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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O SIGNIFICADO SOCIAL DA COPA DO MUNDO


Os grandes eventos internacionais têm vários significados. 


No caso dos esportivos é uma rara oportunidade de se promover o desenvolvimento de modalidades ainda pouco conhecidas e de estruturar aquelas cuja prática tem integram a cultura, através de reformas, construção ou ampliação dos equipamentos. A Copa do Mundo, todo mundo sabe, veio ao Brasil pela situação econômica e do envolvimento do governo do Presidente Lula e sua capacidade de antever situações vantajosas para a economia devido aos milhões são movimentados e dos ingressos de receitas através do turismo esportivo. Imagine se uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 não viesse a Cuiabá? Imagine quantos empregos seriam gerados em outra cidade? Não haveria a condição de financiamento para tantas obras de melhoria urbana e não teríamos a condição de divulgar tão amplamente o potencial econômico e principalmente turístico do Estado. O presidente Lula teve essa percepção e entregou a tarefa a Presidenta Dilma de comandar as obras necessárias para que doze sedes deste importante evento esportivo fossem também oportunidades sociais de melhoria da qualidade de vida da população brasileiras, principalmente as mais fragilizadas. 


A Presidenta Dilma não poderia fazer todas as obras necessárias diretamente pelo governo federal, chamou para essa parceria os governos estaduais e municipais.  Mato Grosso aderiu e o governador Silval Barbosa (PMDB) transformou a capital num canteiro de obras. Tem seus inconvenientes com a necessidade de desapropriações, de alterações no trânsito e até de horários para que seja possível preparar as cidades de Cuiabá e Várzea Grande. Grande parte das dificuldades encontradas na execução das obras e, portanto, em proporcionar maiores oportunidades para a população local reside na ausência (ou omissão), especialmente da prefeitura da Capital, onde parece que a Copa do Mundo não vai ser aqui. Repare que não existem programas ou projetos voltados a desenvolver o esporte e o lazer visando a formação de uma cultura esportiva, tampouco se resolveram problemas que se eternizam como transporte coletivo de passageiros (com ônibus superlotados e sem licitação), Pronto Socorro e Policlínicas incapazes de atender a demanda, saneamento e implantação de coleta e tratamento seletivo do lixo (não se resolveu o problema do aterro sanitário).  O significado social da Copa do Mundo em Cuiabá, se encontra menosprezado. A parceria entre os governos do Estado e Prefeitura, com a eleição de Lúdio Cabral para Prefeito, irá permitir a parceria entre os três níveis: União, Estado e Município e, mais do que isso, todos comprometidos em legar a população condições de usufruir de todos esses equipamentos que serão construídos. Lúdio Cabral pretende incluir o esporte e o lazer na atenção primária de saúde, permitindo que qualquer pessoa possa ter o atendimento multidisciplinar, não apenas com médico, mas com psicólogo, assistente social, fisioterapeuta e profissional de educação física. Todos tem direito a academia para a manutenção ou recuperação da sua melhor condição. As academias da saúde ou das cidades. Implantadas em todo o Brasil, através de governos petistas, permitirão a ocupação social dos equipamentos construídos para a Copa do Mundo, das quadras, ginásios, miniestádios e praças públicas. Sabemos que não basta construir, equipar, é preciso que se dê utilidade e que beneficie toda a população. Está a se construir a modernidade em Cuiabá, mas não se pode ter como obstáculo a pouco (ou nenhuma boa vontade do prefeito) em relação a desenvolver programas e projetos dos governos estadual e federal. O significado social da Copa do Mundo em Cuiabá não é apenas construir estádio moderno, centros de treinamento e implantar o VLT como contribuição para a melhoria do transporte coletivo. Tanto PT quanto PMDB tem uma visão social talhada nas lutas pela redemocratização do país, entendem que todos esses benefícios serão inócuos se não tivermos um prefeito que saiba cuidar de gente não apenas explorar o ser humano como força de trabalho. 


A cidade não é apenas cimento armado, tampouco sua finalidade é produzir riqueza para poucos. PT e PMDB entendem que Lúdio Cabral experimentado nas lutas pela defesa dos interesses coletivos tem a confiança e credibilidade para implantar as mudanças necessárias para que todos possam usufruir do desenvolvimento. PT e PMDB entendem que Faiad é o vice-prefeito ideal. Credibilidade e conhecimento jurídico reconhecido nacionalmente. Não se trata de um projeto desses “grupos” montados por interesses ou daqueles que acreditam que a força do dinheiro é capaz de cegar a inteligência e o bom-senso de todos nós. Evidente que não somos perfeitos. Tanto que a proposta é ouvir a população, discutir o orçamento participativo, fortalecer os conselhos e dar o máximo de transparência nos atos praticados pelo ente público. Nem Lúdio, nem Faid tiveram interesse em “comprar” patrimônio público. O legado da Copa do Mundo pertence ao povo cuiabano e mato-grossense e não pode correr riscos que cair na mão de “grupos” montados por estranhos interesses. 

Hilda Suzana Veiga Settineri

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