
O texto ao lado - clique para ampliar - foi retirado do Manifesto do Partido Comunista, escrito por Engels e Marx em 1848!
A interminável instabilidade econômica do capitalismo já era, naquela época, bem clara aos autores, sendo que as crises sazonais do sitema já eram motivos de estudos .
Vemos hoje, nos EUA e na Europa toda uma desestabilização que começa a levar - pelo menos na Europa - populações 'indignadas' para as ruas.
Nos EUA, após várias ameaças, novamente a velha tática foi adotada. Penaliza-se os pobres para que os ricos continuem acumulando.
Uma dívida multi-bilionária que será sanada sem que o país imponha impostos às grandes fortunas e nem que os EUA deixem de gastar bilhões de dólares nas guerras que mantém fora de suas fronteiras.
Fora de seu continente também, os EUA mantém sua índole 'tutora' por todos os continentes do mundo, apesar dos mais de 20 anos que nos separam da Guerra Fria.Inventa-se a Guerra ao Terrorismo única e exclusivamente para que os investimentos do setor bélico americano tenha soluição de continuidade e que fique garantido aos yankees o tão cobiçado petróleo.
Mantém-se o embargo à Cuba e, o que é ainda pior, a prisão de Guantanamo, onde diariamente pisam na Declaração Universal dos Direitos Humanos.Mas mais dia, menos dia os indignados irão crescer em todos os continentes, até nos EUA. Os povos tem um limite que ultrapassado - como diz a música de Chico Buarque - pode ser a gota d'água!

O que espero é ver as praças daquele país sendo ocupada por cada vez mais pessoas, às centenas, aos milhares às dezenas de milhares lembrando aquela outra música de nosso compositor:
Não Sonho Mais
(Chico Buarque)
Hoje eu sonhei contigo
Tanta desdita, amor
Nem te digo
Tanto castigo
Que eu tava aflita de te contar
Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E quer sufocar
Meu amor
Vi chegando um trem do candango
Formando um bando
Mas que era um bando de orangotango
Pra te pegar
Vinha nego humilhado
Vinha morto-vivo
Vinha flagelado
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo
Pra te esfolar
Quanto mais tu corria
Mais tu ficava
Mais atolava
Mais te sujava
Amor, tu fedia
Empestava o ar
Tu, que foi tão valente
Chorou pra gente
Pediu piedade
E olha que maldade
Me deu vontade
De gargalhar
Ao pé da ribanceira
Acabou-se a liça
E escarrei-te inteira
A tua carniça
E tinha justiça
Nesse escarrar
Te rasgamo a carcaça
Descemo a ripa
Viramo as tripa
Comemo os ovo
Ai, e aquele povo
Pôs-se a cantar
Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E já não tem paz
Pois eu sonhei contigo
E caí da cama
Ai, amor, não briga
Ai, diz que me ama
E eu não sonho mais
(Chico Buarque)
Hoje eu sonhei contigo
Tanta desdita, amor
Nem te digo
Tanto castigo
Que eu tava aflita de te contar
Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E quer sufocar
Meu amor
Vi chegando um trem do candango
Formando um bando
Mas que era um bando de orangotango
Pra te pegar
Vinha nego humilhado
Vinha morto-vivo
Vinha flagelado
De tudo que é lado
Vinha um bom motivo
Pra te esfolar
Quanto mais tu corria
Mais tu ficava
Mais atolava
Mais te sujava
Amor, tu fedia
Empestava o ar
Tu, que foi tão valente
Chorou pra gente
Pediu piedade
E olha que maldade
Me deu vontade
De gargalhar
Ao pé da ribanceira
Acabou-se a liça
E escarrei-te inteira
A tua carniça
E tinha justiça
Nesse escarrar
Te rasgamo a carcaça
Descemo a ripa
Viramo as tripa
Comemo os ovo
Ai, e aquele povo
Pôs-se a cantar
Foi um sonho medonho
Desses que às vezes a gente sonha
E baba na fronha
E se urina toda
E já não tem paz
Pois eu sonhei contigo
E caí da cama
Ai, amor, não briga
Ai, diz que me ama
E eu não sonho mais

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