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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Os estágios do crime organizado no Estado

Por Luciano Garcia

foto: Leandro Cabral - CP

O Assassinato do Secretário de Saúde do RS e os estágios da Corrupção no Brasil.

Parece haver vários estágios na corrupção por dentro do aparelho do Estado Brasileiro.

1º Estágio.

O corrupto faz todo tipo de desvio de verbas, venda de sentenças, de facilidades, de segurança, como é o caso da imensa maioria dos efetivos da polícia militar que se transforma em milícia legalizada( quanto custa um policial na frente de uma agência bancaria? E de um pelotão para um estádio de Futebol? Quem recebe esse dinheiro?), de boa parte dos advogados do Brasil que transformam a advocacia na maior lavanderia de dinheiro sujo do planeta(Quanto custa defender um Fernandinho Beira-mar ou um grande corrupto? de onde vem o dinheiro para pagar a eles? Dos seus negócios limpos?) ou por praticamente todas as pequenas prefeituras do interior do país.Porém, nesse estágio, a corrupção, nem os corruptos ativos e os passivos, são descobertos, no máximo paira uma dúvida sobre enriquecimento ilícito ou a população, que não tem meios de como provar, desconfia do comportamento desses personagens no trato da coisa pública.

2º Estágio.

A corrupção começa a ser combatida através de ações da policia e do MP, mas o corrupto não é preso e nem se preocupa muito em não deixar rastro visto que ele tem amigos na justiça e pode até receber dois HC em menos de 24 horas. Nesse estágio a corrupção conta com a impunidade e com o aparato que ela montou para poder existir com a contaminação, pela corrupção, de todo setor jurídico do pais, da primeira instância até a cúpula do judiciário.

3º Estágio.

A corrupção começa realmente a ser combatida. A polícia ganha força e os corruptos começam a temer serem descobertos e alguns são até presos. Nesse momento, quando a corrupção começa a aparecer por força das ações de combate a ela, a população fica com a sensação de que nunca houve tanta corrupção como agora. Na verdade nunca houve tanto combate à corrupção como agora, por isso ela aparece. O caso de Arruda ilustra bem esse estágio. Acreditava tanto na impunidade do 2º estágio que nem se preocupou em cometer outro crime, alem dá corrupção rotineira, o crime de tentar subornar testemunha. Mas o estágio era outro no combate à corrupção. Diferente do segundo, quando o Presidente do STJ liberou Daniel Dantas mesmo cometendo o mesmo crime de subornar testemunha, no caso um delegado, naquele estágio ele ainda foi solto. Agora, Arruda é preso e fica mais do que 24 horas na cadeia e não existe espaço para um Gilmar Mendes(Dantas) lhe arrumar um HC de final de ano ou de começo de carnaval. Os tempos começam a mudar.

4º Estágio.

A corrupção é descoberta e está prestes a ser abortada no início da sua ação nefasta, mas o corrupto tem medo da ação dos poderes da polícia e da justiça. Ai o que acontece: o corrupto mata, assassina para impedir o avanço da limpeza que o vai pegar e , provavelmente, leva-lo para a cadeia. Esse é o estágio do RS e do assassinato do seu Secretário de Saúde. Vale notar que é no RS que isso acontece não por acaso: o RS já tinha passado por todos os estágios anteriores e, parafraseando o Barão de Itararé, de onde se espera tudo é de lá que vai sair tudo mesmo, inclusive o novo.
Quantos estágios ainda vamos viver para termos um país mais honesto???

Autor: luisnassif do Blog do Luis Nassif

sábado, 27 de fevereiro de 2010

NADA COMO ALGO PARA ALEGRAR O DIA!!

Após o início do dia extremamente duro com as notícias sobre mortes e desabamentos devidos ao terremoto que atingiu o Chile, sem contar com a forte possibilidade de tsunami que pode atingir diversos pontos do planeta, até a polinésia, nada como achar na rede algo para "refrescar"...

Vejam que pérola catada do blog Com Texto Livre:

O Jornalista (?) Ricardo Noblat encontra-se neste momento preso em um quarto de hotel em São Paulo devido a problemas em seu Cartão de Crédito Master Ultra Hiper Mega do Itau. A saga? Basta
clicar aqui... e ser forte para não rir!

Opinião dO Cachete:

Beeeeeeeeeemmmmmmmm
Feeeeeeeeeiiiiiiiitttttttoooooo!!!!!!!!!!!!!
Opinião do Contexto Livre:
kkkkkkkkkkkkkkk

O que mais a Globo esconde?



.
Inúmeros colegas da imprensa já deram o recado: a audiência dos Jogos Olímpicos de Inverno foi surpreendente. Quem achava que a Record ia entrar numa fria se deu mal.
O povo não é bobo. É capaz de ligar seu televisor para conhecer e se encantar com novidades. O brasileiro é curioso e tem bom gosto. Não é o estúpido que alguns barões da mídia acham.
O que me interessa discutir aqui não são as estranhas regras do curling ou do skeleton, mas as entranhas de outro jogo. O de esconde-esconde. Não aquele da infância de todos nós. Mas a brincadeira que a Globo faz com seus telespectadores.
A Velha Senhora detinha os direitos de transmissão dos Jogos de Inverno há anos. Mas o escondeu de todos nós. Pagou para não exibir. Nem deixar que outros exibissem. Encastelada no Jardim Botânico, decidiu o que uma nação gostaria ou não de acompanhar. Talvez porque nos julgue estúpidos demais.
Mas tão estúpidos que a Globo resolveu simplesmente ignorar os Jogos de Vancouver. Não deram um segundo sequer sobre esse fenômeno que tomou conta das nossas telinhas. Esconderam de novo! Em resposta ao Estadão, que no último dia 19 publicou a pergunta óbvia (por que vocês não falaram dos Jogos de Inverno?), veio a arrogância.
Descreve o jornal: “a emissora alega que não falou sobre o evento porque não viu fato ‘relevante’ (um competidor morreu em uma prova), não possui os direitos de transmissão – que foram da Globo até 2006 e agora são da Record – e porque não possui ninguém de sua equipe lá cobrindo. Opa: e a turma do Sportv?”, conclui a colunista Keila Gimenez.
Traduzindo: em 2006 foram realizados os Jogos de Inverno de Turim, na Itália. Lembra? Não, ninguém pode lembrar, só os executivos mestres globais.
A morte do atleta georgiano, no luge, foi tão irrelevante que a imprensa mundial noticiou. Sobre a turma do Sportv, eles são da Globo, estão lá, dividem a cobertura de inúmeros outros eventos, vivem usando microfone com o logotipo das duas emissoras, mas neste caso… e agências de notícias? Coitada, a Globo não deve assinar nenhuma delas.
Esse esconderijo platinado é bem amplo, nele cabe um montão de coisas. Nesse esconde-esconde, ficamos sem ver as Diretas Já. Esconderam mais de um milhão de pessoas no comício do Anhangabaú. O Lula só apareceu quando virou presidente da República. Aí não dava mais pra esconder.
Leonel Brizola e Luís Carlos Prestes não tiveram a mesma sorte. Sumiram.
Precisaram morrer para aparecer. Aí já era tarde. Só de uma coisa eu não reclamo. A Glória Maria pode continuar escondida.
A Globo, pensando bem, escondeu o quanto pode a história do Brasil. Quem estudar nosso país pelos arquivos do Jornal Nacional nem vai saber que houve uma ditadura militar.
Por isso, temos que torcer para que a concorrência aumente. Para que não haja líder absoluto, concentração de poder, esconderijos.
Aí, sim, a Velha Senhora vai ter que se esconder. De vergonha.
Postado por Cloaca News

Nota do PT sobre o assassinato do Dr. Eliseu Santos



BANCADA DE VEREADORES DO PT

DIRETÓRIO MUNICIPAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES











NOTA





A bancada de vereadores do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre e o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores manifestam sua profunda consternação e enorme perplexidade pelo trágico desaparecimento do Sr. Secretário Municipal da Saúde na noite desta sexta-feira, 26, ao mesmo tempo em que empenham seus sentimentos de condolências aos familiares do Dr. Eliseu Santos. Igualmente, hipotecamos, neste momento de dor, nossa total solidariedade aos amigos e membros do Partido Trabalhista Brasileiro, bem como aos funcionários de seu convívio na Secretaria Municipal de Saúde.



Condenamos, de forma veemente, o bárbaro crime, ao mesmo tempo em que acreditamos no trabalho integrado das instituições – Polícia Civil, Brigada Militar, Polícia Federal, Ministério Público e da própria Câmara Municipal – em uma profunda investigação para o seu completo esclarecimento.





Porto Alegre, 27 de fevereiro de 2010





Vereador Engenheiro Comassetto

Líder da Bancada do PT na Câmara Municipal de Porto Alegre

Tel: (51) 9933-5295



Vereador Adeli Sell

Presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores

Tel.:(51) 9933-5309

SEGUIR EM FRENTE!!!



BLOG DA DILMA

DIRETO DE CUIABÁ: UTOPIA É VIDA

Ontem, dia 26, realizou-se a primeira reunião de 2010 do Utopia & Vida de Cuiabá. Foram relatados ações no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, pelos companheiros Cleufa, Suzana e Saroba. Jales relatou sua participação no JPT (Encontro da Juventude do PT) em Brasília e, também de Brasília a companheira Enelinda trouxe os relatos de nosso IVº Congresso Nacional do Partido dos Trabalhadores.

Após os informes foram discutidas algumas ações necessárias a serem cumpridas em Cuiabá e no Mato Grosso, onde o grupo conta com diversos delegados para os próximos Congressos Estadual e Municipal.

Os companheiros eleitos tanto para nosso Diretório Municipal de Cuiabá, como para nosso Diretório Estadual de Mato Grosso alinhavaram ações a serem desenvolvidas por nosso coletivo.

Um deles, compromisso de campanha no PED 2009, é a criação das Zonais em Cuiabá.

O ano de 2010 é um ano muito importante para nosso Partido, em todos os níveis Municipal, Estadual e Nacional e deveremos estar preparados para os diversos desafios que serão apresentados no decorrer de nossas campanhas, ELEGER DILMA ROUSSEF talvez seja o mais importante deles. GUERRILHEIROS VIRTU@IS manterão os leitores informados de acordo com suas implementações.


sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Crime contra a saúde pública:demotucanos aplicam recursos do SUS no mercado financeiro



Remédios por juros


Auditoria aponta que governos de SP, DF, MG e RS usaram recursos do SUS para fazer ajuste fiscal

Sem alarde e com um grupo reduzido de técnicos, coube a um pequeno e organizado órgão de terceiro escalão do Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), descobrir um recorrente crime cometido contra a saúde pública no Brasil. Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro.

A manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais- de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes. O Denasus listou ainda uma série de exemplos de desrespeito à Constituição Federal, a normas do Ministério da Saúde e de utilização ilegal de verbas do SUS em outras áreas de governo. Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas consequências para seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres.

As auditorias, realizadas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas no fim de março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 10 de janeiro deste ano. Ao todo, cinco equipes do Denasus percorreram o País para cruzar dados contábeis e fiscais com indicadores de saúde. A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e, principalmente, o que fez com os recursos federais. Na maioria das unidades visitadas, foi constatado o não cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais. Essa legislação ainda precisa ser regulamentada.

Ao analisar as contas, os técnicos ficaram surpresos com o volume de recursos federais do SUS aplicados no mercado financeiro, de forma cumulativa, ou seja, em longos períodos. Legalmente, o gestor dos recursos é, inclusive, estimulado a fazer esse tipo de aplicação, desde que antes dos prazos de utilização da verba, coisa de, no máximo, 90 dias. Em Alagoas, governado pelo também tucano Teotônio Vilela Filho, o Denasus constatou operações semelhantes, mas sem nenhum prejuízo aos usuários do SUS. Nos casos mais graves, foram detectadas, porém, transferências antigas de recursos manipulados, irregularmente, em contas únicas ligadas a secretarias da Fazenda. Pela legislação em vigor, cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde do estado.

O primeiro caso a ser descoberto foi o do Distrito Federal, em março de 2009, graças a uma análise preliminar nas contas do setor de farmácia básica, foco original das auditorias. No DF, havia acúmulo de recursos repassados pelo Ministério da Saúde desde 2006, ainda nas gestões dos governadores Joaquim Roriz, então do PMDB, e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB. No governo do DEM, em vez de investir o dinheiro do SUS no sistema de atendimento, o ex-secretário da Saúde local Augusto Carvalho aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em março do ano passado, essa aplicação somava 238,4 milhões de reais. Parte desse dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda.

Essa constatação deixou em alerta o Ministério da Saúde. As demais equipes do Denasus, até então orientadas a analisar somente as contas dos anos 2006 e 2007, passaram a vasculhar os repasses federais do SUS feitos até 2009. Nem sempre com sucesso. De acordo com os relatórios, em alguns estados como São Paulo e Minas os dados de aplicação de recursos do SUS entre 2008 e 2009 não foram disponibilizados aos auditores, embora se tenha constatado o uso do expediente nos dois primeiros anos auditados (2006-2007). Na auditoria feita nas contas mineiras, o Denasus detectou, em valores de dezembro de 2007, mais de 130 milhões de reais do SUS em aplicações financeiras.

O Rio Grande do Sul foi o último estado a ser auditado, após um adiamento de dois meses solicitado pelo secretário da Saúde da governadora tucana Yeda Crusius, Osmar Terra, do PMDB, mesmo partido do ministro Temporão. Terra alegou dificuldades para enviar os dados porque o estado enfrentava a epidemia de gripe suína. Em agosto, quando a equipe do Denasus finalmente desembarcou em Porto Alegre, o secretário negou-se, de acordo com os auditores, a fornecer as informações. Não permitiu sequer o protocolo na Secretaria da Saúde do ofício de apresentação da equipe. A direção do órgão precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que o governo estadual havia retido 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009.

O dinheiro, represado nas contas do governo estadual, serviu para incrementar o programa de déficit zero da governadora, praticamente único argumento usado por ela para se contrapor à série de escândalos de corrupção que tem enfrentado nos últimos dois anos. No início de fevereiro, o Conselho Estadual de Saúde gaúcho decidiu acionar o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa para apurar o destino tomado pelo dinheiro do SUS desde 2006.

Ainda segundo o relatório, em 2007 o governo do Rio Grande do Sul, estado afetado atualmente por um surto de dengue, destinou apenas 0,29% dos recursos para a vigilância sanitária. Na outra ponta, incrivelmente, a vigilância epidemiológica recebeu, ao longo do mesmo ano, exatos 400 reais do Tesouro estadual. No caso da assistência farmacêutica, a situação ainda é pior: o setor não recebeu um único centavo entre 2006 e 2007, conforme apuraram os auditores do Denasus.

Com exceção do DF, onde a maioria das aplicações com dinheiro do SUS foi feita com recursos de assistência farmacêutica, a maior parte dos recursos retidos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, aí incluído o programa de combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão de saúde e capacitação de profissionais do setor.

Informado sobre o teor das auditorias do Denasus, em 15 de fevereiro, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, colocou o assunto em pauta, em Brasília, na terça-feira 23. Antes, pediu à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, à qual o Denasus é subordinado, para repassar o teor das auditorias, em arquivo eletrônico, para todos os 48 conselheiros nacionais. Júnior quer que o Ministério da Saúde puna os gestores que investiram dinheiro do SUS no mercado financeiro de forma irregular. "Tem muita coisa errada mesmo."

No caso de São Paulo, a descoberta dos auditores desmonta um discurso muito caro ao governador José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência da República, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do País, cargo ocupa-do por ele entre 1998 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo dados da auditoria do Denasus, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, 12,2 milhões a programas de gestão, 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas.

Ainda em São Paulo, o Denasus constatou que os recursos federais do SUS, tanto os repassados pelo governo federal como os que tratam da Emenda nº 29, são movimentados na Conta Única do Estado, controlada pela Secretaria da Fazenda. Os valores são transferidos imediatamente para a conta, depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED). "O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes", registraram os auditores.

Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo paulista deixou de aplicar na saúde, apenas nos dois exercícios analisados, um total de 2,1 bilhões de reais. Destes, 1 bilhão, em 2006, e 1,1 bilhão, em 2007. Apesar de tudo, Alckmin e Serra tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. O mesmo fenômeno repetiu-se nas demais unidades onde se constatou o uso de dinheiro do SUS no mercado financeiro. No mesmo período, Minas Gerais deixou de aplicar 2,2 bilhões de reais, segundo o Denasus. No Rio Grande do Sul, o prejuízo foi estimado em 2 bilhões de reais.

CartaCapital solicitou esclarecimentos às secretarias da Saúde do Distrito Federal, de São Paulo, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Em Brasília, em meio a uma epidemia de dengue com mais de 1,5 mil casos confirmados no fim de fevereiro, o secretário da Saúde do DF, Joaquim Carlos Barros Neto, decidiu botar a mão no caixa. Oriundo dos quadros técnicos da secretaria, ele foi indicado em dezembro de 2009, ainda por Arruda, para assumir um cargo que ninguém mais queria na capital federal. Há 15 dias, criou uma comissão técnica para, segundo ele, garantir a destinação correta do dinheiro do SUS para as áreas originalmente definidas. "Vamos gastar esse dinheiro todo e da forma correta", afirma Barros Neto. "Não sei por que esses recursos foram colocados no mercado financeiro."

O secretário da Saúde do Rio Grande do Sul, Osmar Terra, afirma jamais ter negado atendimento ou acesso à documentação solicitada pelo Denasus. Segundo Terra, foram os técnicos do Ministério da Saúde que se recusaram a esperar o fim do combate à gripe suí-na no estado e se apressaram na auditoria. Mesmo assim, garante, a equipe de auditores foi recebida na Secretaria Estadual da Saúde. De acordo com ele, o valor aplicado no mercado financeiro encontrado pelos auditores, em 2009, é um "retrato do momento" e nada tem a ver com o fluxo de caixa da secretaria. Terra acusa o diretor do Denasus, Luís Bolzan, de ser militante político do PT e, por isso, usar as auditorias para fazer oposição ao governo. "Neste ano de eleição, vai ser daí para baixo", avalia.

Em nota enviada à redação, a Secretaria da Saúde de Minas Gerais afirma estar regularmente em dia com os instrumentos de planejamento do SUS. De acordo com o texto, todos os recursos investidos no setor são acompanhados e fiscalizados por controle social. A aplicação de recursos do SUS no mercado financeiro, diz a nota, é um expediente "de ordem legal e do necessário bom gerenciamento do recurso público". Lembra que os recursos de portarias e convênios federais têm a obrigatoriedade legal da aplicação no mercado financeiro dos recursos momentaneamente disponíveis.

Também por meio de uma nota, a Secretaria da Saúde de São Paulo refuta todas as afirmações constantes do relatório do Denasus. Segundo o texto, ao contrário do que dizem os auditores, o Conselho Estadual da Saúde fiscaliza e acompanha a execução orçamentária e financeira da saúde no estado por meio da Comissão de Orçamento e Finanças. Também afirma ser a secretaria a gestora dos recursos da Saúde. Quanto ao investimento dos recursos financeiros, a secretaria alega cumprir a lei, além das recomendações do Tribunal de Contas do Estado. "As aplicações são referentes a recursos não utilizados de imediato e que ficariam parados em conta corrente bancária." A secretaria também garante ter dado acesso ao Denasus a todos os documentos disponíveis no momento da auditoria.

Comentário.Duvido o PiG repercutir uma matéria como essa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Esse é o retrato do governo Serra


Operação policial na cracolândia termina com fuga em massa dos detidos
De mãos dadas, sob escolta armada, mas nem por isso em silêncio, os “nóias” foram enfileirados na região da Luz na tarde desta quinta-feira (25). Detidos por uma operação policial desencadeada pela Polícia Civil de São Paulo contra o tráfico de crack na região conhecida como Cracolândia, os usuários de drogas foram recolhidos pelas autoridades em vários pontos do centro da cidade.
Em grupos vindos de cada local de abordagem, todos eram reunidos perto da estação Júlio Prestes e formavam um séquito de maltrapilhos. Crianças, idosos, rapazes e moças, muitos ainda alucinados pelo narcótico, se juntavam e seguiam as ordens passadas pelos homens do Grupo de Operações Especiais (GOE), que ostentavam armas pesadas e vestimentas dignas de guerra. Mesmo com a repressão e os comandos dados por gritos, os viciados não davam sossego. Uns brigavam. Outros não param de revirar seus pertences. Alguns mais exaltados não conseguiam parar no lugar. Se coçavam, passavam a mão no cabelo seguidamente, freneticamente, em uma espécie de compulsão que só fazia os homens do GOE ficarem mais irritados.
Após a prisão de alguns traficantes e da apreensão de boa quantidade de entorpecente, em uma marcha lenta de quase 50 pessoas, todos foram levados para a praça Coração de Jesus, tradicional ponto de encontro dos agentes da secretaria de saúde que atendem os drogados - e os encaminham para os serviços especializados em desintoxicação. Ao chegar lá, no entanto, o que se observou foi uma desordem de dar inveja aos crackeiros. Como relataram os próprios policiais, os agentes de saúde que estavam nas redondezas “foram embora”. Nenhum policial oficialmente, em entrevista, declarou abertamente esse descontentamento. Mas pelo menos cinco policiais confirmaram ao UOL Notícias, pedindo para não serem identificados, que realmente houve uma evasão pouco antes da chegada do contingente de “pacientes”.
Quando perceberam que não haveria atendimento aos detidos, os homens do GOE tentaram contornar a situação. Mandaram todos sentar na base da Guarda Civil Metropolitana (GCM), davam broncas, organizavam a bagunça criada por 50 detidos – a maioria drogada – que não via a hora de voltar para o consumo da substância ilícita.
Em menos de 20 minutos, sem que a imprensa percebesse a movimentação, os policiais deixaram o local. Largaram a “bronca” para os guardas metropolitanos, que não escondiam o espanto com o “presente” que receberam. Vendo que o controle pesado havia ido embora, os “nóias” começaram a se movimentar. Desacostumados a lidar com um grupo tão grande de viciados, os GCMs ficaram nitidamente horrorizados.
Alguns crackeiros começaram a, sorrateiramente, sair do local. Iam andando pelos cantos e saiam pelo portão. Aos poucos, essa fuga ganhou corpo. Em instantes, uma verdadeira passeata superou a frágil barreira e tomou as ruas novamente. Apesar da alegação de que traficantes foram presos, a reportagem presenciou minutos depois o movimento na Cracolândia ressurgir. Os mesmos homens que estavam detidos e escoltados, em minutos estavam livremente vendendo e usando a droga. Voltaram para os mesmos lugares, para o mesmo vício, para a mesma vida, na mesma calçada que os policiais “varreram” horas antes.
Outro lado
Procurada para comentar a relatada omissão no atendimento, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu uma nota em que não trata dessa questão específica e não confirma se a operação da polícia era de conhecimento do órgão. A secretaria informou apenas que, desde o dia 22 de julho de 2009, quando foi implantada, a Ação Integrada Centro Legal realizou, por meio dos agentes de Saúde e Ação Social, 64.957 abordagens, 3.141 encaminhamentos de usuários às unidades de saúde e 190 internações.
Segundo o órgão, a prefeitura tem atuado de maneira estratégica na região central de São Paulo. Desde 2008, diz a nota, agentes comunitários da Estratégia de Saúde da Família (ESF), em conjunto com equipes de assistentes sociais, têm realizado diariamente abordagens junto aos usuários de drogas que vivem no local. Procurado, o delegado responsável pela operação de hoje ainda não atendeu a reportagem do UOL Notícias para comentar o caso ou divulgar o saldo das prisões e apreensões. Uol.

É O PT DE PORTO ALEGRE FAZENDO A DIFERENÇA

Comasseto representa Câmara Municipal na CPI das Crianças Desaparecidas

O vereador Engenheiro Comassetto, líder da bancada do PT, representou a Câmara Municipal de Porto Alegre na tarde de terça-feira, 23, na audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara Federal que investiga o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil. A sessão ocorreu no plenarinho da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. A CPI é presidida pela deputada federal Bel Mesquita (PMDB/PA), e tem como relatora a deputada federal gaúcha Emília Fernandes (PT/RS), que também requereu a audiência na capital.

Segundo dados apresentados pelo depoente Andrei Luis Vivian, da Delegacia Estadual da Criança e do Adolescente do RS, foram registrados 837 desaparecimentos em Porto Alegre, de janeiro a outubro de 2009.

“Trata-se de um tema muito difícil, mas que identifica as fragilidades das estruturas públicas de proteção às crianças e aos adolescentes. Esta CPI aponta para a necessidade urgente de estabelecermos políticas públicas consistentes para o enfrentamento deste problema”, afirmou o vereador Engenheiro Comassetto.

PT/Porto Alegre













PT promove Mês de Luta pela Saúde em Porto Alegre

Em café da manhã nos altos do Mercado Público, promovido pela Bancada dos Vereadores do Partido dos Trabalhadores e PT Municipal, na manhã desta terça-feira, dia 23 de fevereiro, foi lançado um movimento que institui março como o mês de luta pela saúde em Porto Alegre. Jornalistas da mídia alternativa, como jornais de bairro, mídia segmentada e blogueiros foram convidados a participar de um primeiro encontro este ano que, de acordo com Adeli Sell (foto), presidente do PT Municipal, deve se tornar uma atividade habitual para que os vereadores possam prestar contas de suas atividades e relatar ações institucionais que, por vezes, não chegam ao conhecimento da população. Neste caso, é a Saúde o tema que preocupa os vereadores do PT.

O vereador Engenheiro Comassetto, líder da Bancada do PT na Câmara, apresentou um documento resumido que relata os passos do assalto à saúde de Porto Alegre, que tiveram início, em 2007, com o convênio firmado entre a prefeitura e o Instituto Sollus para gerenciar o Programa de Saúde da Família, indo até o dia 7 de janeiro deste ano, quando a Polícia Federal denunciou a Secretaria Municipal de Saúde e o Instituto Sollus por um rombo nos cofres públicos de mais de 9,6 milhões de reais.

A bancada do PT na Câmara, juntamente com os movimentos sociais da área da saúde, há muito vem alertando para a irresponsabilidade de contratar uma empresa que não apresentava a necessária idoneidade, bem como a forma irregular como esta contratação foi feita, sem licitação nem consulta ao Conselho Municipal de Saúde ou às entidades de Trabalhadores da Saúde. Um dossiê com todos os dados vem sendo reunido com o objetivo de abrir uma sindicância que esclareça todos os pontos obscuros.

O compromisso com a cidade e com a prestação de serviços de qualidade exige que as denúncias sejam apuradas e encontradas soluções que assegurem atendimento à população à cidade. (Por Lucia Jahn - Assessoria de Imprensa da Câmara de Ver. de Porto Alegre)

*Edição e grifos deste blog

A conquista das mulheres ao direito de votar


Há 78 anos, exatamente no dia 24 de fevereiro de 1932, as mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto. Mas não eram todas que podiam, apenas as casadas e com a autorização dos maridos e, exceção, algumas solteiras e viúvas que tivessem renda própria.

Em 1934, na Assembléia Nacional Constituinte, entre 254 constituintes havia apenas duas mulheres: Carlota Pereira de Queiroz, eleita pelo Estado de São Paulo, e Almerinda da Gama, escolhida delegada classista pelo Sindicato dos Datilógrafos e Taquígrafos. Na Constituinte de 1946 não havia mulheres legisladoras, já na de 1988 eram 25 as mulheres.

A primeira Lei que instituiu o sistema de cotas, em 1995, nas eleições municipais, determina um mínimo de 20% de candidatas mulheres. Em 1997 a Lei 9.504/97 amplia para o mínimo de 30% e no máximo 70% o número de candidatos de cada sexo. Mas, o resultado das eleições evidencia a debilidade da lei, pois os partidos e/ou coligações apresentam número inferior a 30% de mulheres nas chapas, não apoiando nem estimulando candidaturas de mulheres. Uma razão é a fragilidade da lei, que não prevê sansão alguma para o seu não cumprimento.

Na presidência municipal do Partido dos trabalhadores, quero levantar essa discussão de forma ampla, com a participação dos grupos de mulheres, que têm acúmulo nessa área, e com todos os companheiros e companheiras. É preciso fortalecer as candidaturas de mulheres e sua participação em todas as instâncias do partido, é preciso mudar um quadro eminentemente machista em que muitas vezes as companheiras são chamadas apenas para compor chapas, mas não para assumir posições de fato e direito. Com a colaboração de todas e todos, vamos buscar aumentar a participação política das mulheres em todas as instâncias.

Sabemos da capacidade de nossas companheiras quando assumem qualquer espaço, seja no Executivo, Legislativo ou na direção partidária. O Partido dos Trabalhadores tem em sua história personalidades que comprovam isso, nossas parlamentares, companheiras que estão nas direções do governo nacional e governos municipais. Lembrando todas aqui, quero referir Dilma Rousseff, Ministra-Chefe da Casa Civil e as companheiras Iria Charão, primeira mulher presidente do PT Municipal, e Maria Eulália Nascimento e Margarete Moraes, únicas mulheres a presidir o PT Estadual.

COMPANHEIRO SEMPRE ACERTANDO NAS CONQUISTAS, VOCE É UM POLÍTICO QUE EU TIRO O MEU CHAPÉU PRA VC. PODE CONTAR COMIGO SEMPRE QUE PRECISAR
SUZANA

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A conquista do voto feminino será a conquista política?

Serys Slhessarenko*
Hoje é comemorado o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, que passou a ser obrigatório a partir de 1946. Uma data que deve ser lembrada, uma vez que até hoje, em pleno século XXI, as mulheres ainda encontram dificuldade de serem inseridas na política. As poucas que conseguem, muitas vezes, encontram dificuldades de se manter e precisamos alterar esta lógica de que política é coisa de “macho” neste país.
A resistência feminina na política é antiga, desde 1922 quando Bertha Maria Júlia Lutz, uma das pioneiras nessa batalha pela igualdade de direitos entre homens e mulheres, representou as brasileiras na assembléia-geral da Liga das Mulheres Eleitoras nos Estados Unidos, onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Ao regressar, criou a Federação Brasileira para o Progresso Feminino a fim de continuar a luta pela extensão de direito de voto às mulheres, até o decreto ser sancionado por Getúlio Vargas.
O voto feminino foi garantido, no entanto, a cidadania não. Muitas mulheres são excluídas do processo eleitoral, simplesmente pelo preconceito ainda teimoso em existir. Não se candidatam, não ousam entrar neste meio. São desestimuladas a participarem dos pleitos. Aquelas que rompem a barreira para serem candidatas, sofrem com a falta de apoio, falta de estrutura e recursos financeiro e humano.
Como disse o Presidente Lula durante o 4º Congresso Nacional do PT recentemente, “a verdade é que a mulher ainda é tratada no submundo de cada residência, como se fosse um objeto de segunda classe”, ela não participa da política, é impedida, uma vez que não é um setor considerado próprio DELAS. A lei de igualdade de voto ajuda, a Constituição também ajuda, mas o que é necessário, o que é preciso, é a quebra do preconceito, a quebra de uma cultura machista.
Nossa cultura patriarcal ainda nos impede de enxergar que a mulher pode comandar, gerir e executar política. Este é um desafio que costuma mover a luta feminina, mostrando sua capacidade de superação de limites. Com base nos meus mais de 20 anos de vida pública e outros 25 de vida universitária, convivendo com vários tipos de pessoas, posso garantir que a mulher se supera a cada dia.
Há tempos nós mulheres, lutamos por isso, por uma posição na política brasileira. Este ano, as eleições estão aí. A mulher na política tem sido o tema principal, já que teremos, pela primeira vez, várias candidatas potenciais do sexo feminino concorrendo à vaga de Presidente da República. É uma conquista! As mulheres estão chegando...
Vamos fazer do Dia da Conquista do Voto Feminino, 24 de fevereiro, não só uma data a ser lembrada, mas uma bandeira a ser erguida. A mulher conquistou o voto, mas não conquistou a política. Vamos conquistá-la!

*Serys é 2ª Vice-Presidente do Senado Federal e Senadora do PT por Mato Grosso

ENVIADO POR E-MAIL E PUBLICADO PELO GUERRILHEIRO

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O DIA ‘D’* DE DILMA EM CUIABÁ

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Muito trabalho.

Ação é o nome desta mulher. Existe muito para se fazer, tem de ser rápido e preciso. Quem sabe com essa usina de energia, alguns gestores sejam estimulados a realizar efetivamente a sua função.

Minha casa, quantos brasileiros sonham? Hoje, alguns destes cidadãos brasileiros vão dormir com um sorriso de orelha a orelha. A felicidade toma conta. Uma casa não é apenas moradia, é um projeto de vida. Tê-la é a realização.

Hoje foi o dia “D” para tantos mato-grossenses, mas, poderia ser mais.

A Ministra Dilma comprova que vontade política pode destravar processos e realizar obras aparentemente simples, mas que vinham sendo negada durante muito tempo. Precisa ter coragem e enfrentar desafios. Um aperto de mão, um abraço, um sorriso de agradecimento que se estende pela vida toda.

Foi isso que Dilma levou de Cuiabá e Várzea Grande, o que ela deixou foi a impressão de que teremos uma Presidente corajosa, capaz e disposta a conduzir o Brasil para os brasileiros.

GUERRILHEIROS VIRTU@IS acompanharam o dia da ministra aqui no Mato Grosso, em Cuiabá e em Várzea Grande acompanharam os trabalhos de nossa ministra na assinatura de contratos no Palácio Paiaguás, com cidades do interior mato-grossense, para o programa Minha Casa, Minha Vida, para a construção de mais de 1.200 casas para Cárceres, Sorriso, Tangará da Serra além de Várzea Grande. Depois a solenidade de entrega de 680 unidades habitacionais à população de Várzea Grande onde, no final da cerimônia nossa GUERRILHEIRA, felicíssima da vida com a nossa futura presidenta, mais do que serelepe correu a tirar foto com sua ídala! Nossa companheira e vizinha Dona Brasília, está do outro lado. A este GUERRILHEIRO restou a função de registrar o momento!

*O dia “D” marcou o início do desembarque das tropas aliadas e o arranque para a vitória da democracia. Assim também parece ser o destino de Dilma.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MULHER BRASILEIRA!

SOU ROSANGELA HORNICK MORO EM CUIABA A MAIS DE VINTE ANOS PORTANTO APRENDI AMAR ESTA TERRA E QUERO O MELHOR PARA NOSSO POVO QUERO DILMA ROUSEFF PARA O BRASIL CONTINUAR CRESCENDO , E NOSSAS CRIANÇAS MAIS FELIZES SOU LULA E VOTAREI EM DILMA,

Intervenção também atingiria Câmara Legislativa

Mário Coelho, Congresso em Foco

“O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, pediu nesta segunda-feira (22) para que a Câmara Legislativa do Distrito Federal se pronuncie sobre o pedido de intervenção federal feito pela Procuradoria Geral da República (PGR). O pedido de informações à Casa ocorreu por conta do aditamento feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao processo. Ele afirmou que a medida pretendida deverá compreender os poderes Executivo e Legislativo do DF. A partir do recebimento do comunicado, o presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), tem cinco dias para responder.

Segundo o procurador-geral da República, a única solução possível para a crise que a capital do país atravessa é a intervenção federal. Para Gurgel, as medidas tomadas pela Câmara Legislativa nos últimos dias, como acelerar os processos de impeachment contra o governador afastado José Roberto Arruda (sem partido) são superficiais. "Me parece que estão em busca de soluções mágicas, achar que o andamento de processos, ou cassar dois, três, quatro parlamentares, resolveria toda a questão. Na verdade, isso é uma visão simplista e superficial", afirmou.

No pedido inicial, Gurgel afirmou que a intervenção tem como objetivo resgatar a normalidade institucional e a "própria credibilidade das instituições e dos administradores públicos". Segundo o procurador-geral, "o governador do Distrito Federal lidera grupo que, por ser constituído pelas mais altas autoridades do Distrito Federal, instalou-se no próprio governo e utiliza as funções públicas para desviar e apropriar-se do dinheiro público". Por isso, ele voltou a defender hoje que a linha sucessória está contaminada.”
Matéria Completa, ::Aqui::

TÁ NAS RUAS, NAS CIDADES, NA BOCA DO POVO, ONDE O PT GOVERNA DÁ CERTO!

MULHERES e aos Homens que amam essas mulheres. Vai ser emocionante vencer mais esse desafio : Uma MULHER de garra para PRESIDENTE DO BRASIL,

PRO BRASIL CONTINUAR A CRESCER: MULHER BRASILEIRA , sim senhor, Mulher Brasileira é Feita de Amor!
Vai ser lindo. outra emocionante Vitória e conquista.

PRO BRASIL CONTINUAR A CRESCER, DILMA 2010!
PQ JUNTOS SOMOS FORTES!!!!
NANDA E SUZANA

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A velha e boa análise sintática, lembram?



Filho da puta é adjunto adnominal (ou paronomástico), se for "conheci um juiz filho da puta". Se for "o juiz é um filho da puta", daí é predicativo.

Agora, se for "esse filho da puta é um juiz", daí é sujeito.

Porém, se o cara aponta uma arma para a testa do juiz e diz:

"Agora nega a liminar, filho da puta!" - daí é vocativo.

Finalmente, se for: "O ex-juiz Nicolau dos Santos Neto, aquele filho da puta, desviou o dinheiro da obra pública tal" - daí é aposto.

Que língua, a nossa, não?

Para lavar a alma: Íntegra do discurso de Dilma Rousseff

"Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições - ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas - ao silêncio das ditaduras." - Dilma Rousseff

Queridas companheiras,
Queridos companheiros

Para quem teve a vida sempre marcada pelo sonho e pela esperança de mudar o Brasil, este é um dia extraordinário.

Meu partido - o Partido dos Trabalhadores - me confere a honrosa tarefa de dar continuidade à magnífica obra de um grande brasileiro.

A obra de um líder - meu líder - de quem muito me orgulho: Luiz Inácio Lula da Silva.

Jamais pensei que a vida viesse a me reservar tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo - com humildade, serenidade e confiança.

Neste momento, ouço a voz de Minas Gerais, terra de minha infância e de minha juventude. Dessa Minas que me deu o sentimento de que vale a pena lutar pela liberdade e contra a injustiça. Ouço os versos de Drummond:

"Teus ombros suportam o mundo/
E ele não pesa mais do que a mão de uma criança"

Até hoje sinto o peso suave da mão de minha filha, quando nasceu.

Que força ela me deu. Quanta vida me transmitiu. Quanta fé na humanidade me passou.

Eram tempos difíceis.

Ferida no corpo e na alma, fui acolhida e adotada pelos gaúchos - generosos, solidários, insubmissos, como são os gaúchos.

Naqueles anos de chumbo, onde a tirania parecia eterna, encontrei nos versos de outro poeta - Mário Quintana - a força necessária para seguir em frente:

"Todos estes que aí estão/
Atravancando o meu caminho,/
Eles passarão.
Eu passarinho."

Eles passaram e nós hoje voamos livremente.

Voamos porque nascemos para ser livres.

Sem ódio e com serena convicção afirmo que nunca mais viveremos numa gaiola ou numa prisão.
Estamos construindo um novo país na democracia. Um país que se reencontrou consigo mesmo. Onde todos expressam livremente suas opiniões e suas idéias.

Um país que não tolera mais a injustiça social. Que descobriu que só será grande e forte se for de todos.

Vejo nesta manhã - nos jovens que nos acompanham e nos mais velhos que aqui estão - um extraordinário encontro de gerações. De gerações que, como a minha, levaram nosso compromisso com o país às últimas conseqüências.

Amadureci. Amadurecemos todos.

Amadureci na vida. No estudo. No trabalho duro. Nas responsabilidades de governo no Rio Grande e aqui.

Mas esse amadurecimento não se confunde com conformismo, nem perda de convicções.

Não perdemos a indignação frente à desigualdade social, à privação de liberdade, às tentativas de submeter nosso país.

Não sucumbimos aos modismos ideológicos. Persistimos em nossas convicções, buscando, a partir delas, construir alternativas concretas e realistas.

Continuamos movidos a sonhos. Acreditando na força do povo brasileiro, em sua capacidade de buscar e construir um mundo melhor.

A história recente mostrou que estávamos certos.

Tivemos um grande mestre - o Presidente Lula. Ele nos ensinou o caminho.

Em um país, com a complexidade e as desigualdades do Brasil, ele foi capaz de nos conduzir pelo caminho de profundas transformações sociais em um clima de paz, de respeito e fortalecimento da democracia.

Não admitimos, portanto, que alguém queira nos dar lições de liberdade. Menos ainda aqueles que não tiveram e não têm compromisso com ela.

Companheiras, Companheiros

Recebo com humildade a missão que vocês estão me confiando. Com humildade, mas com coragem e determinação. Coragem e determinação que vêm do apoio que recebo de meu partido e de seu primeiro militante - o Presidente Lula.

Do apoio que espero ter dos partidos aliados que, com lealdade e competência, também são responsáveis pelos êxitos do nosso Governo. Com eles quero continuar nossa caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um Governo de coalizão.

Estou consciente da extraordinária força que conduziu Lula à Presidência e que deu a nosso Governo o maior respaldo da história de nosso país - a força do povo brasileiro.

A missão que me confiam não é só de um partido ou de um grupo de partidos.

Recebo-a como um mandato dos trabalhadores e de seus sindicatos.

Dos movimentos sociais.

Dos que labutam em nossos campos.

Dos profissionais liberais.

Dos intelectuais.

Dos servidores públicos.

Dos empresários comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do país.

Dos negros. Dos índios. Dos jovens.

De todos aqueles que sofrem ainda distintas formas de discriminação.

Enfim, das mulheres.

Para muitos, elas são "metade do céu". Mas queremos ser a metade da terra também. Com igualdade de direitos, salários e oportunidades. Quero com vocês - mulheres do meu país - abrir novos espaços na vida nacional.

É com este Brasil que quero caminhar. É com ele que vamos seguir, avançando com segurança, mas com a rapidez que nossa realidade social exige.

Nessa caminhada encontraremos milhões de brasileiros que passaram a ter comida em suas mesas e hoje fazem três refeições por dia.

Milhões que mostrarão suas carteiras de trabalho, pois têm agora emprego e melhor renda.

Milhões de homens e mulheres com seus arados e tratores cultivando a terra que lhes pertence e de onde nunca mais serão expulsos.

Milhões que nos mostrarão suas casas dignas e os refrigeradores, fogões, televisores ou computadores que puderam comprar.

Outros milhões acenderão as luzes de suas modestas casas, onde reinava a escuridão ou predominavam os candieiros. E estes milhões de pontos luminosos pelo Brasil a fora serão como uma trilha incandescente que mostra um novo caminho.

Nessa caminhada, veremos milhões de jovens mostrando seus diplomas de universidades ou de escolas técnicas com a convicção de quem abriu uma porta para o futuro.

Milhões - mas muitos milhões mesmo - expressarão seu orgulho de viver em um país livre, justo e, sobretudo, respeitado em todo o mundo.

Muitos me perguntam porque o Brasil avançou tanto nos últimos anos. Digo que foi porque soubemos construir novos caminhos, derrubando velhos dogmas.

O primeiro caminho é o do crescimento com distribuição de renda - o verdadeiro desenvolvimento. Provamos que distribuindo renda é que se cresce. E se cresce de forma mais rápida e sustentável.

Essa distribuição de renda permitiu construir um grande mercado de bens de consumo popular. Ele nos protegeu dos efeitos da crise mundial.

Criamos 12 milhões de empregos formais. A renda dos trabalhadores aumentou. O salário mínimo real cresceu como nunca. Expandimos o crédito para o conjunto da sociedade. Estamos construindo um Brasil para todos.

O segundo caminho foi o do equilíbrio macro-econômico e da redução da vulnerabilidade externa.
Eliminamos as ameaças de volta da inflação. Reduzimos a dívida em relação ao Produto Interno Bruto.

Aumentamos nossas reservas de 38 bilhões de dólares para mais de 241 bilhões. Multiplicamos por três nosso comércio exterior, praticando uma política externa soberana, que buscou diversificar mercados.

Deixamos de ser devedores internacionais e passamos à condição de credores. Hoje não pedimos dinheiro emprestado ao FMI. É o Fundo que nos pede dinheiro.

Grande ironia: os mesmos 14 bilhões de dólares que antes o FMI nos emprestava, agora somos nós que emprestamos ao FMI.

O terceiro caminho foi o da redução das desigualdades regionais. Invertemos nos últimos anos o que parecia uma maldição insuperável. Quando o país crescia, concentrava riqueza nos estados e regiões mais prósperos. Quando estagnava, eram os estados e regiões mais pobres que pagavam a conta.

Governantes e setores das elites viam o Norte e o Nordeste como regiões irremediavelmente condenadas ao atraso.

A vastos setores da população não restavam outras alternativas que a de afundar na miséria ou migrar para o sul em busca de oportunidades. É o que explica o inchaço das grandes cidades.

Essa situação está mudando. O Governo Federal começou um processo consistente de combate às desigualdades regionais. Passou a ter confiança na capacidade do povo das regiões mais pobres. O Norte e o Nordeste receberam investimentos públicos e privados. O crescimento dessas duas regiões passou a ser sensivelmente superior ao do Brasil como um todo.

Nós vamos aprofundar esse caminho. O Brasil não mais será visto como um trem em que uma única locomotiva puxa todos vagões, como nos tempos da "Maria Fumaça". O Brasil de hoje é como alguns dos modernos trens de alta velocidade, onde vários vagões são como locomotivas e contribuem para que o comboio avance.

O quarto caminho que trilhamos e continuaremos a trilhar é o da reorganização do Estado.

Alguns ideólogos chegavam a dizer que quase tudo seria resolvido pelo mercado. O resultado foi desastroso.

Aqui, o desastre só não foi maior - como em outros países - porque os brasileiros resistiram a esse desmonte e conseguiram impedir a privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Econômica ou de FURNAS.

Alguns falam todos os dias de "inchaço da máquina estatal". Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização.

Escondem, também, que a recomposição do corpo de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos públicos.

Vamos continuar valorizando o servidor e o serviço público. Reconstituindo o Estado. Recompondo sua capacidade de planejar, gerir e induzir o desenvolvimento do país.

Diante da crise, quando o crédito secou, não sacrificamos os investimentos públicos e privados. Ao contrário, utilizamos nossos bancos para impulsionar o desenvolvimento e a garantia de emprego no País.

Na verdade, quando a crise mundial apenas começava, Lula disse em seu discurso na ONU em 2008:

É chegada a hora da política!

Nada mais apropriado. A maior prova nós demos ao mundo: o Brasil só pôde enfrentar com sucesso a crise porque tivemos políticas públicas adequadas. Soubemos articular corretamente Estado e mercado, porque colocamos o interesse público no centro de nossas preocupações.

O quinto caminho foi o de nossa presença soberana no mundo.

O Brasil não mais se curva diante dos poderosos. Sem bravatas e sem submissão, o país hoje defende seus interesses e se dá ao respeito. É solidário com as nações pobres e em desenvolvimento. Tem uma especial relação com a América do Sul, com a América Latina e com a África. Estreita os laços Sul-Sul, sem abandonar suas relações com os países desenvolvidos. Busca mudar instituições multilaterais obsoletas, que impedem a democratização econômica e política do mundo.

Essa presença global, e o corajoso enfrentamento de nossos problemas domésticos em um marco democrático, explicam o respeito internacional que hoje gozamos.

O sexto caminho para onde convergem todos os demais foi o do aperfeiçoamento democrático.

No passado, tivemos momentos de grande crescimento econômico. Mas faltou democracia. E como faltou!

Em outros momentos tivemos democracia política, mas faltou democracia econômica e social. E sabemos muito bem que quando falta democracia econômica e social, é a democracia como um todo que está ameaçada. O país fica à mercê das soluções de força ou de aventureiros.

Hoje crescemos, distribuindo renda, com equilíbrio macro-econômico, expansão da democracia, forte participação social na definição das políticas públicas e respeito aos Direitos Humanos.

Quem duvidar do vigor da democracia em nosso país que leia, escute ou veja o que dizem livremente as vozes oposicionistas. Mas isso não nos perturba. Preferimos as vozes dessas oposições - ainda quando mentirosas, injustas e caluniosas - ao silêncio das ditaduras.

Como disse o Presidente Lula, a democracia não é a consolidação do silêncio, mas a manifestação de múltiplas vozes. Nela, vai desaparecendo o espaço para que velhos coronéis e senhores tutelem o povo. Este passa a pensar com sua cabeça e a constituir uma nova e verdadeira opinião pública.

As instituições funcionam no país. Os poderes são independentes. A Federação é respeitada. Diferentemente de outros períodos de nossa história, o Presidente relacionou-se de forma republicana com governadores e prefeitos, não fazendo qualquer tipo de discriminação em função de suas filiações partidárias.

Não praticamos casuísmos. Basta ver a reação firme e categórica do Presidente Lula ao frustrar as tentativas de mudar a Constituição para que pudesse disputar um terceiro mandato. Não mudamos - como se fez no passado - as regras do jogo no meio da partida.

Como todos podem ver, temos um extraordinário alicerce sobre o qual construir o terceiro Governo Democrático e Popular. Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E muito mais rapidamente.

Queridas companheiras, queridos companheiros.

Não é meu propósito apresentar aqui um Programa de Governo.

Este Congresso aprovou as Diretrizes para um programa que será submetido ao debate com os partidos aliados e com a sociedade.

Hoje quero assumir alguns compromissos como pré-candidata, para estimular nossa reflexão e indicar como pretendemos continuar este processo iniciado há sete anos.

Vamos manter e aprofundar aquilo que é marca do Governo Lula - seu olhar social. Queremos um Brasil para todos. Nos aspectos econômicos e em suas projeções sociais, mas também um Brasil sem discriminações, sem constrangimentos. Ampliaremos e aperfeiçoaremos os programas sociais do Governo Lula, como o Bolsa Família, e implantaremos novos programas com o propósito de erradicar a miséria na década que se inicia.

Vamos dar prioridade à qualidade da educação, essencial para construir o grande país que almejamos, fundado no conhecimento e na justiça social. Mas a educação será, sobretudo, um meio de emancipação política e cultural do nosso povo. Uma forma de pleno acesso à cidadania. Daremos seguimento à transformação educacional em curso - da creche a pós-graduação.

Os jovens serão os primeiros beneficiários da era de prosperidade que estamos construindo. Nosso objetivo estratégico é oferecer a eles a oportunidade de começar a vida com segurança, liberdade, trabalho e realização pessoal.

No Brasil temos hoje 50 milhões de jovens, entre os 15 e os 29 anos de idade. Mais de um quarto da população brasileira. E eles têm direito a um futuro melhor.

O Brasil precisa muito da juventude. De profissionais qualificados. De mulheres e homens bem formados.

Isto se faz com escolas que propiciem boa formação teórica e técnica, com professores bem treinados e bem remunerados. Com bolsas de estudo e apoio para que os alunos não sejam obrigados a abandonar a escola. Com banda larga gratuita para todos, computadores para os professores, salas de aula informatizadas para os estudantes. Com acesso a estágios, cursos de especialização e ajuda para entrar no mercado de trabalho de todo o Brasil.

Serão esses jovens bem formados e preparados que vão nos conduzir à sociedade do conhecimento

Protegeremos as crianças e os mais jovens da violência, do assédio das drogas, da imposição do trabalho em detrimento da formação escolar e acadêmica.

As crianças e os mais jovens devem ser, sim, protegidos pelo Estado, desde a infância até a vida adulta, para que possam se realizar, em sua plenitude, como brasileiros.

Um País se mede pelo grau de proteção que dá a suas crianças. São elas a essência do nosso futuro. E é na infância que a desigualdade social cobra seu preço mais alto. Crianças desassistidas do nascimento aos cinco anos serão jovens e adultos prejudicados nas suas aptidões e oportunidades. Cuidar delas adequadamente é combater a desigualdade social na raiz.

Vamos ampliar e disseminar por todo o Brasil a rede de creches, pré-escolas e escolas infantis. Um tipo de creche onde a criança tem acesso a socialização pedagógica, aos bens culturais e aos cuidados de nutrição e saúde indispensáveis a seu pleno desenvolvimento. Isso é o que está previsto no PAC 2.

Vamos resolver os problemas da saúde, pois temos um incomparável modelo institucional - o SUS. Com mais recursos e melhor gestão vamos aprimorar a eficácia do sistema. Vamos reforçar as redes de atenção à saúde e unificar as ações entre os níveis de governo. Darei importância às Unidades de Pronto Atendimento, as UPAs, ao SAMU, aos hospitais públicos e conveniados, aos programas Saúde da Família, Brasil Sorridente e Farmácia Popular.

Vamos cuidar das cidades brasileiras. Colocar todo o empenho do Governo Federal, junto com estados e municípios, para promover uma profunda reforma urbana, que beneficie prioritariamente as camadas mais desprotegidas.

Vamos melhorar a habitação e universalizar o saneamento. Implantar transporte seguro, barato e eficiente.

Vamos reforçar os programas de segurança pública.

A conclusão do PAC 1 e a implementação do PAC 2, junto com a continuidade do programa Minha Casa, Minha Vida serão decisivos para realizar esse compromisso.

Vamos fortalecer a proteção de nosso meio ambiente. Continuaremos reduzindo o desmatamento e impulsionando a matriz energética mais limpa do mundo. Vamos manter a vanguarda na produção de biocombustíveis e desenvolver nosso potencial hidrelétrico. Desenvolver sem agredir o meio ambiente, com usinas a fio d'água e utilizando o modelo de usinas-plataforma. Aprofundaremos nosso zoneamento agro-ecológico. Nossas iniciativas explicam a liderança que alcançamos na Conferência sobre a Mudança do Clima, em Copenhague. As metas voluntárias de Copenhague, assumidas pelo Brasil, serão cumpridas, haja ou não acordo internacional. Este é o nosso compromisso.

Vamos aprofundar os avanços já alcançados em nossa política industrial e agrícola, com ênfase na inovação, no aperfeiçoamento dos mecanismos de crédito, aumentando nossa produtividade.

Agregar valor a nossas riquezas naturais, é fundamental numa política de geração de empregos no País. Tudo que puder ser produzido no Brasil, deve ser - e será - produzido no Brasil. Sondas, plataformas, navios e equipamentos aqui produzidos, para a exploração soberana do Pré-sal, vão gerar emprego e renda para os brasileiros. Emprego e renda que virão também da produção em indústrias brasileiras de fertilizantes, combustíveis e petroquímicos derivados do óleo bruto. Assim, com este modelo soberano e nacional, a exploração do Pré-sal dará diversidade e sofisticação à nossa indústria.

Os recursos do Pré-sal, aplicados no Fundo Social, sustentarão um grande avanço em nossa educação e na pesquisa científica e tecnológica. Recursos que também serão destinados para o combate à pobreza, para a defesa do meio ambiente e para a nossa cultura.

Vamos continuar mostrando ao mundo que é possível compatibilizar o desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio. Assegurar crédito, assistência técnica e mercado aos pequenos produtores e, ao mesmo tempo, apoiar os grandes produtores, que contribuem decisivamente para o superávit comercial brasileiro.

Todas as nossas ações de governo têm uma premissa: a preservação da estabilidade macro-econômica.

Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante.

Vamos seguir dando transparência aos gastos públicos e aperfeiçoando seus mecanismos de controle.

Vamos combater a corrupção, utilizando todos os mecanismos institucionais, como fizemos até agora.

Vamos concretizar, junto com o Congresso, as reformas institucionais que não puderam ser completadas ou foram apenas parcialmente implantadas, como a reforma política e a tributária.

Vamos aprofundar nossa postura soberana no complexo mundo de hoje. Seremos intransigentes na defesa da paz mundial e de uma ordem econômica e política mais justa.

Enfim, vamos governar para todos. Com diálogo, tolerância e combatendo as desigualdades sociais e regionais.

Companheiras e companheiros,

Faremos na nossa campanha um debate de idéias, com civilidade e respeito à inteligência política dos brasileiros. Um debate voltado para o futuro.

Recebo essa missão especialmente como um mandato das mulheres brasileiras, como mais uma etapa no avanço de nossa participação política e como mais uma vitória contra a discriminação secular que nos foi imposta. Gostaria de repetir: quero com vocês, mulheres do meu País, abrir novos espaços na vida nacional.

Queridas amigas e amigos

No limiar de uma nova etapa de minha vida, quando sou chamada à tamanha responsabilidade, penso em todos aqueles que fizeram e fazem parte de minha trajetória pessoal.

Em meus queridos pais.

Em minha filha, meu genro e em meu futuro neto ou neta.

Nos tantos amigos que fiz.

Nos companheiros com quem dividi minha vida.

Mas não posso deixar de ter uma lembrança especial para aqueles que não mais estão conosco. Para aqueles que caíram pelos nossos ideais. Eles fazem parte de minha história.

Mais que isso: eles são parte da história do Brasil.

Permitam-me recordar três companheiros que se foram na flor da idade.

Carlos Alberto Soares de Freitas.

Beto, você ia adorar estar aqui conosco.

Maria Auxiliadora Lara Barcelos

Dodora, você está aqui no meu coração. Mas também aqui entre nós todos.

Iara Yavelberg.

Iara, que falta fazem guerreiras como você.

O exemplo deles me dá força para assumir esse imenso compromisso.

A mesma força que vem de meus companheiros de partido, sobretudo daquele que é nosso primeiro companheiro - Luiz Inácio Lula da Silva.

Esse ato de proclamação de minha candidatura tem uma significação que transcende seu aspecto eleitoral.

Estamos hoje concluindo o Quarto Congresso do Partido dos Trabalhadores.

Mais do que isso: estamos celebrando os Trinta Anos do PT.

Trinta anos desta nova estrela que veio ocupar lugar fundamental no céu da política brasileira.

Em um período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e querido Brasil.

O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso.

Mas não mudou de lado.

Até chegar à Presidência do país, o PT dirigiu cidades e estados da Federação, gerando práticas inovadoras políticas, econômicas e sociais que o mundo observa, admira e muitas vezes reproduz. Fizemos isso, preservando e fortalecendo a democracia.

Mas, a principal inovação que o Partido trouxe para a política brasileira foi colocar o povo - seus interesses, aspirações e esperanças - no centro de suas ações.

Olhando para este magnífico plenário o que vejo é a cara negra, branca, índia e mestiça do povo brasileiro.

Esta é a cara do meu partido.

O rosto daqueles e daquelas que acrescentam a sua jornada de trabalho, uma segunda jornada - ou terceira - a jornada da militância.

Quero dizer a todos vocês que tenho um enorme orgulho de ser petista. De militar no mesmo partido de vocês. De compartilhar com Lula essa militância.

Estou aceitando a honrosa missão que vocês me delegam com tranqüilidade e determinação.

Sei que não estou sozinha.

A tarefa de continuar mudando o Brasil é uma tarefa de milhões. Somos milhões.

Vamos todos juntos, até a vitória.

Viva o povo brasileiro!

Quem somos nós

Quem somos nós
Um casal a beira de um ataque de nervos