Todo ano, nesse mês, o Movimento, em todo o país, realiza atos e protestos para lembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás em que 19 sem-terra foram assassinados por pistoleiros. O Massacre aconteceu no Pará, há 15 anos; os assassinos continuam impunes.Os militantes que chegaram de várias regiões do Estado – Cláudia, Sinop, União do Sul, Araputanga, Mirassol, Rosário Oeste e Rondonópolis - pretendem colocar a reforma agrária em pauta nas duas cidades, Cuiabá e Várzea Grande.
Mal chegaram e, conforme do MST, os sem-terra já estão sendo ameaçados de expulsão.
Mas eles pretendem ficar no Trevo do Lagarto até o dia 17.
No dia 18, seguem em caminhada até Várzea Grande, aonde vão se unir a outros movimentos sociais, para denunciar o estado de abandono daquela cidade.
No dia 19, a caminhada será na capital, encerrando com um ato político, conjuntamente com moradores de Cuiabá, para denunciar o descaso do poder público com a população de Cuiabá. “Depois disso, a caminhada segue até o INCRA(vado) para fazermos a luta por Reforma Agrária e melhores condições de vida no campo”, explica Antônio Carneiro, da coordenação estadual do MST em Mato Grosso.
“Nesse abril, o MST quer também ressaltar que fatos como os ocorridos no Pará demonstram que os resquícios da escravidão continuam muito presentes no Brasil, já que para os donatários e senhores da terra de épocas remotas, matar negros e pobres não era crime e sim limpeza, por isso ninguém era punido por esses crimes. Infelizmente essa realidade ainda continua muito presente nas ações truculentas da justiça, fazendeiros, políticos e do agronegócio”, lamenta Carneiro.
VEJA A PAUTA DO MOVIMENTO:
- Cumprimento das metas do Plano Nacional de Reforma Agrária de 2005 - Assentar 100 mil famílias ano;- Revisão dos índices de produtividade. O Atual índice é de 1975;
- Reestruturação e fortalecimento do INCRA com valorização dos servidores e concurso público urgente;
- Mais Qualidade para os Assentamentos – Escolas, saúde, lazer etc..
- Plano Emergencial para Assentar 90 mil famílias que estão acampadas vivendo em péssimas condições;
- Aumento de recursos para o PRONERA;
- Renegociação das dívidas dos assentados e liberação de créditos para as famílias assentadas
- Construção de Agroindústrias cooperativadas nos assentamentos;
- Incentivo a Produção agroecológica
- Universalizar a Assistência Técnica para todas as famílias assentadas.
Principais pontos de pauta em Mato Grosso:
- Assentamento imediato de 2.500 famílias
- Infraestrutura básica para os assentamentos, como estradas, postos de saúde da família, melhoria as escolas do campo e principalmente água potável.
- Assistência técnica para todas as famílias assentadas
- Cursos técnicos e superiores para assentados e seus filhos/as
- Reorganização do INCRA com pessoas no comando que tenham mais disposição de resolver os problemas dos acampamentos e assentamentos, que tenham mais capacidade técnica e administrativa e vontade política de negociar com os movimentos sociais, governo do estado e prefeitos.
* Direção Estadual do MST MT
Mais informações com Axé ou Fia: (65) 9917-8098
Assessoria de Imprensa: Keka Wernek (65) 9922 9445

1 comentários:
O MST é sem duvida o maior movimento organizado no estada de Mato Grosso, tem uma luta bela e organizada, porém o resultado é fraco. diante desse descalabro eu quase anarquista e adepto do socialismo proponho que o MST MT faça uma desafiadora proposta ao governo do estado:
1_criação imediata de uma fazenda coletiva para quem esta a mais de dois anos em acampamento.
2_Fomento e técnicos para acompanhar o plantio e a colheita.
3_Para cada cincoenta clientes da reforma agraria (sem terra)hum mil hectare. Observando o limite de preservação.
É uma proposta desafiadora, quase irrecusavel porém com um tempero socialista. É um teste para o novo velho governo do Estado.
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