
A liberdade é um dom divino, as pessoas de fé deveriam saber disso. Tanto é assim que o Supremo Criador deu ao homem a capacidade de auto-determinação, discernimento para compreender o certo e o errado e nobreza de espírito para reconhecer seu erro e dispor-se a reparação ou retratação.
Há tantas passagens do Filho de Deus em que ensina a humildade e o respeito aqueles que pensam e agem diferente aquilo que pregava. Tão sublime era a sabedoria que em parte alguma mandou calar as vozes que se opunham aos seus ensinamentos.
Em todos os tempos radicais tentam usurpar do direito das pessoas pensarem, agirem, acertarem, errarem e aprenderem.
O Brasil passou na república por dois períodos de controle: Estado Novo e Regime Militar. Neste último se construiu um aparelho de censura terrível. Deve-se recordar que o fim da liberdade sempre começa disfarçado, dissimulado, se enraizando, para no momento oportuno se revelar.
A legislação brasileira já dispõe de instrumentos para punir os abusos, entre eles, a responsabilidade civil e penal.
Formas de identificação foram sendo desenvolvidas desde a impressão digital até, nos crimes virtuais, o IP do computador de onde foi processado o ilícito.
Obviamente creio que os legisladores sabem disso. Então o que haverá por traz dessa tentativa? Por ventura não sabem eles que a matéria é de ordem constitucional, e, portanto, a lei inferior não pode restringi-la (amordaçá-la)? Ademais, não se deve esquecer que um site pode estar localizado em qualquer parte, inclusive, no exterior e, a lei municipal não poderá atingi-los.
Afinal, quem foram os atingidos e quais inverdades foram publicadas?
Porque não processam os autores?
Mas, eu cá fico me perguntando, não haveria outros interesses da sociedade sendo esquecidos e que poderiam merecer mais a atenção do legislativo cuiabano?
Praças abandonadas, ausência de programas de lazer e cultura, atenção ao meio ambiente na liberação de obras, a segurança pública, ao problema do lixo, da água, falta de um programa permanente de combate a dengue que parecem insolúveis.
Gostaria de perguntar ao edil que propôs esse “controle” quais foram suas ações efetivas na solução desses problemas.
Como se posicionou em relação as denuncias sobre “problemas” na SANECAP?
Em relação ao transporte urbano e a tarifa que só sob e os ônibus estão um “caco”?
Ao aumento do IPTU?
Nobres edis, exerçam controle sobre estas áreas e creio que toda a sociedade estará satisfeita com seus trabalhos.
Afinal, são funcionários do povo, já que recebem (bem) pelos seus serviços.

Hilda Suzana Veiga Settineri

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