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Quem somos nós

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Um casal a beira de um ataque de nervos

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Tem comentário que é tão bom, que vira postagem!


Aquiles Lazzarotto
disse...

O preço da energia elétrica aumentou para acima de preços internacionais, mesmo os preços dos países onde a matriz energética é baseada principalmente em termelétricas a carvão.

Naquele lusco-fusco da passagem para o Plano Real, quando não tínhamos mais ideia do quanto as coisas custavam isso foi feito sem alarde.

Ser empresário do ramo de energia elétrica é fantástico. Não há riscos. Faço um projeto para construir uma usina hidrelétrica, vendo minha produção em contrato de cerca de 30 anos para a distribuidora, pago o financiamento público a juros de pai para filho, e embolso o lucro, sem colocar nada do meu bolso.

Só me falta apadrinhamento político.

Por outro lado, a maravilhosa Cemat nos tem como consumidores cativos. Não há, para os consumidores residenciais, alternativa senão comprar energia da maravilhosa Cemat, aos preços que ela, e o ICMS, nos impõe.

Já os consumidores de grande porte, esses sim, podem negociar diretamente com diversos fornecedores na busca de preço melhor. Sem contar que o preço da energia para a indústria é bem menor do que aquele que nós bancamos mensalmente.

Negócio da China, esse.

Por outro lado, se os políticos eleitos para administrar se confessam incapazes de gerir com zelo e competência, eu pergunto: por quê se candidataram a administrar?

Foram eles mesmos que se propuseram a administrar, e não nós.

O problema é que há uma proposta maior por trás disso tudo. É a entrega de tudo o que for possível para mãos privadas. De amigos, de preferência.

Ou seria para quem der a maior gorjeta? Prefiro pensar que não, sinceramente.

Estado ineficiente revela administrador ineficiente, que não tem respeito pela res publica, pelo patrimônio coletivo. Não tem respeito também para com seus conterrâneos, "passando nos cobres" seus bens e direitos.

Tudo o que aí está construído, apesar da incompetência de muitos dos nossos gestores, é valioso e foi pago com nossas tarifas.

A Cemat e a Sanecap foram financiadas com recursos provenientes de anos e anos a fio em que pagamos nossas tarifas.

E agora vendem, dão, ou sei lá o quê, o que é nosso, pago, cada pedacinho, com nosso suado dinheiro.

Só sei dizer que o lucro de toda a cadeia produtiva, transmissora e distribuidora de energia elética é fabuloso. Se fosse um serviço público, o custo da energia seria calculado sobre custos operacionais e montante de investimentos necessários, mais a amortização de eventuais empréstimos. O lucro não entraria nessa equação. E a energia sairia bem mais em conta para todos.

Sinto muito, mas esse discurso de eficiência da iniciativa privada já deu o que tinha que dar. Com ele, muitas coisas boas neste país foram destruídas. Com ele, muita gente ficou podre de rica, e sempre às custas do encarecimento dos produtos vendidos por esses "homens bons", os empresãrios.

29 de agosto de 2011 19:27

1 comentários:

Aquiles Lazzarotto disse...

Que legal! É a primeira vez que isso acontece para mim.
E essa foto eu não tinha. Vou copiar.
Obrigado pelo carinho.