
Me permito ficar em dúvida se foram considerados alguns aspectos referentes aos impactos sociais e ambientais das obras.
Fico pensando como será a vida daquela pessoa que tinha um imóvel ou atividade e que não dispõe de condições econômicas para acompanhar o padrão da realidade que acabará o circundando.
Claro, valorizou seu imóvel, sim. Contudo, se não dispor de meios, possivelmente estará se desfazendo do imóvel e indo para outras regiões da cidade com padrão menor.
Pode ser que seja um avanço para a cidade, sem dúvida, mas, pode vir a ser uma situação de constrangimento e de perdas, já que não tem como resistir as tentadoras propostas que se oferecem sobre seu imóvel. Vale a pena pensar nisso.
Uma outra questão que estou a observar é o traçado das vias de deslocamento. Todos sabem que haverá a necessidade de desapropriação mas, ainda assim, uma série de obras privadas estão sendo realizadas nas margens.
A questão é: já estão adequadas ao projeto? Tomará que sim. Caso contrário, haverá um prejuízo ao erário. Fico a pensar se o desejo se resolver o “problema” do saneamento não será a canalização dos córregos transformando-os “oficialmente” em canal de esgoto?
Espero que não desejem que todos fechem os olhos e “esqueçam” quem está lançando resíduo diretamente nesses córregos. Mas, com certeza o Ministério Público deve estar de olho.
E, também não vamos esquecer-nos das construções que estão localizadas em área de preservação permanente. Sobre o IPTU, espero que digam onde estão os inadimplentes e qual será o plano da Prefeitura, em termos de eficiência arrecadatória.
Tanta coisa está a acontecer. Vamos dividir os benefícios do desenvolvimento igualitariamente.
Com a bola o Governador Silval e o Prefeito Galindo!!!
Hilda Suzana Veiga Settineri

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