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Quem somos nós

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Um casal a beira de um ataque de nervos

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Companheiras, companheiros:



vocês assistiram o programa do Roberto França ontem de noite? Falou tanta coisa sobre a decisão da Serys e diz que precisa de uma resposta. É muito fácil dar-lhe uma resposta.
Por que Serys agora Deputada Federal?
Esta resposta não é a Senadora Serys que precisa dar, é a militância e as mulheres. Querer eliminar do campo da política uma mulher como a Senadora Serys seria uma real traição às mulheres. Somos mais de 50% do eleitorado e vejamos a proporcionalidade da presença e participação das mulheres neste espaço de grandes e pequenas decisões. Quantos são os candidatos a Governador neste Estado de Mato Grosso? E quantas são as mulheres que partiicipam? Todos os vices são também homens? Todos os candidatos ao Senado da República são homens? E seus primeiros e segundos suplentes também?
É verdade que não podemos aceitar espaços onde todos os tipos de ideologias, acordos e alianças as mais espúrias cabem no mesmo palanque. Isto depõe contra todo um projeto e uma proposta construída ao longo de décadas com muita luta e resistência nos movimentos socias, populares e nas comunidades eclesiais de base. Que princípios norteiam tais decisões hoje? Não é por nada que a política e os nossos políticos, com raras exceções, perderam a credibilidade das pessoas de bem e que acreditam na possibilidade de construirmos uma sociedade sem corrupção, sem tantos desmandos e desigualdades. Continuamos sonhando com uma sociedade com melhor qualidade de vida para todas e todos, com justiça, igualdade e solidariedade.
A política é o exercício do bem comum, o exercício da cidadania plena. Esta política que está aí e que estamos assistindo, sentadas e sentados na platéia, mata o sonho e a paixão no coração da militância que ainda tem utopias.
A Senadora Serys Marli, com três mandatos de Deputada Estadual e um mandato de Senadora em exercício, deixou marcas no coração da militância e do povo matogrossense. Seria inconcebível vê-la afastada e ausente neste momento histórico em que marcou o cenário nacional como segunda vice- presidente do Senado da República. Também com participação em comissões nacionais e internacionais como uma das senadoras mais atuantes do país. Ficar ausente neste cenário, no ano internacional da mulher na política e no ano em que o Governo Lula, reconhece a importância da mulher na política, indicando Dilma Rousseff como candidata à Presidência da República, seria no mínimo omissão da senadora.não se engajar no processo. É também mais uma opção para o eleitorado do Estado - Mulher como Deputada Federal.
Portanto, a decisão da senadora foi muito mais solicitação e exigência da militância do que dela mesma. Ela sabia que era num espaço assim que a queríamos. Vamos cantar com Zé Vicente: "Ninguém pode prender um sonho e impedir alguém de sonhar...".
Cleofa Marlisa Flach

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