase mais contundente da entrevista: “De Sanctis, ao mandar prender Daniel Dantas, quis desmoralizar a decisão do STF. Um quadro de anarquismo deu muito poder para gente irresponsável”, justificou.
Acompanhado de seu advogado Alberto Zacharias Toron, o presidente do Supremo abordou algumas das opiniões polêmicas que emitiu recentemente. Falou sobre o MST, Cesare Battisti e não pestanejou em dizer que colocou ordem “em um quadro de espetacularização nas ações policiais”, quando questionado sobre a súmula das algemas.
O Conversa Afiada acompanhou a sabatina do início ao fim e abaixo publica algumas das principais frases de Gilmar”:
Sobre a Satiagraha e o privilégio a ricos nas decisões:. “Estou andando Brasil afora, em campanha pela defensoria voluntária. Para defender pobres, não para defender ricos. Enfrentando OAB e Defensorias Públicas”
Sobre Cesare Battisti. “Uma corte constitucional decide sobre extradição, ações de massa e justiça criminal”
Sobre a corrupção dos governadores. “O Supremo vai se pronunciar em breve sobre a corrupção dos governos dos Estados”
Sobre as algemas. “Colocamos ordem neste quadro de espetacularização nas ações policiais”
Sobre o que será depois de sair do STF. “Não cogito sair do STF. Quando sair vejo o que faço…nunca tive problemas com empregos..”
Sobre eleições diretas para presidente do STF. “Não cuido, nem descuido. Estou a pensar nas atividades que estou envolvido agora. Senão até os candidatos vão se assanhar à minha vaga”.. “Quiçá não me dão mais dois anos?”. “A constituição decidiu que um juiz não deve se envolver em disputa partidária…o juiz deve saber, mas não se envolver”.

Pescado do Blog Conversa Afiada do Jornalista Paulo Henrique Amorim

Governo Yeda é um sorvete ao sol




O governo tucano de Yeda Rorato Crusius derrete como um sorvete ao sol. Ou, se vocês preferirem, a batata de Yeda está assando, assando. Lenta e inexoravelmente.Involuntariamente, ela já pede que a esqueçam (está hoje nos jornais).
É o seu inconsciente que aflora, rompendo a blindagem diazepínica e fala.
Redator: Cristóvão Feil do Blog Diário Gauche

sábado, 21 de março de 2009

Carta aberta aos jornalistas do Brasil, de Leandro Fortes


A carta aberta que reproduzo a seguir foi escrita por Leandro Fortes, da Carta Capital.




No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do “Comitê de Imprensa”, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.
Nesta carta, contudo, falo somente por mim.
Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalista, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.
Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.
Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?
Apelo, portanto, que as entidades de classe dos jornalistas, em todo o país, tomem uma posição clara sobre essa situação e, como primeiro movimento, cobrem da Câmara dos Deputados e da TV Câmara uma satisfação sobre esse inusitado ato de censura que fere os direitos de expressão de jornalistas e, tão grave quanto, de acesso a informação pública, por parte dos cidadãos. As eventuais disputas editoriais, acirradas aqui e ali, entre os veículos de comunicação brasileiros não pode servir de obstáculo para a exposição pública de nossa indignação conjunta contra essa atitude execrável levada a cabo dentro do Congresso Nacional, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados e da diretoria da TV Câmara que, acredito, seja formada por jornalistas.
Sem mais, faço valer aqui minha posição de total defesa do direito de informar e ser informado sem a ingerência de forças do obscurantismo político brasileiro, apoiadas por quem deveria, por dever de ofício, nos defender.
Leandro Fortes
Jornalista


GUERRILHEIROS VIRTU@IS sempre na defesa da liberdade de imprensa, não poderiam deixar de postar esta inquietante 'carta aberta' que denuncia a censura vindo direto de onde deveriam ser preservados nossos direitos fundamentais. A única dita liberdade que vemos ser defendida é a dos proprietários dos grandes meios de comunicação, já chamada de PIG por outros blogueiros.

quinta-feira, 19 de março de 2009

TERESINHA MAGGI

19/03/2009 - 07:40:00
A gente fica cada vez mais com os dois pezinhos atrás, quando ouve contar que a esposa do governador, dona Terezinha Maggi, que fez uma operação para reduzir o estômago, acabou vitimada por uma infecção hospitalar em um dos principais e mais conceituados hospitais da capital paulista.
Se este descompasso acontece com mulher tão rica e tão poderosa como a esposa de multimilionário sojicultor e governador, o que podem esperar o zé mané e a dona zefa maria da conceição, enfim, o povo e os filhos do povo que, na maioria dos casos, só contam mesmo com o tão sucateado e superlotado Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, submetido à gestão do secretário Luiz Soares, que não entende nada de Saúde e deixa isso sempre tão evidente?

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, em especial Suzana, estao muito tristes com a notícia pois respeitam muito nossa primeira dama e torcem e (guerrilheira) ora por seu pronto reestabelecimento. VIDA LONGA TERESINHA!!!

CADE A PESQUISA

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, se admitem ansiosos com a pesquisa que dará 100% de aprovacao ao nosso Presidente! Cade a pesquisa, onde está!!!!!!!!!!!!!!!

OLE, OLE, OLE, OLÁ DIL-MA DIL-MA!

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, lulistas declarados, nao poderiam deixar de postar este excelente trabalho da TV DILMA com os recados do povo a nossa futura presidenta!



2010 É DILMA

Uma pergunta errada


Altino Machado às 12:58 pm
Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes

Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.

Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:

- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?

A resposta do ministro veio à altura:

- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.

Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.

Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:

- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.

Pescado do Blog da Amazonia de Altino Machado

terça-feira, 17 de março de 2009

Requião diz que MST é dádiva de Deus, defende Protógenes e prisão de Dantas

16/03/2009 - 19:33:00

O governador do Paraná, Roberto Requião, é uma figuraça. Já apareceu várias vezes aqui no blog, principalmente por suas posições de independência e confronto com a mídia corporativa, especialmente com a Rede Globo.

Roberto_requi_o

Requião pega pesado e diz o que acha que deve dizer, especialmente contra a mais poderosa rede de TV do país. Como aqui, quando Requião diz que Rede Globo é insaciável e denuncia chantagem da mídia.

Hoje, li no blog do PHA que ele defendeu o MST, que tem sido alvo de ataque dos jornalões e até do ministro e presidente do STF, Gilmar Mendes. Mas não apenas isso. Requião foi além e defendeu a quebra de sigilo total para o homem público, que só deve ter preservada sua vida íntima:


Numa solenidade de formatura de delegados de policia do Paraná, o governador Roberto Requião, ontem, disse, para espanto de todos, que o MST é uma dádiva de Deus.
. E explicou: o MST encaminha uma juventude excluída para um trabalho de militância social e arar um pedaço de terra.
. Com o MST eu converso, disse Requião.
. Eu encaminho reivindicações ao Governo Federal; eu faço uma escola.
. Com o crime organizado – que seria a alternativa para a juventude excluída – eu faço o que ?, perguntou Requião?
. No MST, alguns querem o socialismo e eles têm direito a isso.
. Outros querem um pedaço de terra.
. E outros querem vender a terra – e são esses que empurram o MST adiante.
. Eu conversei com o Governador Requião sobre a Sanepar.
. Uma empresa de saneamento que Daniel Dantas privatizou e Requião tomou de volta.
. Requião, ao contrário do Presidente Lula, enfrentou Dantas.
. Requião disse que gostaria muito de ver Dantas na cadeia.
. E disse mais, sobre a batalha do Presidente do Supremo e o delegado Protogenes: Requião acha que autoridade não deveria ter direito a sigilo.
. A nenhum sigilo, muito menos o telefônico.
. Só não pode divulgar conversas íntimas, privadas.
. O resto, todo mundo tem o direito de saber.
. O homem público é público, diz Requião.

Fonte Blog do Mello

Pescado da Pagina do E

LULA E OBAMA!

Oferece-se esta foto à pobre direita brasileira, que tanto falou acerca da política externa “anti-americana” de Lula, Celso Amorim e barbudos do Itamaraty:

lulaobama.jpg
Foto: White House / Pete Souza / Creative Commons.

Nesse intercâmbio de olhares e sorrisos entre um Obama que não fala português e um Lula que não fala inglês, comunicam-se muito mais Brasil e EUA, trocam muito mais profundamente esses dois países tão comparáveis e tão diferentes do que jamais foi capaz FHC e seu inglês de Yázige, seja com Clinton, seja, pior ainda, com Bush.

Foi sobretudo colonizada a política externa que impuseram FHC, Lafer e cia durante o tucanato. Se não chegou aos excessos das “relações carnais” de Menem, ela sem dúvida colocava o Brasil como um CSA, no máximo um Vitória-BA ou Goiás, quando nós sabemos que o Brasil é um Grêmio ou Corinthians. Satélite dos EUA, sem tomar iniciativas Sul-Sul, o Brasil do tucanato ainda nos brindava aquele patético espetáculo: nosso presidente falando, com muitas limitações, a língua forânea de um chefe de estado estrangeiro em território nacional, sempre que o visitante era anglo-, franco- ou hispanofalante. Eu morria de vergonha daquilo triplamente: como cidadão brasileiro, como sujeito político e como professor de línguas.

A limitação colonizada da nossa direita falou em “problemas” para a política externa brasileira por Lula não saber idiomas. Como se o papel de um presidente fosse ser poliglota, e não ser presidente e representar a experiência de um povo. Como se o Brasil não tivesse uma das Chancelarias mais equipadas linguisticamente do planeta. Como se um chefe de estado russo, chinês ou sul-africano aceitasse falar outra língua que não a sua para conduzir negócio de estado.

E eis que um milênio que começou com o diálogo impossível – FHC que desprezava Bush e este que desprezava FHC – reserva, oito anos depois, para o chefe de estado brasileiro, o maior líder operário de sua história, a condição de primeiro líder de país emergente recebido na Casa Branca do primeiro presidente americano negro; na verdade, o primeiro líder a ser recibido mesmo, com visível empatia. Até mesmo segundo blogs conservadores, Lula deu o tom.

A direita brasileira tem todos os motivos para estar morta de raiva: depois de torcer contra Lula, depois de torcer contra Obama, depois de seis anos e meio de uma política externa brasileira independente, acusada por ela de ser “anti-americana”, esse encontro epocal se produz. Depois de tentar associar Lula ao chavismo (ou, mais delirante ainda, sugerir que ele é "manipulado" pelo caudilho venezuelano), ela vê os Estados Unidos da América e a República Bolivariana da Venezuela autorizarem-no a mediar possíveis gestos de reaproximação.

Como sempre, os portais da grande imprensa brasileira preferiram destacar o que o “não se conseguiu” na conversa, como se uma primeira visita fosse para “conseguir” algo. Rodada de Doha, redução das tarifas ao biocombustível brasileiro, tudo isso avançará ou não conforme a lógica que tiverem as negociações. Mas o encontro entre Lula e Obama é prova de que o Fórum Social Mundial tem razão: outro mundo é possível.


Escrito por Idelber dO Biscoito Fino e a Massa

segunda-feira, 16 de março de 2009

E A NOVELA DO PASSE LIVRE CONTINUA


16/03/2009 - 15:30:00

A Câmara Municipal se abriu para a discussão do transporte coletivo, em Cuiabá, e nesta manhã de segunda-feira, 16 de março, aconteceu audiência pública, comandada pelo vereador Domingos Sávio (PMDB), que reuniu representantes da Prefeitura, de diversas entidades da estudantada, do Procon, do Instituto de Defesa do Consumidor, da Associação dos Usuários do Transporte, os vereadores Ludio Cabral (PT) e Roosevelt Coelho (PSDB), sendo muito criticada a ausência dos donos das empresas de ônibus, que controlam a MTU e faturam em cima do sacrificio imposto, diariamente, à multidão de usuários.

O secretário de transporte, Edivá Alves, com 30 dias no cargo, foi elogiado porque teve a coragem de se expor e ouvir, cara a cara, as queixas de quem pena nos ônibus. Lúdio Cabral disse que Edivá demonstrava uma nova postura, se apresentando para o debate, enquanto os secretários anteriores fugiram do debate. Edivá garantiu que topa discutir com qualquer um e que só não admite agressão física pra cima da pessoa dele. No mais, podem reclamar, xingar, que ele terá sempre interesse em dialogar e ouvir todas as reclamações, porque esta é a sua responsabilidade.

Edivá começou, em sua explanação inicial, falando grosso, dizendo que uma divulgação recente feita na mídia sobre o transporte coletivo, traduziria "mentira" e "mau-caratismo", ao sugerir sumiço de passageiros nos cálculos feitos pela prefeitura e que a prefeitura adotara na planilha de custos, dados sobre óleo diesel que corresponderiam ao preço cobrado nas bombas dos postos de gasolina e não na compra no atacado. Garantiu que, também ao contrário do quem tem sido divulgado, com ele no comando da Secretaria, nenhum reajuste será feito na calada da noite ou durante feriados como o Carnaval. "Quem diz isto está fazendo terrorismo com a população, se comportamndo como um mau caráter".

Edivá, no entanto, teve que ouvir a réplica de Gibran Lachowiski que garantiu que quem pratica um mau caratismo institucional é a Prefeitura de Cuiabá que há anos calcula o preço da tarifa, em nossa capital, com base em dados superfaturados pelos empresários, conforme já comprovado por estudos desenvolvidos pelo Ministério Público Estadual e pela própria Câmara Municipal, através da CPI comandada pelo então vereador Walter Rabello.

Edivá também se envolveu em um bate boca com o representante da UNE, Pablo Pereira, que garantia que ele votou contra a aprovação do passe livre em Cuiabá. O secretário rebateu que a informação era incorreta e que não dava para discutir com base em informações incorretas. Pablo se mostrou disposto a provar que Edivá votou, efetivamente, contra o passe livre e desafiou o secretário a participar de um debate com os estudantes da UFMT no próximo dia 30.

Diversos estudantes acusaram a Prefeitura e o secretário Edivá de representarem muito mais o empresariado do que o povo, no encaminhamento das questões do transporte coletivo em Cuiabá. Edivá rebateu que isso era mentira, ele estava ali para defender a prefeitura, só que está obrigado a acatar as determinações legais. Para testar seu compromisso, estudantes como Estefane Emanuelle, da Juventude Revolução, reforçaram a tese de estatização do transporte na capital, com a criação de uma empresa municipal de transporte público - proposta levantada na plenária pelo estudante Lehu Vânio, do CLTP, Comitê de Luta pelo Transporte Público. Edivá garantiu que é uma proposta que pode ser estudada. Para Lehu, se Barack Obama, nos Estados Unidos, se dispõe a estatizar bancos e outras grandes empresas, por que é que Wilson Santos, em Cuiabá, não pode estatizar empresas que andam massacrando os seus usuários?

Para situar melhor a questão das mentiras e do mau caratismo, o titular desta Página do E também se manifestou na plenária, lembrando que, quando do lançamento do desconto na tarifa de água, o Prefeito Wilson Santos foi diretamente questionado por mim sobre a possibilidade de novo reajuste da passagem de ônibus e garantiu que iria respeitar a determinação judicial que, atendendo ao Ministério Público, suspendeu qualquer reajuste em Cuiabá, enquanto não se demonstrar que os dados para composição da planilha foram colhidos de forma transparente e devidamente demonstrados para a população. Wilson, naquela ocasião, também garantiu que não iria colocar a Prefeitura na briga judicial, dizendo "os empresários se quiserem que se mexam e defendam seus interesses na Justiça". Na plenária desta segunda, todavia, divulgou-se a informação de que a Prefeitura e o governo de Wilson Santos foram, sim, à Justiça, agravar a decisão do juiz que impediu o reajuste. Ou seja, nesta história toda, quem é que está mentindo? Quem é mau caráter? O debate sobre o transporte, é claro, não se resolveu nesta audiência, vai se desdobrar por muitos e muitos movimentos mais.

Nesta terça-feira, a partir das 15 horas, o forum de entidades que discute o transporte público se reúne no auditório do Sintep, no bairro Bandeirantes.

Pescado da Pagina do E

Repercussão


GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Mais uma vez, o brilhante Kayser nos mostra apenas com uma imagem, o quao "fora da casinha" esta a governadora de todos os gauchos!

Pescado do Blog do Kayser

domingo, 15 de março de 2009

JULIO GARCIA EM DOSE DUPLA, IMPERDIVEL!

15 Março 2009

Poema

















Cenas de junho

'Amanhã, vai ser outro dia...' (Chico Buarque)


Em frente ao Palácio
estudantes protestam na tarde gelada
a polícia de 'choque' defende o poder

(questionado)

nas alcovas sombrias
a continuidade dos desmandos é tramada
e o saque voraz das coisas do povo

(continuado)

sem pejo
sem controle
e sem dó
alongando a indecência
que agride as consciências
e que mantém incólume
a injustiça
e instiga a revolta

..........

Na tarde invernal
bandeiras vermelhas tremulam ao vento
na praça do povo
que grita de fome
de raiva
& de dor
preparando a desforra

(que virá... que virá...
que virá...)

Júlio Garcia- junho/2008

Provas & provas...









Contra PSDB, jornais exigem provas

'Imagine se um ex-assessor do governo da Bahia, do PT, tivesse morrido, poucos dias antes de depor ao Ministério Público, num caso que envolve corrupção? Imagine as manchetes a essa altura: "Ex-assessor petista aparece morto em Brasília". Seria manchete semana inteira, com matéria na [i]Veja[/i], e editorial na [i]Folha'[/i]. - Rodrigo Vianna

Do blog de Rodrigo Vianna: Em 2005, Roberto Jefferson deu uma entrevista exclusiva à Folha, em que lançava dezenas de acusações contra o governo federal. Foi nessa entrevista, também, que Jefferson cunhou a expressão "Mensalão".

Vocês se lembram da manchete da Folha de S. Paulo na época? Não? Então, relembremos:

"PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson".

Agora, comparemos com o título da última sexta-feira (20/02/2009 - no "pé" da primeira página da Folha), sobre a denúncia do PSOL de Luciana Genro contra Yeda Crusius, governadora do PSDB:

"Sem provas, PSOL acusa tucanos de corrupção no RS".

Por que este "sem provas" tão cuidadoso, no título da última sexta-feira (20/02/2009)? Por uma questão de isonomia, o correto seria "Governo tucano tem corrupção e caixa dois, diz PSOL".

Por que o mesmo "sem provas" não apareceu na manchete quando Jefferson deu sua entrevista?

Hum...

Bem, talvez para a Folha, Jefferson valha mais do que o PSOL. Gosto não se discute. Ou, mais provável: qualquer denúncia contra o partido de Serra (o editorialista preferido da família Frias) merece todo cuidado! Por que a sigla "PSDB" não aparece nem na primeira página, nem na manchete de página interna?

(Isso me lembra a cobertura da Globo, na reta final da eleição de 2006. Os aloprados que tentaram comprar o dossiê contra Serra eram "petistas". O Freud Godoy era "petista". Na hora de falar de Abel Pereira, um sujeito que intermediaria negócios na gestão de Barjas Negri (PSDB) no Ministério da Saúde, aí ninguém falava em "governo do PSDB". A fórmula era: "ministro no governo anterior".)

Mas, voltemos ao caso da corrupção no Rio Grande do Sul. A denúncia é gravíssima. E já há um cadáver. Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda Crusius, apareceu morto no Lago Paranoá, em Brasília. Ele deveria ter uma reunião com o Ministério Público Federal em Brasília, logo após o Carnaval.
Hum, hum...

Imagine se um ex-assessor do governo da Bahia, do PT, tivesse morrido, poucos dias antes de depor ao Ministério Público, num caso que envolve corrupção? Imagine as manchetes a essa altura? Eu imagino: "Ex-assessor petista aparece morto em Brasília". Seria manchete semana inteira, com matéria na Veja, e editorial na Folha.

*Fonte: Blog do Rodrigo Vianna http://www.rodrigovianna.com.br/, via Carta Maior

sábado, 14 de março de 2009

TRIBUTO A UM IMPRESCINDÍVEL: D. PAULO EVARISTO ARNS

"Há homens que lutam um dia, e são bons;
há outros que lutam um ano, e são melhores;
há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons.
Porém há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis."

(“Os Que Lutam”, Bertold Brecht)

A grande imprensa só destaca os personagens quando eles estão realizando coisas, completando décadas disso e daquilo ou morrendo. Vai daí que um homem como D. Paulo Evaristo Arns está há 12 anos longe dos holofotes e é quase desconhecido das novas gerações.

Pior: alguns jovens formam seu conceito sobre ele a partir do que lêem nos textos repulsivos da propaganda neo-integralista, apontando-o como principal inspirador da política de direitos humanos “que só protege os bandidos”...

Então, em vez de esperar que surja o que os jornalistas chamamos de gancho, uma justificativa qualquer para falar de D. Paulo, vou fazê-lo unicamente porque se trata de um daqueles imprescindíveis a que se referiu Brecht. Neste Brasil da ganância e da competição que o capitalismo globalizado está engendrando, é fundamental evocarmos exemplos como este, até como antídoto.

Cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, D. Paulo está com 87 anos, é um homem combalido e tem problemas de audição – decorrentes, esclarece, de ferimentos sofridos quando de uma tentativa de seqüestro num país latino-americano (pretendiam obter, em troca, a liberdade de um chefão do narcotráfico).

A entrevista que fiz há algum tempo com D. Paulo permanece atual, daí eu estar reproduzindo aqui seus principais trechos Não quis privar os leitores da oportunidade de conhecer-lhe a história a partir de suas próprias palavras, que tive o privilégio de escutar numa ensolarada tarde de dia útil, no convento franciscano que fica ao lado da tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

No final, apesar de sua dificuldade de locomoção, fez questão de percorrer comigo o longo caminho até o corredor. E se despediu com uma frase marcante: "Precisamos contar essas histórias [do que aconteceu neste país durante a ditadura militar] às novas gerações. É importante que elas saibam de tudo isso!"

A missão do educador – Muitos programas pioneiros, na linha da inserção social, foram introduzidos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) entre novembro/1970 e maio/1998, período em que, como arcebispo metropolitano de São Paulo, D. Paulo foi Grão Chanceler da instituição.

Logo que se tornou o principal responsável pelos rumos dessa universidade, D. Paulo fez primeira visita ao Conselho da PUC. E disse: "Não quero uma escola de 2º grau melhorada. O que me interessa é que vocês façam uma pós que dê bons professores para todos os lugares do Brasil; e que todas as teses e tudo o que vocês discutirem além da escola se refira ao povo e ajude o povo. Que isso seja a norma daqui para a frente".

Os resultados não tardaram, diz D. Paulo. "A Arquidiocese se organizou em pastorais diferentes – p. ex., a Operária, a da Terra, a do Trabalhador –, então eu consegui que a Faculdade de Direito se interessasse em ir, durante a semana ou no sábado, à periferia e ver como se poderia ajudar essa população e quais os problemas reais da periferia. A mesma coisa aconteceu com a assistência social, que, aliás, está trabalhando nessa linha até hoje, com métodos sempre novos e recebendo apoio da Europa e de outros lugares, com uma eficiência muito grande."

Hoje, essas iniciativas pioneiras da PUC/SP encontraram muitos seguidores e há um sem-número de empresas e instituições esforçando-se para dar uma contribuição positiva à sociedade.

Ofícios para vítimas da ditadura – "Os estudantes da USP me procuraram em 1973 quando um colega [Alexandre Vannucchi Leme] foi assassinado pelos órgãos de segurança. Os estudantes se reuniram, uns 10 mil, e mandarem representantes à minha casa, à noite, para que eu fosse lá falar aos alunos. Eu disse que era melhor reunir os estudantes, mas não dava para fazer no campus da universidade, porque ele estava cercado por policiais e oficiais do Exército.

"Então, decidi fazer na catedral. Eu disse: 'Na catedral, nós falamos o que queremos, e nós falaremos aos estudantes. Encham a catedral de estudantes e de povo, que nós diremos a verdade'. E foi o que eles fizeram. Às 15h, eu fui lá, fiz aquele ato solene em favor do estudante e celebrei a missa para o falecido. Fiz o sermão sobre o 'não matarás!', o mandamento central dos 10 mandamentos. Foi sobre isso que eu falei para eles, e eles participaram, vivamente, da missa e de toda manifestação religiosa posterior.


"Depois, em 75, foi a vez do Herzog; em 76, a do Manuel Fiel Filho; e em 79, a do Santo Dias, quando recebemos de 150 mil a 200 mil pessoas, que andaram desde a igreja de Nossa Sra. da Consolação. A multidão foi engrossando. Ao chegar na Catedral da Sé, não cabia nem na igreja nem na praça, então nós fizemos uma cerimônia mais curta, mas muito mais participada por todos os operários."

Missa de 7º dia de Vladimir Herzog – Foi celebrada na Catedral da Sé, simultaneamente, por religiosos de três confissões: a católica (D. Paulo), a judaica (rabino Henry Sobel) e a protestante (reverendo James Wright).

"Quando o Herzog foi assassinado – lembra D. Paulo –, em 1975, os jornalistas me pediram que houvesse um ato ecumênico na catedral. Os judeus fazendo o ato deles em hebraico, portanto, não na língua que compreendêssemos. Foi impressionante e muito bonito."

[Modesto, D. Paulo evitou comentar que sua decisão foi um ato de enorme coragem. Primeiramente, porque a alta hierarquia católica não viu com simpatia sua iniciativa de oficiar missa ao lado de um rabino e de um reverendo. Depois, por ser um desafio frontal à ditadura militar, que o presidente Geisel engoliu, pedindo apenas a D. Paulo que segurasse seus radicais, “enquanto eu seguro os meus”. Finalmente, por ter, em nome de ideal de justiça e solidariedade cristãs, corrido o risco da ocorrência de tumultos e mortes que teriam um peso devastador em sua consciência de religioso. Graças a ele, foi viabilizado o ato que acabou se tornando um divisor de águas: a partir dessa vitória sobre a intimidação, a ditadura começou sua lenta, mas irreversível, marcha para o fim.]

Invasão da PUC em 1977 – "Eu estava em Roma quando o Erasmo Dias, então secretário da Segurança do estado de São Paulo, invadiu a PUC sem dizer ou ter motivo nenhum. Os estudantes estavam em exame e os policiais destruíram mais de 2 mil cópias de documentos, estragaram o refeitório, danificaram os instrumentos musicais e até derrubaram um professor no chão.

"Eu fui chamado às pressas de Roma e, na manhã seguinte, já dei uma declaração ao desembarcar no aeroporto, dizendo que 'na PUC só se entra prestando exame vestibular, e só se entra na PUC para ajudar o povo e não para destruir as coisas'. Depois, nós fizemos toda uma reação contra eles e toda uma manifestação junto aos estudantes."

Eleição direta para reitor da PUC – "No início dos anos 80, nós queríamos nos opor ao regime totalitário que estava vigorando no Brasil e provar que funcionários, professores e alunos são igualmente capazes de escolher o diretor, o reitor ou o presidente da instituição.

"Antes eu reunia o conselho de cada classe, para ter uma certa democracia entre os professores, e pedia que me indicassem o nome. Achei que era pouca democracia. Então, pedi à reitora e aos três vice para haver uma escolha entre todos os alunos, que eu aceitaria o resultado e mandaria para a aprovação de Roma.

"E Roma aprovou imediatamente. Então, foi a primeira eleição dentro de uma universidade pontifícia católica e, também, foi a primeira vez que se escolheu um reitor entre todos os funcionários, alunos e professores."

Contratação de professores perseguidos – "O minstro da Justiça ordenou a expulsão de vários professores da Universidade de São Paulo. Então a reitora da PUC me telefonou perguntando se podia admiti-los entre nós. Eu disse: 'Não só pode como deve, porque são excelentes professores e patriotas'.

"O Florestan Fernandes até escreveu um artigo me agradecendo. Ele ficou satisfeito porque pôde dirigir os estudantes da pós-graduação na PUC da maneira mais livre possível.

"Quanto ao Paulo Freire, eu fui a Genebra para convencê-lo a voltar ao Brasil, depois de 10 anos de exílio. Garanti que eu iria cuidar da chegada dele aqui. E mandei toda a nossa Comissão de Justiça e Paz, que eram mais de 40 pessoas, junto com amigos, para recebê-lo em Campinas.

"De fato a polícia o prendeu, mas, depois de duas horas de interrogatório, eles viram que todos estavam contra eles e soltaram o Paulo Freire, que ficou conosco, com uma grande amizade comigo, até o momento da sua partida."

Convicções e esperanças – Sobre o Governo Lula, antes mesmo da crise do mensalão, D. Paulo já mostrava uma ponta de apreensão, ao se dizer esperançoso de que “o Brasil não perca esta ocasião e não afunde o barco em vez de conduzi-lo a uma margem da terra onde haja outra terra e outro céu, como diria a Sagrada Escritura; onde haja outra possibilidade de sonhar e outra possibilidade de viver com dignidade, mas para todas as pessoas e não só para uma parte".

E, inquirido sobre o menor engajamento atual da Igreja às causas sociais, ele finalizou com uma mensagem de esperança: "A Igreja é o povo. Se o povo se mobiliza bem, a Igreja também se mobiliza. Então, é preciso unir esses dois conceitos, o povo de Deus e o povo, simplesmente. Nós precisamos caminhar para a fraternidade, para uma possibilidade de todos serem respeitados como filhos de Deus e irmãos uns dos outros".

Epílogo - Não há como retratar a grandeza de um D. Paulo Evaristo Arns numa única entrevista. Faltou dizer, p. ex., que ele criou a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e foi o grande artífice do projeto Brasil: Nunca Mais (livro sobre as violações de direitos humanos durante o regime militar), integrando também o movimento Tortura Nunca Mais, dele decorrente.

O principal, no entanto, é que suas gestões junto às autoridades salvaram a vida e evitaram a tortura de resistentes, no pior momento da ditadura.

Fiel ao espírito da igreja das catacumbas, foi o pastor que tudo fez para que seu rebanho sobrevivesse a um tempo de lobos. Um imprescindível, enfim.

Bolsa Família, sim

Nos últimos dias, alguns setores da política e da imprensa têm se posicionado muito contrariamente ao Programa de Transferência de Renda do Governo Federal Bolsa Família, benefício social pago a famílias com vulnerabilidade socioeconômica. Alegam esses setores que os recursos do Bolsa Família causam dependência. Tal alegação sugere em suas entrelinhas que o governo deveria suspender o pagamento desse benefício. Os críticos não informam como as famílias beneficiárias do Bolsa Família tocariam suas vidas sem esse auxílio do governo. Falam de assistencialismo.
A social democracia instalou-se na Europa no século passado com a visão de que o Estado, em determinados casos, tinha a obrigação de auxiliar aqueles que estavam em situação de vulnerabilidade e assim fizeram.Da mesma forma, o que o governo brasileiro faz hoje não é uma ação assistencialista, nem socialista. O Bolsa Família é uma ação que evita que pessoas morram de fome, não é a benesse que os antigos coronéis da direita tiravam do seu próprio bolso para manter uma relação de es- treita dependência com o assistido. Os beneficiários do Bolsa Família assumem compromissos sociais que visam assegurar o direito à saúde e à educação, além de uma alimentação adequada, o que contribui para a erradicação
da extrema pobreza e para a conquista da cidadania.
Os recursos que hoje evitam a morte de brasileiros por forme são oriundos de impostos pagos por brasileiros com melhores condições financeiras.

Portanto, o que o governo federal faz é uma redistribuição desses recursos através do Bolsa Família. Além do auxílio financeiro para a melhoria de vida de milhões de brasileiros, o governo federal investe em diversos setores para o desenvolvimento do país como infraestrutura, educação, ciência e tecnologia, tão fundamentais para que, no futuro, a sociedade brasileira não tenha necessidade de benefícios sociais.
As políticas sociais implementadas no Piauí estão provocando mudanças sustentáveis na vida de milhares de famílias até então excluídas econômica, social e cult
uralmente. O Governo do Estado trabalha com o foco na integração da política social com questões macroeconômicas, envolvendo os setores públicos nas três esferas e o privado, além de priorizar a descentralização e municipalização de políticas públicas.
O resultado é a sustentabilidade; qualidade de vida; redução de índices de doenças e de mortalidade infantil; aumento
da esperança de vida ao nascer; melhoria quanti e qualitativa do contexto social e organizacional da população beneficiária. Tudo isso contribui para a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O Piauí, inclusive, é referência no Brasil como um dos exemplos felizes de que, com seriedade e trabalho, é possível retirar brasileiros da linha de miséria e oferecer a eles condições dignas de vida.

Oscar de Barros é presidente da Fundação Cepro

O futuro dos seres humanos é o que importa





Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.

Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.

Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.

Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.

O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.

O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.

Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.

Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.

Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.

A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.

Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.

Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.

Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.

Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.

Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.

Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.

Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.

Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.

Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.

Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.

sexta-feira, 13 de março de 2009

NITROGLICERINA PURA.YEDA AGORA CAI


13/03/2009
Ex-ouvidor entrega à OAB suposto grampo com assessor de Yeda

Agência Folha, em Porto Alegre

Demitido do cargo de ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o advogado Adão Paiani entregou à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) um dossiê e um CD com supostas escutas ilegais feitas, segundo ele, por um aparato clandestino de espionagem que funciona no governo gaúcho e abriu mais uma crise em que assessores diretos da governadora Yeda Crusius (PSDB) aparecem sob suspeita.

Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani --que é filiado ao PSD-- disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral.

O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.

A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe-de-gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied.

Os telefonemas grampeados foram trocados por Lied com seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (120 km de Porto Alegre) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos.

Numa das conversas em outubro, apurou a Folha, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, depois do processo eleitoral, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade --numa suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou.

"Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani em entrevista ontem à tarde, sem relevar os nomes dos grampeados.

Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, o programa da PF onde ficam armazenadas gravações de escutas telefônicas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial.

Paiani disse ter obtido o CD com as gravações de uma fonte cuja identidade ele preserva. Ele disse não saber de quem partiu a ordem nem o motivo para espionar o assessor da governadora, mas sugeriu que pudesse se tratar de alguma tentativa de chantagem.

Paiani declarou que obteve as provas da ação ilegal dos arapongas depois do Carnaval e que não conseguiu ser recebido pela governadora ou pelo secretário da Segurança Pública, Edson Gularte, para formalizar as denúncias. Paiani foi exonerado na última terça-feira.

"São arapongas agindo dentro da máquina. [A demissão] talvez tenha a ver com a possibilidade de que eu viesse a denunciar isso", disse.

Oficialmente, a demissão foi atribuída à decisão do governo de extinguir a Ouvidoria da Segurança Pública, fundindo sua estrutura a uma ouvidoria geral de governo.

"Se os senhores perguntarem em off [jargão jornalístico para informação de fonte que se mantém anônima] para qualquer servidor da Brigada Militar ou da Polícia Civil se esse tipo de coisa [escuta ilegal] acontece, eles vão dizer que sim. A questão é que as pessoas têm medo ou não têm prova. Eu não estou em nenhuma das duas circunstâncias", afirmou.

Paiani disse que sempre teve "relação de lealdade" com o governo, mas que, depois de demitido, decidiu entregar o dossiê à OAB para que fosse investigado. "Pretendia encaminhar ao governo enquanto ouvidor, mas hoje não tenho mais esse compromisso", disse.

Outro lado

O chefe da Casa Civil do governo gaúcho, José Alberto Wenzel, criticou Adão Paiani, ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública, por não ter entregue ao governo o relatório com as denúncias de um suposto esquema de espionagem.

Wenzel disse que ficou sabendo das denúncias pela imprensa e afirmou que Paiani "pode ter incorrido em infração penal ao extraviar e não entregar ao governo documentos que ele recebeu quando era ouvidor". O chefe da Casa Civil não quis comentar a informação, apurada pela Folha, de que o chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, foi grampeado por arapongas do governo.

O secretário da Segurança Pública, Edson Gularte, não comentou a suposta existência de um aparato clandestino de espionagem por operadores do sistema Guardião. Ele determinou a abertura de inquérito para apurar as denúncias pela Polícia Civil de Porto Alegre.

A reportagem não conseguiu localizar o Lied para perguntar sobre os supostos telefonemas grampeados ilegalmente em que o chefe de gabinete da governadora discute a substituição de chefes da polícia em Lajeado, seu berço político, a pedido de um primo vereador.

Cassado por compra de votos, o ex-vereador de Lajeado Márcio Klaus (PSDB) confirmou que tratou da campanha eleitoral com Lied. Klaus afirma que comentou sobre a suposta atuação "política" do comandante da Brigada Militar local para persegui-lo, mas nega ter pedido que o primo articulasse a transferência dele.

"Houve perseguição [da polícia] contra mim. Comentei isso com o Lied, até porque temos laços de família, mas não pedi para transferir ninguém, até porque acho que ele não teria poder para

45 ANOS DO ATO NA CENTRAL DO BRASL - JANGO



GUERRILHEIROS VIRTU@IS
: 45 ANOS DEPOIS SÃO MAIS QUE NECESSÁRIAS ESTAS REFORMAS!

Homenagem a este BRASILEIRO que nunca mais viu sua pátria!

Pescado do Agência Carta Maior, onde a totalidade do discurso está disponível!
Vale a pena

Carros e aviões: Brasil deve tirar proveito da crise

O mercado de automóveis novos no Brasil já voltou ao patamar de antes da crise. Quem diz é o jornalista Joel Leite, da Agência Auto Informe – especialista no assunto.

Ele foi um dos convidados esta semana do “Entrevista Record – Mundo”, na “Record News”. Fizemos um programa especial sobre a crise mundial nas montadoras: incluindo a ameaça de concordata da GM nos EUA, e o pedido da Toyota para que o governo japonês empreste dinheiro pra alavancar as vendas.
Lá fora, tempestade. Aqui, no mercado interno, uma certa bonança. Joel deu os números: em fevereiro, as montadoras instaladas no Brasil voltaram a atingir a marca de 10 mil carros vendidos por dia, média igual à de setembro de 2008.
Ele informou também que, até o fim de março, estão programados os lançamentos de 11 novos modelos pelas montadoras brasileiras. E que a Mitsubishi confirmou os planos de instalar uma fábrica nova em Goiás.
Então, que crise é essa”, perguntei. “Pois é, que crise é essa”, devolveu Joel.
O jornalista contou que passou os últimos meses dizendo (em seus boletins na “Rádio Bandeirantes”) que não havia motivo para pânico e que a crise, no caso do Brasil, era provocada mais pelas notícias negativas espalhadas pela mídia. Foi acusado de “otimista” (o Brasil talvez seja o único país em que ser otimista é tido como defeito).
Claro que a redução do IPI – pelo governo federal – teve papel decisivo na recuperação das vendas. Mas, se a situação fosse catastrófica, não haveria IPI que resolvesse.
Nos Estados Unidos, sim, a crise é séria mesmo. As notícias sobre a GM são cada vez piores.
Por isso, perguntei aos outros convidados no programa se a GM aqui no Brasil (que segue saudável) não poderia se desmembrar da matriz (na Suécia, por exemplo, a Saab – subsidiária do grupo – já decidiu se separar).
“Não creio. Eles [lá nos Estados Unidos] não aceitariam. O mercado brasileiro está entre os poucos que podem compensar os prejuízos sérios no resto do mundo. Não vão abrir mão do Brasil. Mas, se houver uma concordata da GM, dependendo dos termos, aí poderia acontecer”, foi a análise de Luiz Carlos Mello – ex-presidente da Ford Brasil e hoje professor da FEI.
Os convidados falaram abertamente sobre a possibilidade de concordata da GM, o que dá a dimensão da encrenca à espera de Barack Obama.
SOLUÇÕES CRIATIVAS
Pergunto agora: se a GM nos EUA quebrar, o Brasil vai deixar os gringos fecharem a fábrica – que segue saudável - aqui no ABC paulista? Ou vamos aproveitar a oportunidade para criar uma montadora brasileira?
A crise é o momento das soluções criativas. Elas não virão de nossa elite privada, que ainda pensa em “fazer a lição de casa”. As boas soluções virão do Estado.
Lula vai enxergar longe como Vargas? Crise é a hora das soluções criativas
Entre a Primeira Guerra e a Segunda Guerra Mundiais, a economia do Planeta passou por uma crise tão grave como a que vivemos agora. O Brasil aproveitou para lançar as bases de sua moderna indústria – o que faz com que tenhamos agora alguma relevância no cenário mundial.
Naquela época, boa parte de nossa elite ainda acreditava que o Brasil devia seguir sua “natural vocação agrária”.
Vargas não deu bola pra esse povo.
E agora? Lula vai enxergar longe como Vargas?
AVIÕES E EMPREGOS
Querem ver um exemplo? Embraer. A solução privada é botar na rua 4 mil empregados, frente à redução (efetiva) das encomendas. A Justiça (Estado) barrou as demissões.
Lula está titubeando.
Qual a saída?
O brigadeiro Allemander Pereira, que também entrevistei na "Record News", disse que o Brasil precisa investir pesado num mercado regional de aviação: construir pistas, criar rotas e adotar equipamentos de navegação aérea que sejam compatíveis com os jatos da Embraer (feitos, justamente para aviação regional). Quem pode fazer isso? O Estado.
Hoje, a Embraer vende 90% de sua produção (disse-me o brigadeiro) no mercado externo, especialmente Estados Unidos. Aqui no Brasil, há uma demanda reprimida por vôos regionais. Campinas-Anápolis; Tefé-Manaus; Juiz de Fora- Campo Grande. Há muitas rotas. Companhias (brasileiras) deviam ser incentivadas a ocupar esse espaço, comprando jatos da (brasileira) Embraer.
Esta é a hora das soluções nacionais.
O tempo do liberalismo e das fronteiras abertas ficou pra trás. Esqueça o “precisamos fazer a lição de casa” e o “quanto menos Estado melhor”.
Só quem acredita nessa lenga-lenga ainda são os patéticos (e ideológicos) comentaristas de economia na nossa mídia tradicional.
O Estado voltou. O Brasil tem a dupla vantagem de contar com um imenso mercado interno de massas, e com um Estado que (apesar do esforço de FHC) não se rendeu de forma absoluta ao neo-liberalismo.
Pra isso, não adianta ficar discutindo se os juros vão cair um ponto ou dois no COPOM, nem se o PIB vai crescer 2,0% ou 0,5%. É preciso pensar lá na frente.
Temos tudo pra sair dessa crise maiores do que entramos. Espero não ser acusado de otimista, como o Joel.

Copiado do Escrevinhador de Redrigo Vianna

quinta-feira, 12 de março de 2009

Serys reclama: tá faltando mulher na política!

12/03/2009 - 15:49:00

Segundo a senadora Serys, "somos apenas nove senadoras e há apenas 46 deputadas federais na Câmara. Hoje somos 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembléias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Nas prefeituras, apenas 9% são mulheres"


O espaço da Mulher
Serys Slhessarenko



O mês de março é o mês das mulheres. Uma data para reflexões seja sobre conquistas, problemas ou desafios. Nos últimos dias, frequentei alguns eventos em homenagens a nós mulheres e, por isso, aproveito para refletir o quanto temos progredido e o quanto ainda temos a caminhar para conquistar a igualdade e a isonomia que almejamos.


Pude presenciar e ser testemunha de diversas homenagens a pessoas que lutam pela causa feminina em nosso País, como durante a sessão solene em homenagem às mulheres realizada no Senado Federal e o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, que foi concedido a cinco personalidades de nosso País e um in memorian, concedido à ex-primeira dama do país Ruth Cardoso. Mulheres guerreiras, que prestaram diversos serviços à nossa sociedade em prol da igualdade de gênero, da justiça social, da educação e da não-violência.

Participei também de uma caminhada de mulheres, “A Marcha das Violetas”, em Cuiabá. As mulheres mato-grossenses se vestiram de lilás e se mobilizaram para lembrar à sociedade que é tempo de buscar “a Justiça, a Equidade e a Paz”, em prol do fim da desigualdade entre homens e mulheres. Elas se juntaram aos homens pelas ruas do centro histórico de Cuiabá. Uma caminhada que ganhou esse nome para resgatar a importância da revista A Violeta, na construção da cidadania das mulheres cuiabanas. A revista foi fundada em 1916 por um grupo de jovens das escolas do antigo curso Normal e de senhoras da sociedade cuiabana, sendo editada pelo Grêmio Literário Júlia Lopes.

O Presidente Lula também se manifestou sobre a ascendência da mulher em seu Governo. Nas palavras dele “terei como legado a honra de poder dizer: no meu governo as mulheres subiram um degrau a mais na conquista dos seus direitos e da sua liberdade.”

Lula já anunciou que irá transformar a Secretaria Especial de Políticas Para as Mulheres em Ministério, garantindo a liberdade orçamentária, ajudando na elaboração e na execução das políticas públicas para as mulheres. Um grande avanço para nosso país e para nós mulheres.


O presidente falou algo que eu já falo há algum tempo. Ele sente falta das mulheres na política de nosso país, assim como eu, que faço parte da política do Brasil. Somos apenas nove senadoras e há apenas 46 deputadas federais na Câmara. Hoje somos 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembléias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Nas prefeituras, apenas 9% são mulheres. No entanto, estes dados contrastam com a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que informa que as mulheres compõem 52% da população brasileira.

E não é somente nosso Presidente que está vendo que as mulheres poderiam ser mais presentes nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ibope, Instituto Patrícia Galvão e Cultura Data divulgada na terça-feira (10 de março) aponta que para 83% dos entrevistados, a presença de mulheres no poder melhora a política nesses espaços. Na opinião de 74% dos entrevistados, as mulheres trariam mais honestidade e mais compromisso com os eleitores. A pesquisa revelou ainda que oito em cada dez brasileiros são favoráveis às medidas legislativas que promovam igualdade e políticas de gênero.

Mais de 90% dos entrevistados na pesquisa afirmaram que votariam em uma mulher e, neste grupo, cerca de 60% dariam o voto a uma candidata independente do cargo em disputa. É claro que o poder feminino ainda está longe do ideal, mas acredito que esses dados trazem avanços no pensamento do brasileiro e da brasileira. É a nossa hora de começar a aparecer no quadro político. Mulheres nos cargos Executivos deste país: prefeitas, governadoras e Presidente da República. Vamos preencher a cota de 30% dentro dos partidos. Mas vamos preencher de maneira engajada, determinada, mostrando que somos capazes de representar o povo brasileiro. Mostrando nosso lado feminino, nosso lado forte, enfim, mostrando que fazemos a diferença no poder.

É preciso que mulheres sérias e preparadas sejam inseridas na vida pública. E sei que temos muitos exemplos em todos os estados deste país. A mulher brasileira é uma lutadora, mãe, esposa, trabalhadora. Busca oportunidades, é forte, combativa. Nós, mulheres, precisamos conquistar a igualdade de direitos com a participação dos companheiros homens nesta construção.


Serys Slhessarenko, mestre em Educação, professora aposentada pela UFMT, é senadora da República pelo PT de Mato Grosso

JEITO TUCANO DE GOVERNAR

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Governo Yeda só funciona através do uso intensivo da mídia, diz cientista político



Em entrevista ao IHU Online, o sociólogo e cientista político Aloísio Ruscheinsky faz um balanço do governo Yeda Crusius (PSDB). Para ele, o atual governo “não reverteu algo que seja notável do ponto de vista social”. Classificando o déficit zero como um marco retórico, ele aponta ainda os traços autoritários, pessoais e políticos, da governadora e diz que o choque de gestão só funciona como um choque de investimentos de legitimação através do uso intensivo da mídia. Ruscheinsky afirma:

Essa gestão de fato não reverteu algo que seja notável do ponto de vista social. Ela pode ter investido do ponto de vista de corte de investimentos públicos em áreas sociais. Então, portanto, o déficit zero é antes um marco retórico do que um feito que possa orgulhar o cidadão gaúcho comum que precisa dos serviços prestados pelos órgãos públicos. Então, nesse sentido de rever as contas, o que de fato ocorreu é os cortes nas áreas mais sensíveis, ou seja, para a população que mais necessita no estado. Afinal, os financiamentos para as empresas, para aquilo que sustenta um governo (no sentido eleitoral, na mídia), não foram cortados.

Pelo contrário, o que sei é que essas verbas para publicidade têm uma ascensão vertiginosa nesse governo. O
choque de gestão só funciona como um choque de investimentos de legitimação através do uso intensivo da mídia. É algo como a compra da capacidade de opinião dos meios de comunicação, tanto que os grandes veículos de comunicação estão aleijados na sua capacidade de divergência em função desses substantivos investimentos que têm sido feitos nessa área de propaganda.

PT decide fortalecer luta contra privatização da Sanecap, contra aumento da passagem de ônibus


e por votação aberta nos processos de cassação na Câmara!



Ora, viva! O presidente do Diretório Municipal do PT em Cuiabá, professor Vilson Aguiar, divulgou a seguinte resolução partidária:


A Comissão Executiva do Partido dos Trabalhadores de Cuiabá, reunida no dia 10 de Março de 2009, aprova e delibera pelas seguintes ações:

1 - Apoio integral a emenda proposta pelo Vereador Lúdio Cabral à Lei Orgânica do Município que PROÍBE a PRIVATIZAÇÃO e CONCESSÃO dos serviços de águas e esgoto de Cuiabá.

2 - Apoio integral ao projeto de Decreto Legislativo de autoria do vereador Lúdio que prevê a ANULAÇÃO DO AUMENTO DA ÁGUA.

3 - Apoio integral ao VOTO ABERTO nos processos de cassação na Câmara Municipal de Cuiabá.

4 - Apoiar e participar com as entidades de todos os atos contra o aumento da passagem de ônibus.

5 – Acompanhar junto com as entidades a fiscalização de todas as obras do PAC em Cuiabá.

Cuiabá/MT, 11 de Março de 2009.

VILSON AGUIAR

Presidente

quarta-feira, 11 de março de 2009

Los lectores obligan a un diario brasileño a reconocer su error en un editorial

El diario 'Folha de Sao Paulo', el de mayor circulación en Brasil, reconoció su error en un editorial del 17 de febrero en el que llamó a la dictadura militar (1964-1985) "dictablanda", tras una protesta el último sábado de más de 300 personas ante la sede del periódico.

En un comunicado, el director de redacción del diario, Otavio Frías Filho, admitió que "el uso de la expresión 'ditabranda' (dictablanda) fue un error. El término tiene una connotación que choca y que no representa la gravedad del asunto. Todas las dictaduras son igualmente abominables".

Frías Filho, sin embargo, señaló que "desde el punto de vista histórico", la dictadura brasileña, "con toda su truculencia, fue menos represiva que sus congéneres argentina, uruguaya y chilena o que la dictadura cubana, de izquierda, con la cual simpatizan (los manifestantes)".

Varios lectores enviaron cartas de protesta, que fueron publicadas, y 'Folha' emitió una contrarrespuesta pidiendo igual actitud en la crítica a las dictaduras de izquierda.

Las protestas del sábado pedían que los responsables del artículo se retractaran "de rodillas" en una plaza pública y contaron con un memorando de repudio al editorial firmado por 7.000 personas, entre ellos intelectuales como el centenario arquitecto Oscar Niemeyer y el compositor y escritor Chico Buarque.


Publicado em El Mundo.es - pescado do Blog do Paulinho

Dilma, sobre a ditadura: "a branda eu não conheci!"

publicada em quarta, 11/03/2009 às 11:38 e atualizado em quarta, 11/03/2009 às 12:02

A ministra Dilma Roussef já percebeu que, se ficar quieta, será triturada pelo principal partido serrista: o Partido da Imprensa.

Sem citar a "Folha", Dilma deu ontem uma estocada no jornal dos Frias (um jornal que -segundo várias testemunhas- emprestava carros para transportar torturadores a serviço do DOI-CODI, nos anos 70). Ao fim de um seminário em Brasília, a ministra (que foi militante de esquerda, presa e torturada pela ditadura) alfinetou: "muitos ainda chamam a ditadura de ditabranda. Uma inversão absurda da questão relativa a qualquer processo de restrição de liberdade". E completou: "sou produto da [dita] dura, a branda eu não conheci".

Dilma sabe onde está a oposição: arrogância dos Frias não ficou sem resposta

A "Folha" vestiu a carapuça e noticiou a declaração de Dilma. A "Folha" também aproveitou para lembrar que Otavinho (Frias Filho) divulgou nota no último domingo, reconhecendo que o uso do termo "ditabranda" num editorial foi um "erro".

Aqui no Escrevinhador, você já ficou sabendo que o espisódio "ditabranda" fez a "Folha" perder assinantes: é o que diz o blog do Sakamoto http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/ditabranda-doi-no-bolso-folha-ja-perdeu-2-mil-assinantes-diz-blog-do-sakamoto.

Aqui, também, você teve acesso à cobertura completa do ato no último sábado - quando cerca de 300 pessoas protestaram em frente ao jornal http://www.rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/fatos-e-fotos-ditabranda-e-a-porra.

O incrível é que nada disso diminui a arrogância dos Frias. Na mesma nota em que reconheceu o "erro", Otavinho manteve a crítica a intelectuais de esquerda (Maria Vitória Benevides e Fabio Comparato): "falta a esses democratas de fachada mostrar que repudiam, com o mesmo furor inquisitorial, os métodos das ditaduras de esquerda com as quais simpatizam".

Então, vamos combinar com a "Folha" o contrário: o jornal só pode criticar o "autoritarismo de esquerrda" se manifestar sempre sua indignação contra as ditaduras de direita aqui na América do Sul. A cada vez que falar da "ditadura cubana", os Frias terã que falar mal também de Médici, Geisel, Pinochet. E terão que dizer: estivemos com eles, ajudamos a matar gente no Doi-Codi, mas hoje estamos arrependidos.

Combinado? Não? Então, sigamos cancelando as assinaturas , pra fazer essa facção serrista sentir no bolso as consequências de seus atos.


Pescado do Escrevinhador, de Rodrigo Vianna

Prêmio Nobel: Brasil é vitima inocente da crise. Miriam: a culpa é do Brasil. Você leva ela a sério?

11/março/2009 11:42

Quem mandou o Stiglitz não ler a Miriam? Disse besteira

Quem mandou o Stiglitz não ler a Miriam? Disse besteira


Saiu no Estadão, pág B7:

“Joseph Stiglitz, Nobel de Economia: ‘Brasil é vítima inocente da crise … mesmo os países (como o Brasil) que fizeram a lição de casa, tiveram boas políticas e boa situação macroecônomica vão ser afetados.”

No Globo, na seção de Economia, pág. 20, seção Panorama Econômico, Miriam Leitão diz:

“os erros (de Lula) da crise. A crise é externa: veio de fora. Mas os erros do Governo são …”

Hoje, no Bom (?) Dia Brasil, Miriam, de pé, celebrou com champagne a queda de 3,6% do PIB no último trimestre do ano passado. (Ela não perde por esperar…)

Miriam é a ideóloga do Partido do Quanto Pior Melhor, o PQPM, cujo presidente de honra é o Farol de Alexandria.



A Miriam é o mais conspícuo exemplo dos colonistas (*) do PiG (**), que exultam com a queda da economia no último trimestre do ano passado.

Desenha-se o quadro ideal para assegurar a posse antecipada do Zé Pedágio: a economia desmorona, comprova-se a incompetência do operário metalúrgico, e o Brasil, de joelhos, pede a intervenção salvadora do Zé Pedágio, economista competente, que não é uma coisa nem outra.

Como Zé Pedágio poderia suceder Lula, imediatamente?

Simples.

Com um decreto secreto do Supremo Presidente Gilmar Dantas, segundo Ricardo Noblat…

Em tempo: diz-se no PiG que o Supremo Presidente do Supremo ligou para a CNBB para reclamar da Pastoral da Terra, que o chamou às falas e o acusou de andar rápido para tirar Daniel Dantas da cadeia, e lento para apurar os crimes contra trabalhadores rurais.

Leia “Igreja chama Gilmar às falas”

Não precisava.

Esforço inútil.

O PiG ignorou a nota da Pastoral…

Paulo Henrique Amorim


(*)Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (**) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

Publicado por admin · Canal

Pescado do Conversa Afiada

terça-feira, 10 de março de 2009

HAY QUE ENDURECER, PERO SIN PERDER LA TERNURA JAMÁS

'Sou uma mulher dura cercada de homens meigos', diz Dilma


Ao falar sobre sua experiência no poder, candidata de Lula em 2010, condena preconceito contra mulheres.


Agencia Estado


BRASÍLIA - A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, reclamou, em tom de desabafo, dos preconceitos sofridos pelas mulheres em cargos de chefia. Candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sucessão em 2010, ela arrancou aplausos em seminário sobre mulheres ao defender maior participação feminina em órgãos públicos e empresas, e chegou a comentar sua experiência no poder. "Em condições de poder, a mulher deixa de ser vista como objeto frágil e isso é imperdoável", afirmou. "Aí começa a história da mulher dura. É verdade: eu sou uma mulher dura cercada de homens meigos".

Em discurso, a ministra disse que as mulheres que alcançam o poder não podem cometer os mesmo erros que às vezes os homens cometem. "Eles mandam e desmandam. E são suaves e meigos." Dilma avaliou que o problema do preconceito na vida pública é sofrido menos por mulheres que estão à frente de programas da área social, como saúde, meio ambiente e educação, funções que segundo ela sempre são consideradas pela sociedade como relevantes e estratégicas.

O preconceito é maior, na sua avaliação, no caso de mulheres que comandam outras áreas. "Nós também somos mulheres capazes de atuar em áreas restritas, até agora, a homens. Eu sempre estive em áreas restritas a homens. Eu fui secretária de Fazenda, secretária e ministra de Minas e Energia e, agora, chefe da Casa Civil. Sempre fui a primeira e tenho certeza de que não serei a última".

No discurso, a ministra afirmou que, daqui para frente, vai bater forte numa tecla que o presidente sempre bateu: a luta contra o preconceito. "O presidente sempre diz que não pode errar, pois fica difícil um outro trabalhador concorrer à Presidência. E nós, mulheres, também não podemos errar. É muito importante que tenhamos mulheres em áreas que só têm homem". A ministra citou a escritora francesa Simone de Beauvoir: "ela dizia que a gente não nasce mulher; a gente se torna mulher. É uma construção histórica e cultural. E, no Brasil, a mulher tem uma forma generosa, mas sobretudo responsável e ética. Eu não quero cair numa situação fácil de dizer que a mulher é mais sensível e terna".

Dilma disse que diariamente lida com problemas de preconceito e discriminação. Citou o caso da Petrobras, onde, segundo ela, só em 2007 foi nomeada a primeira diretora. A ministra ressaltou a importância de uma maior participação das mulheres na política. "Nós devemos participar de todo um processo de atuação política, sobretudo em conjunto, com as mulheres colocando a cabeça para fora para se eleger prefeitas, vereadoras, se tornar secretárias e governadoras." Fez ainda uma menção a uma colega de luta armada, Eleni Guariba, morta durante o regime militar, ao lembrar que a violência, naquela época, não discriminou homens e mulheres. "A violência que bateu em Pedro também bateu em Maria", comentou.


'Ditabranda'

Ela criticou ainda avaliações feitas por setores da imprensa que classificaram o regime militar como uma "ditabranda" - a ministra se referia a editorial publicado no dia 17 de fevereiro pela "Folha de S.Paulo", que citava a expressão. "Muitos ainda chamam a ditadura de ditabranda, numa inversão absurda de um processo de prisões, tortura e morte." Segundo ela, "é um absurdo dizer que um regime de exceção foi menos violento que outro." "Não interessa se são dez, cem ou mil que morreram. E no Brasil não morreu apenas um punhado de gente".

segunda-feira, 9 de março de 2009

REPERCUSSÕES DO ATO "DITABRANDA"



Pescado do Blog Maria Frô

Encontro de petistas vira ato de desagravo a Dirceu no RS

A festa de 50 anos do e secretário de Finanças do PT nacional, o gaúcho Paulo Ferreira, em Canoas (RS), se transformou em um ato de desagravo ao ex-ministro José Dirceu, que estava presente na festa. De acordo com o jornal Zero Hora, Dirceu foi abraçado e aplaudido, posou para fotos, conversou com militantes e ganhou presente.

O ex-ministro não participava das atividades do partido no Rio Grande do Sul desde dezembro de 2005, quando teve o mandato cassado pelo suposto envolvimento no esquema do mensalão - em que o governo foi acusado de dar dinheiro a parlamentares em troca de apoio político. No encontro petista, militantes gritavam "Dirceu, guerreiro do Brasil" e lamentavam o episódio que levou à sua cassação.
Ao comentar sobre as eleições presidenciais, Dirceu disse que aposta na vitória da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e que ela já está ganhando perfil de candidata. Ele disse que já comunicou tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a própria Dilma de que sua prioridade neste ano é se engajar na campanha do PT à Presidência.
Na tarde desta segunda-feira, Dirceu deve se reunir com o presidente estadual do PT, Olívio Dutra, no diretório estadual. Ontem, ele se encontrou com o deputado federal Marco Maia e o prefeito de Canoas, Jairo Jorge. Já o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o deputado estadual Raul Pont, não compareceram ao evento.
Redação Terra

Pescado do Blog DESABAFO PAÍS

E ASSIM NASCEU A BLOGOSFERA...PARTE I





Guerra cultural e transformações sociais: as eleições presidenciais de 2006 e a "blogosfera"


*Roberto Grün


Professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de São Carlos (DEP/UFSCar); pesquisador do Núcleo de Estudos em Sociologia Econômica e das Finanças da Universidade Federal de São Carlos (Nesefi/UFSCar). E-mail: rgrun@uol.com.br


Introdução


A disputa eleitoral pela presidência da República do Brasil, em 2006, abriu uma janela interessante para a Sociologia analisar mudanças sociais e econômicas "a quente ". A energia social deflagrada produziu uma série de solavancos em crenças e convenções culturais e econômicas que pareciam dados permanentes da realidade. Assistimos a uma transformação do espaço dos pensáveis e dos possíveis. Ela deflagra uma dinâmica cultural e política cujas conseqüências de longo prazo são difíceis de avaliar, mas que levaram a alterações importantes nos pressupostos da atividade econômica e financeira. Em termos analíticos, passamos de um período em que o grupo político e ideológico reunido em torno de Fernando Henrique Cardoso (FHC) controlou a agenda econômica da sociedade brasileira, que durou até as eleições de 2006, para um novo momento no qual tal controle parece ter se desvanecido, ou, pelo menos, enfraquecido.
O texto que apresentamos pretende ser uma análise da disputa cultural que, esperamos poder provar, subsume a disputa propriamente política e lhe confere inteligibilidade sociológica. Ele procura mostrar que o episódio em questão é um capítulo importante de uma guerra cultural que atravessa a sociedade brasileira e que os resultados parciais dessa disputa condicionam suas alternativas tanto na esfera política quanto na econômica. Na análise que se segue, procuramos demonstrar a importância da inflexão observada, tentando levar em conta não só as mudanças, mas também as inércias que apareceram no período. Trata-se, assim, de uma sociologia econômica do conflito cultural, que procura, em algumas características da dinâmica cultural, as chaves para apreender a dinâmica econômica da sociedade.


A polissemia e a dominação


Na ordenação das evidências que informam investigações sobre dinâmica social, análises em cross-section guardam uma aparência de rigor, mas, dificilmente, conseguem introduzir o movimento na sua chave explicativa. Por sua vez, cronologias são facilmente impugnadas pela acusação de arbitrariedade na seleção de fatos considerados relevantes. A busca de um sentido para o fluxo de fatos produzidos recentemente em torno das eleições presidenciais de 2006, no Brasil, pode ser um interessante ponto de entrada para sair dessa oposição desvitalizante. Nesse sentido, a presente análise pode ser considerada como um primeiro tiro, a ser calibrado pela crítica dos pares que, certamente, acompanharam os eventos que discuto e podem melhorar ou infirmar as seqüências que alinhavo. Cremos, assim, podermos justificar a celeridade em discutir um tema do presente, pois ela é necessária para registrar um raro momento em que a janela ficou aberta, deixando-nos ver, claramente, os traços de disputas culturais, políticas e econômicas fundamentais para o futuro da sociedade brasileira, que, normalmente, não se deixam revelar.
A análise dos modos de dominação induz a armadilha estática: se os poderosos do momento têm ao seu dispor tantas armas, além do reconhecimento tácito da legitimidade da sua dominação e também a capacidade quase infinita de cooptar os recém-chegados às elites do poder, como, então, as sociedades acabam se transformando? Pretendemos tratar esse problema mediante a análise de alguns eventos ocorridos na campanha de 2006 para a presidência do Brasil, que opôs, fundamentalmente, Lula a Alckmin. Para tanto, procuraremos explorar a polissemia presente no debate daquele momento, bem como as suas conseqüências para o futuro da sociedade, e também deduzir, a partir dessa matéria-prima cultural, algumas revelações sobre a estrutura social brasileira do presente.
A polissemia aparece em contenciosos culturais e suas conseqüências se espraiam nas esferas econômica e social (Darnton, 1986; Bourdieu, 1997; Donadone e Grün, 2001). Neles, os atores disputam, principalmente, a interpretação hegemônica da realidade: a que prevalece assinala a vitória durável de um grupo ou do outro, porque as interpretações instituem as categorias cognitivas a partir das quais a realidade passa a ser entendida e, portanto, transformada ou conservada. A disputa cognitiva é, assim, uma espécie de metapolítica, que produz o espaço de referências possíveis e prováveis para balizar os contenciosos, predeterminando, em grande medida, os seus resultados (Bourdieu, 1997). Exemplificando, uma transformação simbólica recente é a que (re)categoriza o exercício da sexualidade feminina: na versão precedente, oriunda do período vitoriano inglês, ela devia estar subordinada às obrigações familiares que preconizavam a castidade das solteiras e a fidelidade das casadas acima de quaisquer outras considerações (Mosse, 1985). Na que começou a ser propagada com o advento da psicanálise e a prevalecer depois da "revolução feminista " dos anos 1960-70, instaurou-se a busca do amor e do prazer como os princípios estruturantes do comportamento. Não é necessário registrar que a alteração das categorias de percepção da realidade foi produzida pelo embate social e que a sua instituição alterou significativamente a convivência humana, a ponto de as gerações que iniciaram sua vida depois da mudança viverem-na como se fosse simplesmente "a natureza humana ", sem, sequer, imaginar "como era possível " a configuração anterior (Swidler, 2001).
O exemplo da questão de gênero mostra uma realidade já mais ou menos consolidada1. Aqui, porém, pretendemos mostrar algumas possibilidades de tratamento e acompanhamento de mudanças simbólicas significativas bem menos consolidadas. Logo, falamos de um embate simbólico cujos principais movimentos ainda estão acontecendo aos nossos olhos, o que complica a análise sociológica, mas também a torna mais sedutora.

Igor Romanov - leia as continuações no blog de coxipodaponte


Obama quiere el petróleo de Lula

Washington pretende poner fin a su dependencia energética de Venezuela

por FRANCHO BARÓN

Brasil y EE UU mantienen contactos informales con el objetivo de cerrar un futuro acuerdo comercial que aumente el flujo de petróleo y derivados desde el gigante suramericano hacia su vecino del norte. La recién estrenada Administración de Barack Obama ya ha dejado clara su voluntad de incrementar considerablemente las importaciones de crudo brasileño. De concretarse el pacto comercial, algo que hoy por hoy parece muy probable y que depende únicamente de Brasil, la consecuencia más directa sería el desplazamiento de Venezuela del mercado energético estadounidense, donde actualmente consigue colocar entre el 40% y el 70% de su producción petrolífera.

Leia mais no El País>>>

Mulheres da Via Campesina ocupam fazenda da Votorantim e cortam eucalipto

Cerca de 700 mulheres da Via Campesina ocupar

am na manhã de hoje (9) a fazenda Ana Paula, de propriedade da Votorantim Celulose e Papel (VCP). A ocupação foi iniciada com o corte de eucalipto na área. A ação faz parte da Jornada Nacional de Luta das Mulheres da Via Campesina e pretende denunciar as

conseqüências da monocultura do eucalipto na regiã

o (desertificação e ameaça à biodiversidade da região que conta com cerca de 3 mil espécies de plantas). Em muitas áreas, diz a Via Campesina, já f

alta água para o consumo humano e para a criação de animais. A organização cita uma pesquisa da UFRGS, segundo a qual, a monocultura de plantas exóticas na região consumirá 20% mais água do que chove no pampa.


A ocupação também denuncia o envolvimento da VCP em operações de especulação financeira. Uma nota divulgada pela Via Campesina afirma:


“Depois de especular contra a moeda brasileira e ter prejuízos com a crise financeira, a VCP recebeu R$ 6,6 bilhões do governo brasileiro para adquirir a Aracruz Celulose, através da compra de metade da carteira do Banco Votorantim e de um empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O custo da compra foi de R$ 5,6 bilhões. A VCP havia prometido gerar 30 mil empregos no estado e mesmo recebendo recursos e isenções fiscais dos governos federal, estadual e de municípios, a Aracruz causou a demissão de 1,2 mil trabalhadores em Guaíba, entre trabalhadores temporários e sistemistas, e a VCP outros 2 mil trabalhadores na metade sul. O agronegócio foi o segundo setor que mais demitiu com a crise financeira. Apenas em dezembro, o agronegócio demitiu 134 mil pessoas em todo país”.

domingo, 8 de março de 2009


JUSCI:

Hoje comemoramos o Dia Internacional das Mulheres, mas os dias das mulheres são todos os dias...Dias de luta pela sobrevivência digna, pela autonomia, pela liberdade e por tantos outros direitos que deveriam ser respeitados, mas que nem sempre o são...Que reflitamos hoje sobre o papel das mulheres na sociedade e sobre os desafios que estão colocados para todos(as) nós! Por uma sociedade que valorize a mulher em todos os aspectos de sua vida, mas principalmente que a liberte do jugo patriarcal à que está submetida! Viva a mudança da sociedade brasileira! Uma vida melhor para a mulher é uma vida melhor para todos nós! !!Um beijo no coração de cada uma de vocês !

Perly Cipriano e seu saboroso livro “Vai quem quer”

Eu esperava tudo de Perly Cipriano, atual Subsecretário da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, menos um saboroso livro de memória. Não as memórias dos tempos de chumbo da ditadura militar, mas um livro de memórias do menino, da infância vivida na pequena e rural “Vai quem Quer”, localidade da também pequena e rural Barra de São Francisco, na antiga região do Contestado, no Estado do Espírito Santo. Ao vasculhar o passado, ele encontra pegadas que nos ensinam a renascer e a compreender o presente, como ele diz, “sem o véu da esperança”. O retorno ao passado desmancha ilusões e traz tristezas, mas, também, surpresas agradáveis.

Digo que não esperava de Perly Cipriano um livro de memórias infantis porque – acho que é um preconceito meu - seria mais natural que ele escrevesse suas memórias políticas. Ex-militante do PCB, depois militante da luta armada pela ALN, em 1970 foi preso em Olinda, barbaramente torturado, acabou condenado a 94 anos de prisão.

Ficou dez anos preso e só foi libertado pela Anistia. Ainda preso, em 1979, participou dos debates para a criação do Partido dos Trabalhadores (PT). Fundador do PT, concorreu ao governo do Espírito Santo em 1982 e presidiu o partido naquele Estado por duas vezes. Foi deputado estadual, chefe de gabinete do prefeito de Vitória, Vitor Buaiz, vereador e Secretário Estadual de Justiça e Cidadania durante o Governo Vitor Buaiz.

Em 2003, a convite de Nilmário Miranda, assumiu a Subsecretaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos vinculada à Presidência da República. Em 2006, foi homenageado com o título de Cidadão Honorário de Brasília, em 2007 foi agraciado com a Comenda Domingos Martins, concedida pela Assembléia Legislativa do Espírito Santo. Nilmário Miranda deixou a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, voltou para Minas Gerais, e Perly Cipriano continuou Subsecretário na atual gestão de Paulo Vanucchi.

Companheiros no passado e no presente, coube a Nilmário Miranda assinar o Prefácio da obra “Vai quem quer”. Eles se conheceram no Presídio Frei Caneca, no Rio de Janeiro, em 1978. Tornaram-se amigos. Juntos, em 1995, foram a Roma para um congresso internacional contra a pena de morte. “Lá se vão três décadas de uma sólida amizade. Perly é um militante do bem. Solidário, inquieto, humanista, amante da vida, das coisas do mundo, da História. E é um bom contador de histórias (...) lendo “Vai quem quer” vê-se que Perly sessentão é o mesmo Perly da infância”.

Eu aprendi que Perly Cipriano é um revolucionário, sensível, capaz de desvelar as suas lembranças de até os nove anos de idade e também nos fazer viajar. Como escreve Nilmário, ele nos faz viajar ao falar de suas impressões de menino sobre “o quadro do céu e do inferno, o rádio, o picolé, a magia do cinema, o primeiro encontro com o mar, o bonde, a violência, a maldade da tortura, o suicídio, os nomes das ruas de sua aldeia e até a posse da primeira caneta BIC”. Aprendi que o “Vai quem quer” sempre existiu e sempre existirá para todas as pessoas. Um tesouro no fundo do tacho.

Nem sei se o livro de Perly Cipriano está à venda nas livrarias. Foi editado pela Gráfica Editora Palloti, de Porto Alegre. Eu o encontrei em Salvador, onde veio para proferir uma palestra sobre Direitos Humanos. Poucos dias depois chegou-me o livro pelo Correio. Perly Cipriano é autor de “Pequenas Histórias de Cadeia” e “Fome de Liberdade”, ambos escritos em parceria com o ex-deputado federal Gilney Amorim (PT), também um ex-preso político condenado pela ditadura militar a uma pena a perder de vista. Daí talvez meu preconceito, de esperar do militante apenas temas políticos.

Ainda assim, o militante do bem não se livra da Política com P maiúsculo, ao dedicar seu livro “às pessoas idosas que buscam no mundo da infância lições e recordações para confirmar que valeu a pena viver” e também “às crianças, que um dia envelhecerão levando consigo suas lembranças”.

JUNTOS SOMOS FORTES!

Queridos, meu recado é mais uma vez um plágio( e quequetem, né?) .

Pensando numa msg , ia recebendo outras de amigos e companheiros e todas tocantes. Lembrei então dos homens que se colocam conosco na luta para conquistar igualdade e respeito.

Minha homenagem e agradecimento hoje, é para eles: OS HOMENS QUE ESTAO NOS HOMENAGEANDO DIARIMENTE, se colocando conosco na luta.

JUNTOS SOMOS FORTES. Um bjao a todose todas
Nanda Tardin


Lá se vai, longe, o tempo em que a maioria das mulheres brasileiras eram subservientes à luz dos costumes e tradições. Não podiam opinar, não podiam produzir, não podiam participar, não podiam estudar, não podiam gozar...
O papel da mulher na sociedade era, no máximo, o de mera coadjuvante e, na maioria das vezes, somente servil - fruto de uma cultura milenar.
Todas as vitórias alcançadas, que puseram as mulheres em condições de igualdade com o sexo masculino no banco escolar, na fábrica, na faculdades, nos diversos campos sociais e na cama, são frutos da luta de algumas abnegadas que tudo isso conquistaram, sem perder a sua maior característica - a feminilidade.
Algumas foram queimadas nas fogueiras da inquizição; ridicularizadas e estigmatizadas por grupos sociais conservadores e torturadas nos porões da ditadura, para que essas conquistas se solidificassem.
à elas, essas heroínas que fizeram valer o avanço dessas e outras conquistas, a nossa homenagem neste dia 8 de Março - Dia Internacional da Mulher!
Parabéns para você, mulher, mãe, irmã, avó, guerreira, companheira, cidadã, fêmea...
Parafraseando Guevara:
"Hai que endurecer, pero sin perder la feminidad jamas!"
Paulo Célio

Esta mensagem foi enviada por Nanda Tardin A HORA é ESSA. Para ver o perfil de Nanda Tardin, clique aqui.

Mulher




Você que busca no dia a dia sua
independência, sua liberdade, sua
identidade própria;

Você que luta profissional e
emocionalmente, para ser
valorizada e compreendida;

Você que a cada momento tenta ser a
companheira, a amiga, a "rainha do lar";

Você que batalha incansavelmente por seus
próprios direitos e também por um mundo
mais justo e por uma sociedade sem
violências;

Você que resiste aos sarcasmos daqueles
que a chamam de, pejorativamente, de
feminista liberal e que já ocupa um
espaço na fábrica, na escola, na
empresa e na política;

Você, eu, nós que temos a capacidade de
gerar outro ser, temos também o dever de
gerar alternativas para que a nossa Ação
criadora, realmente ajude
outras
mulheres a conquistarem
a liberdade de Ser...

sábado, 7 de março de 2009

JOSÉ DIRCEU EM CUIABÁ

A tendência interna do Partido dos Trabalhadores Construindo um Novo Brasil - CNB - trouxe neste sábado à Cuiabá o ex-ministro da casa civil JOSÉ DIRCEU.

GUERRILHEIROS VIRTU@IS
compareceram à Associação dos Municípios do Mato Grosso e tiveram a oportunidade de participar de coletiva concedida pelo mesmo. Como os GUERRILHEIROS não são jornalistas, mas apenas dão pitacos em algumas áreas, não levaram gravador e agora, algumas horas mais tarde, dão trato à memória para poder reproduzir o que foi dito na ocasião:

Quando perguntado se havia vindo ao Mato Grosso para detonar o ex-Senador Antego Paes e Barros respondeu que em seu blog limitou-se a reproduzir reportagem publicada na Grande imprensa, mas que se por exemplo o Governador fosse o Abicalil e ele, morador de Brasília, fosse convidado a participar de algum conselho de administração aqui em Cuiabá, certamente seria capa da Veja com denúncias fortíssimas pedindo a imediata exclusão de seu nome e até o impedimento do governador. A quem o ex-senador deve esclarecer é ao povo mato-grossense e o governador de São Paulo ao seu estado esclarecendo da real necessidade desta nomeação.

Perguntado daí se Abicalil seria seu nome para o governo do estado, respondeu que no PT temos diversos nomes com estatura para o cargo, mas lembrou que o PT do MT tem um compromisso com o atual governo e que em princípio isto será discutido em conjunto quando chegar o momento.

Perguntado sobre a polêmica do neologismo criado pela Folha de São Paulo (ditabranda), que gerou um protesto na data de hoje (07.03) em frente à redação do Jornal, ele que sentiu na pele esta ditadura foi enfático: "O que a folha deveria fazer é um pedido público de desculpas ao Brasil!" (Esta pergunta foi feita pelos GUERRILHEIROS)

GUERRILHEIROS VIRTU@IS aproveitam para mostrar sua discordância com dirigente que deu entrevista a órgão de imprensa e declarou que José Dirceu não era bem vindo. Só quem não conhece a história deste valoroso combatente, militante importantíssimo na criação de nosso partido, de tantas lutas e de tanto sofrimento é que poderia emitir uma opinião tão despropositada.

SEJA SEMPRE BEM-VINDO, JOSÉ DIRCEU, CUIABÁ, OS PETISTAS E QUEM CONHECE TUA HISTÓRIA TE RECEBERÃO SEMPRE DE BRAÇOS ABERTOS!

No olho das ruas, por Juremir Machado da Silva.

Certas nuanças do comportamento humano me fascinam. Eu custo a crer que algumas pessoas resolvam mentir correndo o risco de desmoralização pública. É por isso que acredito em Luciana Genro, Roberto Robaina e Pedro Ruas quando eles dizem ter visto um vídeo comprometedor para o governo de Yeda Crusius. Tive uma longa conversa com o vereador Pedro Ruas sobre isso. Eu disse a ele o óbvio: se as provas anunciadas pelo PSol existirem, cai o governo. Se não existirem ou nunca aparecerem, cai o PSol. Se bem que provas semelhantes não derrubaram Luiz Inácio do Planalto. Pedro Ruas não hesitou um segundo: viu, em Curitiba, um vídeo gravado por Lair Ferst com parte de 28 pontos relativos a supostos ilícitos praticados por pessoas ligadas à campanha e ao governo de Yeda Crusius.

É um jogo com lances jurídicos palpitantes. O PSol, segundo Ruas, jamais disse estar de posse das provas. Mas indicou onde estão: no Ministério Público Federal. Não disse tampouco que haveria um processo contra Aod Cunha. Ainda. Limitou-se a indicar que os tais vídeos vinculariam Aod ao caixa 2 da campanha de Yeda. O jogo jurídico é curioso. No fundo, o melhor para o PSol seria um processo movido por um dos acusados. Isso permitiria ao PSol, na condição de réu, requerer acesso às provas (os vídeos) em poder do MPF. Ninguém, no entanto, apesar das acusações gravíssimas, parece ter pressa, indignação ou vontade de recorrer à Justiça. Estômago de político é diferente. Será que é justamente para não dar ao PSol acesso legal aos vídeos? Que mundo estranho! O acusador garante ter visto provas que podem provocar um terremoto político sem precedentes. As provas estariam com os representantes da lei. Ah, bom! Então serão mostradas logo? Não se sabe. Aí é que pode morar o problema.

Pedro Ruas insiste num ponto: nenhum dos acusados negou literalmente as acusações. Nenhum deles teria dito algo simples e direto: é tudo mentira. Nem a governadora. Lair Ferst, o homem das gravações de mais de oito horas, resumidas num material explosivo de menos de 60 minutos, teria sido beneficiado pelo mecanismo da delação premiada, o que o aliviaria em seis anos de prisão. Ruas teria visto o documento da delação premiada, homologado judicialmente, mostrado pelo interessado. Olhei Ruas nos olhos. Perguntei se estava tranquilo. Quis saber se ele pegava no sono e dormia em paz. Vi um homem seguro. Admitiu que tranquilidade é uma palavra excessiva em meio a um furacão. Em contrapartida, foi categórico: as provas existem, ele as viu e agora é só uma questão de tempo. O tempo da Justiça, porém, não é o da urgência da vida.

Pode demorar muito. O argumento principal de Ruas é para mim o mais simples de todos: alguém que se respeite e tenha a perder o seu principal capital, a credibilidade, chamaria uma coletiva de imprensa para revelar ter visto um vídeo que jamais viu e que talvez nem exista? Não seria verossímil nem em novela das 8h. Nesse xadrez jurídico e político, uma pergunta de leigo pode fazer muito sentido: caixa 2, mesmo comprovado, é suficiente, neste Brasil hipermoderno, para derrubar um governo? As cassações de Cássio Cunha Lima e Jackson Lago por crime eleitoral dão o que pensar. Se Ruas estiver mentindo, merecerá um Oscar de interpretação. Isso me faz achar que o governo terá ainda de dar muitas explicações.

Que o Deus de Justiça ilumine nosso País e o livre de juízes como Gilmar Mendes!

*Do Terra Magazine

A Comissão Pastoral da Terra, órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou uma nota contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

“Que o Deus de Justiça ilumine nosso País e o livre de juízes como Gilmar Mendes!”, diz Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges. Confira a íntegra.

“Ai dos que coam mosquitos e engolem camelos” (MT 23,24)

Nota Pública sobre as declarações do presidente do STF, Gilmar Mendes

A Coordenação Nacional da CPT diante das manifestações do presidente do STF, Gilmar Mendes, vem a público se manifestar.

No dia 25 de fevereiro, à raiz da morte de quatro seguranças armados de fazendas no Pernambuco e de ocupações de terras no Pontal do Paranapanema, o ministro acusou os movimentos de praticarem ações ilegais e criticou o poder executivo de cometer ato ilícito por repassar recursos públicos para quem, segundo ele, pratica ações ilegais. Cobrou do Ministério Público investigação sobre tais repasses. No dia 4 de março, voltou à carga discordando do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, para quem o repasse de dinheiro público a entidades que “invadem” propriedades públicas ou privadas, como o MST, não deve ser classificado automaticamente como crime.O ministro, então, anunciou a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), do qual ele mesmo é presidente, de recomendar aos tribunais de todo o país que seja dada prioridade a ações sobre conflitos fundiários.

Esta medida de dar prioridade aos conflitos agrários era mais do que necessária. Quem sabe com ela aconteça o julgamento das apelações dos responsáveis pelo massacre de Eldorado de Carajás, (PA), sucedido em 1996; tenha um desfecho o processo do massacre de Corumbiara, (RO), (1995); seja por fim julgada a chacina dos fiscais do Ministério do Trabalho, em Unaí, MG (2004); seja também julgado o massacre de sem terras, em Felisburgo (MG) 2004; o mesmo acontecendo com o arrastado julgamento do assassinato de Irmã Dorothy Stang, em Anapu (PA) no ano de2005, e cuja federalização foi negada pelo STJ, em 2005.

Quem sabe com esta medida possam ser analisados os mais de mil e quinhentos casos de assassinato de trabalhadores do campo. A CPT, com efeito, registrou de 1985 a 2007, 1.117 ocorrências de conflitos com a morte de 1.493 trabalhadores. (Em 2008, ainda dados parciais, são 23 os assassinatos). Destas 1.117 ocorrências, só 85 foram julgadas até hoje, tendo sido condenados 71 executores dos crimes e absolvidos 49 e condenados somente 19 mandantes, dos quais nenhum se encontra preso. Ou aguardam julgamento das apelações em liberdade, ou fugiram da prisão, muitas vezes pela porta da frente, ou morreram.

Causa estranheza, porém, o fato desta medida estar sendo tomada neste momento. A prioridade pedida pelo CNJ será para o conjunto dos conflitos fundiários ou para levantar as ações dos sem terra a fim de incriminá-los? Pelo que se pode deduzir da fala do presidente do STF, “faltam só dois anos para o fim do governo Lula”… e não se pode esperar, “pois estamos falando de mortes” nos parece ser a segunda alternativa, pois conflitos fundiários, seguidos de mortes, são constantes. Alguém já viu, por acaso, este presidente do Supremo se levantar contra a violência que se abate sobre os trabalhadores do campo, ou denunciar a grilagem de terras públicas, ou cobrar medidas contra os fazendeiros que exploram mão-de-obra escrava?

Ao contrário, o ministro vem se mostrando insistentemente zeloso em cobrar do governo as migalhas repassadas aos movimentos que hoje abastecem dezenas de cidades brasileiras com os produtos dos seus assentamentos, que conseguiram, com sua produção, elevar a renda de diversos municípios, além de suprirem o poder público em ações de educação, de assistência técnica, e em ações comunitárias. O ministro não faz a mesma cobrança em relação ao repasse de vultosos recursos ao agronegócio e às suas entidades de classe.

Pelas intervenções do ministro se deduz que ele vê na organização dos trabalhadores sem terra, sobretudo no MST, uma ameaça constante aos direitos constitucionais.

O ministro Gilmar Mendes não esconde sua parcialidade e de que lado está. Como grande proprietário de terra no Mato Grosso ele é um representante das elites brasileiras, ciosas dos seus privilégios. Para ele e para elas os que valem, são os que impulsionam o “progresso”, embora ao preço do desvio de recursos, da grilagem de terras, da destruição do meio-ambiente, e da exploração da mão de obra em condições análogas às de trabalho escravo. Gilmar Mendes escancara aos olhos da Nação a realidade do poder judiciário que, com raras exceções, vem colocando o direito à propriedade da terra como um direito absoluto e relativiza a sua função social. O poder judiciário, na maioria das vezes leniente com a classe dominante é agílimo para atender suas demandas contra os pequenos e extremamente lento ou omisso em face das justas reivindicações destes. Exemplo disso foi a veloz libertação do banqueiro Daniel Dantas, também grande latifundiário no Pará, mesmo pesando sobre ele acusações muito sérias, inclusive de tentativa de corrupção.

O Evangelho é incisivo ao denunciar a hipocrisia reinante nas altas esferas do poder: “Ai de vocês, guias cegos, vocês coam um mosquito, mas engolem um camelo” (MT 23,23-24).

Que o Deus de Justiça ilumine nosso País e o livre de juízes como Gilmar Mendes!

Goiânia, 6 de março de 2009.
Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges

Presidente da Comissão Pastoral da Terra

Alberto Bilac de Freitas

Escrito por Alberto Bilac de Freitas Nobre

GUERRILHEIROS VIRTU@IS divulgam fotos do ato em SP







FOTOS DE GUTO CARVALHO

ditabranda: ninguem merece...

Estudante mostra como o prefeito Wilson Santos e os donos das empresas de ônibus tratam os pobres e os filhos dos pobres.

Para conseguir o passe livre, povo é exposto a uma humilhação cotidiana na sede da MTU


A Página do E publica, abaixo, o testemunho de Jales Hornik, acadêmico de Economia da UFMT, sobre as novas condições degradantes ofertadas pela MTU/Prefeitura aos estudantes que buscam o recadastramento do seu cartão transporte para ter direito ao passe livre, em Cuiabá. É um retrato chocante dos maus tratos a que a Prefeitura de Cuiabá, sob o governo de Wilson Santos, e os patrões donos das empresas de ônibus impõe ao povo de Cuiabá. Confiram

ESTUDANTE DENUNCIA:
MTU ATENDE NO SUBSOLO DE UMA GARAGEM. ILU
MINAÇÃO É PRECÁRIA, TEM POUCA VENTILAÇÃO,

SÓ UM BEBEDOURO (COM ÁGUA QUENTE)

E BANHEIROS IMUNDOS!!!!!!!!

TEM MAIS: MTU PROÍBE MÍDIA DE BATER FOTOS DO LOCAL
Por Jales Hornik (foto)

Desde sua implantação, todo ano o passe-livre estudantil sofre ataques, vindos dos empresários do setor de transporte urbano e do prefeito Wilson Santos. São tentativas de restrição de horário, de linhas e até mesmo de acabar com o beneficio. Isso é bem visível quando percebemos o esforço da MTU em dificultar ao máximo o recadastramento dos estudantes no inicio do ano.

Entretanto, em 2009 a falta de caráter dos empresários e a sua ira contra os estudantes que utilizam o passe-livre, sinceramente, me surpreenderam.

Quando cheguei à MTU para trocar meu cartão estudantil antigo pelo novo, custei a acreditar que, naquele calor de quase 40 graus, a associação dos empresários seria capaz de colocar, aproximadamente, 200 pessoas em uma garagem no subsolo para realizar o recadastramento e trocar seu cartão.

O local é mal iluminado, com pouca ventilação (quase sem janelas e com apenas três ventiladores). Tem apenas um único bebedouro – com água quente –, e dois banheiros imundos.

Sem contar que eu cheguei à MTU às 11h e só pude entrar na fila às 12h, daí saí de lá, sem conseguir trocar meu cartão, só às 16:00h!

Enquanto eu aguardava o atendimento naquela situação, a imagem que não saia da minha cabeça era a do filme “Estação Carandiru”.

Um lugar lotado, sujo, quente e pronto pra explodir, pois eu não era o único que estava muito irritado com a situação. Comecei, então, a entrar em contato com a imprensa, que mais tarde veio ao local. SÓ QUE O FOTÓGRAFO FOI IMPEDIDO DE ENTRAR E REGISTRAR IMAGENS.

Pra mim, não é novidade saber que a aliança entre o prefeito Wilson Santos e os empresários sempre serviu para promover lucro máximo para os primeiros, mas isto me surpreendeu por se tratar de uma verdadeira política anti-povo.

Eu me sinto humilhado com essa situação, e revoltado em saber que os empresários do transporte público, além de lucrar horrores, estejam dispostos a humilhar a população deste jeito para tentar impedir o acesso ao passe-livre e para que tenham uma passagem superfaturada de R$2,05.


Pescado da Pagina do E

PSDB só tem gente honesta - PF indicia tucanos em MT por crime eleitoral em 2002

FÁTIMA LESSA - Agencia Estado


CUIABÁ - A Polícia Federal (PF) indiciou dirigentes do PSDB de Mato Grosso por crimes eleitorais e formação de caixa dois que teriam sido praticados nas eleições de 2002. Foram indiciados o tesoureiro Paulo Ronan Ferreira e o presidente do Comitê, Lourival Ribeiro Santos. No mesmo inquérito foi indiciado o bicheiro e ex-comendador de Mato Grosso João Arcanjo Ribeiro, por crime contra o sistema financeiro. Arcanjo está preso na penitenciária de segurança máxima em Campo Grande (MS) por outros crimes.



Segundo a assessoria da PF, o inquérito foi instaurado para investigar lavagem de dinheiro. De acordo com os autos, em 2002 os dirigentes tucanos teriam realizado transações financeiras consideradas ilícitas com a VIP Factoring Ltda - de João Arcanjo -, de R$ 222.088,67, para financiamento das campanhas ao governo do Estado e ao Senado. Do total, segundo a PF, chegou a ser antecipado ao comitê R$ 168 mil. De acordo com a PF, o crime financeiro seria porque a factoring não possui registro como instituição financeira junto ao Banco Central. Já o crime eleitoral aconteceu porque o partido não poderia realizar transações de natureza comercial como teria ficado provado nos autos.



No inquérito também estava previsto o indiciamento do candidato ao Senado Dante Martins de Oliveira, naquelas eleições, mas ele faleceu. O juiz federal da 1ª Vara da Justiça Federal, Sebastião Julier, já encaminhou os autos para apreciação pelo Ministério Público Federal (MPF). Procurados, o advogados do PSDB e o advogado do João Arcanjo não atenderam o celular nem retornaram as ligações.

Pescado do blog Brasil, mostra a tua cara
Charge do Liberatti pescada do BLOG DO OMAR

AGNOSTICO - NA BUSCA INCESSANTE DA EXISTENCIA DE DEUS

MINHA CONVICÇÃO DE AGNÓSTICO

Agnóstico -As bases filosóficas do agnosticismo foram assentadas no século XVIII por Immanuel Kant e David Hume, porém só no século XIX é que o termo agnosticismo seria formulado. Seu autor foi o biólogo britânico Thomas Henry Huxley numa reunião da Sociedade Metafísica, em 1876. Ele definiu o agnóstico como alguém que acredita que a questão da existência ou não de um poder superior (Deus) não foi nem nunca será resolvida.



Eu, então defino "ser agnóstico", como a busca incessante da existência de Deus, e me desculpem os crentes se eu assim estiver ofendendo, não é a minha intenção. No CASO DO BISPO DE OLINDA, que excomungou A MÃE, A FAMÍLIA E A EQUIPE MÉDICA que contribuíram para o aborto da MENINA DE NOVE ANOS grávida, isso até facilita minha busca: TENHO A CONVICÇÃO DE QUE DEUS NÃO ESTÁ ALI, próximo do BISPO. Então SEI ONDE NÃO PROCURÁ-LO.

Além do mais, no caso da FIGURA DO ESTUPRADOR, talvez, creio eu, o BISPO TENHA A INTENÇÃO DE ATÉ CANONIZÁ-LO.

Ao excomungar e abrir processo na Justiça contra a mãe da menina de nove anos estuprada pelo padastro, grávida de gêmeos, e os médicos que a submeterem a aborto para salvar sua vida, dom Sobrinho alcançou a quase unanimidade _ contra ele e a sua Igreja.


A excomunhão pode ter um peso social grande para quem pratica a religião. "Se essa pessoa faz parte de uma comunidade, ela tem uma série de valores e situações que são importante para a vida, como o sentimento de pertencimento com a comunidade que ela está. E essas pessoas agora são marcadas e estigmatizadas de uma forma completamente injusta, que não faz sentido."

sexta-feira, 6 de março de 2009

UM FANTASMA RONDA O PLANETA

Marx & Engels:

Lula aconsejó usar el Manifiesto Comunista para superar la crisis

El presidente brasileño, Luiz Lula da Silva, reiteró sus críticas a los países industrializados por la generación de la crisis internacional, y aconsejó adoptar algunas ideas del marxismo para superarla, al tiempo que reclamó a los grandes empresarios a ayudar a restablecer el crédito.

Durante la apertura de la primera reunión del año del Consejo de Desarrollo Económico y Social, integrado por ministros, empresarios, sindicalistas y economistas, el mandatario afirmó que en el Manifiesto Comunista, publicado por Carl Marx y Federico Engels a mediados del siglo XIX, hay algunas "recetas útiles" e "ideas audaces" para hacer frente a la crisis internacional.

"Llegó la hora de la verdad y de hacer política, no se puede ser contemporizador, esta crisis fue generada en el corazón de los países de aquellos que antes sabían todo", dijo Lula, según informó la Agencia Estado, citada por la agencia de noticias ANSA.

Lula instó a "aprovechar esta crisis para hacer lo que no tuvimos el coraje de hacer hace 20 años".

En ese sentido, se refirió a la falta de crédito para la producción, e increpó por ello al empresario Jorge Gerdau, presidente de una de las mayores empresas siderúrgicas de América Latina.

"¿Gerdau, dónde está todo el dinero que circulaba antes de la crisis? ¿desapareció?", indagó Lula.

Por último, el presidente sostuvo que para superar la crisis no es suficiente regular el sistema financiero y los paraísos fiscales y que también es necesario "restablecer el crédito en el planeta porque sin crédito la economía no funciona".

Página/12

O fim está próximo

GUERRILHEIROS VIRTU@IS NA TORCIDA PARA Q O RS LOGO SE LIVRE DESTA CHAGA!


Aleluia, irmãos!
Comenta-se que há um sensível (e crescente) mal-estar nas imediações da Praça da Matriz, nos últimos dias. A sucursal do inferno é o Palácio Piratini. Todos e todas estão à beira de um ataque de nervos. Não menos tensa está a situação na Assembléia.Ao se eleger, o governo contava com o apoio de 42 parlamentares, sempre teve enorme dificuldade de fazê-los votar nos projetos de seu interesse, tanto que perdeu paradas consideradas equivocadamente pule de dez. Hoje, a cada dia que passa, esses votos vão definhando, com o agravante de que o PMDB está arrumando brinquinhos, maquiagens e fantasias para partir. Agora, é definitivo.Aos escaleres, marujos!
Redator: Cristóvão Feil
Pescado do Diario Gauche

quinta-feira, 5 de março de 2009

CENTENÁRIO DE PATATIVA DO ASSARÉ.

Considerado um dos mais importantes representantes da cultura popular nordestina, Antonio Gonçalves da Silva, pseudônimo, Patativa do Assaré, nasceu em 5 de março de 1909, na cidade de Assaré (estado do Ceará), e hoje completaria 100 anos.


Patativa dedicou sua vida e arte a produção de cultura popular, voltada para o povo marginalizado e oprimido do sertão nordestino. Com uma linguagem simples, porém poética, destacou-se como compositor, improvisador e poeta. Produziu também literatura de cordel, porém nunca se considerou um cordelista.

Continue lendo no blog do Luís Nassif.

LULA - UM ESTADISTA



TUDO NÃO PASSOU DE UMA MAROLINHA

DITABRANDA É A P.Q.P!




GUERRILHEIROS VIRTU@IS receberam o seguinte comentário em nossa postagem reproduzindo o MANIFESTO do

Movimento dos Sem Mídia

Pela Justiça e pela Paz no Brasil

"Cássio Mendes disse...

O PT, o MST e vários "movimentos" estão divulgando o patético e cínico ato. A Folha de São Paulo deveria distribuir aos presentes rapaduras, trazidas especialmente dos canaviais cubanos, onde reina a mais completa liberdade de expressão e onde tanto a rapadura quanto a ditadura são "até bem doces".

4 de Março de 2009 12:55"


Gostaríamos de dizer ao Sr. Cassio que não temos conhecimento de sua experiência nos canaviais cubanos nem também de sua experiência na fabricação de rapaduras - poderias te candidatar junto à FSP (Farsa Serra Presidente) para esta distribuição - mas o Guerrilheiro aqui esteve na Ilha, mais precisamente em Habana Vieja, no início de 2004, em uma missão da PNUD/ONU de intercâmbio de experiências inter-cidades. Trabalhava como Secretário Adjunto na Secretaria Extraordinária de Captação de Recursos e Cooperação Internacional da cidade de Porto Alegre.

Fui lá, para dividir com as organizações cubanas a experiência premiada pela própria ONU do Orçamento Participativo e conhecer os programas daquela cidade.

O que vi em cuba foi um povo extremamente parecido com o nosso, nas suas etnias, na cultura e ginga, na sua permanente discussão sobre o desenvolvimento da cidade.

Conheci maravilhosos projetos, dentre outros um que era voltado a crianças com impossibilidades motoras que me encantou por sua qualidade, humanidade e eficiência.

Onde por aqui ainda é um depósito de indesejáveis, por lá mais parecia um mixto de SPA com Hotel 5 estrelas. Profissionais capacitados, sem nem um pingo de repulsa pelos meninos e meninas ali reunidos, fazendo deste fisioterapia até um extremo carinho para cada um e para todos.

Outro projeto que me impressionou sobremaneira foi com pessoal da 3ª idade. Vi um Centro de entretenimento com diversos afazeres para estas pessoas, conjuntamente com um núcleo de saúde 24 horas (que atendia quando possível também o entorno do centro) e no andar de cima, com acessibilidade universal onde ficavam os apartamentos dos casais ou homens e mulheres que lá conviviam. Tinha restaurante com comida balanceada, mas mesmo assim em cada apartamento tinha sua cozinha.

Infelizmente não conheci os canaviais, quem sabe nos escrevamos como voluntários para o corte da cana neste ano? Do povo cubano o que me impressionou, nos horários de ida ou volta das escolas, foi aqueles grupos de estudantes seguindo numa algazarra típica da idades, nas direções necessárias. Vi também um out-door que achei bastante significativo:

Não sei se vivestes durante a ditadura militar brasileira, GUERRILHEIROS VIRTU@IS viveram. Viram desaparecer jovens amigos que de culpa tinham apenas o discordar daquela forma autoritária e prepotente de governo. Pelos amigos que desapareceram ou pelos que ficaram até hoje marcados pelas sevícias que sofreram é que apoiamos o protesto contra o neologismo tentado inventar pela FSP.

Não estaremos lá, infelizmente, pois moramos em Cuiabá, mas este blog estará divulgando todos os acontecimentos. E mesmo daqui de Cuiabá, nossa alma e nossos corações estarão lincados com os dos manifestantes.

Ditabranda é de amargar!


P.S.: Ao contrário do PIG' - ou PITU'' - publicamos teu comentário!

' Parttido da Imprensa Golpista

'' Partido da Imprensa TUcana

Gilmar Mendes, mídia e delinqüência


O ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, declarou recentemente que o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra) recebe dinheiro público do governo federal para realizar invasões e promover violência. Nenhuma palavra sobre dívidas dos latifundiários com bancos públicos, ou dos bilhões entregues aos bancos privados pelo Proer... De forma açodada e leviana, agiu com a rapidez que não teve diante da morosidade no julgamento de crimes como o de Eldorado dos Carajás, que chocaram o país. Ali, tombaram assassinados 19 trabalhadores rurais em 19 de abril de 1996. Infelizmente, a terra continua tingida de sangue, as cruzes à beira do caminho e os culpados impunes.

"Os defensores do latifúndio argumentam com a violência dos ‘invasores' de terras ociosas, mas não se preocupam com os mortos do outro lado. A diferença é brutal. São milhares de trabalhadores de um lado, e meia dúzia de jagunços do outro. O ministro Gilmar Mendes talvez estivesse lendo Carl Schmitt no dia em que a Polícia Militar do Pará cometeu o massacre de Eldorado dos Carajás", declarou o jornalista Mauro Santayana. Carl Schmitt ficou reconhecido como "o jurista maldito" por tentar justificar o injustificável, pelo seu engajamento e identidade com a causa nazista.

Desta vez, Gilmar Mendes abandonou seu papel jurídico para emitir opinião política e criminalizar um movimento social que luta pela reforma agrária. Ágil, antecipou-se à análise dos fatos e já emitiu seu julgamento. Seu parecer ideologizado foi prontamente reverberado e potencializado pelo conjunto dos meios de comunicação, que afirmam-se cada vez mais como o grande partido da direita em nosso país.

Diante da desinformação semeada pelos donos do capital, da terra e da mídia, é preciso colocar os pingos nos is e fazer um pequeno resgate histórico, a fim de que não prevaleça a versão dos fatos, a aversão à realidade.

Na verdade, as ocupações no fim de semana da fazenda Espírito Santo, no município de Eldorado dos Carajás (PA) e da fazenda Cedro, em Marabá (PA), ambas de propriedade do banqueiro Daniel Dantas, do Grupo Opportunity, ocorreram em protesto às declarações de Gilmar Mendes, que criticou a ocupação de terras no Pontal do Paranapanema, em São Paulo, e o repasse de recursos públicos em apoio aos assentamentos dos sem terra. O MST condenou Gilmar Mendes "Dantas", acrescentando o nome de Dantas ao do ministro, lembrando que a prisão do banqueiro e de sua quadrilha foi interrompida pela ação direta do presidente do STF, que mandou soltá-lo, atropelando o rito jurídico.

Conforme declarou o MST e foi confirmado pela Justiça, integrada por terras públicas, as fazendas estavam cedidas pelo Estado para Benedito Mutran Filho para colonização e extrativismo. Portanto, não poderiam ter sido vendidas a Dantas sem autorização do governo. Embora tenha o Espírito Santo no nome, a história da fazenda é manchada de sangue: um trabalhador rural, José Pereira Ferreira, de apenas 17 anos, foi atingido por uma bala no rosto por funcionários da fazenda Espírito Santo quando tentava escapar do trabalho escravo.

Advogado-geral da União no Governo FHC, quando compartilhou com Geraldo Brindeiro o título de ‘engavetador-geral', Gilmar Mendes foi nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) em 20 de junho de 2002 por Fernando Henrique Cardoso, então presidente da República, tornando-se em 2008 presidente da Suprema Corte brasileira.

Como advertiu antecipadamente o professor Dalmo Dallari, aprovado o nome do advogado-geral da União para o STF, estariam "correndo sério risco a proteção aos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional". Derrotado no Judiciário, Gilmar "recomendou aos órgãos do Poder Executivo que não cumprissem as decisões judiciais". Pesam contra o ex-advogado de FHC, que blindou as escandalosas privatizações, o assalto aos cofres públicos para financiar bancos falidos e o avanço do latifúndio, entre outros abusos e ilegalidades cometidos, graves ações em benefício pessoal, conforme informou a revista Carta Capital: o Instituto Brasiliense de Direito Público, vinculado a ele, recebeu 2,4 milhões de recursos públicos, inclusive do STF, do Tribunal Superior Eleitoral e até do Ministério da Defesa.

Vale lembrar que seu protegido, Daniel Dantas, se transformou no maior proprietário de terras no Pará: 510 mil hectares (área um pouco menor do que o Distrito Federal). Naquela imensidão de campo pastam meio milhão de cabeças de gado, cujo número está em expansão, com previsão de dobrar até 2010. São 43 fazendas. Informações do procurador-geral do Estado, Ibrahim José Rocha, dão conta de que muitas propriedades teriam sido adquiridas mesmo estando em "aforamento". Em outras palavras: dispunham de autorização para exploração, mas não para venda, o que, avalia a Procuradoria, torna o caso Dantas "emblemático" para a "regularização da situação fundiária no Pará". Os cálculos da procuradoria é que os cofres públicos paraenses podem ter sofrido prejuízo de até R$ 500 milhões.

Em contraposição à montanha de adjetivos desqualificando o MST e os movimentos sociais, quantas destas informações substantivas, que falam por si, ganharam espaço na chamada grande imprensa? Como se vê, a democratização dos meios de comunicação é cada vez mais uma necessidade, sem o que a verdade ficará privada de freqüentar os mares de tinta das publicações mercantis, continuará restrita à sombra da luz de seus holofotes, submersa nas ondas de suas rádios.

Quintino Severo é secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Texto originalmente publicado no Portal do Mundo do Trabalho (www.cut.org.br)

Crise no RS: Estudantes prometem surpresa



Hoje, entrevista coletiva do movimento estudantil organizado

O movimento estudantil organizado apresentará hoje, quinta-feira, às 10h, na sala Carlos Salzano (Comissão dos Direitos Humanos), no 3º andar da Assembléia Legislativa (em Porto Alegre), uma surpresa para saída da crise política no Rio Grande do Sul.

Acometidos pela falta de professores, fechamento de escolas, corte de verba, pela criminalização dos protestos e pela corrupção, o movimento estudantil, em entrevista coletiva, lançará também uma carta à sociedade gaúcha.

Assinam o chamado mais de vinte entidades estudantis do Estado, entre elas os Diretórios Central de Estudantes (DCEs) da UFRGS, UFSM, UFPel, FAPA, UCS, Unicruz, Unisc, Grêmio do CEFET/Pelotas, União Leopoldense de Estudantes, União dos Estudantes de Sapiranga, Secretaria Nacional da Pastoral da Juventude, diretores da FENED (Federação Nacional dos Estudantes de Direito) e diretores da União Nacional dos Estudantes.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Não confundo justiça com vingança

Brilhante sacada do Rovai, GUERRILHEIROS VIRTU@IS concordam em gênero, número e grau com a seriedade, coerência e sentimento de justiça do Marcelo Yuca!


“Não vou entrar nessa onda de parte da sociedade que confunde vingança com justiça. Quero justiça.” A frase é do músico Marcelo Yuka que ficou paraplégico por conta de um tiro que levou em 2000. Como o leitor já deve saber, ele disse isso numa coletiva de imprensa após ser espancado numa nova tentativa de assalto ocorrida no último sábado. Invejo a dignidade de Yuka.

É impressionante como há gente que se vende com papo cabeça e discurso progressista, mas que nas relações políticas e até pessoais pratica exatamente o inverso. São os esquerdinhas de butique. Galerinha que é até útil para propagar conceitos. Mas que não serve para mais nada. É um povo que não segura a onda em nada que exija um pingo de dignidade.

É fato que não é fácil proceder como Yuka. Tenho medo de viver situação semelhante e me descobrir diferente dele.

Agora, convenhamos, seríamos muito melhores se agíssemos em momentos muito mais simples com um pouco da dignidade dele.

Yuka, sei que chega a ser brega dizer isso. Mas, irmão, valeu a aula.

Pescado do Blog do Rovai

CDES vai debater desenvolvimento do país e os desafios da crise mundial



O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), órgão consultivo da Presidência da República, promove um grande debate sobre o desenvolvimento do país em meio à crise econômica internacional na primeira reunião plenária de 2009, nesta quinta-feira (5) e na sexta (6), em Brasília. O Seminário Internacional sobre Desenvolvimento trará à capital federal intelectuais de renome internacional, como James Galbraith e Ignacy Sachs. Em pauta, os desafios do Estado diante da crise, a regulação do sistema financeiro e o novo papel das instituições financeiras.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, abre a reunião no dia 5 de março, às 9h. Em seguida, um painel sobre o novo padrão de desenvolvimento será coordenado pelo Ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, que também é secretário-executivo do CDES. Está prevista a participação das seguintes autoridades: Ministra-Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo; Ministro da Fazenda, Guido Mantega; e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles.
No dia 5, à tarde, o seminário prossegue com pal
estra da economista Maria da Conceição Tavares. Para encerrar o primeiro dia, haverá uma mesa-redonda sobre ao papel do Estado, com participação do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho; do economista Ignacy Sachs (diretor do Centro de Estudos sobre o Brasil Contemporâneo na França); do economista da Universidade do Texas, James Galbraith (professor da Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas); do consultor Jan Kregel e do presidente do IPEA, Márcio Pochmann.
No segundo dia do Seminár
io (6 de março), haverá um painel para debater a “Globalização Financeira e Perspectivas de Novo Sistema de Financiamento e Regulação do Sistema Financeiro Internacional”, com palestras do presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli; do professor da Unicamp, Luiz Gonzaga Belluzzo; do diretor do Centro de Políticas e Relações Internacionais da Universidade de John Hopkins; e do economista chefe do Bradesco, Octávio de Barros.
Encerrando o evento, haverá uma Mesa sobre o “Novo Papel das Instituições Financeiras Multilaterais”, com palestras do vice-presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Otaviano Canuto; do diretor-executivo no Fundo Monetário Internacional (FMI), Paulo Nogueira Batista Jr; do diretor-executivo d
o Banco Mundial (Bird), Rogério Studart; e do professor da Unicamp, José Carlos Braga.
O CDES entra em 2009 no sétimo ano de funcionamento. Presidido pelo presidente Lula, o Conselho tem como membros permanentes 13 ministros de Estado e 90 líderes da sociedade civil, entre dirigentes empresariais, sindicais e de organizações civis. Eles debatem as principais questões nacionais e elaboram propostas que servem de base para as políticas públicas e para programas do governo federal.
As inscrições para participar do evento são gratuitas e podem ser feitas pelo
portal do CDES.
A programação completa do encontro pode ser acessada
neste endereço.

Carta Maior

PSDB E OS DIREITOS DOS ESTUDANTES AO PASSE LIVRE!

Alunos e pais de alunos sofrem, debaixo de sol e chuva, nas filas do passe livre. É a tortura cotidiana que o prefeito Wilson Santos e os donos das empresas de ônibus impõe aos pobres e aos filhos dos pobres

03/03/2009 - 21:02:00

Para os poderosos da cidade, para os empresários das empresas de ônibus, tudo. Para o povo humilde que quer ver respeitado o seu direito ao passe livre, conquistado pela luta dos seus jovens estudantes, só humilhação e descaso. Esta é a rotina implantada em Cuiabá, desde o início de 2009, pela administração tucana do prefeito Wilson Santos. Confiram a matéria do insuspeito RD News:

Usuário se revolta com falta de atendimento da MTU


Portas fechadas e nenhum aviso ou justificativa. Foi assim que a população cuiabana encontrou nesta terça (3) a Associação Mato Grossense de Transportes (MTU). De acordo com os funcionários, o sistema estaria com problemas no banco de dados e por isso o local não realizou nenhum tipo de serviço. Reclamações e tumulto marcaram a tarde na avenida Joaquim Murtinho. Mesmo sem atendimento, as senhas continuaram sendo distribuídas, mas para que os usuários do transporte coletivo retornassem apenas no final da semana.

"Isso não pode. Eu tenho direito ao benefício e não posso nem recarregar meu cartão. Faço tratamento médico e todo dia tenho que pagar o ônibus", reclama Simone Moreira. De acordo com a MTU, são mais de 1,5 mil senhas distribuídas diariamente e cerca de 100 atendimentos por hora. Os funcionários relataram que nesta quarta (4), o sistema já estará em funcionamento e todos os serviços serão realizados.

Estudantes que esperavam para ser atendidos se revoltaram com a situação, como o caso da

jovem Camila Correa, que há uma semana tenta recarregar seu cartão estudantil. "Isso é horrível. Estou com a senha desde sexta-feira e chego hoje aqui e nem recarregar o cartão eu posso. Para estudar tenho que pagar o vale-transporte todos os dias", relata. Cerca de 70 mil cadastros da MTU são de estudantes. (Lisânia Ghisi)

Fonte RD News

Pescado do Página do E

Nas fotos: De um lado o prefeito, de outro Jalinho, Ana e Gibran -> Militantes do movimento contra o aumento das poassagens

terça-feira, 3 de março de 2009

'Quem é atrelado a quem, caras-pálidas?'

Resposta à Folha








'Quem é atrelado a quem, caras-pálidas?'


*Por William Mendes


A Folha de São Paulo estampa neste domingo em sua capa crítica ao movimento sindical, destacando que há despreparo dos representantes dos trabalhadores e atrelamento da CUT ao governo. É engraçado! Quem é atrelado a quem?

A CUT e seus sindicatos não aceitam esse conhecido estratagema da elite mancomunada com os empresários da mídia para tentar alienar a classe trabalhadora sobre quem representa quem nos dois lados do embate entre capital e trabalho.

Chega de mentiras e ilações plantadas pela direita, pelos empresários e seus asseclas da grande imprensa.

Quem é a Folha de São Paulo para falar de movimento sindical, principalmente da CUT? Quem essa família Frias pensa que é?

Por acaso, esse jornalão de empresários paulistas é o mesmo que dias atrás abriu a maior polêmica com os movimentos de direitos humanos e pessoas de bem do país ao querer reescrever a história recente do Brasil e chamar a ditadura militar de "ditabranda".


Com certeza, nenhum parente ou agregado da família Frias foi vítima da "ditabranda" que "matou menos" que as outras. Aliás, no período da ditadura militar brasileira, a Folha fez foi crescer. Estranho, não?

Existe uma luta de classes em andamento, como sempre houve.


Mais que isso, existe uma disputa de projeto de hegemonia para o Brasil e a América Latina, que se dará daqui a 18 meses, quando teremos eleições presidenciais no país, que hoje é referência para o "primeiro" mundo, em crise muito mais grave que a nossa.

A grande mídia dos empresários está indignada pelo fato de a CUT não ter cedido à ladainha bem orquestrada de redução de salários, pautada insistentemente por Globo, Editora Abril e jornalões. Apoiada, infelizmente, pela Força Sindical, criada no início da década de 90 para isso mesmo.


É evidente que em momentos de crise as diferenças de princípios afloram entre os diversos matizes do movimento sindical.

A CUT chamou a classe trabalhadora à unidade desde sua criação e não foi diferente durante os últimos anos, em que avançamos em diversas conquistas para o povo brasileiro como a política de aumento do salário mínimo, que é uma das grandes responsáveis pelo aumento da renda do trabalho e pelo crescimento interno brasileiro, que fez com que o Brasil sentisse de forma menos intensa a crise financeira internacional que está levando vários países à bancarrota.

Quando a Força Sindical aceitou de cara a redução de salários proposta pelos capitalistas, a CUT se apresentou dizendo não e mudando a pauta até então imposta pela grande imprensa. E organizou os trabalhadores para o enfrentamento, além de cobrar sim dos governos que exigissem contrapartidas sociais aos setores beneficiados pelos pacotes anticrises e benefícios fiscais.

A CUT e seus sindicatos seguirão lutando pela manutenção do emprego e do salário e por aumento real, porque foi essa política que distribuiu renda e fez com que o Brasil crescesse nos últimos seis anos, inclusive o setor empresarial, que não enxerga um palmo à frente do nariz, pois cortar emprego e salário é cortar consumo e cortar consumo é reduzir os ganhos das empresas e o ciclo da renda produtiva no país.

Agora, quanto a quem está atrelado a quem, basta ver alguns fatos não muito divulgados para perceber. Leia um pouco sobre o PSDB e José Serra enchendo os cofres da Editora Abril com dinheiro público em blogs do Paulo Henrique Amorim e Luís Nassif, http://www.paulohenriqueamorim.com.br/e http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/.

É evidente que as publicações da Abril, como Revista Veja, e outras tranqueiras não vão falar mal e contra o que pensa esses senhores feudais paulistas. O que dizer então do Estadão, que foi favorável ao golpe militar em 64? Alguém da classe trabalhadora pode se basear em informações da Folha "ditabranda"?E a Rede Marinhos Globo e William Bonner, que diz ser o povo brasileiro um monte de Homer Simpson, o simplório e simpático cidadão cabeça-vazia?

Trabalhadores e povo brasileiro, uni-vos contra os falsos formadores de opinião, paus-mandados do capital!

*William Mendes
é secretário de Imprensa da Contraf-CUT (Confederação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro)

** Do sítio da CUT/Nacional - http://www.cut.org.br/

MANIFESTO - Movimento dos Sem Mídia

GUERRILHEIROS VIRTU@IS assinam embaixo!

A Organização Não Governamental Movimento dos Sem Mídia – MSM, entidade de direito privado constituída juridicamente em 13 de outubro de 2007, chamou a si a responsabilidade de exortar a sociedade brasileira a repudiar a perniciosa e ameaçadora revisão histórica perpetrada recentemente por editorial do jornal Folha de São Paulo, texto que relativizou a gravidade de crimes cometidos pelo Estado brasileiro entre os anos de 1964 e 1985, período durante o qual a Nação brasileira sofreu usurpação de um golpe militar ilegal e inconstitucional que, por seu turno, gerou aos brasileiros conseqüências nefandas tais como censura à liberdade de pensamento e de expressão, prisões arbitrárias e crimes de tortura, de estupro e de morte, atos de terror que destruíram as vidas de milhões de brasileiros, muitos dos quais sobreviveram àquele terror e, assim, carregam até hoje seqüelas daquele período de trevas.

No âmbito desse repúdio, cumpre à nossa entidade tornar públicos os pontos daquele texto jornalístico que julgamos perniciosos e ofensivos às vítimas que tombaram e às que sobreviveram àquele regime de força.

O editorial do jornal Folha de São Paulo intitulado “Limites a Chávez” foi publicado em 17 de fevereiro deste ano. O veículo de comunicação exerceu um direito óbvio e que não se questiona, o direito de opinar. Criticar o resultado do plebiscito recente na Venezuela ou emitir qualquer outra opinião, portanto, jamais estimularia nossa Organização a protestar de forma tão solene e veemente se não fosse a tentativa de revisão histórica que afirmou que o regime dos generais-presidentes teria sido “brando”, pois tal afirmativa constituiu-se em dolorosa bofetada nos rostos dos que sobreviveram, em verdadeiro deboche dessas vítimas expresso por meio do termo jocoso “ditabranda”, corruptela do único termo possível para identificar aquele regime, o termo ditadura.

Em poucas palavras, a Folha de São Paulo atentou contra as instituições democráticas brasileiras na forma de condescendência com um regime que praticou os crimes supra mencionados. Além disso, o mesmo texto criou teorias novas, como se verá em trecho no qual reside todo seu veneno.

Disse a Folha de São Paulo: “As chamadas "ditabrandas" – caso do Brasil entre 1964 e 1985 – partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça”.

O perigo e a afronta residem no eufemismo. Com efeito, o diabo está nos detalhes. Diga-se essa barbaridade de “acesso controlado à Justiça” aos que ficaram pelo caminho da máquina opressora do Estado brasileiro de então, aos que sofreram tudo que foi acima enumerado. Diga-se a eles que tiveram acesso “controlado” para buscarem reparação pelas violências que sofreram e das quais há provas que, no dia incerto em que a Nação decidir higienizar seu passado, serão mais do que suficientes para condenar os criminosos, muitos dos quais ainda caminham livremente por essa mesma Nação. Achem um só que tenha encontrado guarida e reparação na Justiça, à época, pelas violências que sofreu. E mais: diga-se isso aos que não sobreviveram à sanha assassina daquele Estado ditatorial.

No conceito de nossa Organização, conceito este amparado no melhor Direito Universal, o que fez o jornal em questão foi dizer “brandos” aqueles crimes, abrindo espaço para a proliferação de mentalidades que ainda defendem publicamente métodos subumanos de “controle” da Cidadania e das próprias vidas dos cidadãos.

Dizem os defensores da usurpação do Estado Democrático de Direito que ocorreu naquele período obscuro de nossa história que havia então uma “guerra” no Brasil. Uma guerra em que tantos jovens idealistas, muitas vezes pouco mais do que imberbes, sucumbiram defendendo a Constituição, por sua vez violentada pelos desejos de poucos, que estupraram o desejo da maioria que delegou o Poder a um governo constitucional que a ditadura derrubou por meio de golpe de Estado.

O Brasil daquele 1964 tinha um governo eleito pelo voto. Não foi destituído por um processo democrático que se valeu dos mecanismos constitucionais que existiam e que poderiam ser usados se os que se opunham àquele governo acreditassem que tinham representatividade popular para fazer tais mecanismos prevalecerem. Não. Por não estarem amparados pela maioria dos brasileiros, os usurpadores do Poder de Estado legalmente constituído em eleições livres e democráticas trataram de usar a violência, a sedição e a ilegalidade para fazerem prevalecer suas visões, desejos e interesses minoritários, impondo-os sobre uma maioria que mais tarde seria amordaçada e ameaçada, de forma que não pudesse contestar a ruptura do Estado de Direito.

Equiparar o Estado àqueles que os defensores do regime de exceção diziam ser “terroristas”, era, é e sempre será uma aberração jurídica, para economizar palavras. Não cabe no conceito de democracia, de Estado de Direito, a hipótese de agentes do Estado imporem suplícios físicos desumanos e criminosos àqueles dos quais desconfiavam de que não compartilhavam suas idéias totalitárias.

O que torna mais dramática essa revisão afrontosa daquele período da história é que o jornal Folha de São Paulo não se contentou só com ela. Diante dos protestos de dois dos expoentes mais respeitados da intelectualidade brasileira tanto no Brasil quanto no exterior, a professora Maria Victória Benevides e o professor Fábio Konder Comparato, o jornal tratou de insultá-los de forma virulenta, qualificando-os como “cínicos e mentirosos”, claramente tripudiando da indignação dos justos ante absurdo tão rematado quanto o acima descrito.

Nem as poucas opiniões contrárias que o jornal permitiu que fossem vistas em suas páginas opinativas, sempre de forma tão “controlada” quanto afirmou antes que fazia a sua “ditabranda”, puderam minorar a dor dos sobreviventes dos Anos de Chumbo, e tampouco fizeram a justiça necessária à memória das vítimas fatais da ditadura cruel que vigeu naquele período triste da história deste País.

Tanta injustiça, desrespeito, deboche e ameaça às instituições democráticas, porém, encontra “explicação” quando se analisa o papel exercido pelo jornal contra o qual protestamos durante boa parte do tempo em que a ditadura militar oprimiu esta Nação.

Em obra literária de autoria de um colaborador desse meio de comunicação, do jornalista Elio Gaspari, intitulada “A Ditadura Escancarada”, figura acusação ao jornal Folha de São Paulo que este jamais rebateu de forma adequada e pública, a acusação de que cedeu veículos à sua “ditabranda” para o transporte de presos, muitos dos quais poderiam estar sendo levados para a morte.

Mas é em editorial desse grupo empresarial publicado em 22 de setembro de 1971, no auge da ditadura, que fica provado o colaboracionismo de um com a outra. Diz aquele editorial pretérito tão nefasto quanto o editorial mais recente, sendo ambos do grupo empresarial de comunicação da família Frias:

Como o pior cego é o que não quer ver, o pior do terrorismo é não compreender que no Brasil não há lugar para ele. Nunca ouve. E de maneira especial não há hoje, quando um governo sério, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular, está levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social - realidade que nenhum brasileiro lúcido pode negar, e que o mundo todo reconhece e proclama. O país, enfim, de onde a subversão - que se alimenta do ódio e cultiva a violência - está sendo definitivamente erradicada, com o decidido apoio do povo e da imprensa, que reflete o sentimento deste." Octávio Frias de Oliveira, 22 de setembro de 1971”.



Apesar desse documento histórico com dia, mês e ano, e que pode ser encontrado nos arquivos desse grupo empresarial de comunicação, apesar desse documento que mostra faceta do jornal Folha de São Paulo que ele teima em não reconhecer e que certamente não quer ver conhecido por seu público atual por ter vergonha de seu passado, sua alegação contemporânea é a de que “combateu” a ditadura que aquele editorial, assinado por seu proprietário de então, qualificava como “séria, responsável, respeitável e com indiscutível apoio popular”.

Não se consegue entender como a Folha de São Paulo, então, media o “apoio popular” à ditadura, pois não havia eleições livres ou mesmo pesquisas sobre a popularidade dos ditadores. Era, pois, uma invenção do jornal, tão mentirosa quanto a de que a ditadura estaria “levando o Brasil pelos seguros caminhos do desenvolvimento com justiça social”. Invenção mentirosa porque, à luz do conhecimento histórico daquele período, o que se sabe é que o que gerou foi concentração de renda, ou seja, empobrecimento dos mais pobres e enriquecimento dos mais ricos.

No dia em que o editorial profano mais recente foi lido pelos Sem Mídia, o que nos veio às mentes foram as palavras imortais do ativista negro norte-americano doutor Martin Luther King que pregaram, há tantas décadas, a conduta dos democratas diante dos violadores da democracia: “O que preocupa não são os gritos dos maus, mas o silêncio dos bons”. E é por isso que estamos aqui hoje, porque nossa Organização não aceita e não ficará inerte assistindo os defensores ardorosos da ditadura de ontem tentarem vender a mentira de que ela foi menos do que assassina, imoral e terrivelmente dura, tendo sido tudo, menos “branda”.

São Paulo, 7 de março de 2009

Eduardo Guimarães

Presidente

Pescado do blog Cidadania.com

Fotos e charge Latuff do blog Maria Frô

"Quero distância do governo. Me choca, mas não fico surpreso com o que tenho ouvido."


O vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Afonso Feijó (DEM), está chocado com o governo Yeda Crusius (PSDB) e quer distância do mesmo. A afirmação foi feita hoje pela manhã, durante entrevista à rádio Gaúcha.

“Nesse momento, quero distância do governo. Me choca, mas não fico surpreso com o que tenho ouvido".

Feijó chamou de “burra” a “inteligência do Palácio Piratini” que o acusou de ter se reunido com integrantes do PSOL na véspera das acusações feitas pelo partido contra o governo Yeda:

“Essa dita inteligência do Piratini, se divulgou isso, para mim não é inteligente, é burra ou mal-intencionada porque eu nem ouvi o pronunciamento do PSOL. Na véspera do anúncio eu estava em férias em Punta del Este. É impossível estar no Palacinho com as pessoas do PSOL na véspera da coletiva”.

O fato de Feijó querer distância do atual governo e dizer que não fica surpreso com o que está acontecendo eleva em alguns graus a já alta temperatura política no Estado. Ontem, a governadora acusou a “extrema-direita golpista” (Feijó) e a “esquerda pseudorrevolucionária” (PSOL) de tramarem contra ela. Feijó contra-atacou hoje, evidenciando o clima de crise institucional que vive o Estado. O segundo mandatário político do Estado está chocado com o governo do qual faz parte. Que nome dar a isso?

Funcionária do PiG pede desculpas ao Ministro da Justiça


Para quem não sabe, o termo "barriga" no jornalismo refere-se a um erro cometido pelo jornalista, divulgando informações falsas e/ou erradas na hora de escrever seu texto.

Assim, graças a mais uma "barriga" jornalística, a funcionária do PiG (Partido da imprensa Golpista) Lúcia Hippolito teve que enviar um pedido de desculpas formal ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, no caso dos boxeadores cubanos. Hippolito, assim como todos os outros lacaios do PiG, enganaram seus consumidores afirmando que o governo brasileiro recusou-se a dar asilo político aos dois desertores.

A informação era falsa e foi amplamente negada pelo Governo, mas para esses "jornalistas" de esgoto a verdade factual é o que menos importa na hora de tentar atrapalhar o governo do ex-metalúrgico. Só que agora a casa caiu, pois os boxeadores confirmaram em entrevista à própria rede Globo (a qual, sabemos, não é petista) que voltaram à Cuba por livre e espontânea vontade!

Verdade seja dita: pelo menos essa tal de Hippolito teve a decência de vir à público reconhecer que mentiu agora que a farsa ficou evidente demais...

Pergunta: onde estão os papagaios da direita que, aqui e em outros blogs de esquerda, ficaram acusando e xingando o Ministro Tarso Genro e o Presidente Lula a partir das informações mentirosas divulgadas pelos Capitães do Mato do PiG?

O caso dos boxeadores cubanos
Desculpas públicas ao ministro da Justiça

- por Lúcia Hippolito, funcionária da rede Globo

Ocupada com as consequências emocionais -- e práticas -- do falecimento de minha mãe, só agora, alertada por comentaristas aqui no blog, tomei conhecimento da entrevista do boxeador cubano e de suas declarações.

Assisti ao vídeo. Não tenho por que duvidar das palavras do atleta.

Jamais tive compromisso com o erro. Jamais tive problemas em pedir desculpas quando erro. Errei, peço desculpas. Sem problemas.

Assim sendo, quero pedir desculpas de público ao ministro da Justiça Tarso Genro.

Pelas declarações do pugilista, as declarações de sua Excelência de que os cubanos estavam desejosos de retornar a Cuba eram corretas.

O fato de os dois terem fugido de Cuba tempos depois parece ser independente de sua rápida deportação pelas autoridades brasileiras.

Ainda mais porque, segundo declarações do atleta cubano, o próprio presidente da República lhe perguntou ao telefone se ele não gostaria de permanecer no Brasil.

Portanto, mais uma vez com minhas desculpas ao ministro Tarso Genros, considero que o episódio encerrou-se da malhor forma possível. Os dois pugilistas cubanos estão fora de Cuba, competindo e tocando a vida.

MST protesta contra fechamento de escolas itinerantes no Rio Grande do Sul



Educadores e alunos das Escolas Itinerantes de acampamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) protestam na manhã desta segunda-feira (2) contra o fechamento de escolas pela governadora Yeda Crusius (PSDB) e pelo Ministério Público Estadual. Em Canoas, como forma de protesto, os educadores realizarão as aulas da Escola Itinerante dentro da Coordenadoria Estadual de Educação. Outros protestos devem ocorrer também em Carazinho, Pelotas, Santa Maria, Santana do Livramento e São Luiz Gonzaga, informa o MST.

Em nota, o movimento assinala que as Escolas Itinerantes beneficiavam 600 crianças e foram fechadas numa decisão autoritária da Governadora do Estado e do Ministério Público sem consulta aos pais, educadores e alunos. Antes do fechamento, as escolas já sofriam pressão contra seu funcionamento, afirma ainda o MST. Em 2008, o Governo do Estado atrasou em 9 meses os salários dos educadores, interrompendo também a entrega de material didático. Agora, determinou a transferência das crianças acampadas para escolas nos municípios onde estão os acampamentos. Mas alguns prefeitos, destaca o MST, já se manifestaram contra a decisão, alegando não possuírem recursos para receberem as crianças.

O prefeito de São Gabriel, Rossano Gonçalves (PDT), notório crítico dos sem terra, declarou que prefere que as escolas itinerantes atendam as crianças do município. As Escolas itinerantes custam R$16 mil ao Governo do Estado. No caso de São Gabriel, o município precisaria desembolsar R$ 48 mil em transporte escolar para atender as crianças.

PARE E PENSE:

"O que despreza o próximo é falto de senso, mas o homem prudente, este se cala." (Provérbios 11.12)

É maravilhoso quando nós mesmos reconhecemos quem realmente somos. Adquirimos auto-conhecimento por meio da constante leitura da Bíblia em espírito de oração. Esse auto-conhecimento conduz aos poucos a um conhecimento mais profundo do Cordeiro. Quanto mais reconheço minha própria natureza corrupta à luz da Bíblia, tanto mais tenho capacidade de reconhecer o Cordeiro em espírito e não apenas intelectualmente. "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!" Isso nos deixa tão tranqüilos interiormente que passamos a falar menos, em especial sobre os outros. Somente conseguimos ficar tranqüilos e quietos nas grandes tempestades da vida quando estamos unidos a Jesus. "Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele", isto é inteligência e sabedoria divina. Em Provérbios 9.10 está escrito: "...e o conhecimento do Santo é prudência." Por meio de um conhecimento cada vez mais profundo do Cordeiro somos capacitados a permanecer calados nas ocasiões em que o homem natural gostaria de falar – e falar mal do próximo. Você já é uma pessoa assim, sábia, que se revestiu da sabedoria em pessoa que é Jesus Cristo? Insisto com todos, pois a vinda do Senhor está próxima: "...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo!"

segunda-feira, 2 de março de 2009

ATO EM REPÚDIO À DITABRANDA: DIA 07/03, ÀS 10 HORAS, NA BARÃO DE LIMEIRA EM FRENTE À FOLHA

GUERRILHEIROS VIRTU@IS estarão em Cuiabá, mas este blog se junta à alma de todos os democratas e estarão em alerta para a divulgação do mesmo assim que sairem as notícias.
Não podemos compactuar com esta revisão histórica em nome de nossos heróis da resistência democrática!

"Você corta um verso/ Eu escrevo outro.
Você me prende vivo/ Eu escapo morto.
De repente, olha eu de novo/ Perturbando a paz
Exigindo o troco."
(Pesadelo - Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro)


Caros,

Como sabem o editorial da Folha de São Paulo do dia 17/02 tripudiou sobre a memória de todos que foram torturados, abatidos, perseguidos no Brasil, durante o regime militar.

A Folha criou um ditatômetro para afirmar em um revisionismo insidioso que nossa ditadura foi branda. Diante dos protestos de inúmeros sobreviventes e, particularmente, após as cartas em repúdio remetidas pela professora Maria Victória Benevides e Fábio Konder Comparato contra este neologismo
absurdo
, a Folha, de maneira cínica e desrespeitosa, publicou uma nota que não só reafirmava o seu revisionismo como buscou fazer chacota aos respeitáveis professores e a suas histórias de vida.

A Folha não apenas desrespeitou os professores em questão e todas as vítimas da ditadura militar, ela desrespeitou os brasileiros, nossa história e memória.


Na esteira do jornal colaboracionista que emprestava suas peruas para transportar presos políticos para serem torturados no Doi-codi, artigos do que há de pior na imprensa brasileira foram escritos: Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Gravataí Merengue e Cia, chamaram o professor Antonio Cândido e todos os acadêmicos signatários da petition online em repúdio à Folha de 'caducos' de 'doutrinadores dos estudantes'; 'intelectuais' do PT (com uma conotação para lá de negativa), "uma gente tacanha, uma gente cabotina, que pretende ser eternamente recompensada por seus gestos durante o regime militar."


Cabotinos e Tacanhos são estes neocons que dominam a grande imprensa, resta-nos mobilizarmos contra a barbárie.

É importantíssimo que ALÉM DE ASSINAR A PETIÇÃO DE REPÚDIO À FOLHA E EM SOLIDARIEDADE AOS PROFESSORES DESRESPEITADOS POR ELA (http://www.ipetitions.com/petition/solidariedadeabenevidesecomparat/index.html ) saiamos de nosso conformismo e PASSEMOS A EXPRESSAR nossa indignação, não apenas nos pequenos círculos de amigos, nos corredores da Universidade, precisamos dizer em clara e sonora voz que basta de tanto absurdo, precisamos CANCELAR EM MASSA A ASSINATURA DESTE JORNAL SEM NOÇÃO DO RIDÍCULO, PRECISAMOS DIZER QUE NÃO ACEITAMOS MAIS UM REGIME DE EXCEÇÃO, TORTURA NUNCA MAIS!
PRECISAMOS SOMAR ESFORÇOS E NOS AGREGARMOS.


O presidente do movimento dos sem mídia Eduardo Guimarães (www.edu.guim.blog.uol.com. br), jornalistas decentes que não cederam à barbárie, estudantes e professores fazem um apelo a todos que compareçam na manifestação do dia 07/03 e que tragam seus filhos, companheiros/as, amigos, que convoquem seus vizinhos, independente de que partido se filiem ou simpatizem, este é um movimento de CIDADANIA.

Leve seu cartaz para expressar o seu repúdio e sua solidariedade às vítimas da ditadura militar, leve seu celular 3G para ligar convocando os amigos, informar sobre o que está acontecendo, subir, fotos do ato para a rede, ajudar a compor a rede de blogueiros que estarão por lá para que possamos mostrar ao Brasil que estamos descontentes com este REVISIONISMO INSIDIOSO DA FOLHA E SEUS NEOCONS.


Repassem o convite deste protesto DEMOCRÁTICO para seus contatos, está é uma corrente que vale a pena.


Grande abraço

Conceição Oliveira

Pescado do blog Maria Frô

domingo, 1 de março de 2009


Noturno

Noturno

Mario Quintana

O gato, que mora no mundo
para sempre perdido do

cinema silencioso,
atravessa o país do tapete, onde se

abrem flores falsamente tropicais.

No pé da escada,
por força do hábito,
a avozinha morta

começa a tricotar
mais um pulôver.

Por trás de suas barbas, no retrato da parede, o olhar do

avô indaga: - para quê?

De repente, na copa,
o refrigerador compõe ruidosamente

a garganta,
enquanto estremecem de medo os frágeis

habitantes do porta-cristais:
- Meu Deus, meu Deus, ele

agora vai fazer um discurso!

Dilma: Governo age na legalidade e continuará investindo na reforma agrária



A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse na sexta-feira (27) em Florianópolis que o governo federal age dentro da lei ao financiar associações ligadas à reforma agrária e que aguarda manifestação "formal" do Poder Judiciário sobre eventuais entidades ilegalidades.

Questionada como o Palácio do Planalto recebeu as declarações do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, de que governo e a sociedade têm responsabilidade nas invasões ao financiar entidades como o MST, Dilma disse que a administração federal não opera com nenhuma ilegalidade e que denúncias formais do Judiciário serão investigadas.

As declarações do presidente do STF foram feitas durante a semana, após uma série de ocupações ocorridas no feriado de Carnaval.

"Para que alguma coisa se caracterize como legalidade ou ilegalidade, ou há uma prova real ou uma manifestação do Judiciário. Eu estou falando de uma manifestação formal. Ou seja, com fundamento", disse a ministra, após participar em Florianópolis de inauguração de obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para evitar apagões de energia na capital catarinense.

Dilma afirmou também que as declarações de Mendes devem ser respeitadas e que, se o governo detectar ilegalidades nos financiamentos, irá agir. "Nós respeitamos o presidente do Supremo, mas o governo federal cumpre lei."

Segundo a ministra, "quando nós tivermos avaliado que alguma coisa está ilegal, não vamos fazer". "Enquanto estivermos legais, estamos fazendo. Não há muita complexidade nesta questão", disse.

Ação

Ao responder a acusações do PSDB e DEM de estar promovendo campanha eleitoral antecipada por meio de inaugurações de obras do PAC, Dilma disse que continuará a viajar para fiscalizar os projetos e que não conhece uma pessoa no Brasil que esteja impedida de se deslocar pelo país.

"Sou a coordenadora do PAC. Eu sempre viajei e vou continuar fazendo. Até porque vocês sabem muito bem que o olho do dono engorda o boi", afirmou a ministra.

Ela disse ainda que a oposição enfrenta crise de projetos e que por isso partiu para uma tentativa de interdição do governo.

A ministra voltou a se defender da acusação de que apareceu como candidata à sucessão de Lula em encontro nacional de prefeitos organizado pelo governo. "Eu não abri a boca. Estava simplesmente presente", afirmou.


"...Que a força do medo que tenho, nao me impeça de ver o que anseio...Que a morte de tudo em que acredito, nao me tape os ouvidos e a boca...Pois metade de mim é o que eu grito , e a outra metade é silêncio...Que a música que ouço ao longe, seja linda ainda que tristeza...Que a mulher que amo , seja pra sempre amada mesmo que distante...Pois metade de mim é partida, e a outra metade é saudade...Que as palavras que falo nao seja ouvidas como prece, nem repetidas com fervor, apenas respeitadas como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos...Pois metade de mim é o que ouço, e a outra metade é o que calo...Que a minha vontade de ir embora, se transforme na calma e na paz que mereço...Que a tensão que me corrói por dentro, seja um dia recompensada...Que o espelho reflita meu rosto num doce sorriso, que me lembro ter dado na infância...Pois metade de mim é a lembrança do que fui, a outra metade nao sei...Que nao seja preciso mais do que uma simples alegria pra me fazer aquietar o espírito, e que o silêncio me fale cada vez mais ...Pois metade de mim é abrigo. a outra metade é cansaço...Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela nao saiba, e que ninguém a tente complicar, pois é preciso simplicidade para fazê-la florescer...Pois metade de mim é platéia, a outra metade é canção...E minha loucura seja perdoada...Pois metade de mim é AMOR...E a outra metade TAMBÉM..!(Oswaldo Montenegro)

Candidato José Serra (PSDB) corrompe a Editora Abril

Em campanha eleitoral, o candidato à presidência da República pelo PSDB, José Serra, acaba de comprar a Editora Abril e, conseqüentemente, a revista Veja, com um imenso mensalão, no valor de R$ 3.740.000,00 (três milhões, 740 mil reais).

A prova do delito está no Diário Oficial do Poder Executivo de São Paulo, datado de 25 de outubro de 2008. Pelo contrato publicado o governo paulista compra da Empresa Fundação Victor Civita 220 mil assinaturas da revista Nova Escola, com dez edições anuais.

As revistas estão sendo distribuídas gratuitamente para os professores da rede estadual. Victor Civita é o dono da Editora Abril e da revista Veja.

Ou seja, o candidato à presidência da República do PSDB, através de sua Secretaria da Educação, pegou R$ 3,7 milhões e simplesmente DEU para a Editora Abril. Os 220 mil professores já estão recebendo a revista da Abril.

Começou a campanha eleitoral, com dinheiro público.

É o mensalão que comprou a revista Veja.

O fac-simile do edital está no site ONIPRESENTE
# posted by Oldack Miranda