“O papel das novas mídias na construção da democracia”
As novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais, adquirem papel cada vez mais relevante no mundo contemporâneo. As informações circulam online pela internet, contribuindo para democratizar a comunicação – seja nas revoltas no mundo árabe, na “revolução dos indignados” na Espanha, nos vazamentos do Wikileaks ou nas eleições que agitam vários países. A produção cultural e o entretenimento ganham maior difusão na web. A internet passa a fazer parte do cotidiano de bilhões de pessoas.
Num curto espaço de tempo, esta nova ferramenta tecnológica mostra todo seu potencial para o desenvolvimento – econômico, social e político. Ela coloca em xeque a chamada “velha mídia” – com a queda das tiragens e as crises dos jornais e a migração da audiência das TVs e rádios. O impacto já se dá inclusive no terreno da publicidade. Pesquisa divulgada em março mostra que nos EUA os anúncios na internet já superaram, em US$ 2,5 milhões, os investidos na mídia impressa.
Mais do que nunca é preciso valorizar as novas mídias. É urgente entender melhor este fenômeno e suas tendências; investir mais no seu florescimento e aperfeiçoamento. Há consenso de que elas contribuem para o fortalecimento da democracia, no mundo e no Brasil. Com este objetivo, a Associação Brasileira de Empresas e Empreendedores da Comunicação (Altercom) e o Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé, com o apoio institucional da Itaipu Binacional, promovem o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, com o tema “O papel das novas mídias na construção da democracia”, de 27 a 29 de outubro de 2011, em Foz do Iguaçu, Paraná (BR).














Continuo a série de artigos sobre as inovações na ges
























Naquele lusco-fusco da passagem para o Plano Real, quando não tínhamos mais ideia do quanto as coisas custavam isso foi feito sem alarde.
Ser empresário do ramo de energia elétrica é fantástico. Não há riscos. Faço um projeto para construir uma usina hidrelétrica, vendo minha produção em contrato de cerca de 30 anos para a distribuidora, pago o financiamento público a juros de pai para filho, e embolso o lucro, sem colocar nada do meu bolso.
Só me falta apadrinhamento político.
Por outro lado, a maravilhosa Cemat nos tem como consumidores cativos. Não há, para os consumidores residenciais, alternativa senão comprar energia da maravilhosa Cemat, aos preços que ela, e o ICMS, nos impõe.
Já os consumidores de grande porte, esses sim, podem negociar diretamente com diversos fornecedores na busca de preço melhor. Sem contar que o preço da energia para a indústria é bem menor do que aquele que nós bancamos mensalmente.
Negócio da China, esse.
Por outro lado, se os políticos eleitos para administrar se confessam incapazes de gerir com zelo e competência, eu pergunto: por quê se candidataram a administrar?
Foram eles mesmos que se propuseram a administrar, e não nós.
O problema é que há uma proposta maior por trás disso tudo. É a entrega de tudo o que for possível para mãos privadas. De amigos, de preferência.
Estado ineficiente revela administrador ineficiente, que não tem respeito pela res publica, pelo patrimônio coletivo. Não tem respeito também para com seus conterrâneos, "passando nos cobres" seus bens e direitos.
Tudo o que aí está construído, apesar da incompetência de muitos dos nossos gestores, é valioso e foi pago com nossas tarifas.
A Cemat e a Sanecap foram financiadas com recursos provenientes de anos e anos a fio em que pagamos nossas tarifas.
E agora vendem, dão, ou sei lá o quê, o que é nosso, pago, cada pedacinho, com nosso suado dinheiro.
Só sei dizer que o lucro de toda a cadeia produtiva, transmissora e distribuidora de energia elética é fabuloso. Se fosse um serviço público, o custo da energia seria calculado sobre custos operacionais e montante de investimentos necessários, mais a amortização de eventuais empréstimos. O lucro não entraria nessa equação. E a energia sairia bem mais em conta para todos.
29 de agosto de 2011 19:27