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Um casal a beira de um ataque de nervos

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

ENFEITANDO O INADIÁVEL




Algumas coisas parecem passar desavisados por todos.
Ledo engano.
A maioria da sociedade cuiabana sabe perfeitamente que o prédio onde se localiza o Hospital e Pronto Socorro de Cuiabá é inviável qualquer reforma destinada a manter o atual tipo de serviço.
Pode-se gastar mais e mais e o problema não será resolvido ali.
Ninguém discorda que um hospital novo, com maior capacidade iria ajudar muito a resolução dos problemas e, atual unidade poderia ser um centro de especialidades.
O espaço físico, o projeto arquitetônico e os acessos revelam a impropriedade do local para o tipo de demanda.
Qualquer unidade hospitalar precisa de revisão periódica de equipamentos, substituição daqueles quebrados ou danificados, aquisição de novos e aplicação de tecnologias de ponta. Tudo isso, combinado com treinamento e qualificação constante de todos os atores do processo, desde o mais simples colaborador ao médico mais qualificado, há sempre algo a aprender e a se revisar.
O desafio dos profissionais da saúde é superar todas as dificuldades técnicas com as limitações de equipamentos e promover a sobrevida do paciente nas melhores condições possíveis.
Cada movimento paradista as chagas do Pronto Socorro de Cuiabá são externadas e como se fosse uma simples ferida, imediatamente se coloca uns curativos para que o problema não ganhe maior repercussão.
Não bastasse isso, nos últimos tempos as policlínicas criadas para desafogar o atendimento, começaram a apresentar problemas estruturais, administrativos e - pasmem - de saúde pública. Sim.
Isso mesmo.
O lixo e o matagal impedem atendimento em Cuiabá, senão bastassem as goteiras. Não se trata de caça as bruxas.
O que está feito de certo e errado já está ai. O que as pessoas querem é que se reúnam todas as partes, secretários municipais da saúde de Cuiabá e Várzea Grande, Secretário de Estado da Saúde, AGECOPA, entidades médicas e proponham uma solução viável a curto, a médio e a longo prazo.
A curto prazo resolvendo as goteiras, o lixo acumulado, os tetos que desabam...
A médio prazo uma solução que possa melhorar a precária situação atual e a longo prazo – dois anos no máximo – não se esqueça que teremos a Copa do Mundo, uma solução definitiva.
Na esfera do Poder Legislativo, o Vereador Ludio Cabral tem manifestado a preocupação e dirigido pedido de informações e a tomada de medidas capazes de dar mais tranqüilidade a população.
O problema da Saúde acontece em Cuiabá, por ser a maior cidade do Estado e sua Capital, mas não se pode esquecer que saúde é direito social assegurado na Constituição, logo, os três entes federativos são responsáveis solidaria e supletivamente.
Acredito que chegou o momento de deixar de enfeitar o inadiável, é tempo de fazer o que tem de ser feito.
Hilda Suzana Veiga Settineri

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