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domingo, 31 de janeiro de 2010

José Dirceu diz que candidatura de Dilma é irreversível


O ex-ministro declarou ainda apoio à candidatura de W. Dias ao Senado.

O ex-ministro José Dirceu declarou em Parnaíba, onde participa da caravana que celebra os 30 anos do PT, que a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil Dilma Rousseff à presidência é irreversível. Dirceu está fazendo uma série de viagens pelo norte e nordeste do país celebrando as três décadas da bandeira petista.
Fotos: Yala Sena/CidadeVerde.com

"A candidatura de Dilma é irreversível porque ela vem tendo um crescimento nas pesquisas e apoio da base aliada", descreve.


Ele afirma ainda que o Diretório Nacional do PT defende candidatura de Wellington Dias ao Senado, mas que a decisão caberá ao governador e depende da conjuntura política estadual.


O ex-ministro chega ao Piauí depois de passar por Belém e após participar de carreata e celebrações em Oeiras e Teresina, ainda neste domingo (31), parte para Fortaleza onde estará na posse da nova presidente do diretório do PT, Luzianne Lins.

Flash de Yala Sena
redacao@cidadeverde.com

O DIA EM QUE LASIER MARTINS TOMOU NO PAC

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: Lasier Martins, "do alto de sua arrogância" furunga no Hospital Conceição em busca de algo negativo que possa imputar à administração federal. Interessante que não é observado o mesmo empenho quando o governo a ser criticado é o municipal ou o estadual, eternamente defendidos por tão alto guardião da probidade pública. (Na foto acima em sua formatura em Direito)
É interessante ver o empenho do apresentador procurando cabelo em ovo de forma tão diligente ao mesmo tempo que não se explica a miopia, ou mesmo a cegueira completa, em relação a tão cabeludas acusações que são imputadas aos protegidos Yeda-Fogaça (vinhos da mesma pipa).

Cloaca News, construtor deste novo jornalismo que ora desponta em nossa blogosfera, mata a cobra e mostra o pau, relembrando o quanto isto era importante nos tempos primórdios daquele jornalismo tão esquecido nos dias de hoje. Parabéns Cloaca, estes GUERRILHEIROS se declaram Cloaqueiros de carteirinha!

"Em sua ensandecida cruzada para esculhambar qualquer coisa que diga respeito ao Governo Federal e atingir, a qualquer custo, o Presidente Lula e o PT, a imprensa golpista e pestilenta do Rio Grande do Sul, capitaneada pelos veículos do Grupo RBS, iniciou uma sórdida campanha difamatória contra o Grupo Hospitalar Conceição, de Porto Alegre.
Vinculado ao Ministério da Saúde, com atendimento 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e integrado à rede de saúde local e regional, o Hospital Conceição atende à população de todo o estado. A superintendência do GHC está a cargo da ex-deputada estadual Jussara Cony (PC do B) que, nos últimos dias, tem se desdobrado para aplacar a fúria dos títeres demotucanos que infestam certas redações.
A bola da vez dos safardanas é o setor de Emergência do Hospital Conceição. Não por acaso, o porta-voz da oligarquia mafiomidiática gaúcha, Lasier Martins, deixou um pouco de lado seu negócio de agenciamento de salames coloniais e assumiu a linha de frente da artilharia golpista contra a instituição.
No último dia 25, em seu programa diário na Rádio Gaúcha, o sabujão resolveu gerar seu espetáculo diretamente da Emergência do Hospital Conceição. Tudo ao vivo. Sua esperança era ouvir dos pacientes as piores coisas possíveis. O sistema de rádio-escuta deste Cloaca News captou quase tudo. Os melhores momentos você pode conferir agora."



Há um esforço de setores da sociedade em apagar a ditadura da história do país, diz filósofo



Gilberto Costa
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Após a Segunda Guerra Mundial, os judeus sobreviventes revelaram que seus carrascos asseguravam que ninguém acreditaria no que havia ocorrido nos campos de concentração. A história, no entanto, não cumpriu o destino previsto pelos nazistas, muitos foram condenados e o episódio marca a pior lembrança da humanidade.

Crimes cometidos em outros momentos de exceção também levaram violadores de direitos humanos a serem interrogados em comissões da verdade e punidos por tribunais, como na África do Sul, em Ruanda, na Argentina, no Uruguai e Paraguai.

Para filósofo Vladimir Safatle, professor da Universidade de São Paulo (USP), há um lugar que resiste à memória do horror e a fazer justiça às vítimas: o Brasil. Nenhum agente do Estado ditatorial (1964-1985), envolvido em crimes como sequestro, tortura, estupro e assassinato de dissidentes políticos, foi a julgamento e preso.

Em março, será lançado o livro O Que Resta da Ditadura (editora Boitempo), organizado por Safatle e Edson Teles. A obra tenta entender como a impunidade se forma e se alimenta no Brasil. Para Safatle,o Brasil continua uma democracia imperfeita por resistir a uma reavaliação do período da ditadura militar (1964-1985) e por manter uma relação complicada entre os Três Poderes.
Agência Brasil: O Brasil tem alguma dificuldade com o seu passado?
Vladimir Safatle: Existe um esforço de vários setores da sociedade em apagar a ditadura, quase como se ela não tivesse existido. Há leituras que tentam reduzir o período à vigência do AI-5 [Ato Institucional nº 5], de 1968 a 1979. E o resto seria uma espécie de democracia imperfeita, que não se poderia tecnicamente chamar de ditadura. Ou seja, existe mesmo no Brasil um esforço muito diferente de outros países da América Latina, que passaram por situações semelhantes, que era a confrontação com os crimes do passado. É a ideia de anular simplesmente o caráter criminoso de um certo passado da nossa história.
ABr: Há quem diga que o Brasil não teve de fato uma ditadura clássica depois de 1964, mas sim uma "ditabranda" se comparada à da Argentina e a do Uruguai, por exemplo.
Safatle: Essa leitura é do mais clássico cinismo. É inadmissível para qualquer pessoa que respeite um pouco a história nacional. Afirmar que uma ditadura se conta pela quantidade de mortes que consegue empilhar numa montanha é desconhecer de uma maneira fundamental o que significa uma ditadura para a vida nacional. A princípio, a quantidade de mortes no Brasil é muito menor do que na Argentina. Mas é preciso notar como a ditadura brasileira se perpetuou. O Brasil é o único país da América Latina onde os casos de tortura aumentaram após o regime militar. Tortura-se mais hoje do que durante aquele regime. Isso demostra uma perenidade dos hábitos herdados da ditadura militar, que é muito mais nociva do que a simples contagem de mortes.
ABr: Qual o reflexo disso?
Safatle: Significa um bloqueio fundamental do desenvolvimento social e político do país. Por outro lado, existe um dado relevante: a ditadura de certa maneira é uma exceção. Ela inaugurou um regime extremamente perverso que consiste em utilizar a aparência da legalidade para encobrir o mais claro arbítrio. Tudo era feito de forma a dar a aparência de legalidade. Quando o regime queria de fato assassinar alguém, suspender a lei, embaralhava a distinção entre estar dentro e fora da lei. Fazia isso sem o menor problema. Todos viviam sob um arbítrio implacável que minava e corroía completamente a ideia de legalidade. É um dos defeitos mais perversos e nocivos que uma ditadura pode ter. Isso, de uma maneira muito peculiar, continua.
ABr: Então, a semente da violência atual do aparato policial foi plantada na ditadura?
Safatle: Não é difícil fazer essa associação, pois nunca houve uma depuração da estrutura policial brasileira. É muito fácil encontrar delegados que tiveram participação ativa na ditadura militar, ainda em atividade. No estado de São Paulo, o ex-governador Geraldo Alckmin indicou um delegado que era alguém que fez parte do DOI-Codi [Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna]. Teve toda uma discussão, mas esse debate não serviu sequer para ele voltasse atrás na nomeação. Se você levar em conta esse tipo de perenidade dos próprios agentes que atuaram no processo repressivo, não é difícil entender por que as práticas não mudaram.
ABr: Estamos atrás de outros países, como Argentina e África do Sul, na investigação e julgamento de crimes cometidos pelo Estado?
Safatle: Estamos aquém de todos os países da América Latina. Nosso problema não é só não ter constituído uma comissão de verdade e justiça, mas é o de que ninguém do regime militar foi preso. Não há nenhum processo. O único processo aceito foi o da família Teles contra o coronel [Carlos Alberto Brilhante] Ustra, que foi uma declaração simplesmente de crime. Ninguém está pedindo um julgamento e sim uma declaração de que houve um crime. Legalmente, sequer existiram casos de tortura, já que não há nenhum processo legal. E levando em conta o fato de que o Brasil tinha assinado na mesma época tratados internacionais, condenando a tortura, nossa situação é uma aberração não só em relação à Argentina e à África do Sul, mas em relação ao Chile, ao Paraguai e ao Uruguai.

ABr: Que expectativa o senhor tem quanto ao funcionamento da Comissão Nacional da Verdade, prevista no Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), para apurar crimes da ditadura?
Safatle: Uma atitude como essa é a mais louvável que poderia ter acontecido e merece ser defendida custe o que custar. O trabalho feito pelo ministro Paulo Vannuchi [secretário dos Direitos Humanos, da Presidência da República] e pela Comissão de Direitos Humanos é da mais alta relevância nacional. Acho que é muito difícil falar o que vai acontecer. A gente está entrando numa dimensão onde a memória nacional, a política atual e o destino do nosso futuro se entrelaçam. Existe uma frase no livro 1984, de George Orwell, que diz: “Quem controla o passado controla o futuro”. Mexer com esse tipo de coisa é algo que não diz respeito só à maneira que o dever de memória vai ser institucionalizado na vida nacional, mas à maneira com que o nosso futuro vai ser decidido.
ABr: Mas, antes mesmo da criação da Comissão da Verdade, os debates já estão muito acalorados.
Safatle: O melhor que poderia acontecer é que se acirrassem de fato as posições e cada um dissesse muito claramente de que lado está. O país está dividido desde o início. Veja a questão da Lei da Anistia. O programa do governo [PNDH 3] em momento algum sugeriu uma forma de revisão ou suspensão da lei. O que ele sugeriu foi que se abrisse espaço para a discussão sobre a interpretação da letra da lei. Porque a anistia não vale para crimes de sequestro e atentados pessoais. A confusão que se criou demonstra muito claramente como a sociedade brasileira precisa de um debate dessa natureza, o mais rápido possível. Não dá para suportar que certos segmentos da sociedade chamem pessoas foram ligadas a esses tipos de atividades de “terroristas”. É sempre bom lembrar que no interior da noção liberal de democracia, desde John Locke [filósofo inglês do século 17], se aceita que o cidadão tem um direito a se contrapor de forma violenta contra um Estado ilegal. Alguns estados nos Estados Unidos também preveem essa situação.
ABr: O termo “terrorista” é usado por historiadores que não têm qualquer ligação com os militares e até mesmo por pessoas que participaram da luta armada. Usar a palavra é errado?
Safatle: Completamente. É inaceitável esse uso que visa a criminalizar profundamente esse tipo de atividade que aconteceu na época. A ditadura foi um estado ilegal que se impôs através da institucionalização de uma situação ilegal. Foi resultado de um golpe que suspendeu eleições, criou eleições de fachada com múltiplos casuísmos. Podemos contar as vezes que o Congresso Nacional foi fechado porque o Executivo não admitia certas leis. O fato de ter aparência de democracia porque tinham algumas eleições pontuais, marcadas por milhões de casuísmos, não significa nada. No Leste Europeu também existiam eleições que eram marcadas desta mesma maneira.Um Estado que entra numa posição ilegal não tem direito, em hipótese alguma, de criminalizar aqueles que lutam contra a ilegalidade. Por trás dessa discussão, existe a tentativa de desqualificar a distinção clara entre direito e Justiça. Em certas situações, as exigências de Justiça não encontram lugar nas estruturas do Direito tal como ele aparecia na ditadura militar. Agora, existem certos setores que tentam aproximar o que aconteceu no Brasil do que houve na mesma época na Europa, com os grupos armados na Itália e na Alemanha. As situações são totalmente diferentes porque nenhum desses países era um Estado ilegal. E não há casos no Brasil de atentado contra a população civil. Todos os alvos foram ligados ao governo.
ABr: Os assaltos a banco não seriam atentados às pessoas comuns que estavam nas agências?
Safatle: Todos os que participaram a atentados a bancos não foram contemplados pela Lei da Anistia e continuaram presos depois de 1979. Pagaram pelo crime. Isso não pode ser utilizado para bloquear a discussão. Dentro de um processo de legalidade, de maneira alguma o Estado pode tentar esconder aquilo que foi feito por cidadãos contra eles, como se fossem todos crimes ordinários. Se um assalto a banco é um crime ordinário, eu diria que a luta armada, a luta contra o aparato do Estado ilegal, não é. Isso faz parte da nossa noção liberal de democracia.
ABr: Que democracia é a nossa que tem dificuldades de olhar o passado?
Safatle: É uma democracia imperfeita ou, se quisermos, uma semidemocracia. O Brasil não pode ser considerado um país de democracia plena. Existe uma certa teoria política que consiste em pensar de maneira binária, como se existissem só duas categorias: ditadura ou democracia. É uma análise incorreta. Seria necessário acrescentar pelo menos uma terceira categoria: as democracias imperfeitas.
ABr: O que isso significa?
Safatle: Consiste em dizer basicamente o seguinte: não há uma situação totalitária de estrutura, mas há bloqueios no processo de aperfeiçoamento democrático, bloqueios brutais e muito visíveis. Existe uma versão relativamente difundida de que a Nova República é um período de consolidação da democracia brasileira. Diria que não é verdade. É um período muito evidente que demonstra como a democracia brasileira repete os seus impasses a todo momento. O primeiro presidente eleito recebeu um impeachment, o segundo subornou o Congresso para poder passar um emenda de reeleição e seu procurador-geral da República era conhecido por todos como “engavetador-geral”, que levou a uma série de casos de corrupção que nunca foram relativizados. O terceiro presidente eleito muito provavelmente continuou processos de negociação com o Legislativo mais ou menos nas mesmas bases. Chamar isso de consolidação da estrutura democrática nacional é um absurdo. Os poderes mantêm uma relação problemática, uma interferência do poder econômico privado nas decisões de governo. Um sistema de financiamento de campanhas eleitorais que todos sabem que é totalmente ilegal e é utilizado por todos os partidos sem exceção.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Descoberta vala com 2 mil corpos na Colômbia


No pequeno povoado de Macarena, 200 quilômetros ao sul de Bogotá, uma das zonas mais quentes do conflito colombiano, foi descoberta a maior fossa comum de cadáveres da história recente da América Latina. Segundo as primeiras estimativas, o número de corpos enterrados sem identificação pode chegar a 2 mil. Segundo relato de moradores, desde 2005, o exército colombiano teria depositado ali centenas de cadáveres sem identificação. Seria o maior sepultamento de vítimas de um conflito de que se tem notícia no continente. O jurista Jairo Ramírez, secretário do Comitê Permanente pela Defesa dos Direitos Humanos na Colômbia, acompanhou uma delegação de parlamentares espanhóis ao local há algumas semanas, quando se começou a descobrir a magnitude da vala de Macarena.

A delegação foi composta pelos deputados Jordi Pedret (PSOE), Inês Sabanés (IU), Francesc Canet (ERC), Joan-Josep Nuet (IC-EU), Carles Campuzano (CiU), Mikel Basabe (Aralar) e Marian Suárez (Eivissa pel Canví). “O que vimos foi arrepiante”, declarou Ramírez ao jornal Público. “Uma infinidade de corpos e na superfície centenas de placas de madeira de cor branca com a inscrição NN (sem identificação) e com datas de 2005 até hoje”. E acrescentou: “O comandante do Exército nos disse que eram guerrilheiros mortos em combate, mas o povo da região nos falou de muitos líderes sociais, camponeses e comunitários que desapareceram sem deixar rastro”. O governo anunciou investigações “a partir de março”, depois das eleições legislativas e presidenciais.

A descoberta em Macarena atualizou um dado macabro na história recente da Colômbia. Calcula-se que há mais de mil fossas comuns com cadáveres sem identificação no país. Até o final de 2009, foram descobertos cerca de 2.500 cadáveres, sendo que destes apenas 600 foram identificados e entregues aos seus familiares. A localização destes cemitérios clandestinos foi possível graças a relatos de integrantes de grupos paramilitares de extrema direita, beneficiados pela polêmica Lei de Justiça e Paz que lhes atribuiu uma pena simbólica em troca da confissão de seus crimes. Um deles, John Jairo Rentería, admitiu que ele e seus homens enterraram pelo menos 800 pessoas. “Era preciso desmembrar essa gente. Todos (nos grupos paramilitares) tinham que aprender isso e muitas vezes isso era feito com as pessoas ainda vivas”, confessou.

Segundo um dos colunistas mais influentes da Colômbia, o sociólogo e escritor Alfredo Molano, o governo Uribe não tem nenhum interesse em investigar o tema das valas comuns. Molano cruzou o país pesquisando e escrevendo sobre a violência, o que lhe custou muitas ameaças de militares e grupos paramilitares e, por fim, o exílio. “Há cemitérios clandestinos enormes na Colômbia. Também é possível que tenham feito desaparecer muitos restos como nos fornos crematórios dos nazistas”, relata. Ainda segundo Molano, muitos civis foram assassinados por militares e paramilitares e apresentados como “guerrilheiros mortos em combate”. Foram enterrados clandestinamente pelo exército. Boa parte deles em valas comuns como a descoberta agora em Macarena.

As informações são do jornal Público, da Espanha.

Caos do Porto

A exposição na marcha de abertura do Fórum Social Mundial 2010
















Parte da exposição sobre a especulação imobiliária na orla do rio Guaíba e no Cais do Porto de Porto Alegre, inaugurada em 28 de janeiro de 2010, no Sindicato dos Bancários - Porto Alegre, RS.

Imagem: Claudia Cardoso

Em carreata, dentistas em greve protestam e criticam o prefeito


Romilson Dourado



Cirurgiões dentistas estendem faixa com frase de alerta, durante carreata nas ruas de Cuiabá nesta 6ª à noite
Fotos: Josinei Moreira

Cirurgiões dentistas, que estão há cinco dias de greve, protestaram em carreata pelas principais ruas e avenidas de Cuiabá nesta sexta à noite contra o prefeito Wilson Santos, pré-candidato a governador. Eles carregavam uma faixa enorme com a frase "Wilson Santos quer greve na Saúde" e distribuíam panfletos com explicações sobre movimento e reivindicação. A manifestação começou na rua 15 de Novembro, no Porto. Por onde os dentistas passavam eram recebidos, ora com aplausos, ora em silêncio. A carreata foi liderada pelo presidente do sindicato dos cirurgiões, Gustavo Oliveira.

Um dos panfletos traz o seguinte título: "5º dia de greve dos dentistas da Prefeitura de Cuiabá". Informa que mais de 700 procedimentos deixaram de ser feitos e até agora o prefeito não abriu negociação". Em seguida, o texto apresenta seis questionamentos, sempre iniciando com "Você sabe que...". Uma delas diz: "Você sabe que problemas bucais causam partos prematuros!". A outra emenda: "Você sabe que um foco de infecção na boca pode te causar um problema cardíaco!" e "Você sabe que a Prefeitura não está nem aí para isso!" e que "o cirurgião dentista ganha um salário-base de pouco mais de um salário mínimo e meio (R$ 840)!".

A categoria afirma que o Palácio Alencastro tem ignorado as reivindicações. Os cirurgiões querem ganhar ao menos R$ 1,6 mil mensais. Seria salário de R$ 842, mais R$ 336 referentes ao adicional de insalubridade e R$ 500 do que se convencionou chamar de “mensalinho”. A soma destes valores é de R$ 1,6 mil. Antes dos cirurgiões dentistas, estiveram greve os médicos que atendem pelo SUS em Cuiabá. Eles permaneceram paralisados por 75 dias. Só voltaram ao trabalho com a conquista de aumento salarial. Os enfermeiros chegaram a ensaiar greve, mas recuaram.

A saúde pública vive situação de caos, que se agravou com os elevados índices de pessoas com dengue e com a reforma do Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, o que força pacientes a procurar outras unidades de saúde. Acuado, o prefeito Wilson já está no sétimo secretário de Saúde em cinco anos de administração. Maurélio Ribeiro, que conduz a pasta hoje, afirma que a greve dos dentistas temporários e ilegal. Dos 228 lotados, 140 são por contratos provisórios. Observa que o prefeito aceita negociar, mas desde que os dentistas suspendam a greve.

10 ANOS DE FÓRUM E SUAS LIÇÕES



Adeli Sell



Centralizado em Porto Alegre, largado pelo mundo ou em vários locais ao mesmo tempo? Fácil. Centralizado em Porto Alegre seria a garantia mínima de sua sobrevivência e eficácia.

Plural, democrático, autônomo, lá isto ele é. Mas a dispersão não constrói avanços na democracia, nas conquistas sociais e na sustentabilidade. Ideias, demandas, aspirações, sonhos têm que ter um destinatário. Emissores há muitos, mas não haverá comunicação se isto tudo não chegar aos gestores de todas as partes do mundo, aos parlamentos e aos que não conseguiram contribuir com o debate, e muito menos chegar até aqui, no evento.

De um Fórum ao outro é preciso suar a camisa, não apenas pensar em como fazer ou esperar que os governantes, por um passe de mágica, façam tudo o que se quer. Lula deu uma boa dica no seu discurso no Gigantinho: entre o fim deste Fórum e o outro, do ano que vem, ajudem a reconstruir o Haiti. Ajudem a reconstruir o Haiti, realizando campanhas efetivas, não apenas denunciando os desmandos dos seus sucessivos governos e o hegemonismo americano. Ajudem a fazer algo pelo meio ambiente todos os dias.

Só de ver as atividades do Fórum, deu para ver que não foi pensada nenhuma campanha de reciclagem para valer. Num espaço que tanto se consome e tanto se polui, o que será deixado de retorno de sustentabilidade para Porto Alegre?

Não adianta falar mal da Coca e da Pepsi, se não formos capazes de nos articular para garantir o guaraná Fruki ou a Água da Pedra para todos.

Força existe ainda no Fórum. A caminhada de abertura foi pujante. As centrais sindicais botaram força e até parecia que tinham feito isso para medir estatura. Houve bons debates. Mas, também houve visível esvaziamento de pessoas de fora. Pouca gente de fora do Brasil, pouca gente de estados mais distantes. E, sob o ponto de vista dos investimentos, não foi a melhor das coisas.

Houve gastos exagerados das prefeituras com eventos musicais, sempre para o mesmo público, como acontece regra geral com a nossa cultura.

Vivemos a sociedade do espetáculo, e o Fórum não fugiu disso.

Felizmente, alguns debates se destacaram, como o dos Direitos Humanos, cujas propostas governamentais recebem ataques violentos. Então, foi bom para o debate brasileiro. O lançamento da coleção de livros sobre a ditadura, na Assembléia, foi um sucesso sem precedentes. Houve várias oficinas sobre o tema, e todas com bons resultados. É exultante, porque ninguém quer mais ditadura, tortura e censura em lugar algum do mundo.



Voltarei ao tema do Fórum, e também das Casas Bahia. Aguardem.



Adeli Sell é vereador e presidente do PT-Porto Alegre

Ícone do canal

GUERRILHEIROS VIRTU@IS: a música é ótima e o final imperdível!
maiaintheair

(Direção, imagens e edição) Maia, ( Voz e letra ): Garnett, (Selo): Pegada de Gigante, (Assistência/Criação): Robson Ribeiro, Evelyn Albuquerque, Douglas Campolim, Marcos Maia e Daniel Olmedo,(Direitos de Imagem gentilmente cedidos por)Bruno Ruguê
Diogo "Jhow" Castilho
Hion Silva
Rafael Dan
Rafael Scotto
Rudão Brandolin


O fator MST


Posted by Leandro Fortes do Blog Brasília, eu vi

No flagrante, família de suspeitos sendo encaminhada à chefatura de Bauru

A prisão de nove lideranças do MST, no interior de São Paulo, algumas das quais filiadas ao PT, foi o ponto de partida de uma estratégia eleitoral virtualmente criminosa e extremamente profissional, embora carente de originalidade. Trata-se de perseguição organizada, de inspiração claramente fascista, de líderes de um movimento que diz respeito à vida e ao futuro de milhões de brasileiros, que revela mais do que o uso rasteiro da política. Revela um tipo de crueldade social que se imaginava restrita a políticos do Brasil arcaico, perdidos nos poucos grotões onde ainda vivem, isolados em seus feudos de miséria, uns poucos coronéis distantes dos bons modos da civilização e da modernidade.

No entanto, o rico interior paulista, repleto de terras devolutas da União griladas por diversas gerações de amigos do rei, tem sido um front permanente dessa guerra patrocinada pela extrema direita brasileira perfilada hoje, mais do que nunca, por trás da bela fachada do agronegócio e sua propalada importância para a balança comercial brasileira. Falar-lhes mal passou a ser de mau alvitre, um insulto a uma espécie de cruzada dourada cujo efeito colateral tem sido a produção de miséria e cadáveres no campo e, por extensão, nas cidades. É nosso mais grave problema social e o mais claramente diagnosticável, mas nem Lula chegou a tanto.

Assim, na virada de seu último ano de mandato, o presidente parece ter afrouxado o controle sobre a aliança política que lhe permitiu colocar, às custas de não poucos danos, algumas raposas dentro do galinheiro do Planalto. Bastou a revelação do pacote de intenções do Plano Nacional de Direitos Humanos, contudo, para as raposas arreganharem os dentes sem medo, fortalecidos pela hesitação de Lula em enquadrá-los sob o pretexto de evitar crises inevitáveis. A reação do ministro Nelson Jobim, da Defesa, ao PNDH-3, nesse sentido, foi emblemática e, ao mesmo tempo, reveladora da artificialidade dessa convivência entre forças conservadoras e progressistas dentro do governo do PT, um nó político-ideológico a ser desatado durante a campanha eleitoral, não sem traumas para a candidata de Lula, a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.

Com a ajuda de Jobim, a velha sanfona anticomunista voltou a soltar os foles e se engajou nesse desarranjo histórico que tem gerado crises artificiais e um consequente show de péssimo jornalismo. Tocou-se, então, o triste baião anti-Dilma das vivandeiras, a arrastar os pés nas portas dos quartéis e a atiçar as sentinelas com assombros de revanchismo e caça às bruxas, saudosos do obscurantismo de tempos idos – mas, teimosamente, nunca esquecidos –, quando bastava soltar bestas-feras fardadas sobre a sociedade para calá-la. Ao sucumbir à chantagem de Jobim e, por extensão, à dos comandantes militares que lhe devem subordinação e obediência, Lula piscou.

No lastro da falsa crise militar criada por Jobim, com o auxílio luxuoso de jornalistas amigos, foi a vez de soltar a voz o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, cujo arrivismo político iniciou-se na ditadura militar, à qual serviu como deputado da Arena (célula-tronco do DEM) e presidente do INPS no governo do general Ernesto Geisel, até fazer carreira de ministro nos governos Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e Lula. Essa volatilidade, no entanto, sempre foi justificada por conta de um festejado “perfil técnico” de Stephanes. Trata-se de um mistério ainda a ser desvendado, não a capacidade técnica, mas as intenções de um representante político do agronegócio dentro governo Lula, uma posição institucional baseada em alinhamento incondicional à Confederação Nacional da Agricultura (CNA), comandada pelo senadora Kátia Abreu, do DEM de Tocantins.

Com Kátia, Stephanes ensaiou um animado jogral e conseguiu, até agora, boicotar a mudança dos índices de produtividade agrícola para fins de reforma agrária – um tiro certeiro no peito do latifúndio, infelizmente, ainda hoje não desferido por Lula. Depois, a dupla partiu para cima do PNDH-3, ambos procupadíssimos com a possibilidade de criação de comitês sociais a serem montados para mediar conflitos agrários deflagrados por ocupações de terra. Os ruralistas liderados por Kátia Abreu e Ronaldo Caiado se arrepiam só de imaginar o fim da tradicional política de reintegração de posse, tocada pelos judiciários e polícias estaduais, como no caso relatado nesta matéria de CartaCapital. A dupla viu na proposta um incentivo à violência no campo, quando veria justamente o contrário qualquer menino bem educado nas escolas geridas pelo MST. São meninos crescidos o suficiente para saber muito bem a diferença entre mediadores de verdade e os cassetetes da Polícia Militar.

O governo Lula já havia conseguido, em 2008, neutralizar um movimento interno, tocado pelo Gabinete de Segurança Institucional, interessado em criminalizar o MST taxando o ato de invasão de terra de ação terrorista. Infelizmente, coisas assimainda vêm da área militar. O texto do projeto foi engavetado pela Casa Civil por obra e graça da ministra Dilma Rousseff. Lula, contudo, não quer gastar o último ano de uma era pessoal memorável comprando briga com uma turma que, entre outros trunfos, tem uma bancada de mais de uma centena de congressistas e a simpatia declarada do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes. Assim, distraído, o presidente deixou que Jobim e Stephanes envenenassem o processo político às vésperas das eleições, com óbvios prejuízos para a candidatura Dilma, bem no começo da briga com José Serra, do PSDB, o governador que por ora se ocupa em prender militantes do MST e do PT enquanto toca terror em assentamentos cheios de mulheres e crianças, no interior de São Paulo, com seu aparato de segurança pública.

O MST existe há 25 anos e é o mais importante movimento social de base da história do Brasil. A crítica à sua concepção socialista e a eventuais desvios de conduta de alguns de seus participantes é, deliberadamente, ultradimensionada no noticiário para passar à sociedade, sobretudo à dos centros urbanos, a impressão de que seus militantes são vândalos nutridos pelo comunismo e outras reflexões sociológicas geniais do gênero.

A luta do MST é, basicamente, a luta contra o latifúndio e a concentração fundiária nas mãos de uma elite predatória, violenta e vingativa. Essa é a origem de todos os problemas da sociedade brasileira desde a sua fundação, baseada em capitanias hereditárias, em 1532. Nenhum governo teve a coragem necessária, até hoje, para tomar medidas efetivas para acabar com o latifúndio e, assim, encerrar com esse ciclo cruel de concentração de terras no campo brasileiro, responsável pelo inchaço das periferias e pela violência contra trabalhadores rurais, inclusive torturas e assassinatos, com o periódico beneplácito da Justiça e das autoridades constituídas, muitas das quais com campanhas eleitorais financiadas pelos grupos interessados em manter este estado de coisas.

A luta contra o latifúndio não é a luta contra a propriedade privada, essa relação também foi contruída de forma deliberada e tem como objetivo tirar o verdadeiro foco da questão. A construção desse discurso revelou-se um sofisma baseado na a inversão dos valores em jogo, como em uma charada de um mundo bizarro: a ameaça social seria a invasão (na verdade, a distribuição) de terras, e não a concentração no campo, o latifúndio. E isso é vendido, assim, cru, no horário nobre.

É uma briga dura, difícil. Veremos se Dilma Rousseff, em cima do palanque, será capaz de comprá-la de novo.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Os deficientes Mentais de Esquerda e os Incomodados do PIG

Nota da editoria-geral do Terra Brasilis:
Clique na imagem para ampliá-la. Este é o endereço a partir do nome DIOGO MAINARD na seção de comentários do Terra Brasilis


por DiAfonso

O editor-geral DiAfonso e "deficiente mental de esquerda", segundo a expressão de um tal Diogo Mainard*, vem a público dizer que se sente honrado em ser cognominado como tal. Entretanto, esclarece o seguinte:

  1. A vida nos mostra uma pedra e, diante dela, devemos aprender a ensejar reflexões: ela, a pedra, poderá ser aquilo que vai edificar uma casa, a salvação em meio a um enchente (São Paulo? Não pensei no desgoverno do PSERRADB... Não preciso dessa triste tragédia, gerada por incompetência e não por uma "ordem divina", para fundamentar minha visão de mundo) ou, ainda, um estorvo, como diria Drummond: "Tinha uma pedra no meio do caminho...".
  2. A "deficiência mental" das esquerdas e, especificamente, de certos setores da esquerda, assemelha-se à loucura da qual falou Pablo Neruda: "[...] direi que a loucura, certa loucura, anda muitas vezes de braço dado com a poesia. É tão difícil as pessoas razoáveis se tornarem poetas quanto os poetas se tornarem razoáveis. No entanto, a razão ganha a partida e é a razão, base da justiça, que deve governar o mundo. Miguel de Unamuno, [...], disse certa vez: 'O que não me agrada é esse lema. Que é isso de pela razão ou pela força? Pela razão e sempre pela razão.'"

A bandeira dos injustiçados, ainda que esfarrapada, será o meu estandarte. Não preciso de muita coisa. Ganho o que dá para cuidar de meus filhos. Sou pouco ambicioso e, embora isso já tenha me trazido alguns dissabores, sou feliz. Sou feliz em lutar pelo meu povo. A elite branca, paulista e mesquinha que o tal Diogo Mainard defende não me assusta e muito menos me fará desistir de meus ideais. Para o bem de meus filhos e da geração que lerá, na história, o quão irresponsável foi a mídia corporativa para com a Pátria (Esse nome me é caro!), subscrevo com alma o que acima foi dito.

Esse DITO não é, senão, uma forma de expressar aquilo que desejo para o nobre povo de meu país. Coisa com que o tal de Diogo Mainard (o link está sendo redirecionado para a página da ABRIL, não sei como isso se dá... rsrs) não se preocupa!

Abaixo, comentários acerca de uma postagem sobre o Terremoto do Haiti (AQUI) . Poderão ler as postagens e, uma em especial, a de um tal de Diogo Mainard. Cliquem no nome para ver onde vão parar.

7 comentários: LEN disse...

Gravíssimo. Tá estranho mesmo porque muitos países estão reclamando que os EUA estão atrapalhando o envío de ajuda. Não dá para imaginar qual poderia ser o interesse dos americanos no Haiti mas que está estranho está. 24 de janeiro de 2010 14:23

DiAfonso disse...

Cara, eu fico imaginando se isso realmente tiver procedência. Que insanidade! Ceifar vidas para manter o Império respirando... é demais!!!
Abs! 24 de janeiro de 2010 17:44 .

[?] disse... Está comprovado, a esquerda sofre de deficiência mental. 25 de janeiro de 2010 17:38

DiAfonso disse...

Está comprovado: a direita sempre escala idiotas para tecer comentários mais idiotas ainda. O que uma pessoa de direita está fazendo num blog que nem de esquerda se declara? 25 de janeiro de 2010 18:16

Diogo Mainardi disse... Está comprovado, a esquerda sofre de deficiência mental. 29 de janeiro de 2010 19:56

DiAfonso disse...

Mái, minino! Olha quem está por estas plagas! Não é o senhor Mainard!!!

Boa noite, sr. Diogo Mainard. Eu não pensei que a grande mídia se preocupasse com o pensamento dos "deficientes mentais" das tis "fontes secundárias", no dizer do jornalista Fábio Pannunzio! Não é que o Terra Brasilis, editado por um deficiente mental, está oportunizando aos eficientes mentais do PIG entabularem um comentário! Minino... Tou aqui besta e sem saber o que dizer... Mas vou dizer: Sr. Mainard, esqueça os deficientes mentais de esquerda e vá cuidar de seus ultrajantes e fascistas artigos. Quem não respeita o outro, não merece respeito. Aprenda isso, hômi!

Ah... Acho interessante... Recebi um comentário para moderação com um tal de "ANÔNIMO", recusei; depois, outro com um simbolozinho que pode se ver acima; agora, vem-me o sr. Mainard em "esprito"... O sr Diogo Mainard e seus asseclas da direita moribunda não têm criatividade? A postagem é a mesma nos três casos citados acima: "Está comprovado, a esquerda sofre de deficiência mental"... Ou será que uma só pessoa postou o mesmo comentário? Não sei, pois sou deficiente mental, mas ainda assim, tenho uma teoria: o primeiro foi covarde, porque se escondeu no anonimato; o segundo, inscreveu um símbolo qualquer para não se identificar; o terceiro... Ah... Essse (o Diogo Mainard) tomou coragem para, subliminarmente, expressar que a BLOGOSFERA incomoda!

Costumo finalizar com um "ABS!", porém, não o farei com você. Apenas lhe desejo muita paz na agonia em que vive com a mudança que a esquerda deficiente mental está realizando com o governo do ESTADISTA GLOBAL, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA! Tome maracujina... dizem que é bãoooo dimaiiiis! 29 de janeiro de 2010 20:51

*teria sido ele, o dito-cujo "vejiático", autor de tal plágio? Sim, porque já há um comentário nesse sentido, ipsis litteris!


Boaventura exige fim de “perseguição” ao MST no Estado

Diante de 50 promotores e procuradores do país, que participam de um encontro sobre direitos humanos, durante a programação do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos fez uma crítica veemente à atuação do Ministério Público.

Mesmo sem ser painelista, ele pediu a palavra para contestar a tendência de criminalização dos movimentos sociais. E aproveitou para reivindicar o arquivamento de todas as ações civis públicas de criminalização ao MST.

- Vejo com muita inquietação esse cenário de criminalização dos movimentos sociais. O que se passa no Rio Grande do Sul é grave -, afirmou.

Segundo o intelectual, que também tem formação jurídica, a prática de proibição das marchas sociais e o fechamento das escolas itinerantes cria um estado de exceção, com perda de direitos fundamentais.

- Então venho aqui pedir respeitosamente ao MP que arquive todas as ações. Se isso continuar (a criminalização dos movimentos sociais), o ar do Rio Grande do Sul torna-se irrespirável para o Fórum Social Mundial - disse, sob aplausos calorosos do público, formado por representantes de diferentes organizações sociais.

Nesta manhã, Boaventura era painelista de uma mesa sobre hegemonia política na Assembleia Legislativa, e se deslocou até o Ministério Público, localizado a poucos metros dali, na praça Marechal Deodoro da Fonseca, especialmente para falar aos promotores.

O tom de crítica à Justiça também esteve presente em outras manifestações, como a do procurador-geral do Paraná, Olympio de Sá Sotto Maior Neto.

- Quando é que a Justiça vai deixar de ser um espaço para manutenção de privilégios? Dizem que há leis que pegam e leis que não pegam, como se a lei fosse um resfriado, que algumas pessoas fossem imunes. Isso é um misto de hipocrisia com tragégia. Parece que só pegam as leis que interessam aos grupos hegemônicos - disse.

Como exemplo de leis que "não pegam", Olympio citou as leis ambientais, de proteção ao consumidor, às crianças e aos idosos.

Em sua apresentação, o consultor em segurança pública, ex-deputado e jornalista Marcos Rolim defendeu o Plano Nacional de Direitos Humanos. Rolim desafiou alguém a mostrar onde está escrito que o plano prevê a revisão da lei da anistia, como acusam críticos do projeto, e contestou a visão de que o plano pretenderia cercear a liberdade de imprensa.

- Os donos de rádios e TVs criaram a ideia de que liberdade de expressão é fazer qualquer coisa sem serem responsabilizados.

Segundo Rolim, como são concessões públicas, rádios e TVs deveriam ter por finalidade educar a população. Sendo assim, programas que fazem apologia à pena de morte ou o racismo, por exemplo, seram ilegais, por esarem em contrariedade com a legislação.

No encontro, representantes da organização feminista Themis defenderam o direito ao aborto legal, entre outros temas. Vanda Gomes Pinedo, coordenadora-geral do Movimento Negro Unificado, salientou que as comunidades quilombolas estão desassistidas. Um dos focos de tensão, segundo ela, é o preconceito contra as religiões de matriz africana.

- Não precisamos nos basear no Haiti. Nós também estamos em uma situação de emergência. E o Brasil precisa de uma ação política diante disso.

O coordenador do Centro de Apoio Operacional do Ministério Público, Francesco Conti, disse que todas as manifestações ouvidas pelos promotores e procuradores durante a manhã, inclusive o pedido de Boaventura Sousa Santos, serão debatidos nesta tarde. Ao final, deve ser emitido um documento com as conclusões.

- Seria impossível revogar todas as ações civis públicas porque os promotores têm autonomia de trabalho. Mas uma das possibilidades poderia ser um documento com orientações ou moção de apoio. Na minha opinião pessoal o pedido de Boaventura não é absurdo, mas isso terá que ser debatido - disse Conti.

Fonte: Zero Hora / Letícia Duarte

EITA REZA BRABA!!

Esperança na Classe Trabalhadora Brasileira



Estou participando das oficinas do Fórum Social Mundial em ritmo de férias. Minhas férias começaram na segunda, dia 25. Mas participei da caminhada de abertura do Fórum Social Mundial, de várias ofinas que reportavam ao mundo do trabalho e participei também no dia 26, dao Seminário do Presidente Lula. Este Fórum Social Mundial, diferente de todos os demais, teve ap reponderância do Movimento Sindical. A Marcha de abertura foi demonstração disto. Cada Central Sindical Brasileira estava lá, com seus militantes, trajando camisetas com as cores da sua Central. A recuperação econômica atingida durante os 7 anos de governo Lula, que superaram rapidamente a “marolinha” que foi a crise econômica aqui, possibilitaram algo novo, se olharmos para os ultimos 30 anos no país. Depois de 29 anos, as novas Centrais Sindicais surgidas após as grandes mobilizações sindicais que deram origem ao PT e a CUT, se unificam novamente, em torno de bandeiras específicas e convocam uma nova CONCLAT – Conferência Nacional da Classe Trabalhadora. Não se trata de construir uma Central só, mas de centrar fileiras em torno das conquistas já obtidas pela classe trabalhadora durante o governo Lula e de hasteaqr bandeiras de luta ainda maiores para serem apresentadas à candidata que Lula e o PT escolheram para sucedê-lo. Nunca antes na história deste país as portas se abriram desta forma para que a Claase Trabalhadora possa por na mesa as suas mais caras bandeiras. A Redução da Jornada de trabalho, uma Previdência Social voltada à Classe Trabalhadora e não aos interesse do governo de plantão, um estado disposto a servir ao povo, construindo um estado de bem estar social para o conjunto da população, como em nenhuma outra época da história a classe trabalhadora alcançou. Tudo isto com a clareza de que não se conquistam estas melhorias aqui, se o mundo continuar padecendo as agruras da sanha do capitalismo de mercado, alcunhado de neo liberalismo. O Brasil passa a ser referncial do mundo na economia e na política e da Classe Trabalhadora brasileira, a Classe Trabalhadora Mundial espera a referência necessária para mudar o mundo todo e para todos os povos iluminar o caminho da paz e da prosperidade usufruida por todos e não por alguns poucos. As bandeiras descritas por Marx, Engels, Trotsky, Rosa Luxemburgo e tantos outros, tremulam novamente, iluminados pela esperança nunca derrotada de um mundo com trabalho digno e distribuição de renda justa para toda a humanidade. Entro de férias convencido de que a chama da esperança, que já derrotou o medo nos ultimos anos, nos ajudará a iluminar o caminho da bem aventurança da humanidade nos próximos anos. Dilma Presidente.


quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

TO FALANDO.......


RECOMPONDO A PAISAGEM - Bertolucci também se destaca na defesa da estrutura urbana de Cuiabá: juiz acata pedido do promotor Gérson Barbosa e manda que Wilson Santos e Ussiel Tavares suspendam venda da Travessa do Cotovelo

28/01/2010 - 20:20:00

Justiça acata ação do MP e suspende venda da rua Tuffik Affi

Por ANDRÉIA SVERSUT
MPE-MT


O Poder Judiciário concedeu liminar ao Ministério Público Estadual (MPE) e determinou a suspensão da venda da rua Tuffki Affi (antiga Travessa do Cotovelo), localizada no bairro Porto. Com a decisão, o Atacadão Distribuição Comércio e Indústria Ltda e a Royal Brasil Administração, Empreendimentos e Participações Ltda não podem realizar qualquer tipo de obra na referida via pública. O município de Cuiabá deverá providenciar as medidas necessárias para garantir o trânsito da rua, nos moldes anteriores à desafetação. A ação foi proposta pelo MP no dia 18 de dezembro, pelos promotores de Justiça Gerson Barbosa (foto) e Gustavo Dantas Ferraz.

“A alienação realizada constituiu uma clara violação ao direito difuso da coletividade, uma vez que não há qualquer justificativa acerca do interesse público. O artigo 100 do Código Civil destina os bens de usos comum do povo ao uso comum do povo, que pressupões sua disponibilidade livre e desimpedida a toda a população, indistintamente, além de prever sua inalienabilidade”, afirmou na decisão, o juiz de Direito Luís Aparecido Bertolucci Júnior.

De acordo com o MP, a transação teve início com a solicitação da empresa Royal Brasil Administração, Empreendimentos e Participações Ltda, do mesmo grupo econômico do Atacadão Distribuição Comércio e Indústria Ltda, que requereu a desafetação da rua, conhecida como Travessa do Cotovelo, para ampliação do pátio do empreendimento. Após deferimento do pedido, a Prefeitura Municipal encaminhou projeto de lei sobre o assunto à Câmara Legislativa de Cuiabá.

O projeto foi votado pelo Legislativo Municipal, que aprovou a Lei nº 5.226, de 10 de julho de 2009, autorizando o chefe do Poder Executivo a desafetar e alienar imóvel público pelo valor de R$ 1.613.333,10. “O que se vê, na espécie, é apenas o interesse econômico do particular e do executivo municipal, uma vez que a solicitação empresarial de compra de bem do uso comum do povo, teve como justificativa a necessidade de ampliação de um empreendimento”, ressaltou o juiz de direito, na decisão.

Caso a liminar seja descumprida, o município de Cuiabá e as empresas envolvidas na negociação deverão pagar multa diária no valor de R$ 10 mil.

fonte Ministério Público Estadual

Lula trabalha muito, diz Temporão após falar com médico



quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

VANNILDO MENDES - Agencia Estado
BRASÍLIA - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que falou hoje cedo com o médico do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Roberto Kalil Filho, e obteve a informação de que o estado de saúde do presidente é bom, apesar da crise de hipertensão que ele teve na noite de ontem. Segundo Temporão o maior problema do presidente é que ele trabalha muito e descansa pouco. "Acho que foi trabalho demais. O homem trabalha muito", disse.
Segundo o ministro, esse seria o maior fator de risco para eventuais problemas cardíacos. "Trinta dias de férias seriam absolutamente necessários, muito importante para um presidente da República. Mas ele é um trabalhador compulsivo e tem muita dificuldade em parar", afirmou.
O diretor-geral do Hospital do Coração (Hcor) de São Paulo, médico Adib Jatene, concorda com o ministro. Segundo ele, o maior problema do presidente é o excesso de atividades. "Ele tem uma vida estressante, um ritmo de atividade excessivo e isso favorece problemas cardíacos", explicou. Jatene participou hoje pela manhã, em Brasília, do lançamento do Sistema Tele-eletrocardiografia Digital, tecnologia de ponta que vai acelerar o atendimento de pacientes com doenças cardíacas atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) 192.
Jatene contou que acompanhou, no passado, exames médicos de Lula, quando o petista ainda não era presidente da República. E que na época, o estado de saúde dele era bom. Além disso, lembrou, era um bom paciente, que fazia revisões sistemáticas. Para Jatene, hipertensão é normal nessa faixa de idade, principalmente para quem trabalha muito.

LULA

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
GUERRILHEIROS VIRTU@IS: o presidente já está a estas horas em São Bernardo do Campo, recebeu alta às 07:00 de hoje. Desejamos ao nosso presidente um pronto restabelecimento!

recebido por e-mail.

TRUCULÊNCIA, NO CENTRO DE SÃO PAULO

Do blog do Luis Nassif:

28/01/2010 - 09:50

O vendedor de milho e a Prefeitura

Por Rubem

No que depender do Kassab, essa aí já está em extinção…

vendedor de milho contra prefeitura




LUIZ ANTONIO FRANKE SETTINERI - SAROBA disse:
28/01/2010 às 10:14

Nassif, deve ser uma norma ‘demotucana' pois presenciamos em Cuiabá cena semelhante. http://guerrilheirosvirtuais.blogspot.com/2009/12/truculencia-hoje-no-centro-de-cuiaba.html
Não nos pareceu que o vendedor de milho oferecesse alguma ameaça à população, assim como o vendedor de pequi em Cuiabá.
Mais uma vez, GUERRILHEIROS VIRTU@IS sentem-se indignados e perguntam se esta violência desmedida faz parte de alguma cartilha nacional ‘desta’ gente!

Suzana & Saroba

Aproveitamos para pescar excelente comentário deixado naquela postagem:
Anarcos Péricles disse...

http://insurretosfuriososdesgovernados.blogspot.com/2009/12/clica-ali-abaixo-e-veja-o-nosso.html

PARTINDO DO PRINCÍPIO QUE A RUA NÃO É DO GOVERNO FEDERAL, NEM ESTADUAL NEM TAMPOUCO DA PREFEITURA, E SIM TOTALMENTE NOSSA, DEVEMOS FAZER JUS A ISSO E NÃO NOS CONTENTARMOS MAIS SÓ COM ARGUMENTOS. OS MACACOS PAUS MANDADOS NÃO NOS ESCUTAM. PORÉM SOMOS MAIS FORTES DO QUE ELES, E SE TEMOS DE OBEDECER AS LEIS, TEMOS DE NOS CONFORMAR E OBEDECER A ÚNICA LEI A QUE ESTAMOS REALMENTE SUJEITOS: AS IMPLACÁVEIS E IMUTÁVEIS LEIS DA NATUREZA : O MUNDO É DOS FORTES.
- À FORÇA!!!
SOMOS MAIS FORTES DO QUE OS MACACOS, TANTO OS FISCAIS DO GOVERNO, COMO TAMBÉM AS POLÍCIAS, POIS ESTES, LUTAM E ESPANCAM PARA DEFENDER OS SEUS SALÁRIOS. NÓS GUERREAREMOS PARA DEFENDER AS NOSSAS VIDAS E AS RESPECTIVAS DIGNIDADES INERENTES À VIDA.

REAÇÃO POPULAR, JÁ!!!

EUFORIA
ANARQUIA!
EUFORIA
EVOLUÇÃO!!!
EUFURIA
FÚRIA!FÚRIA!!FÚRIA!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

UM OUTRO MUNDO É POSSÍVEL - 10 FSM

VI A ESPERANÇA SE ESPALHANDO PELO MUNDO,

Pescado do You Tube - Fabrício Pires

Eram milhares de pessoas caminhando lado a lado todas com o mesmo ideal, e uns gritavam, outros cantavam por uma sociedade mais justa e mais humana> policiais, professoras, sociólogos, engenheiros, artistas estudantes enfim profissionais de todas as áreas, dizendo UM OUTRO MUNDO É POSSIVEL, BASTA QUERER....

GUERRILHEIROS VIRTU@IS estavam presentes na marcha de abertura do Fórum Social Mundial 10 e se emocionaram, riram, gritaram palavras de ordem, se entusiasmaram com a grandeza da manifestação, encontraram velhos e novos amigos, encontraram matogrossenses, como a irmã Cleufa, acharam outros blogueiros como a Cláudia do Dialógico, antigos e certamente novos companheiros de lutas.

Após a longa caminhada, que de maneira nenhuma nos desanimou, encontramo-nos todos na Usina do Gasômetro onde se deu o show de abertura.


Filmamos muita coisa mas só no início de fevereiro iremos editar, pois nossos conhecimentos e nosso equipamento não é lá estas coisas... aguardem

Por ora fiquem com as fotos pescadas do You Tube acima.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Acusando o golpe


O editorial do último domingo do principal jornal do grupo RBS intitulado "Obsessão pelo Controle" mostra o quanto o mídida corporativa acusou o golpe das transformações ocorridas nos últimos tempos (Leia o editorial aqui). As novas tecnologias ampliaram o acesso à informação, tornando extremamente claro o caráter faccioso e manipulador do verdadeiro oligopólio midiático existente no Brasil. O editorial segue a linha, quase sempre parcial e monolítica, dos principais veículos de comunicação nacionais.

Os meios de comunicação são serviços públicos por natureza, explorados mediante o regime de concessão pública. Por isso, deveriam expressar a pluralidade e diversidade social, ecoando os principais debates de forma a fortalecer e qualificar a democracia. Todavia, a atual estrutura do setor é consequência direta do esquema de poder construido durante a Ditadura Militar. Apoiadores de primeira hora do golpe contra o governo João Goulart, os barões da mídia nacional constituiram seu poder sob o manto e a proteção do regime de força que ajudaram a sustentar. Esse fato explica a sua irrestrita solidariedade com a Ditadura e seus torturadores e sua radical oposição a qualquer tentativa de passar a limpo a história daquele período negro da nação.

Acontece que a sociedade civil começou a cansar dessa estrutura arcaica e, numa verdadeira guerra de David contra Golias, passou a exigir a democratização dos meios de comunicação. As propostas do Programa Nacional dos Direitos Humanos e da I Conferência Nacional de Comunicação são simples e modestos frutos dessa nova realidade que os barões da mídia relutam em aceitar.


Apegados ao passado e ainda impregnados com os metódos maniqueístas dos velhos tempos da Guerra Fria, o oligopólio midiático insiste em tachar de ameaça totalitária qualquer proposta da sociedade civil para o setor. Mas, avanços já são perceptíveis. Pelo menos agora, eles já se referem a um “monopólio dos meios de comunicação", embora afirmem, ao contrário de outros tempos, que a verdadeira ameaça à democracia seja o uso do poder para controlar as pessoas e restringir suas liberdades. Sinal dos tempos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

CARTA DA LEITORA ANITA AO GLOBO


"Tendo em vista matéria publicada em “O Globo” de hoje (p.4), intitulada “Comissão aprovará novas indenizações” e na qualidade de filha de Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, devo esclarecer o seguinte:
Luiz Carlos Prestes sempre se opôs à sua reintegração no Exército brasileiro, tendo duas vezes se demitido e uma vez sido expulso do mesmo. Também nunca aceitou receber qualquer indenização governamental; assim, recusou pensão que lhe fora concedida pelo então prefeito do Rio de Janeiro, Sr. Saturnino Braga.
A reintegração do meu pai ao Exército no posto de coronel e a concessão de pensão à família constitui, portanto, um desrespeito à sua vontade e à sua memória. Por essa razão, recusei a parte de sua pensão que me caberia.
Da mesma forma, não considerei justo receber a indenização de cem mil reais que me foi concedida pela Comissão de Anistia, quantia que doei publicamente ao Instituto Nacional do Câncer.
Considerando o direito, que a legislação brasileira me confere, de defesa da memória do meu pai, espero que esta carta seja publicada com o mesmo destaque da matéria referida.
Atenciosamente,
Anita Leocádia Prestes

RJ, 13/01/2010".
Na sanfona virtual de Luiz Gonzaga, "Vozes da seca".

sábado, 23 de janeiro de 2010

Revista Veja sonega informação sobre apoio de Lula à Pastoral da Criança

Roberto Pompeu de Toledo é editor da revista Veja. Um texto dele é oficial. Na edição de 20 de janeiro (capa sobre Haiti) ele assina o artigo “O milagre do sorinho e outros milagres” sobre o maravilhoso trabalho de D. Zilda Arns. Ele destaca que em 1982 o índice de mortalidade infantil andava por 82,8 mortos por cada mil nascidos vivos. Com o trabalho de D. Zilda Arns o índice hoje está em 23,3 por cada mil nascidos vivos. E nas 42 mil comunidades pobres com atuação direta da Pastoral espalhadas em mais de 4.000 municípios o índice está em 13 mortos para cada mil nascidos vivos. É impressionante.

Entretanto, a revista veja sempre mente. E onde está a mentira? Está numa pequena referência do jornalista, lá no meio do artigo: “A partir da gestão do hoje governador José Serra no Ministério da Saúde, ela passou a contar com forte apoio governamental (...)”.

No caso, “forte apoio governamental” deveria incluir o que o Governo Lula fez e faz pela Pastoral da Criança. Mas Roberto Pompeu não toca no assunto. Como membro da confraria da sutil manipulação da revista Veja, ele destaca o apoio na gestão de José Serra e sonega a informação relativa aos governos de Lula. Roberto Pompeu e a revista Veja não são honestos.

E O QUE A REVISTA VEJA SONEGA?

- Que gestantes e crianças menores de seis anos de 4.063 municípios foram os alvos focais da ação conjunta entre o Ministério da Saúde e Pastoral da Criança.

- Que as ações conjuntas do Ministério da Saúde com a Pastoral da Criança, fundada por Zilda Arns Neumann, beneficiaram 1,9 milhão de gestantes e crianças menores de seis anos, em 4.063 municípios brasileiros, somente entre 2008 e 2009.

- Que nos últimos dois anos, o Ministério destinou à Pastoral R$ 35,7 milhões, em convênio firmado para a execução de ações de prevenção e promoção da saúde.

Eu sinto pena dos leitores da revista Veja.

LULA FARÁ BALANÇO DE GOVERNO EM PORTO ALEGRE

.
Na próxima terça-feira, dia 26, o Presidente Lula estará na capital gaúcha, onde falará ao público sobre todas as conquistas de seu governo. A fala de Lula, prevista para começar às 18:30h, ocorrerá no ginásio Gigantinho, ao lado do “Beira-Rio”, o estádio do Internacional, na zona sul de Porto Alegre. O evento integra a programação do Fórum Social Mundial.
Na ocasião, para desespero dos demotucanos e da imprensa jagunça que os acoita, o Presidente Lula deverá fazer uma grande retrospectiva de seus dois mandatos. A noite promete, portanto. Ainda não estão confirmadas as presenças de ministros e de outros chefes de Estado. Os portões serão abertos por volta das 17h, e a entrada é franca.
Antes de Lula ocupar o palco, haverá uma apresentação do cantor e compositor gaúcho Nei Lisboa.
Toda a equipe deste Cloaca News será dispensada mais cedo e estará lá, na primeira fila. Se você, que mora em Porto Alegre e região, também pretende ir, deixe um recadinho na área de comentários.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Estudante denuncia comandante da PM por agressão durante manifestação na Câmara Legislativa do DF

Ativista presta queixa na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa

Josie Jeronimo, do R7, em Brasília

O confronto entre policiais e manifestantes na entrada da Câmara Legislativa do Distrito Federal na tarde desta quinta-feira (21) terminou com ao menos uma estudante ferida. Ingrid Cartaxo, que cursa Ciências Sociais na Unb (Universidade Federal de Brasília), tentava entrar no estacionamento da Câmara para espalhar esterco nos carros dos parlamentares apontados por envolvimento no esquema de corrupção do DF quando foi "empurrada" pelo tenente-coronel Cláudio Armond, comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar. A estudante deve realizar ainda hoje radiografia para confirmar fratura no braço.

- A gente foi jogar esterco em frente ao carro dos parlamentares. Na garagem, só estava o comandante, ele se desesperou. As pessoas estavam indo para a garagem. Ele me empurrou fortemente e eu caí. Bateram em muita gente, usaram cacetete.

A tentativa de invasão da garagem ocorreu no momento que a CPI da Corrupção estava reunida. A estudante recebeu atendimento médico e prestou queixa na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Legislativa sobre a agressão.

O chefe da Comunicação Social da PM do Distrito Federal, coronel Alberto Pinto, informou ao R7 que o serviço de inteligência da polícia teve informação de que os estudantes pretendiam jogar estrume nos parlamentares. Um policial também se feriu no confronto.

- Houve confrontos, um policial ferido, com luxação no braço e o dedo quebrado e uma estudante com o braço quebrado. Precisamos analisar as imagens. Nós tivemos informações que os estudantes queriam jogar estrume nos parlamentares.

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Foto por Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos