
Antevejo o desespero daqueles que estavam acostumados a negociar, a barganhar tempo no horário eleitoral. Durante muito tempo os partidos não construíram quadros.
Muito dos que estão ai, estiveram na luta pela redemocratização ou a serviço da ditadura.
Apesar da democratização o controle dos partidos não permite ou não interessa a renovação.
Ainda ontem, lia um texto sobre a geração Y, essa que está na faixa etária de 25 anos.
Nele havia alguns pontos interessantes da precocidade e da especialidade dessa geração, mas, cobrava a ausência de referenciais, certo descomprometimento com causas políticas.
Tudo isso em função das transformações sociais que se operam com uma rapidez imensa e obrigam as organizações a se ajustarem sob pena de serem desnecessárias ou descartadas.
Os partidos políticos desconheceram o crescimento da geração Y e já estamos muito próximos da geração Z, sem que haja essa oxigenação.
Com o fim das coligações, provavelmente muitos vão bater a sua porta com convite a filiação para ser candidato.
Eles estão pouco interessados em suas idéias, querem seus votos.
Tantos quantos possam ajudar para eleger os figurões do partido. A preocupação não é com você, mas com a legenda. Querem te usar para fazer legenda.
O problema é que se você é candidato, muito provavelmente não concorda com os “caciques”, “coronéis” ou donos do partido, então porque você vai ajudar a elegê-los?
Acho interessante observar quem é o partido, o que pensa e como age.
Sou do PT.
Temos todas as nossas contradições e isso é explorado pela “direitona” como um defeito. Somos barulhentos, mas, sempre estamos ao lado das massas.
Quantas vezes engolimos nossas diferenças e juntamos força para defender causa justa?
Estamos diante de um novo desafio, algo que pode mudar a história da cidade e promover uma melhor qualidade de vida.
Precisamos de nomes novos que não sejam afilhados deste ou daquela, nem sobrinho, irmão, parente daqueles que estão muito tempo no poder.
Podem até ser bons, mas se defendemos a democracia, temos que renovar e dar oportunidade para que novas idéias sejam ofertadas. Minha cidade é Cuiabá, mas, tenho certeza de que parte que escrevi aqui também serve para tantas outras cidades, onde há sempre um grupo de petistas contestadores, vibrantes, dispostos a ir às e empunhar bandeiras, sem medo da disputa do jogo eleitoral.
Não somos todos iguais, somos igualitários e, dessa mistura heterogênea podemos dizer que nasce a autenticidade para a luta.
Com o fim das coligações, tenho certeza, abre-se um novo caminho e que precisamos juntar forças em nome das causas que historicamente representamos.
Hilda Suzana Veiga Settineri

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