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quinta-feira, 26 de março de 2009

CENAS QUE GOSTAMOS MUIIIIIIIIITO DE VER

GUERRILHEIROS VIRTU@IS sempre sonharam um dia ouvirem juntas e ao mesmo tempo estas notícias.


Brasília - A partir do próximo dia 13 de abril, as famílias com renda inferior a três salários mínimos que se interessarem em adquirir uma casa do programa Minha Casa, Minha Vida, devem procurar as prefeituras para o cadastramento. De acordo com governo, o cadastramento das famílias será feito pelas entidades parceiras (prefeituras e governos estaduais) do programa que apresentarão a demanda ao governo federal. A casa terá o custo financiado pelo governo com recursos do Orçamento Geral da União. As casas para as famílias com renda inferior a três salários mínimos terão um valor médio de R$ 40 mil. Já as famílias com renda de três a dez salários mínimos que desejarem aderir ao programa habitacional deverão procurar diretamente as construtoras ou a Caixa Econômica Federal para o financiamento. O financiamento também pode ser feito a partir do dia 13 de abril. Elas poderão financiar até 100% do imóvel que deverá ter um valor máximo de R$ 130 mil. Os juros serão reduzidos e o valor a ser pago poderá ser dividido em 30 anos. Para ter direito ao programa, a pessoa não pode possuir imóvel residencial e nenhum financiamento ativo dentro do Sistema Financeiro da Habitação (SFH). Além disso, a pessoa não pode ter recebido, a partir de 1º de maio de 2005, desconto pelo Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em qualquer financiamento. O crédito pode ser feito nas formas de prestação fixa ou de prestação decrescente, e as parcelas não poderão ser superiores a 20% da renda familiar. A entrada também será opcional. De acordo com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a família beneficiada poderá pagar a primeira prestação quando o imóvel for entregue. “Dessa forma, ela não precisará arcar ao mesmo tempo com o pagamento da prestação e com o valor de um aluguel”, disse. Para famílias com rendimentos entre três e cinco salários mínimos, a taxa de juros será de 5% ao ano, acrescidos de TR (Taxa Referencial). Já as famílias que ganham entre cinco e seis salários mínimos, a taxa de juros será de 6% ao ano mais TR. As famílias que ganham de seis a dez salários mínimos terão direito ao financiamento com taxa de juros de 8,16% ao ano, mais TR.Agência Brasil
Eliana Tranchesi da DASLU, ESTÁ PRESA NA Penitenciária Feminina do Carandiru
Dona da grife Daslu é presa pela Polícia Federal em São Paulo

A empresária Eliana Tranchesi, dona da loja de produtos de luxo Daslu, uma das mais famosas do país, em São Paulo, foi presa pela Polícia Federal na manhã de hoje (26). A PF, segundo a assessoria imprensa de órgão, cumpriu mandato de prisão em razão da empresária ter sido condenada pela 2ª Vara Criminal de Guarulhos. Eliana foi levada para a Penitenciária Feminina do Carandiru, na zona norte da capital paulista.
Além da empresária, mais três pessoas foram presas pela PF em conseqüência da Operação Narciso: o irmão da dona da Daslu, Antônio Carlos Piva de Albuquerque, o contador Celso de Lima - acusado de ser o laranja no esquema de fraudes - e um terceiro nome ainda não confirmado pelo Ministério Público Federal de São Paulo. Eles foram levados para o Cadeião de Pinheiros.
Elaina já havia sido presa pela PF em 2005, quando foi deflagrada a Operação Narciso, sob acusação de subfaturar importações com o objetivo de sonegar impostos. Ele é acusado pelo Ministério Público Federal de São Paulo pelos crimes de formação de quadrilha, descaminho aéreo consumado, por importar produtos de maneira irregular, descaminho aéreo, pela tentativa de fraude, e falsidade ideológica.
A assessoria do Ministério Público de São Paulo dará mais informações na coletiva de imprensa que será realizada às 14h, na sede do MPF.
Postado por Oni Presente
GUERRILHEIROS VIRTU@IS "É a voltas do cipó de arueira no lombo de quem mandou dar!"

terça-feira, 24 de março de 2009

Gilmar na Folha de S.Paulo

Nem mesmo a repórter Renata Lo Prete, que moderou o debate, conseguiu conter a avalanche de questões da platéia, dirigidas em voz alta ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Depois de abordar questões polêmicas, Gilmar deixou o auditório da Folha, onde ocorreu a sabatina, sob gritos de fascista e nazista.

Gilmar respondeu inicialmente a questões selecionadas pelos repórteres e depois as da platéia. Seu papel ali foi defender a supremacia do STF. Segundo suas próprias palavras, “uma corte constitucional que decide desde extradição, ações de massas até justiça criminal”.
A operação Satiagraha abriu as discussões e foi naquele momento que Gilmar disparou a frase mais contundente da entrevista: “De Sanctis, ao mandar prender Daniel Dantas, quis desmoralizar a decisão do STF. Um quadro de anarquismo deu muito poder para gente irresponsável”, justificou.
Acompanhado de seu advogado Alberto Zacharias Toron, o presidente do Supremo abordou algumas das opiniões polêmicas que emitiu recentemente. Falou sobre o MST, Cesare Battisti e não pestanejou em dizer que colocou ordem “em um quadro de espetacularização nas ações policiais”, quando questionado sobre a súmula das algemas.
O Conversa Afiada acompanhou a sabatina do início ao fim e abaixo publica algumas das principais frases de Gilmar”:
Sobre a Satiagraha e o privilégio a ricos nas decisões:. “Estou andando Brasil afora, em campanha pela defensoria voluntária. Para defender pobres, não para defender ricos. Enfrentando OAB e Defensorias Públicas”
Sobre Cesare Battisti. “Uma corte constitucional decide sobre extradição, ações de massa e justiça criminal”
Sobre a corrupção dos governadores. “O Supremo vai se pronunciar em breve sobre a corrupção dos governos dos Estados”
Sobre as algemas. “Colocamos ordem neste quadro de espetacularização nas ações policiais”
Sobre o que será depois de sair do STF. “Não cogito sair do STF. Quando sair vejo o que faço…nunca tive problemas com empregos..”
Sobre eleições diretas para presidente do STF. “Não cuido, nem descuido. Estou a pensar nas atividades que estou envolvido agora. Senão até os candidatos vão se assanhar à minha vaga”.. “Quiçá não me dão mais dois anos?”. “A constituição decidiu que um juiz não deve se envolver em disputa partidária…o juiz deve saber, mas não se envolver”.

Pescado do Blog Conversa Afiada do Jornalista Paulo Henrique Amorim

Governo Yeda é um sorvete ao sol




O governo tucano de Yeda Rorato Crusius derrete como um sorvete ao sol. Ou, se vocês preferirem, a batata de Yeda está assando, assando. Lenta e inexoravelmente.Involuntariamente, ela já pede que a esqueçam (está hoje nos jornais).
É o seu inconsciente que aflora, rompendo a blindagem diazepínica e fala.
Redator: Cristóvão Feil do Blog Diário Gauche

sábado, 21 de março de 2009

Carta aberta aos jornalistas do Brasil, de Leandro Fortes


A carta aberta que reproduzo a seguir foi escrita por Leandro Fortes, da Carta Capital.




No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo. O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do “Comitê de Imprensa”, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa.
Nesta carta, contudo, falo somente por mim.
Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalista, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico – de áudio nunca revelado – envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás. Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro. O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera.
Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros. Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.
Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites. Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes? Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?
Apelo, portanto, que as entidades de classe dos jornalistas, em todo o país, tomem uma posição clara sobre essa situação e, como primeiro movimento, cobrem da Câmara dos Deputados e da TV Câmara uma satisfação sobre esse inusitado ato de censura que fere os direitos de expressão de jornalistas e, tão grave quanto, de acesso a informação pública, por parte dos cidadãos. As eventuais disputas editoriais, acirradas aqui e ali, entre os veículos de comunicação brasileiros não pode servir de obstáculo para a exposição pública de nossa indignação conjunta contra essa atitude execrável levada a cabo dentro do Congresso Nacional, com a aquiescência do presidente da Câmara dos Deputados e da diretoria da TV Câmara que, acredito, seja formada por jornalistas.
Sem mais, faço valer aqui minha posição de total defesa do direito de informar e ser informado sem a ingerência de forças do obscurantismo político brasileiro, apoiadas por quem deveria, por dever de ofício, nos defender.
Leandro Fortes
Jornalista


GUERRILHEIROS VIRTU@IS sempre na defesa da liberdade de imprensa, não poderiam deixar de postar esta inquietante 'carta aberta' que denuncia a censura vindo direto de onde deveriam ser preservados nossos direitos fundamentais. A única dita liberdade que vemos ser defendida é a dos proprietários dos grandes meios de comunicação, já chamada de PIG por outros blogueiros.

quinta-feira, 19 de março de 2009

TERESINHA MAGGI

19/03/2009 - 07:40:00
A gente fica cada vez mais com os dois pezinhos atrás, quando ouve contar que a esposa do governador, dona Terezinha Maggi, que fez uma operação para reduzir o estômago, acabou vitimada por uma infecção hospitalar em um dos principais e mais conceituados hospitais da capital paulista.
Se este descompasso acontece com mulher tão rica e tão poderosa como a esposa de multimilionário sojicultor e governador, o que podem esperar o zé mané e a dona zefa maria da conceição, enfim, o povo e os filhos do povo que, na maioria dos casos, só contam mesmo com o tão sucateado e superlotado Pronto Socorro Municipal de Cuiabá, submetido à gestão do secretário Luiz Soares, que não entende nada de Saúde e deixa isso sempre tão evidente?

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, em especial Suzana, estao muito tristes com a notícia pois respeitam muito nossa primeira dama e torcem e (guerrilheira) ora por seu pronto reestabelecimento. VIDA LONGA TERESINHA!!!

CADE A PESQUISA

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, se admitem ansiosos com a pesquisa que dará 100% de aprovacao ao nosso Presidente! Cade a pesquisa, onde está!!!!!!!!!!!!!!!

OLE, OLE, OLE, OLÁ DIL-MA DIL-MA!

GUERRILHEIROS VIRTU@IS, lulistas declarados, nao poderiam deixar de postar este excelente trabalho da TV DILMA com os recados do povo a nossa futura presidenta!



2010 É DILMA

Uma pergunta errada


Altino Machado às 12:58 pm
Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes

Fui desrespeitoso e cometi um erro hoje contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que está em visita ao Acre para uma palestra sobre drogas para jovens da rede pública estadual.

Ao fazer a primeira pergunta de uma entrevista coletiva, indaguei:

- Ministro, o senhor tem se manifestado constantemente em defesa da propriedade, contra as invasões, mas em nenhum momento o senhor se manifestou contra dezenas, centenas de assassinatos de lideranças de trabalhadores rurais . [Até aqui, a pergunta é pertinente e correta do ponto de vista jornalístico, o exagero se deu na seqüência] Isso decorre do fato de o senhor ser ministro ou pecuarista?

A resposta do ministro veio à altura:

- Devo lhe dizer o seguinte: eu tenho me manifestado contra qualquer violação de direitos, qualquer violação de direitos. Eu não quero que haja assassinatos, independentemente de… Que não haja violência. Pode-se protestar, pode-se fazer qualquer consideração, mas tem que ser respeitado o direito de outrem. A pergunta de qualquer forma é desrespeitosa. O senhor tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta. Eu não sou pecuarista.

Ao formular de improviso a pergunta, tomei como base o manifesto distribuído no dia 6 de março pela pela Secretaria Nacional da Comissão Pastoral da Terra da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, onde está afirmado (e até hoje não contestado publicamente), que o ministro Gilmar Mendes “não esconde sua parcialidade e de que lado está” e que é “grande proprietário de terra no Mato Grosso”.

Exagero também veio da parte de quem tanto critica a existência de um estado policialesco no país. Orientado pelo ministro, um assessor dele telefonou para a Polícia Federal, logo após a entrevista, e pediu aos agentes:

- Fiquem de olho naquele moço, pois ele é muito perigoso.

Pescado do Blog da Amazonia de Altino Machado

terça-feira, 17 de março de 2009

Requião diz que MST é dádiva de Deus, defende Protógenes e prisão de Dantas

16/03/2009 - 19:33:00

O governador do Paraná, Roberto Requião, é uma figuraça. Já apareceu várias vezes aqui no blog, principalmente por suas posições de independência e confronto com a mídia corporativa, especialmente com a Rede Globo.

Roberto_requi_o

Requião pega pesado e diz o que acha que deve dizer, especialmente contra a mais poderosa rede de TV do país. Como aqui, quando Requião diz que Rede Globo é insaciável e denuncia chantagem da mídia.

Hoje, li no blog do PHA que ele defendeu o MST, que tem sido alvo de ataque dos jornalões e até do ministro e presidente do STF, Gilmar Mendes. Mas não apenas isso. Requião foi além e defendeu a quebra de sigilo total para o homem público, que só deve ter preservada sua vida íntima:


Numa solenidade de formatura de delegados de policia do Paraná, o governador Roberto Requião, ontem, disse, para espanto de todos, que o MST é uma dádiva de Deus.
. E explicou: o MST encaminha uma juventude excluída para um trabalho de militância social e arar um pedaço de terra.
. Com o MST eu converso, disse Requião.
. Eu encaminho reivindicações ao Governo Federal; eu faço uma escola.
. Com o crime organizado – que seria a alternativa para a juventude excluída – eu faço o que ?, perguntou Requião?
. No MST, alguns querem o socialismo e eles têm direito a isso.
. Outros querem um pedaço de terra.
. E outros querem vender a terra – e são esses que empurram o MST adiante.
. Eu conversei com o Governador Requião sobre a Sanepar.
. Uma empresa de saneamento que Daniel Dantas privatizou e Requião tomou de volta.
. Requião, ao contrário do Presidente Lula, enfrentou Dantas.
. Requião disse que gostaria muito de ver Dantas na cadeia.
. E disse mais, sobre a batalha do Presidente do Supremo e o delegado Protogenes: Requião acha que autoridade não deveria ter direito a sigilo.
. A nenhum sigilo, muito menos o telefônico.
. Só não pode divulgar conversas íntimas, privadas.
. O resto, todo mundo tem o direito de saber.
. O homem público é público, diz Requião.

Fonte Blog do Mello

Pescado da Pagina do E

LULA E OBAMA!

Oferece-se esta foto à pobre direita brasileira, que tanto falou acerca da política externa “anti-americana” de Lula, Celso Amorim e barbudos do Itamaraty:

lulaobama.jpg
Foto: White House / Pete Souza / Creative Commons.

Nesse intercâmbio de olhares e sorrisos entre um Obama que não fala português e um Lula que não fala inglês, comunicam-se muito mais Brasil e EUA, trocam muito mais profundamente esses dois países tão comparáveis e tão diferentes do que jamais foi capaz FHC e seu inglês de Yázige, seja com Clinton, seja, pior ainda, com Bush.

Foi sobretudo colonizada a política externa que impuseram FHC, Lafer e cia durante o tucanato. Se não chegou aos excessos das “relações carnais” de Menem, ela sem dúvida colocava o Brasil como um CSA, no máximo um Vitória-BA ou Goiás, quando nós sabemos que o Brasil é um Grêmio ou Corinthians. Satélite dos EUA, sem tomar iniciativas Sul-Sul, o Brasil do tucanato ainda nos brindava aquele patético espetáculo: nosso presidente falando, com muitas limitações, a língua forânea de um chefe de estado estrangeiro em território nacional, sempre que o visitante era anglo-, franco- ou hispanofalante. Eu morria de vergonha daquilo triplamente: como cidadão brasileiro, como sujeito político e como professor de línguas.

A limitação colonizada da nossa direita falou em “problemas” para a política externa brasileira por Lula não saber idiomas. Como se o papel de um presidente fosse ser poliglota, e não ser presidente e representar a experiência de um povo. Como se o Brasil não tivesse uma das Chancelarias mais equipadas linguisticamente do planeta. Como se um chefe de estado russo, chinês ou sul-africano aceitasse falar outra língua que não a sua para conduzir negócio de estado.

E eis que um milênio que começou com o diálogo impossível – FHC que desprezava Bush e este que desprezava FHC – reserva, oito anos depois, para o chefe de estado brasileiro, o maior líder operário de sua história, a condição de primeiro líder de país emergente recebido na Casa Branca do primeiro presidente americano negro; na verdade, o primeiro líder a ser recibido mesmo, com visível empatia. Até mesmo segundo blogs conservadores, Lula deu o tom.

A direita brasileira tem todos os motivos para estar morta de raiva: depois de torcer contra Lula, depois de torcer contra Obama, depois de seis anos e meio de uma política externa brasileira independente, acusada por ela de ser “anti-americana”, esse encontro epocal se produz. Depois de tentar associar Lula ao chavismo (ou, mais delirante ainda, sugerir que ele é "manipulado" pelo caudilho venezuelano), ela vê os Estados Unidos da América e a República Bolivariana da Venezuela autorizarem-no a mediar possíveis gestos de reaproximação.

Como sempre, os portais da grande imprensa brasileira preferiram destacar o que o “não se conseguiu” na conversa, como se uma primeira visita fosse para “conseguir” algo. Rodada de Doha, redução das tarifas ao biocombustível brasileiro, tudo isso avançará ou não conforme a lógica que tiverem as negociações. Mas o encontro entre Lula e Obama é prova de que o Fórum Social Mundial tem razão: outro mundo é possível.


Escrito por Idelber dO Biscoito Fino e a Massa

segunda-feira, 16 de março de 2009

E A NOVELA DO PASSE LIVRE CONTINUA


16/03/2009 - 15:30:00

A Câmara Municipal se abriu para a discussão do transporte coletivo, em Cuiabá, e nesta manhã de segunda-feira, 16 de março, aconteceu audiência pública, comandada pelo vereador Domingos Sávio (PMDB), que reuniu representantes da Prefeitura, de diversas entidades da estudantada, do Procon, do Instituto de Defesa do Consumidor, da Associação dos Usuários do Transporte, os vereadores Ludio Cabral (PT) e Roosevelt Coelho (PSDB), sendo muito criticada a ausência dos donos das empresas de ônibus, que controlam a MTU e faturam em cima do sacrificio imposto, diariamente, à multidão de usuários.

O secretário de transporte, Edivá Alves, com 30 dias no cargo, foi elogiado porque teve a coragem de se expor e ouvir, cara a cara, as queixas de quem pena nos ônibus. Lúdio Cabral disse que Edivá demonstrava uma nova postura, se apresentando para o debate, enquanto os secretários anteriores fugiram do debate. Edivá garantiu que topa discutir com qualquer um e que só não admite agressão física pra cima da pessoa dele. No mais, podem reclamar, xingar, que ele terá sempre interesse em dialogar e ouvir todas as reclamações, porque esta é a sua responsabilidade.

Edivá começou, em sua explanação inicial, falando grosso, dizendo que uma divulgação recente feita na mídia sobre o transporte coletivo, traduziria "mentira" e "mau-caratismo", ao sugerir sumiço de passageiros nos cálculos feitos pela prefeitura e que a prefeitura adotara na planilha de custos, dados sobre óleo diesel que corresponderiam ao preço cobrado nas bombas dos postos de gasolina e não na compra no atacado. Garantiu que, também ao contrário do quem tem sido divulgado, com ele no comando da Secretaria, nenhum reajuste será feito na calada da noite ou durante feriados como o Carnaval. "Quem diz isto está fazendo terrorismo com a população, se comportamndo como um mau caráter".

Edivá, no entanto, teve que ouvir a réplica de Gibran Lachowiski que garantiu que quem pratica um mau caratismo institucional é a Prefeitura de Cuiabá que há anos calcula o preço da tarifa, em nossa capital, com base em dados superfaturados pelos empresários, conforme já comprovado por estudos desenvolvidos pelo Ministério Público Estadual e pela própria Câmara Municipal, através da CPI comandada pelo então vereador Walter Rabello.

Edivá também se envolveu em um bate boca com o representante da UNE, Pablo Pereira, que garantia que ele votou contra a aprovação do passe livre em Cuiabá. O secretário rebateu que a informação era incorreta e que não dava para discutir com base em informações incorretas. Pablo se mostrou disposto a provar que Edivá votou, efetivamente, contra o passe livre e desafiou o secretário a participar de um debate com os estudantes da UFMT no próximo dia 30.

Diversos estudantes acusaram a Prefeitura e o secretário Edivá de representarem muito mais o empresariado do que o povo, no encaminhamento das questões do transporte coletivo em Cuiabá. Edivá rebateu que isso era mentira, ele estava ali para defender a prefeitura, só que está obrigado a acatar as determinações legais. Para testar seu compromisso, estudantes como Estefane Emanuelle, da Juventude Revolução, reforçaram a tese de estatização do transporte na capital, com a criação de uma empresa municipal de transporte público - proposta levantada na plenária pelo estudante Lehu Vânio, do CLTP, Comitê de Luta pelo Transporte Público. Edivá garantiu que é uma proposta que pode ser estudada. Para Lehu, se Barack Obama, nos Estados Unidos, se dispõe a estatizar bancos e outras grandes empresas, por que é que Wilson Santos, em Cuiabá, não pode estatizar empresas que andam massacrando os seus usuários?

Para situar melhor a questão das mentiras e do mau caratismo, o titular desta Página do E também se manifestou na plenária, lembrando que, quando do lançamento do desconto na tarifa de água, o Prefeito Wilson Santos foi diretamente questionado por mim sobre a possibilidade de novo reajuste da passagem de ônibus e garantiu que iria respeitar a determinação judicial que, atendendo ao Ministério Público, suspendeu qualquer reajuste em Cuiabá, enquanto não se demonstrar que os dados para composição da planilha foram colhidos de forma transparente e devidamente demonstrados para a população. Wilson, naquela ocasião, também garantiu que não iria colocar a Prefeitura na briga judicial, dizendo "os empresários se quiserem que se mexam e defendam seus interesses na Justiça". Na plenária desta segunda, todavia, divulgou-se a informação de que a Prefeitura e o governo de Wilson Santos foram, sim, à Justiça, agravar a decisão do juiz que impediu o reajuste. Ou seja, nesta história toda, quem é que está mentindo? Quem é mau caráter? O debate sobre o transporte, é claro, não se resolveu nesta audiência, vai se desdobrar por muitos e muitos movimentos mais.

Nesta terça-feira, a partir das 15 horas, o forum de entidades que discute o transporte público se reúne no auditório do Sintep, no bairro Bandeirantes.

Pescado da Pagina do E

Repercussão


GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Mais uma vez, o brilhante Kayser nos mostra apenas com uma imagem, o quao "fora da casinha" esta a governadora de todos os gauchos!

Pescado do Blog do Kayser

domingo, 15 de março de 2009

JULIO GARCIA EM DOSE DUPLA, IMPERDIVEL!

15 Março 2009

Poema

















Cenas de junho

'Amanhã, vai ser outro dia...' (Chico Buarque)


Em frente ao Palácio
estudantes protestam na tarde gelada
a polícia de 'choque' defende o poder

(questionado)

nas alcovas sombrias
a continuidade dos desmandos é tramada
e o saque voraz das coisas do povo

(continuado)

sem pejo
sem controle
e sem dó
alongando a indecência
que agride as consciências
e que mantém incólume
a injustiça
e instiga a revolta

..........

Na tarde invernal
bandeiras vermelhas tremulam ao vento
na praça do povo
que grita de fome
de raiva
& de dor
preparando a desforra

(que virá... que virá...
que virá...)

Júlio Garcia- junho/2008

Provas & provas...









Contra PSDB, jornais exigem provas

'Imagine se um ex-assessor do governo da Bahia, do PT, tivesse morrido, poucos dias antes de depor ao Ministério Público, num caso que envolve corrupção? Imagine as manchetes a essa altura: "Ex-assessor petista aparece morto em Brasília". Seria manchete semana inteira, com matéria na [i]Veja[/i], e editorial na [i]Folha'[/i]. - Rodrigo Vianna

Do blog de Rodrigo Vianna: Em 2005, Roberto Jefferson deu uma entrevista exclusiva à Folha, em que lançava dezenas de acusações contra o governo federal. Foi nessa entrevista, também, que Jefferson cunhou a expressão "Mensalão".

Vocês se lembram da manchete da Folha de S. Paulo na época? Não? Então, relembremos:

"PT dava mesada de R$ 30 mil a parlamentares, diz Jefferson".

Agora, comparemos com o título da última sexta-feira (20/02/2009 - no "pé" da primeira página da Folha), sobre a denúncia do PSOL de Luciana Genro contra Yeda Crusius, governadora do PSDB:

"Sem provas, PSOL acusa tucanos de corrupção no RS".

Por que este "sem provas" tão cuidadoso, no título da última sexta-feira (20/02/2009)? Por uma questão de isonomia, o correto seria "Governo tucano tem corrupção e caixa dois, diz PSOL".

Por que o mesmo "sem provas" não apareceu na manchete quando Jefferson deu sua entrevista?

Hum...

Bem, talvez para a Folha, Jefferson valha mais do que o PSOL. Gosto não se discute. Ou, mais provável: qualquer denúncia contra o partido de Serra (o editorialista preferido da família Frias) merece todo cuidado! Por que a sigla "PSDB" não aparece nem na primeira página, nem na manchete de página interna?

(Isso me lembra a cobertura da Globo, na reta final da eleição de 2006. Os aloprados que tentaram comprar o dossiê contra Serra eram "petistas". O Freud Godoy era "petista". Na hora de falar de Abel Pereira, um sujeito que intermediaria negócios na gestão de Barjas Negri (PSDB) no Ministério da Saúde, aí ninguém falava em "governo do PSDB". A fórmula era: "ministro no governo anterior".)

Mas, voltemos ao caso da corrupção no Rio Grande do Sul. A denúncia é gravíssima. E já há um cadáver. Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda Crusius, apareceu morto no Lago Paranoá, em Brasília. Ele deveria ter uma reunião com o Ministério Público Federal em Brasília, logo após o Carnaval.
Hum, hum...

Imagine se um ex-assessor do governo da Bahia, do PT, tivesse morrido, poucos dias antes de depor ao Ministério Público, num caso que envolve corrupção? Imagine as manchetes a essa altura? Eu imagino: "Ex-assessor petista aparece morto em Brasília". Seria manchete semana inteira, com matéria na Veja, e editorial na Folha.

*Fonte: Blog do Rodrigo Vianna http://www.rodrigovianna.com.br/, via Carta Maior

sábado, 14 de março de 2009

TRIBUTO A UM IMPRESCINDÍVEL: D. PAULO EVARISTO ARNS

"Há homens que lutam um dia, e são bons;
há outros que lutam um ano, e são melhores;
há aqueles que lutam muitos anos, e são muito bons.
Porém há os que lutam toda a vida, esses são os imprescindíveis."

(“Os Que Lutam”, Bertold Brecht)

A grande imprensa só destaca os personagens quando eles estão realizando coisas, completando décadas disso e daquilo ou morrendo. Vai daí que um homem como D. Paulo Evaristo Arns está há 12 anos longe dos holofotes e é quase desconhecido das novas gerações.

Pior: alguns jovens formam seu conceito sobre ele a partir do que lêem nos textos repulsivos da propaganda neo-integralista, apontando-o como principal inspirador da política de direitos humanos “que só protege os bandidos”...

Então, em vez de esperar que surja o que os jornalistas chamamos de gancho, uma justificativa qualquer para falar de D. Paulo, vou fazê-lo unicamente porque se trata de um daqueles imprescindíveis a que se referiu Brecht. Neste Brasil da ganância e da competição que o capitalismo globalizado está engendrando, é fundamental evocarmos exemplos como este, até como antídoto.

Cardeal e arcebispo emérito de São Paulo, D. Paulo está com 87 anos, é um homem combalido e tem problemas de audição – decorrentes, esclarece, de ferimentos sofridos quando de uma tentativa de seqüestro num país latino-americano (pretendiam obter, em troca, a liberdade de um chefão do narcotráfico).

A entrevista que fiz há algum tempo com D. Paulo permanece atual, daí eu estar reproduzindo aqui seus principais trechos Não quis privar os leitores da oportunidade de conhecer-lhe a história a partir de suas próprias palavras, que tive o privilégio de escutar numa ensolarada tarde de dia útil, no convento franciscano que fica ao lado da tradicional Faculdade de Direito do Largo São Francisco.

No final, apesar de sua dificuldade de locomoção, fez questão de percorrer comigo o longo caminho até o corredor. E se despediu com uma frase marcante: "Precisamos contar essas histórias [do que aconteceu neste país durante a ditadura militar] às novas gerações. É importante que elas saibam de tudo isso!"

A missão do educador – Muitos programas pioneiros, na linha da inserção social, foram introduzidos na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP) entre novembro/1970 e maio/1998, período em que, como arcebispo metropolitano de São Paulo, D. Paulo foi Grão Chanceler da instituição.

Logo que se tornou o principal responsável pelos rumos dessa universidade, D. Paulo fez primeira visita ao Conselho da PUC. E disse: "Não quero uma escola de 2º grau melhorada. O que me interessa é que vocês façam uma pós que dê bons professores para todos os lugares do Brasil; e que todas as teses e tudo o que vocês discutirem além da escola se refira ao povo e ajude o povo. Que isso seja a norma daqui para a frente".

Os resultados não tardaram, diz D. Paulo. "A Arquidiocese se organizou em pastorais diferentes – p. ex., a Operária, a da Terra, a do Trabalhador –, então eu consegui que a Faculdade de Direito se interessasse em ir, durante a semana ou no sábado, à periferia e ver como se poderia ajudar essa população e quais os problemas reais da periferia. A mesma coisa aconteceu com a assistência social, que, aliás, está trabalhando nessa linha até hoje, com métodos sempre novos e recebendo apoio da Europa e de outros lugares, com uma eficiência muito grande."

Hoje, essas iniciativas pioneiras da PUC/SP encontraram muitos seguidores e há um sem-número de empresas e instituições esforçando-se para dar uma contribuição positiva à sociedade.

Ofícios para vítimas da ditadura – "Os estudantes da USP me procuraram em 1973 quando um colega [Alexandre Vannucchi Leme] foi assassinado pelos órgãos de segurança. Os estudantes se reuniram, uns 10 mil, e mandarem representantes à minha casa, à noite, para que eu fosse lá falar aos alunos. Eu disse que era melhor reunir os estudantes, mas não dava para fazer no campus da universidade, porque ele estava cercado por policiais e oficiais do Exército.

"Então, decidi fazer na catedral. Eu disse: 'Na catedral, nós falamos o que queremos, e nós falaremos aos estudantes. Encham a catedral de estudantes e de povo, que nós diremos a verdade'. E foi o que eles fizeram. Às 15h, eu fui lá, fiz aquele ato solene em favor do estudante e celebrei a missa para o falecido. Fiz o sermão sobre o 'não matarás!', o mandamento central dos 10 mandamentos. Foi sobre isso que eu falei para eles, e eles participaram, vivamente, da missa e de toda manifestação religiosa posterior.


"Depois, em 75, foi a vez do Herzog; em 76, a do Manuel Fiel Filho; e em 79, a do Santo Dias, quando recebemos de 150 mil a 200 mil pessoas, que andaram desde a igreja de Nossa Sra. da Consolação. A multidão foi engrossando. Ao chegar na Catedral da Sé, não cabia nem na igreja nem na praça, então nós fizemos uma cerimônia mais curta, mas muito mais participada por todos os operários."

Missa de 7º dia de Vladimir Herzog – Foi celebrada na Catedral da Sé, simultaneamente, por religiosos de três confissões: a católica (D. Paulo), a judaica (rabino Henry Sobel) e a protestante (reverendo James Wright).

"Quando o Herzog foi assassinado – lembra D. Paulo –, em 1975, os jornalistas me pediram que houvesse um ato ecumênico na catedral. Os judeus fazendo o ato deles em hebraico, portanto, não na língua que compreendêssemos. Foi impressionante e muito bonito."

[Modesto, D. Paulo evitou comentar que sua decisão foi um ato de enorme coragem. Primeiramente, porque a alta hierarquia católica não viu com simpatia sua iniciativa de oficiar missa ao lado de um rabino e de um reverendo. Depois, por ser um desafio frontal à ditadura militar, que o presidente Geisel engoliu, pedindo apenas a D. Paulo que segurasse seus radicais, “enquanto eu seguro os meus”. Finalmente, por ter, em nome de ideal de justiça e solidariedade cristãs, corrido o risco da ocorrência de tumultos e mortes que teriam um peso devastador em sua consciência de religioso. Graças a ele, foi viabilizado o ato que acabou se tornando um divisor de águas: a partir dessa vitória sobre a intimidação, a ditadura começou sua lenta, mas irreversível, marcha para o fim.]

Invasão da PUC em 1977 – "Eu estava em Roma quando o Erasmo Dias, então secretário da Segurança do estado de São Paulo, invadiu a PUC sem dizer ou ter motivo nenhum. Os estudantes estavam em exame e os policiais destruíram mais de 2 mil cópias de documentos, estragaram o refeitório, danificaram os instrumentos musicais e até derrubaram um professor no chão.

"Eu fui chamado às pressas de Roma e, na manhã seguinte, já dei uma declaração ao desembarcar no aeroporto, dizendo que 'na PUC só se entra prestando exame vestibular, e só se entra na PUC para ajudar o povo e não para destruir as coisas'. Depois, nós fizemos toda uma reação contra eles e toda uma manifestação junto aos estudantes."

Eleição direta para reitor da PUC – "No início dos anos 80, nós queríamos nos opor ao regime totalitário que estava vigorando no Brasil e provar que funcionários, professores e alunos são igualmente capazes de escolher o diretor, o reitor ou o presidente da instituição.

"Antes eu reunia o conselho de cada classe, para ter uma certa democracia entre os professores, e pedia que me indicassem o nome. Achei que era pouca democracia. Então, pedi à reitora e aos três vice para haver uma escolha entre todos os alunos, que eu aceitaria o resultado e mandaria para a aprovação de Roma.

"E Roma aprovou imediatamente. Então, foi a primeira eleição dentro de uma universidade pontifícia católica e, também, foi a primeira vez que se escolheu um reitor entre todos os funcionários, alunos e professores."

Contratação de professores perseguidos – "O minstro da Justiça ordenou a expulsão de vários professores da Universidade de São Paulo. Então a reitora da PUC me telefonou perguntando se podia admiti-los entre nós. Eu disse: 'Não só pode como deve, porque são excelentes professores e patriotas'.

"O Florestan Fernandes até escreveu um artigo me agradecendo. Ele ficou satisfeito porque pôde dirigir os estudantes da pós-graduação na PUC da maneira mais livre possível.

"Quanto ao Paulo Freire, eu fui a Genebra para convencê-lo a voltar ao Brasil, depois de 10 anos de exílio. Garanti que eu iria cuidar da chegada dele aqui. E mandei toda a nossa Comissão de Justiça e Paz, que eram mais de 40 pessoas, junto com amigos, para recebê-lo em Campinas.

"De fato a polícia o prendeu, mas, depois de duas horas de interrogatório, eles viram que todos estavam contra eles e soltaram o Paulo Freire, que ficou conosco, com uma grande amizade comigo, até o momento da sua partida."

Convicções e esperanças – Sobre o Governo Lula, antes mesmo da crise do mensalão, D. Paulo já mostrava uma ponta de apreensão, ao se dizer esperançoso de que “o Brasil não perca esta ocasião e não afunde o barco em vez de conduzi-lo a uma margem da terra onde haja outra terra e outro céu, como diria a Sagrada Escritura; onde haja outra possibilidade de sonhar e outra possibilidade de viver com dignidade, mas para todas as pessoas e não só para uma parte".

E, inquirido sobre o menor engajamento atual da Igreja às causas sociais, ele finalizou com uma mensagem de esperança: "A Igreja é o povo. Se o povo se mobiliza bem, a Igreja também se mobiliza. Então, é preciso unir esses dois conceitos, o povo de Deus e o povo, simplesmente. Nós precisamos caminhar para a fraternidade, para uma possibilidade de todos serem respeitados como filhos de Deus e irmãos uns dos outros".

Epílogo - Não há como retratar a grandeza de um D. Paulo Evaristo Arns numa única entrevista. Faltou dizer, p. ex., que ele criou a Comissão de Justiça e Paz de São Paulo e foi o grande artífice do projeto Brasil: Nunca Mais (livro sobre as violações de direitos humanos durante o regime militar), integrando também o movimento Tortura Nunca Mais, dele decorrente.

O principal, no entanto, é que suas gestões junto às autoridades salvaram a vida e evitaram a tortura de resistentes, no pior momento da ditadura.

Fiel ao espírito da igreja das catacumbas, foi o pastor que tudo fez para que seu rebanho sobrevivesse a um tempo de lobos. Um imprescindível, enfim.

Bolsa Família, sim

Nos últimos dias, alguns setores da política e da imprensa têm se posicionado muito contrariamente ao Programa de Transferência de Renda do Governo Federal Bolsa Família, benefício social pago a famílias com vulnerabilidade socioeconômica. Alegam esses setores que os recursos do Bolsa Família causam dependência. Tal alegação sugere em suas entrelinhas que o governo deveria suspender o pagamento desse benefício. Os críticos não informam como as famílias beneficiárias do Bolsa Família tocariam suas vidas sem esse auxílio do governo. Falam de assistencialismo.
A social democracia instalou-se na Europa no século passado com a visão de que o Estado, em determinados casos, tinha a obrigação de auxiliar aqueles que estavam em situação de vulnerabilidade e assim fizeram.Da mesma forma, o que o governo brasileiro faz hoje não é uma ação assistencialista, nem socialista. O Bolsa Família é uma ação que evita que pessoas morram de fome, não é a benesse que os antigos coronéis da direita tiravam do seu próprio bolso para manter uma relação de es- treita dependência com o assistido. Os beneficiários do Bolsa Família assumem compromissos sociais que visam assegurar o direito à saúde e à educação, além de uma alimentação adequada, o que contribui para a erradicação
da extrema pobreza e para a conquista da cidadania.
Os recursos que hoje evitam a morte de brasileiros por forme são oriundos de impostos pagos por brasileiros com melhores condições financeiras.

Portanto, o que o governo federal faz é uma redistribuição desses recursos através do Bolsa Família. Além do auxílio financeiro para a melhoria de vida de milhões de brasileiros, o governo federal investe em diversos setores para o desenvolvimento do país como infraestrutura, educação, ciência e tecnologia, tão fundamentais para que, no futuro, a sociedade brasileira não tenha necessidade de benefícios sociais.
As políticas sociais implementadas no Piauí estão provocando mudanças sustentáveis na vida de milhares de famílias até então excluídas econômica, social e cult
uralmente. O Governo do Estado trabalha com o foco na integração da política social com questões macroeconômicas, envolvendo os setores públicos nas três esferas e o privado, além de priorizar a descentralização e municipalização de políticas públicas.
O resultado é a sustentabilidade; qualidade de vida; redução de índices de doenças e de mortalidade infantil; aumento
da esperança de vida ao nascer; melhoria quanti e qualitativa do contexto social e organizacional da população beneficiária. Tudo isso contribui para a melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). O Piauí, inclusive, é referência no Brasil como um dos exemplos felizes de que, com seriedade e trabalho, é possível retirar brasileiros da linha de miséria e oferecer a eles condições dignas de vida.

Oscar de Barros é presidente da Fundação Cepro

O futuro dos seres humanos é o que importa





Para mim, o capitalismo nunca foi uma abstração, um conceito, mas uma realidade concreta, vivida.

Ainda menino, minha família abandonou a miséria rural do Nordeste brasileiro em direção a São Paulo. Minha mãe, uma mulher de extrema coragem e valor, deslocou-se, junto com seus filhos, para o grande centro industrial brasileiro em busca de uma vida melhor.

Minha infância não se diferenciou da de muitos meninos pobres. Empregos informais. Pouca educação formal. O único diploma escolar de toda minha vida foi o de torneiro mecânico, obtido em um curso do Serviço Nacional da Indústria.

Habilitei-me como um operário qualificado e passei a viver a realidade da fábrica. A vivência do mundo do trabalho despertou-me a vocação sindical. Participei do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, na periferia industrial de São Paulo. Fui seu presidente e, nessa condição, dirigi as grandes greves operárias de 1978-1980 que mudaram a cara do movimento operário brasileiro e tiveram grande influência na democratização do país, que vivia sob uma ditadura militar.

O impacto do movimento sindical no conjunto da sociedade brasileira, levou-nos a criar o Partido dos Trabalhadores, que reuniu operários, camponeses, intelectuais e militantes de movimentos sociais.

O capitalismo brasileiro, a partir de então, não nos aparecia apenas sob a forma de salários baixos, condições indignas de trabalho ou repressão da atividade sindical. Ele se expressava na política econômica e no conjunto das políticas públicas do Governo, mas também nas restrições às liberdades. Descobri, junto a milhões de outros trabalhadores, que não bastava reivindicar melhores salários e condições de trabalho. Era fundamental lutar pela cidadania e por uma profunda reorganização econômica e social do Brasil.

Disputei e perdi quatro eleições antes de ser eleito Presidente da República em 2002.

Na oposição conheci profundamente meu país. Com intelectuais, discuti alternativas para uma sociedade que vivia na periferia do mundo o drama da estagnação e de uma profunda desigualdade social. Mas meu conhecimento maior do país foi no contato direto com seu povo nas Caravanas da Cidadania, que realizei percorrendo dezenas de milhares de quilômetros do Brasil profundo.

Ao chegar à Presidência deparei-me não só com graves problemas conjunturais mas, sobretudo, com uma herança secular de desigualdades. A maioria dos governantes, mesmo aqueles que realizaram reformas no passado, haviam governado para poucos. Pensavam um Brasil onde apenas um terço da população teria vez.

A herança que recebi não foi somente de dificuldades materiais, mas de arraigados preconceitos que ameaçavam paralisar nossa ação governamental e conduzir-nos à mesmice.

Não poderíamos crescer – dizia-se - e lograr estabilidade macro-econômica. Menos ainda crescer e distribuir renda. Teríamos de optar entre voltar-nos para o mercado interno ou para o externo. Ou aceitávamos as duras regras da economia globalizada ou estaríamos condenados a um isolamento fatal.

Em seis anos derrubamos esses mitos. Crescemos e logramos estabilidade macro-econômica. Nosso crescimento foi acompanhado da inclusão de dezenas de milhões brasileiros no mercado de consumo. Distribuímos renda para mais de 40 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha de pobreza. Fizemos com que o salário mínimo aumentasse sempre acima de inflação. Democratizamos o crédito.Criamos mais de 10 milhões de empregos. Impulsionamos a reforma agrária. A expansão do mercado interno não se fez em detrimento das exportações. Elas triplicaram em seis anos. Fomos capazes de atrair muitíssimos investimentos estrangeiros sem sacrificar nossa soberania.

Tudo isso nos permitiu acumular 207 bilhões de US$ em reservas e, assim, proteger-nos contra os efeitos mais destrutivos de uma crise financeira que, nascida no centro do capitalismo, hoje ameaça o conjunto da economia mundial.

Ninguém se aventura a predizer hoje qual será o futuro do capitalismo.

Como governante de uma grande economia dita “emergente”, posso dizer que tipo de sociedade espero que surgirá desta crise. Ela deverá privilegiar a produção e não a especulação. O setor financeiro deverá ter como função estimular a atividade produtiva. e deverá ser objeto de rigorosos controles nacionais e multinacionais por meio de organismos sérios e representativos. O comércio internacional estará livre dos protecionismos que ameaçam intensificar-se. Os organismos multilaterais reformados manterão programas de apoio às economias pobres e emergentes, com o objetivo de reduzir as assimetrias que marcam o mundo de hoje. Haverá uma nova e democrática governança mundial. Novas políticas energéticas e reformas do sistema produtivo e dos padrões de consumo garantirão a sobrevida do Planeta hoje ameaçado pelo aquecimento global.

Mas, sobretudo, espero um mundo livre dos dogmas econômicos que invadiram a cabeça de muitos e que foram apresentados como verdades absolutas.

Políticas anti-cíclicas não podem ser apenas adotadas quando a crise se desencadeou. Aplicadas com antecedência – como o Brasil fez – elas podem ser uma garantia para lograr uma sociedade mais justa e democrática.

Como disse no início, dou menos importância a conceitos e abstrações.

Não estou preocupado com o nome que terá a organização econômica e social que virá depois da crise, contanto que ela tenha no centro de suas preocupações o ser humano.

Luiz Inácio Lula da Silva é presidente da República Federativa do Brasil.

sexta-feira, 13 de março de 2009

NITROGLICERINA PURA.YEDA AGORA CAI


13/03/2009
Ex-ouvidor entrega à OAB suposto grampo com assessor de Yeda

Agência Folha, em Porto Alegre

Demitido do cargo de ouvidor da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul, o advogado Adão Paiani entregou à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) um dossiê e um CD com supostas escutas ilegais feitas, segundo ele, por um aparato clandestino de espionagem que funciona no governo gaúcho e abriu mais uma crise em que assessores diretos da governadora Yeda Crusius (PSDB) aparecem sob suspeita.

Sem revelar detalhes do dossiê nem os nomes das pessoas grampeadas ilegalmente, Paiani --que é filiado ao PSD-- disse que "um assessor muito próximo da governadora" aparece nas ligações cometendo tráfico de influência e crime eleitoral.

O CD, de acordo com Paiani, contém as gravações clandestinas de seis telefonemas feitos na reta final da eleição do ano passado, entre o final de setembro e o começo de outubro.

A Folha apurou que o assessor grampeado ilegalmente é o chefe-de-gabinete da governadora, Ricardo Luís Lied.

Os telefonemas grampeados foram trocados por Lied com seu primo, o ex-presidente da Câmara Municipal de Lajeado (120 km de Porto Alegre) Márcio Klaus (PSDB), que foi preso antes da eleição sob acusação de compra de votos.

Numa das conversas em outubro, apurou a Folha, o chefe de gabinete de Yeda discute com o vereador, depois do processo eleitoral, a substituição do delegado regional da Polícia Civil e do comandante da Brigada Militar na cidade --numa suposta retaliação pela prisão. A troca não se concretizou.

"Houve tráfico de influência claro, explícito e muito cristalino", disse Paiani em entrevista ontem à tarde, sem relevar os nomes dos grampeados.

Os grampos foram feitos, segundo Paiani, por policiais que operam o sistema Guardião, o programa da PF onde ficam armazenadas gravações de escutas telefônicas feitas pela Secretaria da Segurança Pública, mas sem autorização judicial.

Paiani disse ter obtido o CD com as gravações de uma fonte cuja identidade ele preserva. Ele disse não saber de quem partiu a ordem nem o motivo para espionar o assessor da governadora, mas sugeriu que pudesse se tratar de alguma tentativa de chantagem.

Paiani declarou que obteve as provas da ação ilegal dos arapongas depois do Carnaval e que não conseguiu ser recebido pela governadora ou pelo secretário da Segurança Pública, Edson Gularte, para formalizar as denúncias. Paiani foi exonerado na última terça-feira.

"São arapongas agindo dentro da máquina. [A demissão] talvez tenha a ver com a possibilidade de que eu viesse a denunciar isso", disse.

Oficialmente, a demissão foi atribuída à decisão do governo de extinguir a Ouvidoria da Segurança Pública, fundindo sua estrutura a uma ouvidoria geral de governo.

"Se os senhores perguntarem em off [jargão jornalístico para informação de fonte que se mantém anônima] para qualquer servidor da Brigada Militar ou da Polícia Civil se esse tipo de coisa [escuta ilegal] acontece, eles vão dizer que sim. A questão é que as pessoas têm medo ou não têm prova. Eu não estou em nenhuma das duas circunstâncias", afirmou.

Paiani disse que sempre teve "relação de lealdade" com o governo, mas que, depois de demitido, decidiu entregar o dossiê à OAB para que fosse investigado. "Pretendia encaminhar ao governo enquanto ouvidor, mas hoje não tenho mais esse compromisso", disse.

Outro lado

O chefe da Casa Civil do governo gaúcho, José Alberto Wenzel, criticou Adão Paiani, ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública, por não ter entregue ao governo o relatório com as denúncias de um suposto esquema de espionagem.

Wenzel disse que ficou sabendo das denúncias pela imprensa e afirmou que Paiani "pode ter incorrido em infração penal ao extraviar e não entregar ao governo documentos que ele recebeu quando era ouvidor". O chefe da Casa Civil não quis comentar a informação, apurada pela Folha, de que o chefe de gabinete da governadora Yeda Crusius, Ricardo Lied, foi grampeado por arapongas do governo.

O secretário da Segurança Pública, Edson Gularte, não comentou a suposta existência de um aparato clandestino de espionagem por operadores do sistema Guardião. Ele determinou a abertura de inquérito para apurar as denúncias pela Polícia Civil de Porto Alegre.

A reportagem não conseguiu localizar o Lied para perguntar sobre os supostos telefonemas grampeados ilegalmente em que o chefe de gabinete da governadora discute a substituição de chefes da polícia em Lajeado, seu berço político, a pedido de um primo vereador.

Cassado por compra de votos, o ex-vereador de Lajeado Márcio Klaus (PSDB) confirmou que tratou da campanha eleitoral com Lied. Klaus afirma que comentou sobre a suposta atuação "política" do comandante da Brigada Militar local para persegui-lo, mas nega ter pedido que o primo articulasse a transferência dele.

"Houve perseguição [da polícia] contra mim. Comentei isso com o Lied, até porque temos laços de família, mas não pedi para transferir ninguém, até porque acho que ele não teria poder para

45 ANOS DO ATO NA CENTRAL DO BRASL - JANGO



GUERRILHEIROS VIRTU@IS
: 45 ANOS DEPOIS SÃO MAIS QUE NECESSÁRIAS ESTAS REFORMAS!

Homenagem a este BRASILEIRO que nunca mais viu sua pátria!

Pescado do Agência Carta Maior, onde a totalidade do discurso está disponível!
Vale a pena

Carros e aviões: Brasil deve tirar proveito da crise

O mercado de automóveis novos no Brasil já voltou ao patamar de antes da crise. Quem diz é o jornalista Joel Leite, da Agência Auto Informe – especialista no assunto.

Ele foi um dos convidados esta semana do “Entrevista Record – Mundo”, na “Record News”. Fizemos um programa especial sobre a crise mundial nas montadoras: incluindo a ameaça de concordata da GM nos EUA, e o pedido da Toyota para que o governo japonês empreste dinheiro pra alavancar as vendas.
Lá fora, tempestade. Aqui, no mercado interno, uma certa bonança. Joel deu os números: em fevereiro, as montadoras instaladas no Brasil voltaram a atingir a marca de 10 mil carros vendidos por dia, média igual à de setembro de 2008.
Ele informou também que, até o fim de março, estão programados os lançamentos de 11 novos modelos pelas montadoras brasileiras. E que a Mitsubishi confirmou os planos de instalar uma fábrica nova em Goiás.
Então, que crise é essa”, perguntei. “Pois é, que crise é essa”, devolveu Joel.
O jornalista contou que passou os últimos meses dizendo (em seus boletins na “Rádio Bandeirantes”) que não havia motivo para pânico e que a crise, no caso do Brasil, era provocada mais pelas notícias negativas espalhadas pela mídia. Foi acusado de “otimista” (o Brasil talvez seja o único país em que ser otimista é tido como defeito).
Claro que a redução do IPI – pelo governo federal – teve papel decisivo na recuperação das vendas. Mas, se a situação fosse catastrófica, não haveria IPI que resolvesse.
Nos Estados Unidos, sim, a crise é séria mesmo. As notícias sobre a GM são cada vez piores.
Por isso, perguntei aos outros convidados no programa se a GM aqui no Brasil (que segue saudável) não poderia se desmembrar da matriz (na Suécia, por exemplo, a Saab – subsidiária do grupo – já decidiu se separar).
“Não creio. Eles [lá nos Estados Unidos] não aceitariam. O mercado brasileiro está entre os poucos que podem compensar os prejuízos sérios no resto do mundo. Não vão abrir mão do Brasil. Mas, se houver uma concordata da GM, dependendo dos termos, aí poderia acontecer”, foi a análise de Luiz Carlos Mello – ex-presidente da Ford Brasil e hoje professor da FEI.
Os convidados falaram abertamente sobre a possibilidade de concordata da GM, o que dá a dimensão da encrenca à espera de Barack Obama.
SOLUÇÕES CRIATIVAS
Pergunto agora: se a GM nos EUA quebrar, o Brasil vai deixar os gringos fecharem a fábrica – que segue saudável - aqui no ABC paulista? Ou vamos aproveitar a oportunidade para criar uma montadora brasileira?
A crise é o momento das soluções criativas. Elas não virão de nossa elite privada, que ainda pensa em “fazer a lição de casa”. As boas soluções virão do Estado.
Lula vai enxergar longe como Vargas? Crise é a hora das soluções criativas
Entre a Primeira Guerra e a Segunda Guerra Mundiais, a economia do Planeta passou por uma crise tão grave como a que vivemos agora. O Brasil aproveitou para lançar as bases de sua moderna indústria – o que faz com que tenhamos agora alguma relevância no cenário mundial.
Naquela época, boa parte de nossa elite ainda acreditava que o Brasil devia seguir sua “natural vocação agrária”.
Vargas não deu bola pra esse povo.
E agora? Lula vai enxergar longe como Vargas?
AVIÕES E EMPREGOS
Querem ver um exemplo? Embraer. A solução privada é botar na rua 4 mil empregados, frente à redução (efetiva) das encomendas. A Justiça (Estado) barrou as demissões.
Lula está titubeando.
Qual a saída?
O brigadeiro Allemander Pereira, que também entrevistei na "Record News", disse que o Brasil precisa investir pesado num mercado regional de aviação: construir pistas, criar rotas e adotar equipamentos de navegação aérea que sejam compatíveis com os jatos da Embraer (feitos, justamente para aviação regional). Quem pode fazer isso? O Estado.
Hoje, a Embraer vende 90% de sua produção (disse-me o brigadeiro) no mercado externo, especialmente Estados Unidos. Aqui no Brasil, há uma demanda reprimida por vôos regionais. Campinas-Anápolis; Tefé-Manaus; Juiz de Fora- Campo Grande. Há muitas rotas. Companhias (brasileiras) deviam ser incentivadas a ocupar esse espaço, comprando jatos da (brasileira) Embraer.
Esta é a hora das soluções nacionais.
O tempo do liberalismo e das fronteiras abertas ficou pra trás. Esqueça o “precisamos fazer a lição de casa” e o “quanto menos Estado melhor”.
Só quem acredita nessa lenga-lenga ainda são os patéticos (e ideológicos) comentaristas de economia na nossa mídia tradicional.
O Estado voltou. O Brasil tem a dupla vantagem de contar com um imenso mercado interno de massas, e com um Estado que (apesar do esforço de FHC) não se rendeu de forma absoluta ao neo-liberalismo.
Pra isso, não adianta ficar discutindo se os juros vão cair um ponto ou dois no COPOM, nem se o PIB vai crescer 2,0% ou 0,5%. É preciso pensar lá na frente.
Temos tudo pra sair dessa crise maiores do que entramos. Espero não ser acusado de otimista, como o Joel.

Copiado do Escrevinhador de Redrigo Vianna

quinta-feira, 12 de março de 2009

Serys reclama: tá faltando mulher na política!

12/03/2009 - 15:49:00

Segundo a senadora Serys, "somos apenas nove senadoras e há apenas 46 deputadas federais na Câmara. Hoje somos 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembléias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Nas prefeituras, apenas 9% são mulheres"


O espaço da Mulher
Serys Slhessarenko



O mês de março é o mês das mulheres. Uma data para reflexões seja sobre conquistas, problemas ou desafios. Nos últimos dias, frequentei alguns eventos em homenagens a nós mulheres e, por isso, aproveito para refletir o quanto temos progredido e o quanto ainda temos a caminhar para conquistar a igualdade e a isonomia que almejamos.


Pude presenciar e ser testemunha de diversas homenagens a pessoas que lutam pela causa feminina em nosso País, como durante a sessão solene em homenagem às mulheres realizada no Senado Federal e o Diploma Mulher-Cidadã Bertha Lutz, que foi concedido a cinco personalidades de nosso País e um in memorian, concedido à ex-primeira dama do país Ruth Cardoso. Mulheres guerreiras, que prestaram diversos serviços à nossa sociedade em prol da igualdade de gênero, da justiça social, da educação e da não-violência.

Participei também de uma caminhada de mulheres, “A Marcha das Violetas”, em Cuiabá. As mulheres mato-grossenses se vestiram de lilás e se mobilizaram para lembrar à sociedade que é tempo de buscar “a Justiça, a Equidade e a Paz”, em prol do fim da desigualdade entre homens e mulheres. Elas se juntaram aos homens pelas ruas do centro histórico de Cuiabá. Uma caminhada que ganhou esse nome para resgatar a importância da revista A Violeta, na construção da cidadania das mulheres cuiabanas. A revista foi fundada em 1916 por um grupo de jovens das escolas do antigo curso Normal e de senhoras da sociedade cuiabana, sendo editada pelo Grêmio Literário Júlia Lopes.

O Presidente Lula também se manifestou sobre a ascendência da mulher em seu Governo. Nas palavras dele “terei como legado a honra de poder dizer: no meu governo as mulheres subiram um degrau a mais na conquista dos seus direitos e da sua liberdade.”

Lula já anunciou que irá transformar a Secretaria Especial de Políticas Para as Mulheres em Ministério, garantindo a liberdade orçamentária, ajudando na elaboração e na execução das políticas públicas para as mulheres. Um grande avanço para nosso país e para nós mulheres.


O presidente falou algo que eu já falo há algum tempo. Ele sente falta das mulheres na política de nosso país, assim como eu, que faço parte da política do Brasil. Somos apenas nove senadoras e há apenas 46 deputadas federais na Câmara. Hoje somos 8,9% de mulheres no Congresso Nacional, cerca de 12% nas assembléias legislativas e 12% nas câmaras municipais. Nas prefeituras, apenas 9% são mulheres. No entanto, estes dados contrastam com a estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que informa que as mulheres compõem 52% da população brasileira.

E não é somente nosso Presidente que está vendo que as mulheres poderiam ser mais presentes nos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Ibope, Instituto Patrícia Galvão e Cultura Data divulgada na terça-feira (10 de março) aponta que para 83% dos entrevistados, a presença de mulheres no poder melhora a política nesses espaços. Na opinião de 74% dos entrevistados, as mulheres trariam mais honestidade e mais compromisso com os eleitores. A pesquisa revelou ainda que oito em cada dez brasileiros são favoráveis às medidas legislativas que promovam igualdade e políticas de gênero.

Mais de 90% dos entrevistados na pesquisa afirmaram que votariam em uma mulher e, neste grupo, cerca de 60% dariam o voto a uma candidata independente do cargo em disputa. É claro que o poder feminino ainda está longe do ideal, mas acredito que esses dados trazem avanços no pensamento do brasileiro e da brasileira. É a nossa hora de começar a aparecer no quadro político. Mulheres nos cargos Executivos deste país: prefeitas, governadoras e Presidente da República. Vamos preencher a cota de 30% dentro dos partidos. Mas vamos preencher de maneira engajada, determinada, mostrando que somos capazes de representar o povo brasileiro. Mostrando nosso lado feminino, nosso lado forte, enfim, mostrando que fazemos a diferença no poder.

É preciso que mulheres sérias e preparadas sejam inseridas na vida pública. E sei que temos muitos exemplos em todos os estados deste país. A mulher brasileira é uma lutadora, mãe, esposa, trabalhadora. Busca oportunidades, é forte, combativa. Nós, mulheres, precisamos conquistar a igualdade de direitos com a participação dos companheiros homens nesta construção.


Serys Slhessarenko, mestre em Educação, professora aposentada pela UFMT, é senadora da República pelo PT de Mato Grosso

JEITO TUCANO DE GOVERNAR

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Governo Yeda só funciona através do uso intensivo da mídia, diz cientista político



Em entrevista ao IHU Online, o sociólogo e cientista político Aloísio Ruscheinsky faz um balanço do governo Yeda Crusius (PSDB). Para ele, o atual governo “não reverteu algo que seja notável do ponto de vista social”. Classificando o déficit zero como um marco retórico, ele aponta ainda os traços autoritários, pessoais e políticos, da governadora e diz que o choque de gestão só funciona como um choque de investimentos de legitimação através do uso intensivo da mídia. Ruscheinsky afirma:

Essa gestão de fato não reverteu algo que seja notável do ponto de vista social. Ela pode ter investido do ponto de vista de corte de investimentos públicos em áreas sociais. Então, portanto, o déficit zero é antes um marco retórico do que um feito que possa orgulhar o cidadão gaúcho comum que precisa dos serviços prestados pelos órgãos públicos. Então, nesse sentido de rever as contas, o que de fato ocorreu é os cortes nas áreas mais sensíveis, ou seja, para a população que mais necessita no estado. Afinal, os financiamentos para as empresas, para aquilo que sustenta um governo (no sentido eleitoral, na mídia), não foram cortados.

Pelo contrário, o que sei é que essas verbas para publicidade têm uma ascensão vertiginosa nesse governo. O
choque de gestão só funciona como um choque de investimentos de legitimação através do uso intensivo da mídia. É algo como a compra da capacidade de opinião dos meios de comunicação, tanto que os grandes veículos de comunicação estão aleijados na sua capacidade de divergência em função desses substantivos investimentos que têm sido feitos nessa área de propaganda.

PT decide fortalecer luta contra privatização da Sanecap, contra aumento da passagem de ônibus


e por votação aberta nos processos de cassação na Câmara!



Ora, viva! O presidente do Diretório Municipal do PT em Cuiabá, professor Vilson Aguiar, divulgou a seguinte resolução partidária:


A Comissão Executiva do Partido dos Trabalhadores de Cuiabá, reunida no dia 10 de Março de 2009, aprova e delibera pelas seguintes ações:

1 - Apoio integral a emenda proposta pelo Vereador Lúdio Cabral à Lei Orgânica do Município que PROÍBE a PRIVATIZAÇÃO e CONCESSÃO dos serviços de águas e esgoto de Cuiabá.

2 - Apoio integral ao projeto de Decreto Legislativo de autoria do vereador Lúdio que prevê a ANULAÇÃO DO AUMENTO DA ÁGUA.

3 - Apoio integral ao VOTO ABERTO nos processos de cassação na Câmara Municipal de Cuiabá.

4 - Apoiar e participar com as entidades de todos os atos contra o aumento da passagem de ônibus.

5 – Acompanhar junto com as entidades a fiscalização de todas as obras do PAC em Cuiabá.

Cuiabá/MT, 11 de Março de 2009.

VILSON AGUIAR

Presidente

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Um casal a beira de um ataque de nervos